setembro 30, 2007

Sorvete

Tenho um colega no banco, o HVYMTL (já deu as caras por aqui em alguns comentários), que costuma dizer que eu não sou, exatamente, um referencial muito razoável em termos de comida, tendo em vista algumas preferências exóticas (na opinião dele) sobre iguarias únicas que gosto de apreciar quando estou no sul. (Sim, pai, estou falando "daquilo").

Para colocar a tese dele em prova, resolvi trazer para vocês a foto do último pote de sorvete comprado aqui em casa - uma edição especial da Edy's, em comemoração ao Halloween que se aproxima.


Sim, o sorvete tem este sabor mesmo. Lembra mais o gosto da torta, a famosa "pumpkin pie", servida por aqui no feriado do Thanksgiving. Tenho comido o sorvete com calda de chocolate, já que este sabor não é exatamente muito doce. No resumo, não é um sorvete que eu sairia pela madrugada procurando um lugar para tomar, mas também não é nada desprezível.

Um abraço!

setembro 28, 2007

Pobre São Francisco

Perdoai, São Francisco, padroeiro do Escotismo, a frase infeliz do Senador Wellington "Sem Voto" Machado, ardoroso defensor de Renan Calheiros. Uma pessoa sem voto algum (é senador suplente!!!), abraçando as causas mais mórbidas que o Parlamento já encarou, agora chama por teu nome em troca de uns caraminguás!!!

É como eu falei: Renan e seus cúmplices vão durar no Senado até a hora em que a CPMF for aprovada. Depois disto, Lula vai cuspi-los como fez com todos os outros que usou para alcançar seus objetivos. E aí aparece o "Salvador da Pátria", aquele que investiga e manda prender os bandidos. Antes da CPMF, é "o meu aliado, a sustentação do governo"; depois "quem tem culpa, que pague na justiça". E a oposição vai, mais uma vez, ficar vendo navios...

E já que eu estou revoltado hoje, vai mais lenha: o senadorzinho sem voto é tão picareta que, nas notícias em seu site, ele não relaciona nada sobre a sua "destacada atuação" em defesa dos bois e vacas do Presidente do Senado.

E a oposição vai ficar vendo navios...

Abraços!

setembro 24, 2007

Dedo-Duro

O governo agora resolveu mandar para o Serasa os devedores de tributos federais. Da primeira vez que li que o governo pensava em fazer isto, li um comentário interessante, que dizia mais ou menos assim:

"Governo coloca no Serasa devedor de imposto? Ótimo. E a quem eu recorro quando o governo não presta os serviços que os meus impostos deveriam pagar? Para o Procon? E quando o governo demora quase um ano para pagar restituição de imposto, posso apelar para o mesmo Serasa?"


À parte a brincadeira espirituosa e com forte fundo de verdade, a medida não seria de todo ruim se o Serasa tivesse o tão discutido "cadastro positivo": se o consumidor pudesse mostrar ao banco que não apenas tenho a ficha limpa no mercado de crédito, mas também junto ao governo, poderia barganhar um custo menor no financiamento de longo prazo. Da forma como está, sem o cadastro, é só um pavor a mais sobre o contribuinte.

Abraços!

Pesquisa Nova

... e resultado da primeira pesquisa do blog: houve empate entre quatro dos oito leitores do blog (os outros quatro fizeram como os senadores do PT que ajudaram a absolver Calheiros, se abstendo), entre as opções de proteção sanitária (com o reforço no estoque de papel higiênico) e a opção "larga de ser fresco, já que tu é de Bento, pô!".

Agradecendo aos participantes da primeira pesquisa, a nova enquete entra no ar abordando um tema de grande alcance filosófico: Tostines vende mais porque é mais fresquinho; ou é mais fresquinho porque vende mais?

Abraços!

setembro 22, 2007

Semana Farroupilha Salva

Tia Izete esteve nos EUA, e Christiane foi encontrá-la. Qual o resultado disto? A Semana Farroupilha foi salva aqui em casa, graças ao presente da Tia Izete: tínhamos a erva (argentina, presente do Enestor quando esteve aqui em casa), mas faltavam a cuia e a bomba. Agora, não falta mais.


Obrigado, Tia Izete!

Abraço!

setembro 21, 2007

Parabéns!

As minhas fontes costumam ser bem confiáveis em certas áreas, e a deste post não tenho dúvidas que é das melhores. Ainda mais quando se trata de um dos oito leitores do blog, referidos abaixo. Assim, fica registrado os parabéns ao casal Karen e Ricardo, por terem oficializado no civil o que já existia na prática!

Na foto acima, encontro lá em casa, com o casal ainda esperando pelo filho Gabriel

Abraços!

Educação de Banco Central

Vi um cartaz na faculdade hoje e achei interessante a proposta: os Feds regionais promovem, uma vez por ano, um concurso para estudantes de graduação onde estes, em última instância, simulam uma reunião completa do FOMC (o Copom deles). Os estudantes devem montar uma apresentação com uma exposição clara sobre a conjuntura do país, estabelecer os principais problemas e, por fim, dizer qual deve ser a trajetória dos juros que o Fed deveria escolher como consequência dos problemas apontados.

No Brasil, acho que o máximo que chegamos a ter foi o Concurso de Monografias, de 2003, e as ações do "BC e Universidade", onde funcionários do Banco dão palestras sobre as principais funções de um Banco Central.

Imagino o dia em que chegaremos a ter uma promoção como esta, e... Não, na verdade, eu não imagino o dia em que chegaremos a ter algo neste sentido: do jeito que estão as universidades no país, vai aparecer uma meia dúzia de bobo-alegres, erguendo cartazes contra a privatização da Vale, dizendo que o BC dá dinheiro para os banqueiros, e apresentando, por fim, o trabalho como se fosse um jogral (alguém se lembra do significado disto, ou já ouviu esta palavra na vida? Quem conhece, sabe exatamente o que eu estou falando). Tudo para, no fim, dizerem que o resultado foi manipulado para dar o prêmio para alguma das grandes universidades em economia que fosse alinhada com o pensamento neo-liberal privatizante. No limite, chegaríamos a uma CPI... Deixa para lá.

Abraços!

setembro 17, 2007

Pesquisa no Ar!!!

Novidade no blog: pesquisa no ar. Depois de um ano de experiência por aqui, ainda não me acostumei com a possibilidade de ver um furacão passando junto da minha orelha. Ajude-me a decidir o que fazer diante de tamanha possibiidade.

Um abraço!

setembro 16, 2007

Mudanças no Segundo Ano

Ainda não tive tempo de comentar com mais calma sobre como está o segundo ano do doutorado, apesar de já ter reclamado da carga de aulas. Continuo sem tempo para fazer comentários mais elaborados, mas dá para mostrar aqui uma das GRANDES, IMENSAS vantagens de não ser mais do primeiro ano (além de não ter mais o qualy, óbvio): com vocês, minha sala na faculdade!!! Notem, ampliando a foto, o detalhe do meu nome junto com o dos colegas que dividem a sala comigo.


Tudo bem, não dá para dizer que é uma sala gigantesca, nem que a mesa é muito grande, ou que é muito ventilada (na verdade, é um cubículo sem janela que divido com três colegas). De toda forma: 1) a cadeira da minha mesa é muito boa; 2) é um lugar onde posso deixar os livros sem ter que ficar trazendo muita coisa para casa; 3) dá até para deixar o computador por lá; e, 4) é um lugar onde dá para ficar isolado do resto dos colegas, bastando fechar a porta (no "grad lounge", onde o povo do mestrado e do primeiro ano do doutorado briga por um espaço todo o santo dia, tinha sempre a distração de gente entrando e saindo da sala).


Abraços!

setembro 14, 2007

Pergunta ao doutor Renan

Era uma vez um senador americano que foi pego no banheiro de um aeroporto assediando um outro rapaz. Este senador, do Idaho - sexto estado mais pobre do país - renunciou ao cargo, ainda que esteja negando a acusação. Uma frase, no seu discurso de renúncia me chamou a atenção:

“The people of Idaho deserve a senator who can devote 100 percent of his time and effort to the critical issues of our state and of our nation.”

Pergunta ao doutor Renan Calheiros: Alagoas não merece um senador que devote 100% do seu tempo e esforço aos problemas críticos do seu estado e do seu país? O Brasil não merece um Presidente do Senado que devote 100% do seu tempo e esforço aos problemas críticos do seu país?

A votação de quarta-feira foi uma piada macabra.

Abraços!

setembro 12, 2007

Por que ele chegou onde chegou?

Muita gente ainda se pergunta como pode uma pessoa sem qualificação técnica ou preparo intelectual chegar onde Lula chegou. Vou tentar rabiscar uma resposta aqui, aproveitando como exemplo o patético de comportamento do Congresso Nacional e das oposições na absolvição de Renan Calheiros.

O presidente atual, por mais incrível que isto possa parecer, não é uma pessoa dotada de pouca inteligência. Ao contrário do que se costuma associar, inteligência não é uma virtude criada a partir da leitura de livros, ou do tempo dentro de uma escola – o máximo que livros e horas de estudo fazem é aprimorar o material já existente. Nesta perspectiva, Lula pode, naturalmente, ter chegado onde chegou: horas de estudo não é pre-condição para o cargo de Presidente da República. Por outro lado, nenhum ignorante em política, por maior que seja o título acadêmico, é capaz de ser eleito para cargo de tamanha relevância.

Onde eu quero chegar com isto? Vou citar exemplos da trajetória do presidente durante as eleições e no governo para mostrar a existência de um "padrão Lula" nas atividades políticas que justifica a sua popularidade atual.

Lembram da propaganda na campanha, quando ele aparecia em meio ao comitê do PT, cercado de técnicos, dando a clara idéia que ele tinha assessores muito capazes e com propostas sérias para todos os problemas do país? Pois bem: quantos daqueles assessores ainda continuam no governo? Qual era o objetivo de mostrar aquele bando de gente (todos do PT) trabalhando? Basicamente dois: a) mostrar à classe média e alta, que é quem decide eleição no país, que Lula poderia não ser bem preparado, mas tinha um bom suporte ao seu redor; e, b) mostrar ao pessoal do PT que, em última instância, mesmo estando em uma coligação, o governo seria um governo "do PT".

Pois bem. Passados todos os escândalos, quantos daqueles "técnicos preparados" continuam por ali? Se tirar alguns da Fazenda, Casa Civil e alguns poucos ministérios de menor relevância, não sobra nada. O que houve? Lula "se enganou" a respeito da competência do partido? Não. Lula, como faz com todos, usou o partido para chegar onde chegou. Quem saiu da (sua) linha, foi triturado.

Na política econômica, lembram quando Lula deixava recados que "estava descontente com as taxas de juros"? Cheguei a falar disto em outro post, onde tratava da relação entre jornalistas e políticos em Brasília. Pois não é que a imprensa (e parte do PT) ficou absolutamente estarrecida quando descobriu que foi Lula quem forçou uma meta de inflação mais baixa, ainda que a custos de juros mais altos? A técnica aqui se aplica de novo. Lula faz o que considera correto. Se for algo que desagrada ao PT, manda recados, dizendo que não gosta do que está sendo feito. Mas para o público externo, fica a imagem do timoneiro que adotou as medidas duras para garantir o crescimento do país.

Mais exemplos da técnica? Onde está José Dirceu? Reapareceu, agora, em função do julgamento do Mensalão. Mas, fora disto, é um blogueiro de excelentes contatos. E só. Quando Dirceu foi flagrado no caso Waldomiro, Lula fez que não ouviu. Quando Dirceu foi pilhado no escândalo do Mensalão, Lula adotou a posição mais dúbia possível: ficou quieto, aceitou uma carta de demissão, deixou o seu partido ser triturado; quando a maré baixou, afirmou que "os companheiros devem ser perdoados pelos seus erros", mas, quando pressionado, afirmou, publicamente, que demitiu todos os envolvidos no escândalo. Ou seja, saiu bem com todos: para o PT, ofereceu o perdão; para o público, "demitiu" a todos que "o traíram".

Outro caso relevante: Palocci. Uma surpresa na área econômica, ministro de projeção que sustentava todas as brigas contra o próprio partido – afinal, o governo tinha que ser "do PT", como dizia a propaganda, não? – Palocci foi pilhado no escândalo do caseiro. O que fez Lula? Mais uma vez, ficou quieto, cercou-se de todas as certezas que a economia não iria ser afetada, para daí aceitar a carta de demissão do então ministro. Para o público interno (o PT), mais um "perdão pelos erros"; para o público externo, a "demissão" de quem faltou com o decoro.

Também serve de exemplo o acidente com o avião da TAM. Onde estava Lula na hora do acidente? Ninguém sabe, ninguém viu. Qual foi a ação política do Presidente nesta hora? Demitiu um ministro (que não era do PT, diga-se) e encontrou alguém deslumbrado com a vitrine que o cargo da Defesa daria (Jobim). Lula mexeu em alguém ligado ao partido? Não. Zuanazzi (indicado por Dilma) ainda está na ANAC; a diretora indicada por Dirceu pediu demissão (como o chefe, não foi exonerada). Mais uma vez, a técnica: para o "partidão", o perdão pelos erros; para o povão, o "rigor do líder". O ônus da reorganização do setor (se é que será reorganizado) ficará todo nas costas do novo ministro deslumbrado.

E Renan com isto?

Aí o leitor que ainda não me largou - como todos sabem, este blog tem oito leitores, sendo que apenas dois deles lêem tudo até o final - vai estar perguntando: e o que o Renan tem a ver com toda esta história?

Renan foi absolvido por seis votos. Quem está comemorando com isto, além de Renan? Sarney, grande aliado do atual Presidente, sinalizou com todos os seus votos pró-Renan. Relatos chegam dizendo que Mercadante e Ideli Salvatti fizeram discursos em plenário em favor de Renan. Por que toda esta mobilização dos aliados para salva-lo? Respondo com outra pergunta: para que Lula precisa do Senado neste ano, que nem é ano eleitoral ainda? Que coincidência: não é que está para ser votada a prorrogação da CPMF? E não é que Lula não conseguirá aprovar o imposto sem o apoio do PMDB, uma das maiores bancadas do Senado? Que coisa, não?

Fica a previsão, para encerrar o texto. Renan fica até a CPMF ser aprovada. Depois disto, vai aparecer um novo escândalo, e as "forças populares", capitaneadas pela máquina do PT, vão invadir o Congresso exigindo que o Presidente do Senado seja deposto. Depois de Renan ser cassado, Lula virá a público, alegre e faceiro, dizendo que "nunca neste país tanta gente com tanto poder foi investigada". E a oposição, ao invés de denunciar a manobra desde já, como deveria ter feito repetidas vezes nos outros escândalos (lembram da tese corrente, durante o Mensalão, de "deixar o Lula agonizar para ganhar dele nas eleições"? Pois é...), vai ficar com cara de otária, vendo Lula aparecer para o povão como o salvador da moralidade brasileira.

Que tristeza.

Abraços!

P.S.: não acredito na tese de que o PT votou para absolver Renan porque estava com medo do que ele poderia fazer se condenado. Muitos outros, e em piores situações, poderiam já ter colocado a boca no trombone e não fizeram. Para mim, o que existe é método: Lula tem o seu método de fazer política, e está dando certo. Renan já está condenado, podem apostar. O que vai fazê-lo ficar mais ou menos tempo no cargo é a demora na aprovação da CPMF. E só.

Mais algumas notas

Tudo bem, ficar um tempo sem postar implica o acúmulo de notícias que acabam por se transformar em pequenas notas, já que não dá tempo de desenvolver todas as idéias com mais calma. Mas vamos lá: tentarei fazer com que seja a última sessão de "curtas e grossas":

1) Começaram as aulas do segundo ano do doutorado. Está muito corrido, mas está muito bom. O calendário está irregular, já que o programa de PhD decidiu separar as cadeiras de um semestre em módulos menores, de meio semestre, para dar maior flexibilidade aos alunos para selecionar os cursos que lhes são mais interessantes. Entretanto, parece que esqueceram de avisar os professores: todos os que estão oferecendo cadeiras de um módulo optaram, óbvio, por dar aulas na primeira metade do semestre. Qual a consequência disto? Estou fazendo 4 matérias até o início de outubro (macroeconomia internacional, economia monetária, econometria III e economia computacional), depois passarei a fazer apenas 2 (macroeconomia internacional e economia computacional), já que dois dos cursos foram reduzidos de um semestre para apenas um módulo. Paciência.

2) Teve jogo da Seleção por aqui, não é? Sabe qual foi o destaque? Nenhum. Fora a transmissão ao vivo em um canal de esportes secundário, não se falou mais nada por aqui da passagem da Seleção no país.

3) Nos esportes, o que foi forte mesmo neste final de semana foi a abertura da temporada de futebol americano profissional (NFL). Uma das cenas mais impressionantes foi de um jogador do Buffalo Bills, Kevin Everett (número 85 no video) que teve lesão na coluna cervical logo após o impacto com outro jogador. As notícias mais recentes dão conta que Everett, quando teve reduzidos os níveis de sedativos, conseguiu fazer movimentos voluntários de braços e pernas. Esta reação, considerada fantástica por muitos médicos deve-se, segundo matéria que li, à injeção de uma solução salina gelada no corpo do jogador logo após a lesão, levando-o ao estado de hipotermia. Segundo pesquisas recentes, este tipo de atendimento no local do acidente reduziria os danos das lesões na coluna cervical.

3) Pela milésima vez, falando de trocas no governo. Podem achar que é perseguição minha, mas os primeiros resultados já começam a aparecer. Primeiro saiu o Marcos Lisboa, depois saíram o Joaquim Levy, Murilo Portugal, Loyo, Afonso Bevilaqua, e não se falou mais nada. Substituindo estes, entre outros, estão Guido Mantega, Luciano Coutinho, Arno Augustin, Mangabeira Unger (responsável pelo IPEA agora), além de figuras efêmeras, como o Júlio Gomes de Almeida (que voltou para o IEDI, depois de passagem na Secretaria de Política Econômica). E não se fala nada! Aí, abro o jornal e leio a seguinte notícia (Painel - Folha de São Paulo - 7/9/2007):

"Não se sabe o que Mangabeira Unger fará no longo prazo, mas, de imediato, decidiu acabar com o Grupo de Conjuntura do Ipea, que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desde sempre hostilizou por considerar repleto de tucanos. O grupo, no qual se destacam nomes como Fábio Giambiagi, existe há cerca de 30 anos no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que em junho passado migrou do guarda-chuva do Ministério do Planejamento para o da recém-criada secretaria do professor de Harvard. Embora já tenha recebido aval do governo, Mangabeira enfrentará reação externa. Um dos que se movimentam na tentativa de salvar o Grupo de Conjuntura é o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso."

Isto me lembra de um destes poemas que circulam na internet, de autoria que se tornou desconhecida (se alguém souber, favor enviar) que diz assim:



"Primeiro, eles vieram buscar os comunistas. Não disse nada, pois não era comunista; Depois, vieram buscar os judeus. Nada disse, pois não era judeu; Em seguida, foi a vez dos operários. Continuei em silêncio, pois não era sindicalizado; Mais tarde, levaram os católicos. Nem uma palavra pronunciei, pois não sou católico. Agora, eles vieram-me buscar a mim, e quando isso aconteceu, não havia mais ninguém para protestar."

Bom, estamos chegando perto da hora em que não será mais possível protestar...

4) Ah, sim: obrigado aos amigos do Brasil que me cumprimentaram, ainda que envergonhadamente (através de e-mail, ao invés de post no blog) pelos resultados dos exames de qualificação. A mensagem de vocês foi muito valiosa para mim!

Por enquanto, é isto. Volto para os livros.

Um abraço!

setembro 03, 2007

Ei, Olha Só...

... a gatinha aqui do meu lado está de aniversário!

Beijão para ela! Ela merece!!!

Abraços!

agosto 30, 2007

Camarão, Sushi... e Churrasco!!!

O Shikida postou no seu blog uma nota sobre a discussão no blog de Lewitt a respeito do aumento do consumo de camarão nos Estados Unidos. O problema foi apresentado por um apreciador do "Sushinomics" a respeito das questões do "Shrimponomics" – junto-me aos dois: sashimi de camarão é ótimo! Depois de ler o comentário do Lewitt, me peguei escrevendo quase um texto inteiro na área de comentários do Degustibus. Achei melhor trazer aquelas observações para cá.

Lewitt levanta uma hipótese sobre o lado da oferta de camarão como justificativa para o aumento do consumo do mesmo. Segundo ele, a melhor tecnologia para pesca e criação de camarão por aqui permite que a oferta aumente, fazendo com que os preços caiam. Entretanto, quero deixar aqui um exemplo – experiência própria – que traz justamente um reforço para o lado da demanda. Existe um restaurante de comida asiática aqui perto de casa que serve um ótimo macarrão chinês. É possível escolher se o macarrão vem com carne, camarão ou galinha. O importante aqui é o preço: pedir o macarrão com camarão custa a mesma coisa que com carne – com galinha, é um dólar mais barato. Dado (a ausência de) o gosto da carne por aqui – dizem que é por causa do excesso de hormônios – a minha escolha acaba sempre sendo pelo camarão.

A hipótese de mudança dos gostos é reforçada justamente pelo sucesso que outro restaurante faz por aqui: a Chamas Churrascaria, restaurante de donos brasileiros, importa parte da sua carne com os cortes exatamente iguais aos do Brasil, e ainda complementa o cardápio com cordeiro trazido da Nova Zelândia. Ou seja, uma melhora no gosto da carne servida por aqui, ainda que com um preço mais elevado, é suficiente para manter uma clientela cativa.

Voltando para a microeconomia, é como se tivéssemos a escolha do consumidor entre três produtos: camarão, carne boa (brasileira) e carne ruim (americana). Quando colocado para escolher entre carne ruim e camarão, o consumidor americano escolhe camarão. Quando entra na lista de possibilidades a carne boa, o consumidor diversifica entre carne boa e camarão. A carne americana, assim, é um exemplo clássico de bem inferior: os mais pobres, que não possuem condições para ir à churrascaria, ficam com o camarão, e os muito pobres limitam-se à escolha de carne.

Um abraço!

agosto 28, 2007

Recordando

Duas notas curtas, relembrando temas que eu já tinha falado por aqui:

1) Lembram quando eu falei de uma página que eu tinha na universidade? Agora está atualizada, inclusive com o endereço da minha sala no prédio!!! Veja aqui.

2) Lembram que eu falei do free lunch que a Apple estava oferecendo com o iTunes U? Pois bem, a primeira contribuição à pagina da Universidade pelo Departamento de Economia veio em altíssimo nível: faça o download pelo iTunes e ouça no seu iPod, computador ou outro mp3 player o discurso de Frederic Mishkin sobre globalização durante o NASM 2007.

É necessário o iTunes para isto, mas vale muito a pena.

Abraço!

agosto 27, 2007

O Mundo me Vendo pela Janela

As minhas férias de verão de um dia: vim, vi, estou vencendo.


Abraços!

agosto 25, 2007

Renan Calheiros e Chewbacca

As respostas do atual presidente do Senado tentando se defender de inúmeras acusações está me lembrando um episódio bastante antigo de South Park, quando o Chef faz uma acusação de plágio de suas músicas contra uma gravadora, e esta contrata o advogado de O.J. Simpson para defendê-la na corte. No dia do julgamento, o advogado Johnnie Cochran usa a "defesa Chewbacca" para derrotar o Chef. Em uma tradução livre, a defesa foi a seguinte:

"Senhoras e senhores do suposto juri, o advogado do Chef gostaria certamente que vocês acreditassem que o seu cliente escreveu "Stinky Britches" dez anos atrás. E eles têm uma boa causa. Diabos, eu quase fiquei com pena! Entretanto, senhoras e senhores deste suposto juri, eu tenho uma consideração final para fazer. Senhoras e senhores, este é Chewbacca. Chewbacca é um Wookiee do planeta Kashyyyk. Mas Chewbacca vive no the planet Endor. Agora, pense sobre isto; ISTO NÃO FAZ SENTIDO! Por que um Wookiee, um Wookiee de oito pés de altura, quer viver em Endor, com um bando de Ewoks de dois pés? ISTO NÃO FAZ SENTIDO! Mas mais importante, vocês devem se perguntar: o que isto tem a ver com o caso? Nada. Senhoras e senhores, isto não tem nada a ver com este caso! Isto não faz sentido! Olhem para mim. Eu sou um advogado defendendo uma grande gravadora, e eu estou falando sobre Chewbacca! Isto faz sentido? Senhoras e senhores, eu não estou fazendo sentido algum! Nada disto faz sentido! E então vocês têm que lembrar, quando estiverem deliberando e recitando a Emancipation Proclamation, isto faz sentido? Não! Senhoras e senhores deste suposto juri, ISTO NÃO FAZ SENTIDO! Se Chewbacca vive em Endor, vocês devem inocentar a gravadora! A defesa encerra."


Renan parte para o argumento de intromissão na sua vida particular, seguido das explicações sobre os ganhos com gado, para em seguida tratar das casas que compraram carne das suas fazendas. Tudo isto para justificar a questão original: é ético usar um lobista para pagar em dinheiro vivo as suas contas? Senador, lamento, mas ISTO NÃO FAZ SENTIDO!

Abraços!

P.S.: para lembrar a "defesa Chewbacca", ver aqui e aqui.

Atrasado

Muita coisa ficou para trás, tive que abrir mão do tempo de blog para dedicação exclusiva aos livros. Assim, algumas notas, com comentários breves:

1)
"Vocês vejam que absurdo, tem gente que critica o Bolsa Família como um programa assistencialista, porque a gente está dando o direito dos mais pobres comerem. Agora, essas mesmas pessoas que criticam o Bolsa Família não criticam uma bolsa de 2 mil dólares que a gente paga para um doutor se formar no exterior."
Aviso ao senhor Presidente da República: eu ganho mais do que este valor para estar aqui – e nem por isto fico sem dizer que o programa Bolsa Família, da forma como está desenhado hoje, é um esmolão caçador de votos.

2) Shikida lembrou, no dia 21 de agosto, 7:42am, que as notas de aula em economia internacional do Professor Uribe estão disponíveis na internet: aulas começam na segunda-feira, 8:30 da manhã.

3) Ainda da viagem a NY, no final de julho, uma foto que eu queria ter postado, da entrada do "Museu do Sexo". Detalhe para o aviso na placa: "Favor não tocar, lamber, acariciar ou montar nas peças".



4) Se um gaúcho afirma que o por-do-sol abaixo, em New Jersey, não se compara ao que vemos no rio Guaíba, é bairrismo. E quando um carioca tenta estabelecer alguma comparação entre Times Square e o calçadão de Copacabana, deixando subentendido que a diferença entre os dois lugares é apenas a violência? E olha que este comentário não é dor de cotovelo por ele ter experimentado a sopa do nazista de Seifeld: outras pérolas aparecem ao longo dos posts sobre sua estadia em NY, tal como a "intolerância" do americano que não mora na cidade. Se ele tivesse noção do respeito que as pessoas têm por quem vem para cá, por exemplo, para estudar, a opinião dele seria bem diferente.



5) A seleção americana de basquete está dando uma lavada em Las Vegas no torneio pré-olímpico masculino das Américas. Se eu tivesse tempo, daria uma chegada por lá: ida para Las Vegas, com hotel e avião, é muito mais barato do que para NY.

6) O blog deve passar por algumas mudanças, resultados de recursos novos que o Blogger está disponibilizando. Entre elas, a ampliação dos links na barra lateral e pesquisas de opinião para os meus três leitores decidirem sobre o futuro da humanidade em questões de extrema relevância.

Um abraço!

P.S.: Desculpe, Shikida, mas tá ruim de indicar posts do teu site.

Uma Pequena Vitória

Depois de um ano, finalmente, três conquistas:

1) Reconhecimento (ainda que a bolsa da CAPES, por opção do departamento, não me permita assumir o posto).


2) O alívio de ver o trabalho recompensado:


3) A certeza de que os amigos sempre estiveram comigo neste que foi o pior mês da minha vida.

Obrigado a todos!

Abraços!