"Hazard - 1. A hazard is something which could be dangerous to you, your health or safety, or your plans of reputation. (...) 2. If you hazard or if you hazard a guess, you make a suggestion about something which is only a guess and which you might be wrong." - Do Dicionário "Collins Cobuild"
março 28, 2010
fevereiro 26, 2010
Pergunte ao Google, Bia Responde II
Dando continuidade à série, outra pergunta começou a ficar frequente no Google, e os resultados trazem curiosos para cá, como se pode notar na figura abaixo.

Mais uma vez, consultamos a pessoa mais inteligente da casa para saber a resposta que aflige tanto os visitantes do blog. Bia, o povo de São Paulo e Salvador quer saber: se te oferecessem o cargo de Presidente dos Estados Unidos, tu aceitarias? A resposta veio no melhor estilo Alborghetti (RIP):

"SAI DAQUI, PORRA!!!!!!"
Abraços!
fevereiro 23, 2010
fevereiro 22, 2010
Step 2
Depois de e-mails reclamando da nota técnica, um pouco mais de conteúdo para os interessados: os dois primeiros capítulos da tese, com modelo comentado e a análise do estado estacionário, já estão no ar.
Também a nota técnica foi atualizada para a correção de alguns pequenos erros na notação.
Mais uma vez, comentários, críticas, erros, favor entrar em contato!
Abraços!
fevereiro 20, 2010
Canadá Anexado
É o que entendo desta reportagem da Folha Online. Acho que "queimados" não foram os jogadores que participaram da brincadeira: um pouco de geografia não faria mal nenhum na redação.

Abraços!
fevereiro 05, 2010
Porcos
O problema dos PORCOS são os porcos. Explico:
PIGS: Portugal-Italy-Greece-Spain. Acrônimo em inglês bem explicado pelo Cristiano.
Pelo comentário do Juan, um dos problemas da Espanha pode estar relacionado com o excesso de "porco" distribuído: ver "Pork barrel". Ainda que o comentário esteja centrado no projeto de reforma da previdência espanhola, aposto que tem muito "porco" distribuído pelos governos, suficiente para comprometer a situação fiscal dos PORCOS.
Abraços!
fevereiro 02, 2010
Software
Duas dicas para quem precisa de programinhas fáceis para organizar o trabalho:
1) Dica do Shikida (na verdade, quem usa parece que é o Leonardo Monastério) excelente sobre o Zotero. Escrevendo a tese, não perco mais tempo com códigos em LaTex para escrever a bibliografia: basta achar na internet o link e as referências do artigo que quero citar e adicionar à minha base de dados do Zotero. Depois, é só exportar a base de dados no formato BibTex e tudo está resolvido. Livros? Basta entrar na página de alguma livraria virtual (sim, serve até a Amazon), achar o livro e adicionar a referência na base de dados. Tudo com um clique dentro do Mozilla Firefox.
2) Todo mundo na faculdade está usando, eu devo instalar aqui no meu computador amanhã, o Dropbox. Para quem trabalha em mais de um computador e precisa ter os arquivos atualizados sempre à mão, é uma tranquilidade. Backup imediato a cada alteração dos arquivos e acesso aos dados onde quer que esteja.
Abraços!
janeiro 28, 2010
Step 1
Como prometido, o primeiro passo: para os interessados na minha pesquisa, uma nota técnica para começar a quebrar a cabeça.
Como sempre, comentários, críticas, erros encontrados, favor entrar em contato!
Abraços!
janeiro 24, 2010
Notas de Um Blog Parado
Blog parado. Para quem acompanha a viagem desde o começo, deve estar se dando conta que o fim pode estar próximo. Para tirar um pouco a poeira da bodega, algumas notas:
1) Para os pais de primeira viagem que curtem música, uma dica que vale muito a pena: uma coleção de cd's com regravações de clássicos do rock em versão de canção de ninar. Compramos para Bia um dos cd's da coleção com regravações de Pink Floyd. Ela adora as versões de Time, Wish You Were Here e Mother. As versões são muito bem feitas, e existem cd's de regravações de outros artistas, como Guns'n'Roses, Beatles, Rolling Stones, Queen, AC/DC, Led Zeppelin e Metallica.
2) Também tenho trabalhado muito na tese. Por não ter o compromisso de participar do processo do Job Market, o departamento não me pede para colocar todo o meu trabalho no ar. Entretanto, espero, daqui alguns dias, colocar ao menos a nota técnica do modelo base dos papers que estou elaborando. Como o modelo é relativamente comum, não tenho preocupações com plágio (isto, garanto, apavora os meus colegas). O importante do meu trabalho é o que faço com o modelo, e não o modelo em si. Além disso, sei de leitores que apreciariam acompanhar um pouco da álgebra para a construção de um modelo como o que eu estou mexendo.
3) Não tenho tido tempo de ler o noticiário do Brasil, e quem me criticar pela minha falta de opiniões a respeito, é um babaca!
4) No front local, muita discussão sobre se Ben Bernanke deve ficar ou não no comando do Fed. Está muito fácil de coletar opiniões a favor, contra, ou mesmo neutra sobre o tema; logo, não perco meu tempo com isto. Uma nota que achei muito interessante, e que diz respeito ao processo de decisão no serviço público de uma maneira geral, está no Blog do Mankiw. Muitas vezes, o que já se discute à portas fechadas nos departamentos técnicos do serviço público acaba explorado de forma política por conveniência.
5) Nos esportes, hora de observar mais o basquete, já que o futebol americano está perto do seu final, com as disputas das finais de conferência hoje, e o Super Bowl no dia 7 de fevereiro.
Abraços!
janeiro 14, 2010
Imprensa: Percentual do Percentual
A manchete de hoje da Folha é de uma infelicidade tremenda, que mais engana do que informa:
"Inflação no governo Lula é 37% menor que nos anos de FHC"
Ok, sem problemas. Façamos as contas: a inflação média do governo anterior (argh!, já não gostei do uso de médias aqui, mas vá lá...) foi de 9,1%. No atual governo, a média da inflação é de 5,7%. Logo: (5,7 - 9,1)/9,1 = -37.4%. De fato, o jornalista acertou na conta. Os mais avançados podem dizer "tá vendo, não tem problema algum, está tudo correto".
Consideremos, então, dois governos hipotéticos: o governo A possui inflação média de zero no seu período, estabilidade absoluta do nível de preços. O governo seguinte, B, tem uma inflação de 0.1% no seu período. Façamos as contas: (0,1 - 0)/0 = Um número muito alto que tende ao infinito!!!
Qual deve ser a manchete da Folha neste caso? Uma sugestão: "Inflação explode no governo B". Bem dramático, não? Mas, como assim?, inflação de 0,1% explodiu? Sério? Tem muito país na América Latina que adoraria ter uma "explosão" destas. É o gênero do jornalismo econômico atual no Brasil. Infelizmente.
Abraços!
janeiro 13, 2010
Política Fiscal no Fed de Atlanta
Ocorreu no Fed de Atlanta um excelente seminário sobre política fiscal. Muita, mas MUITA, gente boa falando por lá, com contribuições novas, muitas explorando as relações com a política monetária e a medição de choques fiscais. Entre os participantes, Michael Woodford, V.V.Chari, Bruce Preston, Chris Sims, Andrew Levin, Jesus Fernandez-Villaverde, Harald Uhlig, Lars Svensson...
Para quem acompanha as discussões sobre macro aqui no blog, o encontro foi importante por juntar muita gente cujo trabalho foi severamente criticado, em especial por aqueles que não gastaram seu tempo estudando modelos de equilíbrio geral.
Para resumir, leia os papers. Se apenas as apresentações estiverem disponíveis no site, procure os papers. Ponto.
Abraços!
P.S.: a dica foi de um dos comentaristas do evento.
janeiro 10, 2010
Dica: Livro em Construção
Boa dica de um dos meus nove leitores (grande abraço, Ulises): está em construção um livro muito interessante do prof. Carlos Végh, da Universidade de Maryland, sobre macroeconomia aberta em economias em desenvolvimento. Os poucos capítulos que tive tempo de dar uma olhada pareceram bem completos, e o projeto é bastante ambicioso, com capítulos específicos tratando, por exemplo, de políticas ótimas, dolarização e crises financeiras. Para quem se interessa pela solução dos modelos, o site também disponibiliza os programas de Matlab que geraram os resultados publicados em cada capítulo.
Vale a leitura desde já!
Abraços!
janeiro 09, 2010
A Instrução 70 da Venezuela
A notícia das medidas cambiais na Venezuela me lembrou demais das aulas de história econômica do Brasil e as discussões intermináveis e chatas sobre a famosa "Instrução 70 da SUMOC". Digo, intermináveis e chatas para quem acha que o Brasil ainda precisa de instrumentos neste sentido, e tentam provar que este tipo de política funciona.
Notem que, na época, a taxa de câmbio mais desvalorizada no Brasil buscava estimular as exportações de café. Troquem "café" por "petróleo" e estamos muito próximos do atual caso venezuelano.
Abraços!
janeiro 02, 2010
Bolhas
Excelente pergunta do Scott Sumner: afinal de contas, o que são as "bolhas"?
Abraços!
janeiro 01, 2010
Dos Medos e Manias
Muito bom o comentário de um professor de filosofia, publicado no NYT, associando ao final o medo gerado pelo famoso Bug do Milênio (alguém ainda lembra?) com as teorias do aquecimento global.
Um abraço!
Duke Basketball: Foi Mal
Ô Cristiano, foi mal, cara. Mas jogar contra Duke, com direito à transmissão pela tv para todo o país, foi um estímulo para a gurizada daqui. Não adiantou nem trazer o Denzel Washington (pai de um dos jogadores da UPenn) aqui para Durham, que a turma do K passou por cima.
Um abraço!
dezembro 31, 2009
Feliz 2010!
Hein? 2009 já passou? Já foi? Já estamos em dezembro??? Tá bem. Então ficam os votos de um Feliz 2010 para os nove leitores do blog.
Um abraço!
dezembro 24, 2009
Silêncio! E Feliz Natal!
dezembro 22, 2009
Dê a Mão, o Estado quer o Braço
Health Care Bill, tudo bem. Agora, escolher entre cosméticos e sessões de bronzeamento artificial para financiar a lei é piada: por que alguém tem que escolher para mim se a minha cara feia precisa de botox ou de uma corzinha de praia (ainda que falsificada)??? Não era mais simples, então, um imposto igual para os dois itens? Ah, mas é para isto que existe lobby no Congresso...
Um abraço!
dezembro 15, 2009
Taxa de Câmbio, Asset Pricing e o Debate
O Shikida fez observações sobre um post do Adolfo Sachsida a respeito dos debates sobre a taxa de câmbio no Brasil e a forma de conduzir política cambial. Segundo o Adolfo:
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A questão da taxa de câmbio, sob uma perspectiva não-heterodoxa (dêem aqui o rótulo que quiserem, quem acompanha o blog sabe que não gosto disto), deve ser vista sob três ângulos distintos: 1) a determinação do nível do câmbio de equilíbrio (que, sob algumas hipóteses, pode ser derivado de um modelo com micro-fundamentos, seja sob preços rígidos ou flexíveis); 2) a dinâmica da taxa de câmbio (o que determina as suas flutuações); 3) a política ótima de condução do câmbio (livre flutuação, "flutuação suja", "banda endógena diagonal" - ops!!! -, câmbio controlado). Para antecipar o que vou tentar mostrar aqui, afirmo que é possível fazer inferências educadas sobre (1), não sabemos nada sobre (2), mas, mesmo assim, é possível tratar do problema (3).
Sobre a determinação do que seria um câmbio de equilíbrio (o problema (1)), os modelos recentes têm tratado a taxa de câmbio real (RER) de equilíbrio como o valor que equilibra, em termos intertemporais, o balanço de pagamentos. Estruturas mais simples, assumindo, por exemplo, a validade da Lei do Preço Único, normalizam a RER para a unidade, e tratam, eventualmente, das suas flutuações. Em estruturas mais complexas, com hipóteses, por exemplo, sobre a formação de preços de produtos importados domesticamente, ou de produtos de fabricação doméstica vendidos no exterior, é possível obter valores "não-normalizados" para este número. Logo, sob determinadas hipóteses, é possível, sim, dizer o que seria o valor da RER de equilíbrio para uma economia.
A questão (2) é um problema mais antigo, que vem desde a formulação do modelo mais básico de equilíbrio geral disponível: entender por que a taxa de câmbio foge persistentemente do seu valor de equilíbrio é um problema de precificação de ativos ("asset pricing") que não foi resolvido até hoje: é o famoso "Equity Premium Puzzle". Lembre-se que o preço da moeda estrangeira é derivado da condição de paridade entre o retorno de títulos negociados no mercado doméstico com os títulos negociados nos mercados financeiros internacionais (a famosa UIP). Logo, os mesmos problemas verificados com a precificação de títulos no problema do retorno do investimento também se aplica à taxa de câmbio. Neste caso, não existe modelo com base em microfundamentos capaz de explicar a variabilidade da RER sem prejudicar o ajuste das outras variáveis do sistema (e sei disto por experiência própria, no trabalho da tese). E aqui, esta explicação vale para ambientes de preços fixos, rígidos ou flexíveis.
Por fim, a questão (3) tem sido avaliada, sim. Inclusive com pesquisadores brasileiros dando boas opiniões sobre o tema. Destaque, por exemplo, para Bianca De Paoli, em paper no Journal of International Economics, mostrando que a política que maximiza o bem-estar é condicionada ao papel dos bens importados na economia doméstica (se complementares ou substitutos), com a política ótima variando entre o "inflation target" do índice de preços ao consumidor (CPI), passando pelo índice de preços ao produtor doméstico (PPI), e até mesmo o "crawling peg".
Por que não se fala mais sobre isto? Resumo: porque não sabemos o que falar. Análises heterodoxas dão um pulo fenomenal, e errado, em termos de análise do tema: assume-se que existe um valor de RER de equilíbrio e que todo o desvio deste valor é uma distorção que deve ser combatida. Como, na definição heterodoxa, o mercado não garante o retorno RER para o seu valor ótimo, a política ótima passa a ser o controle total deste preço. Por mais que os seus autores não gostem ou não acreditem em definições de equilíbrio, assume-se que todo o desvio deste valor é ruim, e que deve ser combatido através de intervenções - daí o "pulo" que citei anteriormente. Análises não-heterodoxas entendem os problemas sobre a determinação da dinâmica do câmbio e sabem que, no futuro, um prêmio Nobel será concedido ao autor da façanha de escrever um modelo que descreva tal dinâmica de modo consistente.
Por fim, (mais) um grão de areia na análise do Adolfo. Diz ele: "[A]s escolas devem ser consistentes com o que ensinam: se você ensina que preços devem ser flexíveis, então deve ensinar também que o câmbio deve ser flexível. Câmbio é preço e do ponto de vista ortodoxo preços devem ser flexíveis." Fica a pergunta: sim, preços deveriam ser flexíveis, seja no câmbio, seja na gasolina, seja na cerveja, seja no cigarro. Isto leva aos melhores resultados em termos de bem-estar. Entretanto, e se os preços não forem flexíveis? Existe uma vasta literatura tratando sobre rigidez de preço no nível microeconômico (para citar três: Bills e Klenow (2002), Steinsson e Nakamura (2008) e Eichenbaum, Jaimovich e Rebelo (2008)), e, em todos os trabalhos, a maior frequência do ajuste de preços é de uma mudança a cada 4,3 meses. E, notem, todos estes trabalhos lidam com o que, no Brasil, se chama de "preços livres", não regulados pelo governo. Pode-se argumentar que a decisão de não mexer nos preços é uma decisão ótima, ao invés de uma hipótese qualquer de "sticky prices". Mesmo assim, a decisão de não ajustar preços resulta em distorções no mercado que são observacionalmente equivalentes a estes modelos. Como atingir o maior grau de bem-estar possível neste caso? Citei, com o paper de Bianca De Paoli, apenas um trabalho onde a resposta não é óbvia em termos de política econômica. Fica a agenda de pesquisa.
Abraços!
P.S.: antes que pipoquem acusações que defendo intervenções, que não concordo com a abertura de mercado, noto que já tinha feito a mesma sugestão do Adolfo na área de comentários em um post do Cristiano Costa.
