fevereiro 25, 2008

Dores da Pesquisa

Tem certas coisas que doem muito quando se faz pesquisa em alto nível. Uma delas é descobrir que o mercado de idéias efetivamente funciona: se você acha que o artigo no tema desejado, com a abordagem que você considera apropriada, ainda não foi escrito, então é porque ou o tema é muito difícil de ser trabalhado, ou você ainda não encontrou o artigo através do Google.

Por que estou escrevendo sobre isto? Bom, é que eu tenho gasto o pouco tempo disponível para pesquisa tentando coletar artigos para o projeto de tese. Algumas idéias foram se consolidando na cabeça ao longo destes dois anos, muitas foram excluídas. Entre as que sobraram, uma renderia um tremendo artigo, base fundamental do que eu pretendia que fosse a minha tese. O que aconteceu? O Google me trouxe um artigo exatamente com os mesmos fundamentos que queria aplicar, com praticamente os mesmos métodos e avaliando os mesmos problemas.

Duas palavras sobre isto: que dor!

Abraços!

fevereiro 21, 2008

Nova Pesquisa

... e dependendo da resposta de vocês, eu não falo mais de basquete, ok?

Abraços!

fevereiro 20, 2008

Fidel

O melhor texto que li na imprensa sobre os fatos recentes envolvendo Fidel: Sérgio Malbergier. O resto fica naquela de "Fidel fez coisas boas, apesar da ditadura" (ou melhor, "da prática política repressora das liberdades individuais" - como diz José Simão, tucanaram a ditadura). Queria saber por que, quando de sua morte, não se dizia "Pinochet fez coisas boas, apesar da ditadura". Para este, a frase mais comum era "Pinochet foi um ditador tirano, ainda que o governo tenha resultado em coisas boas".

Para mim, o lugar de ambos é a lata de lixo da história.

Abraços!

P.S.: a respeito do segundo texto, notaram como a associação Fidel-ditadura só aparece para falar do regime que ele derrubou? Um cara que fica no governo durante 49 anos é considerado o quê?

fevereiro 16, 2008

Cadê o Papa?!?!?!?!

Vocês devem, obviamente, ter lido sobre a recepção de "Tropa de Elite" no Festival de Berlin, e agora estão sabendo que o filme conquistou o maior prêmio da mostra. Quando estivemos no Brasil, e antes de ver o filme, um amigo nosso comentou que o filme seria visto como uma espécie de filme de ficção científica a partir de um determinado momento, já que as cenas não seriam vistas dentro do que se entende por "sociedade" para quem mora fora do país.

Pois, durante a exibição de Berlin, resolvi coletar algumas resenhas sobre o filme e verificar qual foi o entendimento que os críticos tiveram sobre o filme. Na medida do possível, tentei separar o que era juízo de valor sobre o filme, e fiquei concentrado apenas no entendimento que os críticos tiveram da história em si. A melhor pérola foi encontrada na crítica do site "Hollywood Reporter".

Ainda que tenha achado o filme divertido para quem procura um pouco de ação, o crítico deixou de entender partes importantes da história. Exemplo disto é o trecho sobre os novatos na polícia, Matias e Neto, afirmando que "por algum motivo, seu trabalho envolve empregos secundários, de tal forma que Neto trabalha na 'auto shop' da polícia, enquanto Matias estuda Direito". Ou seja, o crítico não entendeu que a oficina é parte da corporação policial (lógico, em países desenvolvidos, a polícia paga alguém para fazer a manutenção das viaturas, ao invés da própria polícia fazer os serviços), e que fazer faculdade é uma forma de, no futuro, procurar um emprego que tenha remuneração melhor que a oferecida pela polícia.

Além disso, o crítico se surpreende, pois mesmo depois de muitos flashbacks, ainda que a trama esteja toda em torno do evento, "nada do Papa aparecer ao final do filme". Possivelmente, como disse a Chris, ele devia estar esperando uma imagem do Papa desembarcando no Rio de Janeiro e trazendo a paz para toda a humanidade. Tenha dó!!!

Foi a crítica mais divertida que li sobre o filme. E o mais interessante é que foi reproduzida em diversos sites. Espero ansioso pela recepção do filme por aqui.

Um abraço!

fevereiro 09, 2008

#2 Duke, e Subindo

A temporada de basquete universitário deste ano está divertidíssima: depois do fiasco do ano passado, quando teve uma campanha "un-Duke-like" e acabou sendo eliminado na primeira rodada dos play-offs, o treinador de Duke, Mike Krzyzewski, resolveu chutar o pau da barraca. Depois de passar o verão treinando a seleção americana de basquete que venceu o Pré-Olímpico das Américas e conversar muito com o seu auxiliar técnico, o treinador do Phoenix Suns Mike D'Antoni, Coach K resolveu implementar no time da universidade um sistema ofensivo parecido com o utilizado pelo time do Arizona.

Para resumir como funciona o esquema, um time de basquete normalmente se organiza, ofensivamente, com um armador, dois alas e dois pivôs. O Phoenix Suns, sob a batuta do grande Steve Nash, geralmente abre mão de um dos pivôs em favor de mais um ala, de forma a ganhar muita velocidade na transição. O tipo de jogo com o uso de um ala a mais recebeu o apelido por aqui de "small-ball", em referência à média reduzida de altura dos times sem um dos pivôs. Em termos estatísticos, o Suns é o time da NBA que menos gasta tempo de posse de bola para fazer um arremesso.

Pois Coach K, tendo em vista o recrutamento do último ano, combinado com a lesão de um dos poucos pivôs do time, resolveu trazer o sistema para a universidade. Muitos questionaram a medida, afirmando que Duke teria problemas para enfrentar times fisicamente mais fortes e mais altos, como, por exemplo, o rival local, a UNC. De fato, a única derrota até agora de Duke foi no início da temporada, para Pittsburgh, que possui um time fisicamente forte.

Pois não é que o time foi tomando gosto pelo esquema, e, desde a derrota para Pitts, Duke se manteve invicto, inclusive passando a ex-número 1 (no início da temporada) UNC, assumindo assim o segundo posto do país? Mais do que isto: no primeiro clássico local, disputado nesta quarta-feira em Chappel Hill, Duke ganhou por onze pontos de vantagem da UNC, em um jogo que o país parou para assistir (sim, Duke vs UNC é considerado, por muitos, como a maior rivalidade no país em termos de basquete universitário).

Destaques do time? É interessante dizer isto, mas não dá para apontar "o" destaque de Duke. O "small-ball" resulta em uma pontuação muito espalhada entre os jogadores. No jogo contra a UNC (Duke 89 a 78), por exemplo, seis jogadores fizeram mais do que dez pontos, e nenhum dos jogadores de Duke fez mais do que vinte pontos. Na comparação, a UNC teve quatro jogadores com mais de dez pontos e o cestinha da partida (Tyler Hansbrough, muito bom jogador) com 28 pontos.

Para que vocês possam acompanhar Duke no torneio universitário, está instalado, na barra lateral do blog, bem embaixo, dois pequenos aplicativos: um deles oferece o ranking dos times de basquete universitário, atualizado semanalmente; o outro dá as últimas notícias de Duke, com os resultados dos jogos e análises pelo site da ESPN.

Ainda tenho que ir a algum jogo da universidade neste ano. Mas que está muito divertido ver a correria dos jogadores de Coach K em quadra, ah, isto está, com certeza!

fevereiro 04, 2008

Mercado de Trabalho: Socorro!

Falei a vocês que estou fazendo duas cadeiras de econometria de séries de tempo. Enquanto a cadeira onde o Bollerslev dá aula é eminentemente teórica (Hamilton é meu pastor, e nada me faltará até o exame), a outra se concentra em aplicações empíricas e técnicas mais avançadas em séries temporais. Pois bem, a professora quer um paper como avaliação para o semestre, e o ingênuo resolveu replicar um texto que está bastante em voga por aqui para começar os estudos (para os interessados, identificação de choques de política monetária em Christiano, Eichenbaum e Evans (2005) "Nominal Rigidities and the Dynamic Effects of a Shock to Monetary Policy").

Fiquei hoje parte do domingo coletando as séries para o trabalho. Em síntese, o paper começa com a estimação de um VAR com 9 variáveis em um período de 30 anos de dados. Tudo bem, imaginei que estimar um modelo destes com ao menos 99 parâmetros (9 X 9 = 81 dos coeficientes autorregressivos, assumindo apenas um lag, com mais 9 referentes às constantes e mais 9 referentes às variâncias) fosse impossível para a amostra disponível para a economia brasileira. Vale notar que, na melhor das hipóteses, fechando os olhos para muitas observações e críticas que devem ser feitas, o período de inflação baixa começou em 1995, o que totaliza 12 anos de informações - menos da metade do utilizado pelos autores americanos.

Entretanto, o que me chamou a atenção, e me deixou contrariado, foi constatar que não existem séries de qualidade e tamanho suficiente para começar algum estudo de séries de tempo incorporando medidas de mercado de trabalho para a economia brasileira. Precisava de duas medidas básicas: salários pagos e horas trabalhadas. Pensei na hora nas duas fontes tradicionais: IBGE e CNI. No IBGE, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) foi reformulada e os dados começam em 2001; apelando para a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), querendo aproximar a economia a partir do comportamento da indústria, também as séries começam em dezembro de 2000. Na CNI, as séries de horas trabalhadas na produção e massa salarial foram interrompidas ao final de 2006 para reformulação.

Qual o resultado disto em termos de pesquisa? Sinceramente, agradeço, de coração, o trabalho esforçado de quem está nestas instituições, coletando números, muitas vezes arrancados à força das empresas (e eu sei do que falo pois já fui estagiário e coletava estes números para uma das pesquisas). Agora, é uma barbaridade, um escândalo não ser mantida alguma série que possibilite uma análise decente das condições do mercado de trabalho ao longo do tempo. Mesmo que fosse uma série inferior, com menos informação que novas metodologias permitam produzir, algum número tinha que estar disponível.

É óbvio que vai ter gente da análise de elevador que vai dizer: "ei, mas eu posso continuar dizendo que a massa salarial subiu, que o número de horas trabalhadas caiu, com base em números do IBGE." É óbvio que sim. Mas análise econométrica séria pressupõe um conjunto de dados mínimos que não existem no país hoje. Falar de tendências, ciclos, efeitos de choques, decomposições de variância, tudo isto assume, sempre, que a série disponível seja longa o suficiente para que o mapeamento entre causas e efeitos seja devidamente estabelecido.

Fica o pedido: se alguém conhece alguma série que caracterize a evolução dos salários e das horas trabalhadas no Brasil que comece ao menos no início dos anos 90, por favor, um pobre bolsista precisa da sua ajuda.

Abraços!

fevereiro 03, 2008

Meu Post de Carnaval...

... coincide com a volta das pesquisas do blog. E o Carnaval não merece de minha parte muito mais do que isto.

Abraços!

Parado

O blog andou um pouco parado, já que a semana foi um pouco puxada. Também contribuiu a ausência de notícias interessantes para comentar. Agora, mais um acumulado de pequenas notas:

1) Domingo de Superbowl. A final do campeonato de futebol americano é hoje, com os seus comerciais de milhões de dólares e um jogo interessante, já que, pela primeira vez desde o Miami Dolphins de 1972, um time pode completar a temporada invicto: o New England Patriots assombrou a todos ao longo da temporada e pode coroar o que seria uma temporada perfeita, não apenas em função dos jogos ganhos, mas dos recordes quebrados. Resolvemos ficar em casa, ainda que muitas festas devem estar ocorrendo ao redor do país para acompanhar o jogo.

2) Um dos motivos para ficar em casa foram as listas de exercícios, que continuam sobrando, mesmo ao longo do segundo ano de curso. Entretanto, duas motivações a mais nas listas deste semestre: a) foco em séries de tempo, um dos meus temas preferidos: das três cadeiras que estou fazendo neste semestre, duas são em séries de tempo; b) uma das cadeiras é ministrada por Tim Bollerslev, o mais próximo do que pode ser chamado de "candidato a prêmio Nobel de economia" pela faculdade. A aula dele é muito boa, muito boa mesmo!!!

3) Perguntam sobre a "crise americana". Na boa, não dá para "sentir" nada. Não sei se tem a ver com o fato de eu andar apenas no circuito casa-universidade, ou se o auge ainda não apareceu, ou se "crise" aqui é algo bem mais suave do que no Brasil. O que eu sei é que a chamada "crise americana" não passa de um tema de debates para a televisão.

4) É interessante acompanhar o processo eleitoral daqui. Tenho gastado algum tempo acompanhando os debates e as apurações das primárias. Processo bem elaborado, e debates de altíssimo nível. Sobre as preferências da região, o jornal da universidade publicou levantamento sobre as doações dos funcionários para os pré-candidatos a presidência. O dinheiro arrecadado não é muito (cerca de US$41 mil até o final de setembro do ano passado), mas a distribuição parece dizer muito sobre o que acontece hoje: apenas Barack Obama recebeu quase a metade de todo este dinheiro, que inclui as doações para nove candidatos, entre republicanos e democratas. Seria legal se esse levantamento fosse atualizado, até para ver se o acirramento da campanha entre os democratas resultou em aumento das doações para o partido.

5) Ainda sobre política, excelente frase em uma caneca que vimos em Washington (vou comprá-la na próxima vez que for para lá): "I love my country. It's the government I am affraid of".

Um abraço!

janeiro 26, 2008

A Vida Sob a Lei

O prédio da Suprema Corte dos Estados Unidos traz a seguinte incrição:

"Equal Justice Under Law" (Justiça Igual Sob a Lei).

A frase parece trivial em termos da noção que temos de justiça: dadas as leis, todos deveriam ser iguais no tratamento recebido pelo judiciário, independentemente de outros condicionantes, como origem, raça, renda, etc. Mais do que um slogan bonito para um prédio do governo, a frase sintetiza bem a aplicação da lei no país. Se entramos de forma ilegal no país, a lei pune, mesmo se não cometemos nenhuma irregularidade durante a permanência no país. Se o aluguel está atrasado, a imobiliária não tem por que se preocupar com o despejo dos caloteiros, já que o governo garante a aplicação do assinado no contrato. Se o Senador assediou um garoto menor de idade em um banheiro público, vai preso e, por vergonha do que fez, renuncia.


No Brasil, às vezes parece que uma parte da frase é esquecida, ou não aplicada: a igualdade da justiça tenta ser aplicada, a despeito da observação prévia da lei. Entre muitos exemplos encontrados nos jornais, o último deles é esclarecedor do meu ponto: quando o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz que invasor de terra pode contar o tempo de trabalho nas terras invadidas para fins de aposentadoria, ele está se sobrepondo à lei para tratar igualmente todos os cidadãos. Ao invés de penalizar quem descumpre a lei, oferece-se o incentivo.

Além disso, o parecer do consultor jurídico do ministério é falho, quando argumenta que não é responsabilidade do INSS averiguar se a terra onde o invasor trabalha é de sua propriedade ou não. O Estado não pode se responsabilizar por quem não cumpre os seus deveres legais. A igualdade oferecida diante da lei, e garantida a partir do cumprimento da lei. Se o indivíduo está violando a lei, ele não pode ser tratado como igual. E o melhor exemplo é justamente do imigrante ilegal nos Estados Unidos: aqui, o imigrante ilegal não pode solicitar assistência, pelo simples fato dele ser ilegal. O imigrante pode ter o melhor comportamento possível desde que chegou no país, mas não pode ser assistido pelo Estado, justamente por ser, conceitualmente, um cidadão ilegal.

A frase estampada na Suprema Corte é aplicada como modo de vida e de conduta. No Brasil, não seria mais do que enfeite de prédio.

Abraço!

janeiro 24, 2008

O Silêncio de Davos

Clóvis Rossi, na Folha de hoje (trecho aqui), escreveu que o Brasil não é tópico quente dos assuntos debatidos no Fórum Econômico Mundial de Davos, a despeito do desempenho econômico positivo dos últimos dois anos. O jornalista escreve como se o debate em torno do que se passa na pátria-mãe fosse sempre muito disputado, com argumentos polarizados em torno de idéias sobre o desenvolvimento da nação.

Clóvis Rossi, ACORDA!!!! Excetuando o ano da eleição de Lula e a sua primeira ida para o Fórum, e talvez em algum dos anos em que o governo Fernando Henrique entrou em crise, o Brasil nunca foi tema de debate no Fórum de Davos! Mais do que isto: o Brasil não é tema de debate em fórum internacional algum! Quando se fala de América Latina, fala-se de Chavez (como exemplo do processo político padrão), fala-se da Argentina (como exemplo do desempenho econômico padrão) e fala-se do México (como exemplo do que seria o país que abrisse as fronteiras de comércio com os Estados Unidos). Quando se fala de países emergentes, fala-se de Taiwan, Cingapura, Coréia do Sul, vez por outra do exemplo de Portugal e Espanha (para os que ainda os enquadram nesta categoria). E É SÓ!!!!

O "silêncio de Davos" não é o silêncio de um grupo de banqueiros sobre o Brasil. É uma parte do desinteresse do mundo pelo que se passa na pátria-mãe gentil.

Abraços

janeiro 22, 2008

Em Tempos de Crise...

... é mais feliz quem tem um "banco" para se socorrer na esquina! (risos)

Olhem só onde fica a Embaixada do México, em Washington, e a conveniência do lugar nestes tempos de crise internacional.



Abraços!

P.S.: Obrigado, Chris, pela participação importante nas filmagens.

janeiro 21, 2008

Cano, De Novo!

Aí recebo o aviso: "é hoje!"

Fico postado no lugar marcado. Ia me encontrar com ele! Hora acertada, estou onde ficou combinado. Entretanto, mais uma vez, o Bush me deu os canos: preferiu ficar assistindo na tevê as semifinais do futebol americano ao invés de cumprir os seus compromissos.

Repare a cara de impaciente observando o relógio...


Que coisa! Agora, só me resta voltar para Durham e esperar pelo pedido de desculpas.

Abraços!

janeiro 20, 2008

Nation, Nation... Colbert Nation

"Nation, America is at war... and I am not talking about Iraq".

Com esta frase, Stephen Colbert abre a maioria dos episódios do seu programa diário de humor para "denunciar" aqueles que querem destruir a América. Seus alvos? Hollywood, com seus filmes; os cientistas ("inventam umas tais de placas tectônicas, que ninguém nunca viu, ao invés de admitirem que a Califórnia sofre terremotos como punição por Hollywood ter transformado o estado em Sodoma e Gomorra"); jornalistas ("nada deixa um homem tão infeliz quanto informações novas. Por exemplo: você sabia que milhares de cachorrinhos são executados todos os dias nos abrigos para animais dos Estados Unidos? Se você não tivesse esta informação agora, com certeza estaria mais feliz."); os aposentados ("nunca vi ninguém ganhar dinheiro sem trabalhar. Talvez fosse mais interessante colocar os aposentados ao longo da fronteira com o México para cuidarem da imigração com o mesmo interesse que cuidam dos gramados das suas casas. A fronteira ficaria muito mais protegida"); entre muitos outros grupos.

Pois bem, nation, a América está em guerra. Chris e eu fomos visitar a National Portrait Gallery, em Washington, esperando encontrar americanos em busca de seus ídolos, os "founding fathers", para guiá-los nesta época de incertezas. Quem foi o mais procurado?

Será George Washington, presidente eleito duas vezes que recusou uma proposta de mandato vitalício para que terminasse a vida no que sempre foi: um fazendeiro da Virgínia? Pela foto abaixo, não. Note como o casal à esquerda, apesar de postados em frente ao quadro, estão olhando em outra direção...


Abrahan Lincoln? Não, não: deixaram o pobre pensando sozinho no destino da nação, como se pode ver.


Talvez o presidente conhecido por seu idealismo. Também não: Kennedy está falando sozinho até agora na galeria.


Os mais modernos? Não, não: Bill Clinton não teve nem chance. Mais uma vez, seus "pseudo-observadores" olham para o outro lado. Alguma coisa diferente chama a atenção...


Subitamente, uma fila gigantesca. Descobrimos!!! É aqui que os americanos se juntam para pensar em seu futuro!!!


Mas tinha alguma coisa errada: a fila parecia terminar no retrato de Washington que eu tinha mostrado antes. Eu tinha que descobrir quem era a personalidade que atraía a atenção do povo americano. O vídeo abaixo resolve o enigma! Sim, era ele!!! Veja o local estratégico onde sua foto foi colocada! Sim, um local onde as necessidades do povo americano vem a superfície!!!



Nation, quando a América está em perigo, ela procura o seu grande defensor, o autor de "I am America, And So Can You!": Stephen Colbert!!!

Abraços!

janeiro 19, 2008

janeiro 18, 2008

Nóis Vai pra Capitar, Tá Bão?

Mas nóis vorta na segunda, porque ninguém é vadio aqui! DC nos espera.

Abraços!

janeiro 14, 2008

Mais Aleatórios...

1) Lobão. Achei que fosse o músico. Sempre levo um susto quando abro as notícias e leio, por exemplo, que "Jucá diz que Lula gostou da indicação de Lobão para Minas e Energia". Depois do Gil, Lobão?!?!?! Mas, depois de me informar, acho até que a indicação do compositor de Rádio Blá seria um pouco mais moral.

2) Faz frio aqui, mas bem menos que o esperado. Agora, duas da manhã, está fazendo 1ºC. Nada apavorante, na mesma época do ano passado, estava bem pior.

3) Faculdade vazia na primeira semana. Muita gente "enforcou" a primeira semana de aulas, ainda mais porque ela começava na quarta-feira.

4) Falando em ficar fora, vamos conhecer Washington neste final de semana. É feriado por aqui na segunda-feira (Martin Luther King Day), e vamos aproveitar para conhecer um pouco mais dos EUA, antes do semestre efetivamente ficar pesado.

5) Só por ter escrito que estava frio, mas não muito, a temperatura chegou a 0ºC no meu mostrador.

6) Estou estudando: 1) começando os famosos papers do segundo ano (o primeiro deve ser sobre crescimento econômico e política fiscal em economias pequenas e abertas); 2) lendo o livrinho para a prova de legislação da carteira de motorista daqui (interessante as regras para quem é pego com álcool; explico outro dia).

7) Das eleições daqui, ainda não consegui colher impressões. Sei que teve candidato fazendo campanha no estado vizinho, mas não teve, aparentemente, nenhuma influência por aqui. Vi que o Reinaldo Azevedo andou falando da "Obama Girl". Será que ele prefere a "Giuliani Girl", então? (risos) À parte a brincadeira com o vídeo, acho que brasileiros, muitas vezes, levam à sério demais algumas coisas que saem daqui. Por exemplo: fazer de cavalo-de-batalha (ou égua, se preferirem) uma garota que deu sorte de estar no clipe a favor de um candidato popular à presidência daqui é forçar demais a barra. Até a própria Amber Lee não tinha certeza se votará em Obama... Logo, tenham dó.

8) Vou tentar descobrir se por aqui os hospitais vacinam para "Yellow Fever". A oferta de vacinas, aqui, deve ser maior que a disponível no Brasil...

Abraços!

janeiro 07, 2008

Pensamentos Aletórios ao Deixar o Brasil

1) Do que não vai me fazer falta ao chegar nos EUA? As filas em aeroportos. As pessoas parecem ter prazer em fazer filas em aeroportos, para qualquer coisa (fazer o check-in - obrigado companhias aéreas pelos poucos atendentes -, entrar no portão de embarque, passar pela alfândega, entrar no vôo - alguém vai chegar mais cedo ao local de destino se entrar primeiro no avião?).

2) Do que vai me fazer falta ao chegar nos EUA? De todos os que fizeram esta visita ao Brasil a mais agradável possível. Não vou tentar, sob o risco de ter gente irritada comigo, fazer uma lista de todos os amigos com quem pude passar um bom tempo, mas obrigado a todos em São Paulo, Bento, Porto Alegre, Belo Horizonte e Barbacena.

3) O Brasil tem jeito: encontrei um sushi excelente no aeroporto para esperar o vôo, em um lugar onde posso ligar o computador e escrever estas porcas linhas.

4) Sim, sim, não serei hipócrita: também resolvi ligar o computador para carregar o iPod e ter o que ouvir durante o vôo.

5) Terminei mais um dos livros da minha lista proposta nas férias. Economista é uma raça muito mesquinha, mesmo. (risos)

6) O Brasil não tem jeito: o restaurante com um excelente sushi não oferece conexão à internet para os seus clientes. EM UM AEROPORTO!!!!

7) Minhas primeiras férias verdadeiras, depois de um ano e meio na correria. Férias?

8) Aulas na quarta-feira. Aulas?

9) Vou fechar a conta no Banco do Brasil. Precisei deles três vezes nesta viagem de férias, e o Banco falhou nas três. Prejuízo com as operações? Um cartão de crédito bloquedo e outro por vencer assim que chegar nos EUA. Menos mal que o banco dos Estados Unidos conseguiu cobrir algumas das falhas dos nossos burocratas salvos da degola por um aporte de bilhões de reais do governo Fernando Henrique em 1995.

10) Por que as companhias aéreas americanas nos entregam os bilhetes com check-in feito para todas as conexões do vôo, enquanto que as companhias brasileiras nos fazem passar por mais uma fila por não permitirem o check-in de um dia para outro, ou de todas as conexões?

11) Aconteceu: o acidente clássico do molho de soja ao comer sushi. Felizmente, na camiseta preta não aparece nada.

12) Estou indo para o segundo chope. Quem sabe, um pouco alcoolizado, dá para dormir durante o vôo.

13) No bar, está tocando Alanis, Hand on My Pocket.

14) Por que funcionários, e ex-funcionários do Banco do Brasil odeiam tanto o Fernando Henrique? Foi ele que salvou os empregos desta tropa de infelizes.

15) Por que os brasileiros, quando vão para o exterior, gostam de colocar camisetas com a bandeira do país? A identificação de estrangeiros se dá pelas camisas floridas e a pele vermelha. Brasileiros, pela roupa.

Ok, é hora de fechar o post, terminar de comer e ir para a sala de embarque, na esperança de conseguir uma conexão sem fio para o laptop. Nos próximos posts, mais algumas fotos do Brasil.

Abraços a todos!

P.S.: último pensamento, agora postando. Odeio a Telefônica. Tomara que ela perca a concessão para explorar a conexão wi-fi nos aeroportos de São Paulo. É quase impossível fazer a conexão por aqui, mesmo depois de já ter feito o cadastro dias atrás.

dezembro 29, 2007

Something for Nothing

Minha mensagem de final de ano é mais uma letra de música. Acho que diz bastante do que foi o ano e das escolhas que cada um de nós fazemos ao longo de nossa vida. Tudo tem o seu preço, e que 2008 ofereça os frutos de suas escolhas plantadas em 2007.

Um feliz 2008 aos amigos, e que os inimigos se mantenham inteiros para que testemunhem nosso sucesso!

Abraços!

Something for Nothing

Letra: Neil Peart
Música: Geddy Lee

Waiting for the winds of change
To sweep the clouds away
Waiting for the rainbows end
To cast its gold your way
Countless ways
You pass the days

Waiting for someone to call
And turn your world around
Looking for an answer to
The question you have found
Looking for
An open door

You don't get something for nothing
You don't get freedom for free
You won't get wise
With the sleep still in your eyes
No matter what your dreams might be

What you own is your own kingdom
What you do is your own glory
What you love is your own power
What you live is your own story
In your head is the answer
Let it guide you along
Let your heart be the anchor
And the beat of your own song

dezembro 23, 2007

Barbacena = Feijoada!!!

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça!!! Obrigado, Rita!!!


Abraço!

dezembro 22, 2007

Escondidinho...

... de carne com queijo, em algum boteco de Belo Horizonte. Excelente!


Abraços!

dezembro 21, 2007

Do Orkut

"Sorte de hoje: Você terá uma velhice muito confortável."


Resposta: velho é a senhora sua mãe, Orkut filho de uma égua!!! Eu tenho 30, viu? 30 anos, TRINTA!!!!

Abraços, em um instante de fúria.

dezembro 12, 2007

dezembro 11, 2007

Busão AA907

Miami, 18:15hs, horário local. Primeiro um aglomerado de pessoas em torno do ponto de embarque. Todas falando alto, carregando pacotes imensos, bronzeados, suados. A cena era familiar, em algum sentido: parecia um ponto de ônibus destes de grandes cidades do Brasil. Só era diferente por causa de um pessoal no "ponto" de embarque, que insistia, por algum motivo, em falar inglês.

Sim, estava no aeroporto internacional de Miami, pronto para voltar ao Brasil. Aos poucos, outras diferenças apareciam, ao menos na comparação com um ponto de ônibus tradicional. Por exemplo, a mulher, na casa dos seus 40, com passaporte do Paraguai, dando escândalo no meio do aeroporto, porque o marido, um senhor já com idade, não teria comprado/conferido alguma coisa na passagem. A mulher devia ter duas próteses de silicone do tamanho de uma bola de futebol americano, e usava (deve ser mania de nossos hermanos) uma blusa imitando pele de onça. Entretanto, toda a produção não era suficiente para disfarçar a idade e a origem.

Também estava por lá uma garota por volta de 20/25 anos, com um senhor de idade avançada que não poderia ser nem seu avô. Ela, carregando um urso de pelúcia pelo saguão, o urso quase do tamanho da Chris. E, para desespero de todos os passageiros, tentando, mais tarde, encontrar espaço para o urso em meio à classe econômica... que alegria!!!

Não poderia faltar, óbvio, as tradicionais sacoleiras, com maridos à tira-colo que aproveitam esta época do ano para ficar nas piscinas e praias da cidade (e sei que é isto, porque as mulheres apresentavam um tom de pele bem mais claro, menos bronzeado, que eles). Elas falando dos preços de câmeras digitais, cosméticos, roupas; eles, dos drinques, cervejas e jogos na beira da praia.

Mas as diferenças em relação aos pontos de ônibus no Brasil param por aí. Bastou anunciar que os passageiros seriam chamados para se formar a tradicional fila de entrada. Mesmo que a American Airlines (e qualquer outra empresa aérea) chame primeiro idosos, gestantes, mulheres com crianças de colo e clientes de cartões preferenciais, lá estava a fila de passageiros esperando para entrar. Fila esta que logo se transformava em amontoado em frente ao portão, talvez do pessoal com medo do avião partir sem que eles estejam dentro. Sabe como é: o busão, digo, avião, vem lotado do outro ponto, e se eu perder este, só chego em casa três horas depois. Não adianta saber que o nome está na lista de passageiros confirmados: tem que fazer o amontoado para entrar no busão/avião de uma vez!!!

Dentro do avião, não poderia faltar o tiozão, que, com a sua família, tentou embarcar com uma bagagem "de mão" que tinha quase a minha altura (e largura), e tentando colocar a sacola no bagageiro superior do vôo!!! Por mais que o cara tentasse, e que a fila atrás dele com pessoas esperando para passar crescesse, ele não conseguia colocar a bagagem no compartimento. Chega o funcionário da empresa, muito atencioso, e sugere que a bagagem vá na parte da frente, com a tripulação. E o nosso prezado senhor insiste: a sacola cabe no compartimento, é só uma questão de jeito!!! Depois de muita insistência, a sacola é levada para junto da bagagem da tripulação.

Sim senhores, o aeroporto e o avião transformados em ponto de parada para ônibus. Você sabe que está chegando no Brasil quando...

Abraços!

dezembro 08, 2007

Roteiro

Ok, os mais próximos já estão sabendo, e agora registro para o resto dos meus 9 leitores. O roteiro para a minha passagem pelo Brasil será o seguinte:
  1. Dia 9/12/2007: embarque em Miami para o Brasil (SP/Guarulhos), saindo daqui à noite, chegando pela manhã do dia 10.
  2. Dia 10/12/2007: chegada no Brasil e ida para Porto Alegre, com saída prevista ao meio-dia. Chegada em Porto Alegre quando a ANAC deixar.
  3. Dia 14/12/2007: ida para Bento, passar o final de semana com os pais e comemorar, com dois dias de antecipação, o aniversário de 30 anos. Retorno para Porto Alegre no dia 16.
  4. Dia 16/12/2007: ida para São Paulo, encontro com a Christiane (vai estar chegando dos EUA) para renovação do visto no dia 17.
  5. Dia 17/12/2007: dia do aniversário comemorado dentro da embaixada americana, na fila para pegar o visto. Ida para Belo Horizonte.
  6. Dia 18/12/2007: primeiro dia em BH (devemos chegar na cidade na madrugada do dia 18).
  7. Dia 25/12/2007: retorno para Porto Alegre.
  8. Dia 30/12/2007: ida para Bento, depois de pegar a Chris, e aguardar pelo Reveillon.
  9. Dia 07/01/2008: retorno para Durham/US, com chegada prevista para o meio-dia do dia 08/01/2008.
Espero rever muitos dos amigos do Brasil, e visitar ao menos 6 dos meus 9 leitores nesta passagem.

Abraços!

Festa Surpresa

Bom, Christiane resolveu aprontar uma comigo, chamando para o que seria um almoço das esposas que frequentam a International House. No fim, era uma festa surpresa, comemorando hoje com uma semana de antecipação o meu aniversário. A grande maioria do pessoal apareceu, um encontro bastante divertido para começar as celebrações de final de ano, ainda mais com uma data tão simbólica para alguns (creio que mais para mulheres).


Muitos me perguntaram o que significava atingir três décadas, e a resposta foi única: não muito. Era apenas estranho ser o mais velho da turma, ainda mais considerando que eu tinha colegas que estavam começando o doutorado com 21/22 anos. Mas são trinta, e sem nenhum problema, porque incomodado ficava o seu avô!!! (propaganda ultra-antiga, ok? Façam a pesquisa... rsrsrsrs)

Abraços!

dezembro 06, 2007

Matando de Fome o Animal

Em tempos de discussão sobre a CPMF, vale citar um artigo a respeito da hipótese de que cortes de impostos costumam forçar governos a reduzir os seus gastos. Conhecido na literatura por "starving the beast", esta hipótese é completamente refutada para os Estados Unidos, de acordo com Romer e Romer (2007). O resumo:
clipped from papers.ssrn.com

The hypothesis that decreases in taxes reduce future government spending is often cited as a reason for cutting taxes. However, because taxes change for many reasons, examinations of the relationship between overall measures of taxation and subsequent spending are plagued by problems of reverse causation and omitted variable bias. To deal with these problems, this paper examines the behavior of government expenditures following legislated tax changes that narrative sources suggest are largely uncorrelated with other factors affecting spending. The results provide no support for the hypothesis that tax cuts restrain government spending; indeed, they suggest that tax cuts may actually increase spending. The results also indicate that the main effect of tax cuts on the government budget is to induce subsequent legislated tax increases. Examination of four episodes of major tax cuts reinforces these conclusions.
 blog it

Abraços!

dezembro 03, 2007

Leituras de Férias

O tempo investido em um ano e meio de doutorado me impediu de ler alguns livros que estão na estante desde que vieram para cá. Vou tentar vencer a lista, agora que as férias começaram.

Os selecionados:
  1. Central Banking in Theory and Practice – Alan Blinder
  2. Rejected: Leading Economists Ponder the Publication Process – George Shepherd
  3. Inside the Economist's Mind: Conversations with Eminent Economists – Paul A. Samuelson e William A. Barnett
  4. I Am America, And So Can You – Stephen Colbert
  5. English As She Is Spoke – José da Fonseca e Pedro Carolino
  6. Toda a Mafalda – Quino
  7. Viagens com o Presidente – Eduardo Scolese e Leonencio Nossa

Os três primeiros, apesar de serem de economia, já possuem um caráter mais histórico do que propriamente técnico: enquanto o primeiro já se tornou um clássico a respeito das práticas de Bancos Centrais, os outros dois são relatos de dois pontos distintos (e talvez extremos) da atividade do economista – o processo de elaboração e desenvolvimento de idéias, em um ponto, e a briga pela publicação, no outro.

Os dois livros seguintes trazem um pouco de humor às férias: Stephen Colbert apresenta um programa de humor, estilo talk-show, no canal Comedy Central, tirando o maior sarro do estilo estridente de alguns conservadores americanos. O programa é engraçadíssimo, e a Chris, que já leu, disse que é ótimo. "English As She Is Spoke" foi um presente de um colega. É um livro escrito na verdade por Pedro Carolino, usando um dicionário inglês-português escrito por José da Fonseca para traduzir expressões cotidianas de ambas as línguas.

O livro de Quino estava na minha cabeceira na maior parte deste tempo. Já andei um bocado nos quadrinhos, mas agora quero terminar de uma vez.

Por fim, o último, que se misture o humor, a tragédia e a perseverança de ser brasileiro, em ler o relato de repórteres que acompanham o presidente e sua tropa em viagens internacionais.

Vai ser uma boa diversão.

Abraços!

dezembro 02, 2007

De um Nobel sobre Outro

Não acredito que ele tenha dito, mas como alguém já teria se encarregado de corrigir o erro na Wikipedia, fica o registro. Por Robert Solow:

"Everything reminds Milton Friedman of the money supply. Everything reminds me of sex, but I try to keep it out of my papers."



Se alguém souber a referência exata da frase, é um favor avisar.

Um abraço!

dezembro 01, 2007

Aniversários

O Globo destaca em matéria os 25 anos do álbum Thriller, de Michael Jackson. De fato, a data merece ser comemorada, já que é um dos grandes discos da história do pop, a despeito da trajetória posterior do cantor. O disco reúne duas músicas memoráveis, além da faixa-título: Beat It, com os rifs de guitarra de Eddie Van Halen, e Billie Jean, balada muito legal.

Ainda na área da música, esta notícia do aniversário de lançamento de Thriller me lembrou de uma celebração de uma rádio daqui fez para comemorar os vinte anos de Appetite for Destruction, o álbum de estréia dos Guns'n'Roses. Sucessos como Welcome to the Jungle, Paradise City e Sweet Child o'Mine estão todos por lá.

E subitamente me dou conta que não sou mais criança.

Um abraço!

O Nada

Estou sentado no sofá de casa. Faço mentalmente uma lista do que preciso fazer na semana. Lista de exercícios de economia computacional? Não. Lista de exercícios de economia internacional? Não. Apresentação para o lunch group? Não. Apresentação para o breakfast group? Não.

Tenho que ir para a faculdade, então? Sim: para limpar algumas gavetas, trazer para casa notas de aula do semestre que passou, imprimir algum artigo que me interesse ler (sim, "artigos que me interesse ler", e não aqueles que os professores mandam!!!!), talvez algum livro.

Finalmente, caiu a ficha. Sim, o semestre acabou, e eu não sei o que fazer com isto. Só sobrou o vazio de ficar na frente da televisão, o nada.



Abraços!

novembro 28, 2007

Ministro Demitido por Foto...

... na Bolívia. Evo Morales pode abrir um precedente perigoso (para a classe política) neste caso: lembram dos boatos que corriam no auge da crise do mensalão sobre um deputado que apareceria em situação ainda mais constrangedora do que o ex-ministro boliviano?

Acho que a fila para explicações teria um tamanho considerável.

Abraços!

Credibilidade

Estuda-se muito em política monetária a questão da credibilidade, em especial sobre o quanto um banco central deve se mostrar inflexível no cumprimento das metas monetárias de forma a se fazer crível pela sociedade. Credibilidade, obviamente, também é um fator importante em outras áreas — como a política, por exemplo. Qualquer planejamento em relação ao futuro que dependa da decisão de outros agentes deve ser baseada em algum nível de crença com relação ao comportamento do outro.

O noticiário recente sobre as negociações em torno da CPMF dá conta de que o governo resolveu guardar na gaveta alguns projetos que estariam prontos para ser encaminhados ao Congresso, sugerindo que a suposta falta de verba gerada pelo fim do imposto poderia prejudicar projetos futuros. A pergunta que deve ser feita, neste caso, é a mesma feita quando se avalia a questão de "veracidade" das ações futuras em economia: esta ação do governo, adiando o envio de projetos, é crível? Ou, em outras palavras, o governo tem credibilidade nesta ameaça de suspender projetos caso o imposto não seja aprovado? Vejamos:

  1. Se os projetos do governo tiverem um impacto substancial na economia, como o de política industrial, ele não tem por que deixar de enviar os projetos.
  2. Se os projetos do governo servirem para consolidar a sua base de apoio no Congresso e na sociedade, como o aumento salarial para alguns setores do funcionalismo público, ele não tem por que deixar de enviar os projetos.
  3. Se os projetos do governo garantirem algumas inaugurações para daqui a dois ou três anos, mostrando perto das eleições para presidente que o governo foi eficiente, ele não tem por que deixar de enviar os projetos.
  4. Se os projetos do governo servirem como moeda de troca para parlamentares na comissão de orçamento, por exemplo, ele não tem por que deixar de enviar os projetos.


Logo, qual a credibilidade de um governo que ameaça não fazer medidas que lhe seriam úteis? Resposta: nenhuma. O governo não vai deixar de cumprir seus projetos se a CPMF não for aprovada, não se preocupem.

Abraços!

novembro 26, 2007

Pesquisaaaaaa...

Pesquisa. Mais uma vez, traçando os grandes rumos do país e da humanidade, o autor do blog pergunta: jacaré que fica parado vira bolsa?

A propósito de ditados populares, fica a propaganda do e-book mais falado da internet brasileira. Grande Shikida!!!

Abraços!

Pobre Oposição...

É brincadeira, se não fosse sério: é assim que a oposição pretende fazer frente ao governo, ou se oferecer como alternativa ao governo do PT? Papo de maluco é pouco para definir esta conversa do Cesar Maia.

Abraços!

P.S.: no blog do Anselmo, em O Globo, nota interessante ainda sobre o IPEA. Ao invés de ficar caçando malucos, a oposição poderia estar discutindo o tema.

Assassinato

Um ex-professor daqui já tinha falado alguma coisa em aula sobre o caso na UPenn, e agora veio a confirmação.

Lamentável.

Abraços!

novembro 23, 2007

Econ Turkey Bowl II

Mantendo a tradição (iniciada no ano passado), foi jogada hoje a partida de futebol americano entre alunos e professores do Departamento de Economia. Desta vez, os alunos levaram a melhor, ganhando todas as três partidas disputadas.

Destaque para o defensive end do time dos alunos (3 sacks e 4 pass-rushings): uma mistura de Dwight Freeney e Michael Strahan, como pode ser visto na foto abaixo:


Também destaque a proteção ao quarterback oferecida pelo guard do time dos alunos, como pode ser visto nesta foto:


Ao final do jogo, a foto dos times reunidos:


Abraços!

novembro 21, 2007

Apenas por Educação, Mesmo...

Trecho da coluna de Miriam Leitão, comentando sobre as mudanças no IPEA e as estripulias de um novo diretor, professor de um grande departamento de economia do país.
clipped from oglobo.globo.com

O novo diretor do Rio é o primeiro de fora da carreira que assume o posto. Mas isso não é o relevante. O esquisito é a maneira como essa direção lida com as pessoas que estão no instituto há décadas. Ele convocou todos para sua posse. Chegou uma hora e meia atrasado, ficou alguns minutos e foi embora. O breve discurso, para uma platéia de mestres e doutores, foi patético:


— Meu nome é Sicsú. Sic-sú! O dever de casa de todos é aprender como se pronuncia o meu nome. Se quiserem alguma coisa comigo, a senha é professor. Me chamem de professor.

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Sinceramente, não tenho nada contra alguém querer ser chamado de "professor". Profissão nobilíssima, deveria receber um respeito infinitamente maior do que a dispensada no país, ainda mais em função da carência de pessoas capacitadas para o cargo. Também não consigo, talvez por questão de educação, chamar meus professores (e alguns ex-professores também) diretamente pelo nome ou sobrenome, a não ser que seja dada a abertura. Fiz um estágio com um professor da UFRGS, durante a graduação, em que eu não conseguia dar outro tratamento que não fosse o de "Professor", ainda que o estágio fosse em uma instituição fora da universidade.

Entretanto, existe uma medida para tudo. Professor, com letra maiúscula, na minha opinião, é quem faz por merecer o título. Tenho certeza que muitas pessoas eventualmente gostam do "professor" do IPEA. Agora, Professor, mesmo é justamente quem não precisa anunciar, a plenos pulmões, alguma "senha" de tratamento. E mais: Professor é quem, inclusive, fica até encabulado ao ser tratado por "Professor".

Talvez a demanda do "professor" seja uma tradição brasileira, onde o "sabe com quem está falando" vem primeiro. Já vi, inclusive em local de trabalho, pessoas que faziam questão de destacar o título antes de mostrar o trabalho que fez. Christiane, aqui do meu lado, lembrou que, quando chegou no novo serviço, chamou o seu chefe de "Doctor Purves". Imediatamente, foi interrompida:

"— Nobody calls me Doctor! It is 'Dale'."

Aposto que o "professor" do IPEA não tem, proporcionalmente, a mesma importância, em termos de pesquisa em economia, para o Brasil, a mesma importância que "Professor Purves" tem para a sua área no mundo. Mas a "senha" foi dada. E ai de quem tentar mudar nos dias de hoje...

Abraços!

novembro 20, 2007

Done with Computing

Obra-prima da computação. Salve o Matlab!!!


E o que quer dizer? Nada.

Abraços!

novembro 18, 2007

Computing

Computing
Computing
Computing
Computing
Computing
Computing
Computing

Error.

New fix.

Computing
Computing
Computing
Computing
Computing
Computing
Computing
Computing
Computing

Error.

New fix.

Computing
Computing
Computing
Computing
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Computing
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Computing
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Computing
Computing
Computing
Computing
Computing
Computing
Computing

Out of memory. Going to sleep.

novembro 15, 2007

Esquizofrenia

Primeiro, todo o cuidado possível para que a super-potência não seja prejudicada:

clipped from g1.globo.com
Ao participar da abertura da IV Conferência do Forte de Copacabana, no Rio, que tem como tema a segurança internacional, o ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou que, com a descoberta do megacampo de petróleo e gás na Bacia de Santos, o Brasil deve reforçar sua capacidade de proteção, até mesmo de atos terroristas.
"A partir do momento que se tem uma riqueza como essa, temos que ter como protegê-la. Até mesmo do terrorismo", afirmou Jobim.
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Depois, as graças a Sao Pedro pela ausência de chuvas, que não prejudica os aeroportos:

clipped from g1.globo.com

Segundo o ministro, a melhoria da infra-estrutura nos aeroportos não será resolvida no curto prazo, mas comemorou a entrega da reforma na pista de Guarulhos com 15 dias de antecedência. No Rio, os estudos estão sendo feitos para melhorias no Galeão.

"Hoje está normal o tráfego nos aeroportos. São Pedro está ajudando".

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Pergunto: como pode uma potência, que reserva recursos para proteger suas reservas de petróleo do terrorismo internacional, ainda depender de reza para que os aeroportos não colapsem?

Respostas possíveis:

1) O ministro está começando a aparentar os sintomas clássicos da esquizofrenia.

2) O ministro falou bobagem.

Poderia ser um bom tema para a pesquisa ao lado...

Abraços!

Nojo!!!

Sem mais palavras. E você leu primeiro aqui.

Abraços!

P.S.: leiam a Veja desta semana para mais detalhes.

novembro 12, 2007

Pesquisa, De Novo!!!

Grande sucesso e participação na pesquisa sobre "Tropa de Elite". Muito bom mesmo! Obrigado para todos que votaram. No resultado da votação, 12 leitores acharam que o filme apenas reflete a realidade do país, 5 querem ver mais do Capitão Nascimento pelas ruas, apenas um leitor achou que o filme tem tortura demais, e cinco ainda não viram o filme.

A pesquisa agora é sobre sites de relacionamentos. Por aqui, a febre é o Facebook (quase ninguém conhece o Orkut). O que mais chama a atenção dos usuários do Facebook é a maior privacidade na comparação com outros sites do gênero. Por exemplo, o perfil do usuário só pode ser visto por completo para quem é identificado como amigo da pessoa, ao contrário do Orkut ou do MySpace, onde o site é visível para qualquer um. Faz pouco tempo que saiu uma matéria na Veja tratando exatamente do sucesso deste site por aqui.

A pergunta é óbvia: você já tem o seu perfil no Facebook?

Eu já deixei a minha resposta. Deixe a sua também!

Abraços!

70% e o Mercado de Pílulas Azuis

A imagem abaixo é da minha página de webmail da conta da universidade. Repare no título das mensagens enviadas:



Três perguntas:

1) Estudantes de doutorado chegam em estágio tão deplorável nos estudos que o mercado das pílulas para "paudurescência" os vê como clientes de alto potencial??? Qual a relação entre a quantidade de livros e/ou o tempo gasto com estudos e o uso das pílulas azuis?

2) Por que os descontos são sempre de mais de 70% sobre o preço original? Por que 70%, e não 69, 67, 65%?

3) O que é o tal do "Viagra X", anunciado nas mensagens? Alguma variante mais punk do remédio tradicional? Aos leitores que já fizeram uso, aceito comentários e explicações.

Abraços!

novembro 08, 2007

Pior que Spam

Achava que não pudesse existir coisa pior do que spam na minha caixa de e-mail. Pois hoje o governo me mostrou que, sim, existe: spam com mensagens analfabetas que eu pago para receber. Sintetizando a história, o governo resolveu colocar a "Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República" para trabalhar, e criou um pequeno e-mail que é mandado (contra a minha vontade, diga-se. Será que cabe um processo por spam?) para alguns órgãos federais. Não sei se todos os meus colegas do banco recebem, mas sei que, todo o santo dia, tanto no período de trabalho quanto agora no doutorado, está lá a propaganda na minha caixa postal.

Pois bem. Hoje, a mensagem se superou: não apenas eu recebo a mensagem contra a minha vontade, mas também descobri que a pessoa que escreve os textos, recebendo grana dos meus impostos, precisa de reforço na gramática. Além disso, o responsável pela revisão dos textos, que também é pago com o dinheiro dos meus impostos, deve precisar de um oculista. Tudo isto por causa do título da mensagem abaixo.



Ou seja, recebo uma mensagem que não quero receber, e quando resolvo gastar 15 segundos para olhar as matérias, dou de cara com um título destes.

É, é pior do que spam.

Abraços!

P.S.: e diga-se: a desculpa de proximidade das letras no teclado não cola neste caso. O "i" e o "rá" ficam bem longe do "e" (se o escriba quisesse usar "investe" ou "investirá", respectivamente).

novembro 07, 2007

DZ

Excelente o comentário do David Zylberstajn sobre o uso de negativas por parte de deputados para amenizar palavras que seriam um pouco pesadas para os ouvidos mais sensíveis.

Abraços!

novembro 06, 2007

Lula Compara. Eu Também

Lula faz a sua comparação:


"É engraçado porque já a Margareth Thatcher foi tantas vezes reeleita primeira-ministra e eu vi o Helmut Kohl ficar tanto tempo [no poder]. [Mas] nunca vi ninguém perguntar se vários mandatos sucessivos era [algo] ruim"
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Eu também faço a minha:

"Nunca vi ninguém perguntar o que aconteceria com a Margareth Thatcher ou com o Helmut Kohl se tantas figuras do primeiro escalão do governo fossem flagrados em um escândalo como o do mensalão."


Abraços!

novembro 01, 2007

Fotos Halloween

Para fotos do Halloween em Chapel Hill, com os comentários da Chris, clique aqui.

Abraços!

O Verdadeiro Jason

Este é Jason:



E esta é a esposa de Jason:



Noite muito divertida. Mais fotos mais tarde.

Abraços!

outubro 31, 2007

Em Dia de Halloween...

Este aqui é o falso Jason. O verdadeiro, só mais tarde.

Abraços!

Culpa dos Juros?

Excelente texto na Folha On-Line do Valdo Cruz. A pergunta que fica, diante do problema do empresário, é: onde estão FIESP, FIRJAN, FIERGS e afins quando um problema destes aparece? Quando o BC muda os juros, são os primeiros a fazer fila na porta dos jornais para chamar a decisão de "escandalosa", "absurda", etc.

Começo a acreditar que a pressão sobre o BC é consequência do bom trabalho ao longo do tempo. Algo do tipo "já que fez tanto, pode fazer um pouco mais". Ou ainda, "como não posso esperar nada dos outros setores do governo, deixa eu cobrar um pouco do que funciona".

Abraços!

Cena recente ocorrida em Nova York. Um grande produtor de óleo de soja brasileiro reuniu-se com um grupo de investidores estrangeiros para tentar convencê-los a investir no seu negócio. O plano industrial do empresário brasileiro agradou. Custo de produção baixo, boa plantação de soja, transparência total do projeto. Enfim, o plano estava repleto de qualidades e encheram os olhos dos investidores. Fora isso, as condições macroeconômicas no país são favoráveis, economia em crescimento, inflação baixa, juro ainda alto mas bem menor do que num passado recente. Só que aí veio uma perguntinha final: E o seu plano de logística? Qual será seu custo de exportação? Como estão as condições de escoamento da produção pela via portuária? Aí deu vontade de chorar, confidenciou o empresário brasileiro a amigos.
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outubro 30, 2007

Dica

A coluna dela no Estadão costumava ser muito boa, das melhores fontes de informação sobre política e economia disponíveis. Espero que o podcast da Sônia Racy tenha o mesmo sucesso.

Abraços!

outubro 25, 2007

De Fato, Heresia

Sem comentários.

Abraços!
clipped from oglobo.globo.com
RIO - Um célebre espaço na Bowery Street, no East Village, em Nova York, está prestes a reabrir. Só que, em vez do clube de rock CBGB, a loja será ocupada por uma butique de alto luxo do estilista John Varvatos. O lugar, que estava fechado desde outubro de 2006, passou por uma reforma completa e não tem mais nada a ver com o lendário clube que lançou a cena punk/new wave nova-iorquina nos anos 70 e 80.
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PhD de Elite

Em algum lugar dos Estados Unidos:

— O que é isto, cabo Fasolo?!?!? O que você está fazendo?

— Estou jantando, comandante, mas eu...

— Como assim "estou jantando, comandante"??? E a lista de exercícios? Já terminou a prova?! Tá achando que eu sou moleque em acreditar neste papo de "estou jantando"?

— É só um prato de massa, comandante...

— Você está achando que eu sou moleque? Tá achando que eu sou moleque??? MO-LE-QUE!!! Moleque é o senhor, cabo Fasolo!!! MOLEQUE É O SENHOR!!!!

— Eu precisava parar um pouco, estava cansado, comandante. Virei a noite trabalhando na lista de exercícios...

— E você acha justo que, em um país como os Estados Unidos, alguém possa passar uma noite montado em apenas uma lista de exercícios??? Que tipo de luxo é este?!?!?!?! Tinha que ter feito ao menos duas listas e mais uma das três apresentações para a semana que vem!!! O SENHOR É UM MOLEQUE!!!!

— Já estou voltando para o escritório: termino duas apresentações hoje à tarde e...

— Só duas apresentações?!?!? O senhor é um fanfarrão, cabo Fasolo! UM FANFARRÃO!!! E a prova?!?!? E as outras duas listas de exercícios! O senhor é muito folgado, cabo Fasolo, FOL-GA-DO!!! O senhor deve achar que todo mundo aqui é moleque, não? MOLEQUE É O SENHOR!!! MOLEQUE É O SENHOR, CABO FASOLO!!!! O senhor trate de apresentar as duas apresentações: quando estiver terminado, eu lhe passo mais duas listas de exercícios!

— Senhor, sim, senhor! Obrigado pela atenção, senhor!

— Está dispensado, cabo. E deixe o macarrão aqui...

(Texto puramente ficcional e inspirado no cotidiano de um aluno de PhD em economia. Nada a ver com Tropa de Elite.)

Abraços!

outubro 20, 2007

E a Pesquisa...

... ainda está no ar!!! Levante o seu traseiro gordo do sofá, vá ao cinema e me conte o que você achou de Tropa de Elite!!!! Estou curioso!!!

Ah, a Coerência...

Tem um blogueiro, ex-jornalista famoso da Folha de São Paulo por acompanhar programas falidos de combate à inflação nos anos 80/90 no Brasil, que adora cair de pau no Banco Central por estar "capturado pelo mercado", onde as decisões do Copom só servem para alimentar a "farra do boi". O blogueiro ainda se refere a uma das diretorias do Banco como sendo formada pelo "trio-terremoto", e aliviado por esta diretoria não estar mais no banco no início da crise.

Pois bem: o famoso jornalista escreveu no dia 17 deste mês um longo post, elogiando a capacidade do banco UBS em prever os efeitos da crise do mercado imobiliário americano no Brasil, afirmando que o seu grupo de decisão estimulou a compra de ativos em meio à crise, apostando no caráter passageiro do evento. E o que isto tem a ver com as suas opiniões sobre o Banco Central? Adivinha só quem é o economista-chefe do UBS-Pactual para a América Latina.

O terremoto, pelo visto, faz boas previsões sobre crises externas.

Um abraço!

P.S.: não vou ficar fazendo propaganda de blogs ruins para os meus amigos. Logo, se você quer saber quem é o blogueiro, junte as expressões entre aspas, coloque no Google e divirta-se.
P.S.2: UPDATE: se vocês jogarem as palavras entre aspas, não vão encontrar o site do jornalista. O Google deve estar criando juízo... hahaha.

outubro 17, 2007

Sobre a Demagogia com a CPMF

Sobre o texto anterior a respeito da CPMF, que existia neste espaço, a única coisa que restou decente foi o trecho abaixo. O post original (ver abaixo) foi implodido pela mais absurda incoerência e estupidez intelectual do autor.

Grato pela atenção.

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Agora, o que mais me assusta nesta discussão a respeito da CPMF é o monstrengo tributário e populista que pode ser criado, caso o governo emplaque a proposta do líder do Senado, Romero Jucá, endossada pelo voluntarioso bigode de Aloízio Mercadante. Segundo a proposta dos nobres senadores, trabalhadores que ganham até R$1.700,00 estariam isentos da cobrança do imposto. A proposta é um monstrengo tributário porque vai permitir que contribuintes espalhem a sua movimentação por várias contas a fim de demonstrar que sua movimentação é compatível com salário inferior ao teto. Exemplo: usar uma conta em nome da esposa, dona-de-casa, para movimentar parte dos rendimentos da família e fugir da cobrança do imposto.

Além disso, a proposta é um monstrengo populista porque qualquer pessoa com um pouco mais de dois neurônios (não, não aqueles que desceram até o bigode, senador: os que ficaram na cabeça!!!) sabe que o maior efeito da cobrança do imposto é na venda do produto final, e não na movimentação do dia-a-dia da conta bancária. Quando o sujeito vai comprar o seu pão, ele paga CPMF não porque deixou algumas moedas para o caixa, mas porque a panificadora pagou a empresa que vendeu a farinha (e aí teve a cobrança do imposto); porque a panificadora pagou o aluguel do prédio onde está instalada (e aí teve a cobrança do imposto); porque a panificadora pagou água, luz e telefone para poder funcionar (e aí, de novo, teve a cobrança do imposto). Logo, vir com o argumento que "o pobre vai ser isento do imposto" é um populismo dos mais rasteiros.

É, não existe nada de ruim que não possa ser piorado.

Abraços!

CPMF: Contra Tudo

Ok, ok, ok. Argumento errado. Totalmente errado. Furei feio. Se você esteve aqui no site entre as 10 da noite e as 0:45hs, no horário brasileiro, você pôde constatar que tinha um texto aqui que tratava sobre a CPMF. Usei um argumento lamentável para justificar esta aberração, que eu mesmo derrubei.

Abraços!

outubro 16, 2007

Nobel: Surpresa na Cobertura

Fiquei especialmente satisfeito com a cobertura de parte da imprensa brasileira a respeito dos laureados com o Prêmio Nobel deste ano. Tendo em vista a complexidade do tema da pesquisa dos homenageados, esperava que o festival de bobagens fosse inesquecível. Decepção minha: nos três jornais mais importantes do país (Folha, O Globo e Estadão, os dois últimos nas suas páginas de notícias on-line), a cobertura foi bem ponderada.

O Globo e o Estadão se limitaram, corretamente, em reproduzir o que as agências internacionais publicaram a respeito dos vencedores. Por pior que seja a cobertura destas agências, a possibilidade de erros na matéria diminui bastante, já que os jornalistas tentam fazer uma reportagem bastante "descritiva" da notícia, sem se preocupar com análises detalhadas sobre o mérito da premiação. Até neste aspecto, o texto da BBC-Brasil, publicado por ambos jornais, foi bastante feliz ao lembrar a ligação do trabalho destes autores com a pesquisa de John Nash Jr., vencedor do Nobel pelo desenvolvimento e aplicação de teoria dos jogos em economia.

Já a Folha, na sua edição impressa, evitou fazer a ligação do trabalho dos homenageados com situações cotidianas, dentro da linha editorial que costuma resultar em desastres na área. Ao contrário, fez o que um jornal correto deveria fazer, se quisesse estabelecer alguma ligação com o Brasil: procurar economistas sérios para dar a sua opinião. O resultado foi excelente. As entrevistas com Aloísio Araújo e Maurício Bugarin foram escolhas das mais felizes para explicar ao leitor leigo a importância da pesquisa dos vencedores.

Por outro lado, Zero Hora parece ter designado o estagiário da coluna de horóscopo para escrever a sua matéria. Dizer que a escolha de Maskin, Hurwicz e Myerson é um "golpe no liberalismo econômico ortodoxo" é, para dizer o mínimo, uma bobagem sem tamanho. A afirmação equivale a dizer que as universidades de Chicago (!!!), Minnesota e Princeton, onde trabalham os agraciados, seriam centros de disseminação da cultura heterodoxa. Antes os nossos heterodoxos ouvissem o que dizem os pesquisadores destas escolas...

Felizmente, outros sites capazes de produzir bobagens de qualidade equiparável sob a carcaça de jornalismo econômico responsável se abstiveram de comentar a premiação.

Abraços!

outubro 15, 2007

Sobre o Nobel de Economia

Prêmio merecidíssimo pela relevância da área na pesquisa em microeconomia atual: de fato, o trabalho de Maskin, Myerson e Hurwicz em desenhos de mecanismo é o que de mais relevante apareceu em termos de teoria microeconômica depois do "boom" em teoria dos jogos dos anos 80/90.

Agora, o mais divertido da premiação será mesmo ler os jornais brasileiros tentando explicar a relevância do prêmio em seus espaços cada vez menores para as manchetes.

Abraços!

outubro 14, 2007

Pesquisa! Pesquisa! Pesquisa!

Depois de me informarem sobre o destino da taxa de câmbio no Brasil (na verdade, ninguém sabe de nada, mesmo, sobre o câmbio, já que as respostas ficaram distribuídas entre todas as alternativas), agora meus leitores no Brasil vão me informar sobre a última polêmica nacional: "Tropa de Elite" pegou geral?

Deixo a pesquisa no ar por bastante tempo, para tentar coletar as opiniões do maior número possível de pessoas. Comentários são (MUITO) bem-vindos. Estou curioso para ler a opiniões de quem viu o filme.

Abraços!