dezembro 31, 2008

Mensagem de Ano Novo

Quem me conhece um pouco sabe da minha predileção pela festa de Ano Novo em relação ao Natal. O Ano Novo, para mim, tem um significado maior de passagem, algo como marcar mais um ponto no quadro da vida, e se preparar para registrar mais um daqui a 365 dias. A idéia de rever o que passou, simplesmente como algo que passou e que ficou para trás, e celebrar o que virá, renovar as esperanças, é o que me motiva nesta festa.

2008 não foi um ano tão bom quanto 2007. Não será, com certeza, um ano que guardarei na memória com boas lembranças. Mas é para isso que serve o Reveillon: deixar para trás, apagar o que passou, e se preparar para o que virá.

Que 2008 morra, e que venha 2009!

Um Feliz 2009 a todos os meus oito leitores, e a quem esbarrar, eventualmente, nesta mensagem!!!

Abraços!

dezembro 30, 2008

A Música da Crise

A crise em versão (muito) bem humorada, com direito a solução para tocar a vida ao final.



Abraços!

dezembro 26, 2008

A Turma do Shikida

Outro dia abri o sistema de acompanhamento de visitas do blog e levei um susto: havia uma alta respeitável no número de visitas, muito além daquilo que meus esforçados oito leitores conseguem sustentar. Resolvi investigar, e cheguei neste gráfico:



Tentando entender um pouco mais este movimento, me dei conta que o Shikida tinha colocado, neste dia, uma referência a um post meu. Resultado: mais da metade dos (poucos, porém estimados) acessos que recebi vieram como referência do De Gustibus. Ok, é possível que o tema do post tenha interessado a mais gente, mas este é um padrão que se repete. Basta o melhor blog de economia do país fazer uma citação que o meu número de visitas dispara.

Parabéns, Shikida! E obrigado pelas referências.

Abraços!

dezembro 21, 2008

Duke Football: Edição de Férias

Excelente movimento da universidade, oferecendo um novo contrato para o treinador que está mudando o perfil do programa de futebol da universidade, segurando ele aqui até 2015. David Cutcliffe é fera. Aqui, quem é bom, é valorizado.

Abraços!

IPEA: Revendo Élio Gaspari

Em 5 de março de 2000, Élio Gaspari escreveu uma coluna nos principais jornais do país tratando do concurso do Banco Central que discriminava positivamente, através dos critérios de diplomação, os candidatos com titulação no exterior e publicações em revistas acadêmicas de fora do país. Naquela coluna (íntegra aqui), Gaspari escreveu:

clipped from www2.uol.com.br

Ninguém aqui é bobo. Os critérios de titulagem inventados pelo Banco Central destinavam-se a favorecer os candidatos com formação acadêmica semelhante à que a ekipekonômica supõe ter. Tratou-se de triagem ideológica, feita por gente que nem história sabe. Se soubesse, lembraria que o fato de FFHH trabalhar na Cepal já foi considerado nódoa. (”Fiel súdito de Moscou”, para o Centro de Informações da Aeronáutica.)

Durante a ditadura, censurava-se o pensamento alheio, mas não se impunha aos aborígenes uma corrente exclusiva de pensamento alienígena. Em cinco anos, FFHH não inibiu o pensamento de ninguém. Sua elegância diante da divergência honra o Governo e ultrapassa a da oposição. Não é justo que um cérebro de dobradiça tenha feito o BC passar pelo vexame de publicar um edital que só encontra paralelo nos documentos coloniais do século XVIII.

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Hoje, Gaspari publica coluna em que comenta o exame de seleção de técnicos em planejamento para o IPEA. Entre as pérolas por ele destacadas do exame (muitas outras aqui), temos:

Exemplificando, primeiro pela agressão ao idioma, numa pérola pinçada por Madame Natasha: "Considerando aspectos da configuração das redes urbanas regionais no Brasil e do imbricamento dessa morfologia com a economia produtivista nacional, julgue os itens que se seguem (...)."


A prova agrediu a complexidade do pensamento do sociólogo Francisco de Oliveira ao atribuir-lhe a afirmação de "não haver capitalismo monopolista sem o Estado". Tudo bem, mas Dadá Maravilha poderia ter dito a mesma coisa. (Nunca é demais lembrar que em 2003 Nosso Guia mandou tirar um texto de Oliveira de um livro publicado pelo Instituto da Cidadania.)


Uma questão mostra a opção por conhecimentos inúteis: "Uma política de conservação dos cavalos-marinhos deve ser voltada para o Gerenciamento Costeiro e Marinho e a Fiscalização Contra o Comércio Ilegal, dispensando uma articulação com a Política Nacional de Recursos Hídricos e as práticas agrícolas no Continente." Certo ou errado?
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Entretanto, o que ofende, no texto de Gaspari, é a referência geral sobre o exame: "[a]gora, o comissariado do Ipea foi por um caminho parecido e piorado. Abriu um concurso para 62 vagas de técnico de planejamento (R$11 mil mensais) e submeteu os candidatos a uma prova que ofendeu o idioma, banalizou a qualificação dos candidatos e beneficiou conhecimentos de almanaque." Além disso, "[a]cusar os comissários de terem produzido um teste de conhecimento esquerdista é elogio impossível. A prova é apenas burra."

É mesmo, Gaspari?!?! Quando a prova é "esquerdista", ainda que com qualidade, o exame deve ser elogiado; quando o exame cobra titulação favorecendo universidades que criam "sábios para a ekipekonômica", para usar suas expressões, é "triagem ideológica"? A inferência direta do que escreve Gaspari neste artigo é clara: se o exame fosse esquerdista, mas não privilegiasse "conhecimento de almanaque", estaria tudo bem.

E que não se diga que o autor dos textos não tenha dado uma chance ao IPEA: a crítica ao exame do Banco Central nasceu no edital. Quem leu o edital do IPEA já vinha gritando, faz tempo, em relação ao conteúdo esperado no exame. Talvez, se o concurso do IPEA tivesse feito uma "prova inteligente", o texto de Gaspari no domingo não teria razão de ser, de acordo com sua argumentação.

O concurso do Banco Central criticado por Gaspari aprovou apenas um candidato, que depois, por receber outras propostas, não tomou posse. Sua qualificação permitiu que outras instituições (inclusive "a banca" de Gaspari) corressem atrás do talento. Os salários do Banco Central eram muito defasados em relação à iniciativa privada. Agora, o IPEA oferece salários competitivos para aprovar gente que entenda de conservação de cavalos-marinhos. Espero, sinceramente, que, se uma escolha entre os dois tipos de exames tiver que ser feita, que o Banco Central repita os critérios e questões do concurso de 2000. Quem sabe, com os salários atuais e com um número maior de possíveis candidatos voltando de bons cursos no exterior, mais gente se anime a ficar no Banco.

Por fim, encerro o texto adaptando o último parágrafo do texto de 2000 sobre o concurso do BC:


"Num país cujo presidente do IPEA fala de coisas como "tributação sobre produção imaterial", e que o resto da equipe econômica não implementa seu programa, ainda que seja governo, seria o caso de se pensar se a coisa não está indo longe demais. O Governo de Cuba é extremamente restritivo na concessão do direito de sair de seu território. Quando permite, seus asseclas vigiam seus cidadãos para evitar que busquem asilo político. Tem todo o direito de agir assim. O que não faz sentido é que meia dúzia de senhores que podem entrar e sair da ilha (y muchas cositas más) por serem filiados a um determinado partido restrinjam, em Pindorama, com critérios cubanos, o direito de brasileiros bem preparados de disputar um emprego no IPEA."



Abraços!

Duke Basketball: 10-1

Início da temporada de basquete, e Duke, mais uma vez, tem um bom começo de temporada: dez vitórias e uma derrota é um desempenho excelente para o padrão dos jogos de dezembro, normalmente jogados contra times de fora da conferência (sem a rivalidade local), e muitas vezes contra times que apenas querem ter a chance de jogar contra um time que faça parte do ranking nacional só para aparecer na tevê. Obviamente, o desempenho deve ser um pouco inferior na medida que a temporada avance, mas o início é promissor (tomara que o colapso no playoff nacional dos últimos dois anos não se repita em março).

Ontem, jogo importantíssimo: Duke, no momento número 6 do país, bateu (e bateu forte, mesmo) Xavier, número 7 do ranking. O jogo foi disputado fora de casa, mas, mesmo assim, Duke não deu a menor chance, liquidando a partida já no final do primeiro tempo, quando abriu 30 pontos de vantagem. O placar final, 82-64, não reflete o que foi o jogo, já que, na segunda metade do jogo, Coach K pôde colocar o segundo time em quadra para administrar os últimos 5 minutos de jogo.

Com algumas surpresas nesta rodada de sábado (derrota de Texas para Michigan State), é certo que Duke suba mais um tanto nos rankings que serão divulgados segunda-feira. Acompanhe, na barra aí ao lado do blog, a evolução dos rankings, atualizados todo o início de semana.

Abraços!

dezembro 19, 2008

Política Monetária: Flush

Este é o resultado de brincar de política monetária heterodoxa, ainda mais em país que não é sério: o mercado acaba desenvolvendo alguns usos alternativos para a moeda nacional.

Do Blog Freakonomics.

Abraço!

Rush Não Consegue Tocar Rush

Só podia ser coisa do Stephen Colbert.



Abraços!

dezembro 18, 2008

Arrogant Bastard

Uma grande cerveja:

Para um grande homem:


Minha cabeça ainda dói!!!!!!

Abraços

dezembro 17, 2008

Soltaram os Loucos

Esse encontro na Bahia está divertidíssimo. Fazia muito tempo que eu não dava tanta risada. Depois do homem de Illinois querendo grana depois de dar um calote, mais dois exemplares latino-americanos dão as suas contribuições para o humorístico:

1) Obama não vai dormir esta noite: a Bolívia está ameaçando cortar as relações com os EUA se o embargo à Cuba não acabar! Tenho certeza que a diplomacia do novo governo já foi acionada para tratar do tema. O discurso inflamado de Morales na cúpula lembrou que, se estivéssemos em 1962, a Venezuela e a Bolívia também teriam sido excluídas da OEA. Neste caso, infelizmente, não estamos em 1962...

2) Por fim, a caloteira do presente e do futuro, Cristina Kirchner, veio com um papo de que "se os países pobres não cumprem as regras impostas (???) é condenado publicamente, taxado de populista, deficitário, etc, etc." Regras impostas por quem, cara-pálida? Se a Argentina toma dinheiro no mercado externo e não paga, quer ser chamada de quê?!?!?! Não quer ser chamada de "caloteira, populista, deficitária", então siga duas alternativas: a) não tome dinheiro no exterior; ou b) não dê calote, pague suas dívidas.

Os ares de Salvador estão perturbando muita gente. Mas, ao menos, está divertido.

Abraços!

dezembro 16, 2008

Fazendo Escola

Tem gente fazendo escola como governante. Na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, o presidente do Equador, o homem de Illinois, veio com esta, muito boa:

clipped from oglobo.globo.com

Respondendo ao presidente Lula, que falou da importância da integração para manter o emprego e a renda dos trabalhadores, Correa disse que, para que esse desejo se traduza em fatos concretos, poderia se criar o Fundo de Reserva do Sul, com as reservas que estão nos Estados Unidos, para dar apoio a problemas de balanço de pagamentos e fiscais. Somente o Brasil tem US$ 207 bilhões de reservas internacionais.

- A vantagem disso seria que as reservas poderiam ser em volume menor. Não podemos cair no canto da sereia dos burocráticos, que só estão interessados no pagamento da dívida (nas últimas semanas, o Equador vem anunciando moratória e auditorias em sua dívida externa) e ter uma política fiscal que promova o emprego. Esse fundo de reserva serviria para isso - disse Correa.

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Ou seja, declare o calote das suas dívidas, e diga esta ação é resultado da falta de colaboração dos outros países, que não fizeram a poupança que você deveria ter feito para pagar o seu débito. O Equador quer uma parte das reservas para se socorrer? Então por que não se oferecem para pagar uma parte do custo da dívida interna do Brasil, cobrada a juros de 14% ao ano, que constitui, exatamente, a contrapartida do total de US$200 bilhões que o país acumulou ao longo dos últimos anos?

É muito legal ver estas idéias difundidas por toda a América Latina: um país faz o esforço para acumular as reservas, mas se elas não servirem a todos, é um explorador injusto. E mais: se o esforço fiscal para acumular as reservas não for socializado, é por "falta de vontade política e coordenação". O homem de Illinois aprendeu rápido, mas não foi por aqui, nos EUA.

Abraços!

dezembro 15, 2008

dezembro 14, 2008

High School Basketball

Muito boa a história contada sobre o uso da nova família presidencial americana como forma de insultar a torcida adversária no basquete entre high-schools.

Esta forma de trazer a rivalidade à tona, entretanto, não é privilégio das high-schools. De fato, universidades ditas de elite usam formas bem alternativas para ofender a torcida adversária. O exemplo clássico é o de jogos de futebol americano, onde a torcida de algumas universidades sacodem chaves durante kickoffs para dizer à torcida adversária que, depois do jogo, eles podem pegar os seus carros para dar uma volta, já que nunca poderão ter um carro igual na vida.

Cruel, talvez. Bobo, muitas vezes. Entretanto, são formas pacíficas de se destacar diante do adversário.

Abraços!

dezembro 13, 2008

Quando a Cepal Acerta

Dá até medo de elogiar. Mas segue a notícia:

clipped from br.invertia.com

De acordo com estimativas da Cepal, que ainda não possui os dados fechados sobre o ano de 2008, o Brasil deu continuidade aos resultados verificados entre 2006 e 2007, quando a pobreza caiu 3 pontos percentuais no País. Contudo, em toda América Latina e Caribe, cerca de 4 milhões de pessoas não conseguiram deixar o estado de pobreza em 2008 devido à alta inflação dos alimentos.


Carlos Mussi, economista do escritório do Cepal em Brasília, explica que o indicador de pobreza utilizado pelo órgão se refere à capacidade de compra das pessoas comparada a uma cesta mínima de calorias. Segundo ele, quando o preço da cesta sobe isso faz com que as pessoas comprem menos bens de subsistência, o que pode levar indivíduos com menor poder aquisitivo à classificação de pobreza ou pobreza extrema.


Mussi aponta que a consistência da política implementada pelo Banco Central brasileiro ajudou a dar estabilidade à formação dos preços na economia do País.

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Abraços!

Duke X Illinois: Round 2

Pego carona em uma conversa que tive com um amigo que também está aqui nos Estados Unidos para fazer o doutorado: que tipo de economia o povo de Illinois anda ensinando para os seus alunos no PhD?!?!?! Olhem só a última de um ex-aluno famoso de lá. E o detalhe: ele é reincidente neste tipo de ação catastrófica. Será que não aprendeu nada?

Eu não sei o que houve com o curso, mas que não anda bem, ah...

Abraços!

dezembro 12, 2008

China

Fica bem, China, onde quer que tu estejas agora.



Notícia do Correio Braziliense.

Abraços!

UPDATE: trecho da reportagem do Correio Braziliense de hoje (13/12):

"'O Jairo disse que o Bruno e ele viram Ailton em um bar no Cruzeiro. A vítima, ao ir embora, teria sido abordada pela dupla, que pediu uma carona e logo o rendeu', disse o delegado Eric. Inicialmente, queriam praticar um roubo."

Infelizmente, o Aílton caiu na mão de ladrões pé-de-chinelo, vagabundos, que ainda por cima, de acordo com a matéria, trabalhavam no Batalhão da Guarda Presidencial, do Exército. Lamentável a violência no país.

Mercado Para PhD's: Boa Sorte!

Trecho de um post do blog Freakonomics destacando estudo que mostra a importância do salário inicial para a carreira de economistas que terminam seus PhD's em anos de recessão.

It is going to be a tough few months for newly-minted econ Ph.D.’s. And the long-run news is also grim: An intriguing study published a few years back by my former Stanford colleague Paul Oyer suggests that graduating in a downturn results in a lower-prestige initial job.

Worse, the consequences persist throughout your career, partly because research productivity is determined by the quality of your colleagues. My advice to those aspiring economists worried by all this is simply to keep your heads up. The best strategy for getting a job in a recession is exactly the same as in a boom — do good research, and be tenacious.

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Para o bem e para o mal, já tenho meus compromissos para daqui a um ano e meio. Logo, meus rendimentos terão pouca relação com as condições econômicas do mercado americano. Aos meus colegas, boa sorte!

Abraços!

Sobre o Preço da Gasolina

Estava em US$ 1.81 por galão no dia 30 de novembro. Passei hoje pelo posto, e estava a US$ 1.67 — queda de 7.34% em menos de duas semanas.

Abraços!