
Figura criada aqui: http://www.sp-studio.de/
Abraços!
"Hazard - 1. A hazard is something which could be dangerous to you, your health or safety, or your plans of reputation. (...) 2. If you hazard or if you hazard a guess, you make a suggestion about something which is only a guess and which you might be wrong." - Do Dicionário "Collins Cobuild"
— Outside of a dog, a book is a man's best friend. Inside of a dog, it's too dark to read.
— Hey, what are you doing inside a dog, perv?!?!?!
Trecho lamentável da coluna de Veríssimo na Zero Hora e O Globo de Hoje:
Era notório o entusiasmo pelo nazismo em setores da aristocracia inglesa, por exemplo[...] Não tardou para Hitler desiludir seus apologistas e a guerra falsa se transformar em guerra mesmo, todos contra o fascismo. Mas por algum tempo os nazistas tiveram seu coro de admiradores bem-intencionados na Europa e no resto do mundo - inclusive no Brasil do Estado Novo. Mais tarde estes veriam, em retrospecto, do que exatamente tinham sido cúmplices sem saber. Na hora, aderir ao coro parecia a coisa certa.
[...]
Se esses dois exemplos ensinam alguma coisa é isto: antes de participar de um coro, veja quem estará do seu lado. No Brasil do Lula é grande a tentação de entrar no coro que vaia o presidente. Ao seu lado no coro poderá estar alguém que pensa como você, que também acha que Lula ainda não fez o que precisa fazer e que há muita mutreta a ser explicada e muita coisa a ser vaiada. Mas olhe os outros. Veja onde você está metido, com quem está fazendo coro, de quem está sendo cúmplice. A companhia do que há de mais preconceituoso e reacionário no país inibe qualquer crítica ao Lula, mesmo as que ele merece.
Se eu entendi direito, os que vaiaram Lula no Maracanã poderiam estar iludidos em seus atos, tanto quanto os europeus que aplaudiram Hitler contra os comunistas. Ainda de acordo com o colunista, antes de vaiar, seria importante procurar as "companhias", que seriam "preconceituosas" e "reacionárias" auxiliando a vaiar o presidente. Pergunto: existe algo mais reacionário que Sarney, Renan, Delfim, Michel Temer, só para ficar nos mais notórios?
Tivesse eu a chance e olhasse para os lados, não teria dúvida sobre o que fazer no Maracanã. Veríssimo também não. Entretanto, não estaríamos do mesmo lado.
Abraços!
Eu, Artur, pego a minha experiência de 20 anos no movimento sindical, e fico olhando a quantidade de coisas que eu falei e falava porque era moda falar, mas que não tinham substância para sustentar na hora em que você pega no concreto. Na hora em que você entra no “pão-pão, queijo-queijo” tem uma diferença, e tem determinadas coisas que não podem ser um debate eminentemente ideológico, ele é real.
Para consulta ao original, aqui, no meio da página 4. Com áudio disponível, aqui, na reunião do dia 17 de julho de 2007.
Abraços!
Por fim, Lula fez uma de suas tiradas prediletas, ao dizer que sempre repete muitas vezes uma palavra difícil, depois que aprende a dizê-la. Já houve a fase do "sine qua non" (essencial) e a de "transesterificação" (processo para a produção de biodiesel). Ontem, foi a vez de "inexorável", citada quatro vezes no discurso improvisado.
"Quero dizer para vocês que também é inexorável – de vez em quando eu aprendo uma palavra difícil e a repito muito, inexorável eu acho o máximo – a sustentabilidade do crescimento econômico brasileiro."
Olhando para a gramática governista, o adjetivo que o presidente aprendeu, infelizmente, parece qualificar apenas sujeitos como "incompetência governamental", "ocupação política de cargos", "corrupção" e, de forma trágica, "acidentes aéreos".
Triste.
Abraços!
P.S.: diga-se, para evitar problemas de entendimento, que a matéria trata da tristeza presidencial após as vaias no Maracanã, mas antes do acidente aéreo.

Meu amigo Shikida escreveu um post em seu blog tratando do que seria um comportamento cíclico de governos reeleitos: cumpre-se um primeiro mandato com a política mais rígida possível, para depois um afrouxamento capaz de garantir o necessário para ser mostrado nas próximas eleições. Segundo a sua opinião, da qual compartilho, está em marcha uma política econômica para os próximos anos cujo custo será devidamente medido através da variação da carga tributária e da inflação (variação positiva, para a média da população, em ambos os casos).
Entretanto, um ponto desta discussão sobre a meta para 2009, origem de todos os debates atuais sobre política monetária no Brasil, ainda não está claro no desenho institucional do jogo: por que o presidente do Banco Central está discutindo com o ministro da Fazenda sobre o número da meta? Porque ele faz parte do CMN, o órgão do governo que decide a meta de inflação. Mas por que ele faz parte do CMN? E aí falta uma resposta convincente. Os custos do bate-boca entre Fazenda e Banco Central já estão se tornando evidentes (a última estimativa é de R$ 2.2 bilhões, só na conta de juros), e nem por isto parece que o debate esfria.
O ideal, neste caso, seria adotar literalmente um regime de acordo com o título do post: deixando-se claro que o BC não tem participação alguma sobre a escolha da meta de inflação, o governo assumiria os custos de vir a público e dizer, explicitamente, que ele deseja, sim, mais inflação no longo prazo; que, sim, os gastos públicos contratados hoje serão pagos com o papel pintado em 2009; que, sim, o governo tolera "um pouco mais" da distorção inflacionária em troca (não garantida) de um crescimento pouco maior neste ano.
Entretanto, o que é feito no país? Cria-se uma incerteza desnecessária, com o Banco Central pagando o mico do que deveria ser uma discussão de governo. E paga o mico duas vezes: uma, por estar debatendo com argumentos técnicos uma decisão que foi tomada politicamente (os ouvidos dos políticos são notavelmente surdos aos argumentos técnicos); e duas, por ser obrigado a cumprir uma meta em um ambiente de negócios mais difícil, curiosamente formado a partir da discussão atual (os R$ 2.2 bilhões começaram a se formar no início do debate).
Fico feliz por ter a oportunidade de escrever este post, já que ele organiza um pouco mais as idéias que já tinha lançado em outros dois (aqui e aqui) sobre os custos de política monetária mal desenhada.
Abraços!
Tendo em vista a grande repercussão do video anterior, e a pressão constante que nós, grandes jogadores, sofremos diariamente em busca da melhor performance, trago aos meus prezados leitores mais um momento mágico captado neste final de semana. Reparem no pequeno passo para trás no último arremesso, configurando a jogada de três pontos, seguido da trajetória perfeita da bola e a explosão das arquibancadas. Algo realmente para a história.
Agradeço à minha cinegrafista, que soube captar com tamanha sutileza este momento único.
Abraços!