junho 26, 2008

Dois Teoremas, Um Corolário

Teorema 1: "O Banco Central é um operador que alimenta especulações de curto prazo no mercado financeiro."

Prova: De acordo com o coordenador da Carta de Conjuntura do IPEA, o IPEA não divulga as suas projeções mais recentes de inflação porque o IPEA "não é operador do mercado financeiro" e "não quer alimentar especulações no mercado", em função de sua "visão de longo prazo". Dado que o Banco Central, ontem, divulgou o Relatório de Inflação com todas as projeções de curto e médio prazos, é trivial mostrar que o Teorema 1 é verdadeiro. CQD

Teorema 2: "O cenário macroeconômico não apresentou mudanças significativas do início do ano até agora."

Prova: Agora conforme o Diretor de Estudos Macroeconômicos do IPEA (o "professor"), a Carta de Conjuntura do IPEA apenas apresentará novas projeções dentro de um mesmo ano caso seja notada "mudança substantiva" no cenário econômico. Como a Carta de Conjuntura divulgada hoje não apresenta novas projeções de inflação, a conclusão óbvia é que o cenário não mudou. CQD

Corolário: "As projeções do Banco Central estão erradas."

Prova: Como o IPEA não mudou a sua projeção entre março e junho, e estas projeções somente se alteram em função de "mudança substantiva" no cenário econômico, o Banco Central só acrescenta mais volatilidade no mercado ao colocar os intervalos de projeção entre 5,3% e 6,6% no Relatório de Inflação (o intervalo do IPEA para o IPCA está entre 4% e 5%, mesmo que a inflação acumulada até maio esteja em 5,58%). Como todos sabemos, estas divulgações de índices de inflação pela FGV e pelo IBGE entre março e junho não possuem a "visão de longo prazo" valorizada pelos amigos do IPEA.

Abraços!

P.S.: a história de "ordem da Presidência" para que as projeções não sejam divulgadas me parece mais um factóide para esconder as reais intenções da nova trupe que comanda o IPEA.
P.S.2: mais notícias sobre a divulgação da atual Carta de Conjuntura aqui, inclusive com a negativa da Secretaria de Longo Prazo que houve alguma ordem para suspensão das projeções. Também outras notícias aqui.

junho 24, 2008

O Fundo do Poço

— Pelé é assaltado na cidade onde sempre jogou, onde se fez ídolo, mesmo depois de se identificar ("Eu sou o Pelé!").

— Turistas assaltadas na frente do Palácio do Planalto, a poucos metros do Supremo e do Congresso Nacional.

E tudo isto com notícias dando conta que a renda dos mais pobres cresce a uma velocidade maior, fazendo com que a desigualdade caia. Onde estão os defensores da pobreza como justificativa para o crime? Mais uma vez, conto que uma vez ouvi que "o uso da lei deve ser relativo", e que o meu interlocutor ficou irritado quando respondi que o Brasil sofria de "excesso de relativismo" na aplicação das leis. O fundo do poço ainda pode ter um alçapão escondido...

Abraços!

junho 22, 2008

Vale Também?

Os direitos humanos também vão cobrar deste grupo a discriminação explícita contra gays e lésbicas?

Abraços!

Notas de Férias

1) Sim, eu me concedi duas semanas de férias. Na verdade, são duas semanas parceladas: esta próxima semana, onde pretendo apenas resolver alguma papelada de relatórios para as agências que me sustentam por aqui; e a semana de 12 até 20 de julho. Na primeira semana de julho, algum trabalho, mas não pretendo que seja nada muito pesado.

2) Programação do segundo tempo das férias: San Francisco, terminando com o retorno a Durham, a ida a Charlotte para o show do Rush. Estou procurando ainda dicas sobre o que fazer na Califórnia, mas um passeio noturno já consta do programa.

3) Ainda tratando de música, já ouviu a seleção musical na barra lateral? Mudei a barra de lugar para dar um pouco mais de visibilidade, mas as músicas continuam no mesmo tom.

4) Esportes: tristeza pela Itália, expectativa com o NBA Draft, ferrugem nas minhas juntas (tenho que treinar mais o arremesso de média distância).

5) Mais uma lista de livros nas férias: Greenspan, Gustavo Franco, a Elite da Tropa... e prometo terminar de ler os quadrinhos da Mafalda!

6) Voltando para a prestação de contas: estão no ar, na minha página da universidade, duas pequenas notas que escrevi como trabalho de conclusão de cadeira. Para os interessados, divirtam-se.

Abraços!

junho 18, 2008

"Ray Allen is washed up!!!"

Terminou ontem a temporada da NBA com uma vitória (na verdade, um massacre) do Boston Celtics sobre o L.A. Lakers. Para quem não acompanha, os Celtics, um dos times mais famosos da NBA, estavam sem ganhar um título desde 1986, o último campeonato da geração de Larry Bird. Como disse um colunista que eu gosto muito, o título de ontem foi um evento de gerações: aqueles com mais de 60 anos atualmente, viram a dinastia de Bill Russell, e pensavam que nunca mais veriam um campeonato em vida; aqueles com mais de 30, que viram os campeonatos de Larry Bird, se sentiam crianças de novo; e os mais jovens ganharam a sua história para contar, ao invés de apenas ouvir os relatos dos mais velhos.

Mas o que eu queria contar, mesmo, foi como este título começou. Os Celtics tiveram, na temporada passada, um dos piores desempenhos da liga, e contavam com o recrutamento universitário para pegar um dos dois melhores universitários do ano (na época, Greg Oden e Kevin Durant). Ao serem sorteados com a quinta opção, as chances de reconstruir o time a partir do recrutamento caíram para zero, já que a classe de 2007 não tinha muitos destaques individuais fora da dupla Oden-Durant. Mais do que isto, todos os analistas apontavam que os Celtics recrutariam um chinês desconhecido (Yi Jianlian, atualmente no Bucks, o nome pronuncia-se "Ih", mesmo) para obter um jogador de valor em uma possível negociação com outros times. Na verdade, para os americanos, Yi seria um "bust", uma enganação, e o time que o recrutasse estaria condenado a mais alguns anos de sofrimento.

Noite anterior ao recrutamento, 27 de julho de 2007, estávamos Chris e eu em NY. Andando perto de Times Square, encontramos Greg Oden caminhando em direção ao hotel onde estava hospedado. Lembrando do recrutamento, combinamos de assistir ao evento no bar da ESPN na Times Square (com certeza, naquela hora seria impossível conseguir ingressos para assistir tudo no Madison Square Garden). Bem postados no bar, com telões gigantescos transmitindo tudo ao vivo, as torcidas dos mais diferentes times se manifestavam, esperando pela escolha de seus dirigentes. Óbvio, a grande dúvida era quem seria o número 1, selecionado por Portland, e, por consequência, o número 2, selecionado por Seattle. Entretanto, cada torcedor tinha sua preferência a respeito do universitário que o seu time deveria escolher.

Ainda sobre as torcidas, a grande maioria era, óbvio, fã do NY Knicks, muitos eram simpáticos do New Jersey Nets, alguns se manifestavam por Chicago (Go Bulls!!!!), e uma turma barulhenta, que se colocou imediatamente ao nosso lado, urrava, gritava, esperneava pelos Celtics. Eles já tinham o seu nome de preferência (Corey Brewer, atualmente em Minnesota), e rezavam para que os dirigentes do Celtics não fizessem nenhuma burrada naquela noite. Toda a vez que o nome dos Celtics era citado na tv, a turma se levantava aos gritos. A resposta, em função da rivalidade Boston-NY era imediata: "Yi", em alusão ao chinês enganador. De fato, este era o desespero: e se os Celtics recrutassem Yi Jianlian? Isto seria o fim!

Começa o draft, saem as primeiras seleções, e a escolha dos Celtics se aproxima. Quando é anunciado que é a vez de Boston fazer a sua escolha, um grito de "Yi" explode no bar. A turma na minha frente estava desesperada. E se eles escolhessem o chinês?! Mais alguns anos sem sonhar com títulos. Silêncio no bar, chega o envelope com a escolha dos Celtics. "With the fifth pick in the 2007 NBA Draft, the Boston Celtics select... Jeff Green, from Georgetown University". Silêncio entre os torcedores do Knicks, estupefação entre os fãs dos Celtics: Jeff Green?!?!?!? A seguir a explicação: Jeff Green foi escolhido a pedido de Seattle, que estava negociando Ray Allen para os Celtics em troca desta escolha.

Subitamente, o que era surpresa, passou para desespero. Um dos garotos da turma gritava "Jeff Green, o que nós vamos fazer com Jeff Green?!?!?!", sem querer ouvir que ele estava envolvido em uma negociação. Quando, finalmente, ele entendeu o que acontecia, o desespero aumentou: "Ray Allen is washed up!!!" (um jogador "washed up" está velho, já passou do seu máximo, não tem mais nada para dar). "Jogamos fora uma escolha do draft para pegar um jogador acabado!" Mais um ano sem sonhar com playoffs, era a opinião geral. Em desespero, a turma se larga para a bebida: pouco antes de sermos chamados para o lado do restaurante, um dos garotos passa mal, e vomita tudo o que bebeu na beira do balcão. A segurança do lugar chega junto e coloca o povo dos Celtics para fora.

Bom, o "washed up" Allen, junto com Paul Pierce (que já estava nos Celtics) e Kevin Garnett, contratado alguns dias depois, formaram o trio base que levou Boston para o título deste ano. Três jogadores já se aproximando do ocaso de suas carreiras se reuniram em Boston para tentar um título juntos, jogando um basquete coletivo, bem focado na defesa ("Ataques ganham jogos; defesas ganham campeonatos", reza a lenda) e razoavelmente organizado no ataque.

Que Chicago escolha bem o seu "Jeff Green" neste ano.

Abraços!

junho 13, 2008

Metas de Conclusão

Lendo matéria a respeito da eleição para reitor da UFRGS, também me chamou a atenção (já que o Cristiano escreveu primeiro, merece todo o crédito) a meta implementada pelo Ministério da Educação, de aumentar a proporção de alunos que concluem o curso para algo em torno de 90%. Cristiano compara a meta com a taxa de conclusão em universidades americanas, observando que uma universidade com 90% de alunos que concluem o curso estaria em terceiro lugar no ranking da US News. Para atingir tal meta, de acordo com ele, os professores passarão a ter que "reprovar menos" seus alunos, reduzindo, obviamente, a qualidade do ensino.

Vou fazer duas observações, ainda que concorde sobre a "armadilha da qualidade" que se coloca para universidades públicas com esta meta bastante elevada de conclusão de curso. Primeiro, a comparação do Cristiano talvez não seja a mais adequada, já que o ranking é de percentual de alunos que terminam o curso "em quatro anos". Por um lado, isto caracteriza bem o estágio (lamentável) das universidades públicas no Brasil: estamos falando de 66% dos alunos que concluem o curso, independentemente de ser em três, quatro, cinco, oito ou dez anos!!!! Por outro lado, nas universidades ditas de ponta por aqui, os alunos trabalham em troca de uma bolsa dentro da própria universidade. Logo, o tempo disponível para estudos acaba sendo maior, já que os alunos trabalham, almoçam (e às vezes até moram) dentro do próprio campus. Bem ao contrário do Brasil, onde o pessoal que trabalha ainda tem que fazer o deslocamento até a universidade, da universidade para casa, para daí ter algum tempo para estudo extra-classe. O fato das pessoas terem que trabalhar é justificativa para a baixa taxa de conclusão? Diretamente, acho que não. Mas o fato de não conseguirem trabalhar próximas do ambiente acadêmico dificulta.

Em segundo lugar, uma pergunta, já que eu não sei como este tipo de aluno é classificado, e que, talvez, torne a meta interessante: alunos jubilados entram na categoria "curso concluído", "curso não-concluído", ou não entram nas estatísticas? Se alunos jubilados não entrarem nas estatísticas, talvez a universidade tenha obtido, finalmente, a justificativa necessária para excluir do seu meio aqueles tipos que todos conhecemos: possuem mais ou menos a minha idade e ainda estão em dúvidas existenciais a respeito da carreira a seguir ("simplesmente vagabundos", "eternos estudantes em busca de uma idéia para mudar o mundo", ou "membros da fila de espera para migrar do Diretório Acadêmico para a assessoria de algum vereador de partido de esquerda").

Abraços!

P.S.1: comentário do Cristiano obtido junto ao blog do Shikida.
P.S.2: notaram qual é a terceira universidade no ranking que o Cristiano encontrou? ;-)

junho 12, 2008

Kipling para o Futuro

Ouvi pela primeira vez versos famosos que caem bem neste instante. É uma boa perspectiva para o que virá. Parece que os versos que coloco aqui são da primeira e da última estrofe.

"Now this is the law of the jungle,
as old and as true as the sky,
And the wolf that shall keep it may prosper,
but the wolf that shall break it must die.

As the creeper that girdles the tree-trunk,
the law runneth forward and back,
For the strength of the pack is the wolf,
and the strength of the wolf is the pack."


Rudyard Kipling, The Law of the Jungle

Abraços!

Para Bom Entendedor...

... meia palavra é mais do que suficiente. Lá vai a minha: em certos departamentos do Banco Central, o Google não é o mesmo que eu uso.

Abraços!

junho 11, 2008

Nova Pesquisa: Basquete

Pesquisa rápida, pergunta simples: quem vence no revival dos anos 80 das finais da NBA? Los Angeles Lakers ou Boston Celtics?

Os três primeiros jogos foram relativamente parelhos, a despeito do desempenho bem irregular das estrelas de cada time. Kobe Bryant teve apenas no terceiro jogo um desempenho dentro do esperado; Paul Pierce afundou no terceiro jogo da série; Kevin Garnett, depois de um excelente primeiro jogo, parece mais contido em defender o garrafão do que propriamente chamar para si a parte ofensiva do time de Boston.

Também chamou a atenção a mediocridade geral das arbitragens dos três jogos. No início, achei que fossem juízes "localistas", influenciados pela torcida da casa. Depois do terceiro jogo me dei conta que não: é ruindade mesmo. Os árbitros não permitem o contato físico; travam o jogo com frequência; marcam "travelling" com critérios muito discutíveis, e deixam de marcar algumas óbvias (alguém mais notou que o Radmanovic quase botou a bola embaixo do braço no meio da quadra antes de uma enterrada no jogo 2? No mínimo três passos segurando a bola).

Agora, o palpite: Boston em 6. Acredito que o Boston consiga ganhar um dos dois próximos jogos em LA, e feche a série no retorno à cidade. Motivo: a diferença no nível do banco de reservas está gritante em favor do Boston, e Paul Pierce não terá, nos próximos dois jogos, desempenho tão pífio quanto teve no terceiro jogo.

Abraços!

junho 07, 2008

Economistas Estragam Festas: Evidência Número 23.622

E não adianta convidar alguns dos melhores, que mesmo assim eles saem criticados!

Esta eu tirei do Blog do Mankiw.

Abraços!

As Datas

Eu falei que este doutorado ainda acaba comigo... Início de verão por aqui, e eu trancado em casa: aviso por e-mail da secretária do curso, dizendo que na semana entre 9 e 13 de JUNHO eu teria dois exames para a qualificação em macroeconomia. Ritmo de trabalho muito louco, muitas noites mal dormidas, e e-mail's ignorados. Pois é, e-mail's ignorados... Duas mensagens se perderam: uma, avisando que um dos exames se transformou em um artigo a ser apresentado no final de AGOSTO; outro, entregando o exame para ser resolvido em casa, e com prazo de entrega no dia 10, mas de JULHO!!!! E eu só descubro isto hoje!!!!

Menos mal que, depois de terminar o exame na semana que vem, vou poder me conceder uns 20 dias de férias. Quem sabe o calendário mental pare de entrar em curto-circuito.

Abraços!

junho 06, 2008

Polêmica Militar

Já vi que, no Brasil, a última discussão trata de um suposto caso de perseguição a militares gays, que teria resultado, inclusive, na prisão de dois sargentos que davam entrevista em um programa de tevê.

Notei, através do noticiário, que existe uma patrulha forte, de ambos os lados do debate, a respeito da importância da sexualidade daqueles que servem as forças armadas. Sinceramente, liberdade em um país existe quando alguém pode dizer o que diz Carlos Mencia no video abaixo:




Para quem não conhece, Mencia é um humorista de origem hispânica, cujas piadas se concentram em temas como minorias, liberdade de expressão e, obsessão de todo americano, o governo. Para dar um exemplo do seu tipo de humor, os episódios de seu programa no Comedy Central, na temporada passada, começavam sempre com alguém reclamando do nível de suas piadas, que ele não deveria falar tão mal de uma determinada minoria étnica. A resposta dele, em todos os quadros, era única: "não gosta de mim falando desta minoria? Então vá se f... e troque de canal!!! Não perca seu tempo assistindo meu show se você não gosta das minhas piadas." E ele não perdoa nenhum grupo: negros, brancos, judeus, hispânicos, orientais, feministas... todos são vítimas de seu humor corrosivo.

Para quem gostou da amostra, siga o link acima, que existem muitos vídeos dele disponíveis no site. Vale a pena!

Abraços!

junho 04, 2008

Fim de Semestre Chegando

Frases captadas ao acaso, sempre nos ambientes por onde circulo:

— Café, eu quero café, MAIS CAFÉ, PORRA!!!

— Vai computador, roda esta merda de programa de uma vez!!!

— Agora vai: condições de primeira ordem, iteração da restrição orçamentária do consumidor... toma-se o limite da expressão, e prova-se que o consumo é constante para todo o "t", dada a função de utilidade oferecida.

— Log-lineariza o modelo (cadê o café?????). Agora, conta o número de equações... 1, 2, 3... 38. Ok. Agora, o número de variáveis: 1, 2, 3... 39!!!! Qual é a merda de equação que está faltando nesta porra!!!!! E CADÊ O CAFÉ!!!!!



— Nova simulação, modelo no Filtro de Kalman... agora vai! 50.000 simulações no Metropolis-Hastings... Deu pau: singularidade da matriz...

— Pronto, funcionou. Vou pegar café.

— Que porra de distribuição é esta?!?!?!? Agora não dá mais, vou dormir.

Abraços!

maio 29, 2008

Euro 2008 - Itália

Comercial muito bom, passando na ESPN com o anúncio da Eurocopa 2008. Grandes momentos da catimba italiana!

Abraços!

maio 28, 2008

maio 22, 2008

Caneca Nova

A caneca titular do café continua a da foto do logotipo do blog. Mas a mensagem desta é definitiva.


Abraços!

Perversão Cavalar

O cara, pelo visto, foi viver a fantasia de "éguinha pocotó", e se deu mal. Vai lacraia!

Abraços!

P.S.: Peço perdão aos leitores por não prestar atenção na data da notícia. Ela apareceu na sessão de "mais lidas" da Folha Online e eu não me preocupei em conferir a data.

maio 21, 2008

Da Ignorância Futebolística

Diálogo entre um jornalista americano, apresentador do noticiário da ESPN, e o comentarista irlandês que lembra muito o meu avô:

— [Apresentador] Que grande jogo, grande final de Champions League, não?

— [Comentarista] Com certeza, uma partida muito disputada, muita emoção durante o jogo. Não foi tecnicamente uma grande partida, sabíamos que seria assim desde o início, já que toda decisão é assim, mas foi uma grande partida.

— [A] A propósito da parte técnica e do nervosismo das equipes, parece que no futebol é normal os grandes craques perderem pênaltis em momentos decisivos, não? Lembro, por exemplo, de Platini, que perdeu um pênalti na mesma situação...

— [C] O nervosismo já puniu, de fato, muitos craques em momentos decisivos e...

— [A] Agora, a este respeito, a final da Champions League é o Superbowl do soccer. Não existe uma forma melhor de fazer a decisão ao invés da cobrança de pênaltis ao final?

— [C] Futebol não é cricket, que os times jogam uma mesma partida por dias e dias. Se existisse uma solução melhor para resolver um empate em uma disputa destas, me apresente, que eu aceitaria na hora.

— [A] Mas qual é o problema de continuar jogando?! Esta é a final do campeonato!!! Já passava da meia-noite em Moscou, as crianças já estavam dormindo... não teria mais nada para fazer a não ser continuar jogando!!!!

— [C] Os jogadores não conseguem sustentar o mesmo ritmo de partida por um tempo maior. Futebol não é cricket, não dá para trazer os times amanhã para continuar a partida...

— [A] Mas então por que não estabelecer um critério onde se retiram jogadores de campo a cada 10 minutos, dando mais espaço para os jogadores? No final, seria uma partida de 5 jogadores para cada lado...

— [C] Se os jogadores não aguentam correr quando são 11 para cada lado, você pode imaginar uma partida com 5?

— [A] Mas por que não?!?!?!?!?!?


Eu desisto: futebol nunca vai dar certo por aqui.

Abraços!

Mais Futebol

1) Hoje tem a final da Copa dos Campeões da Europa. Que o jogo seja menos chato que as semi-finais.

2) Vi que Fluminense e São Paulo decidem vaga na Libertadores. Luis Guilherme e Marcelo, por favor, comportem-se!!! Um jogo de futebol é só um jogo de futebol, não vale uma amizade (poderia valer um chopp no Monumental, mas como eu, autor da idéia, não estou aí, não vale nada!).

Abraços!

maio 19, 2008

Rainy DC

Trancado no hotel, entre a tela do computador e a janela do quarto. Não foi só a chuva que me impediu de aproveitar Washington neste final de semana.


Abraços!

maio 17, 2008

Novo Colunista da Folha

Quando morava em Porto Alegre, ainda na época da graduação em Economia, eu fazia um esforço para comprar a Folha de São Paulo nos domingos antes que ela acabasse nas bancas, já que viver de Zero Hora e Correio do Povo era uma dor. Se ainda estivesse naquela fase, depois desta notícia, daria uma puxada a mais para também comprar a edição dos sábados.

Abraços!

maio 12, 2008

Pergunta Pertinente

Segue a notícia, pergunto depois:


O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou nesta segunda-feira, no Rio, a criação do fundo soberano, durante a cerimônia de lançamento da nova política industrial.


De acordo com Mantega, o objetivo do fundo é tornar as empresas brasileiras "mais competitivas" no exterior. O ministro informou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) será o principal operador do fundo.


"O fundo será baseado no tripé formado por recursos fiscais, reservas primárias e operações financeiras", disse Mantega. Na semana passada, o ministro havia dito que o fundo começará com "algo de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões".

 blog it

Agora, pergunto: se o fundo soberano será composto por "recursos fiscais" da ordem de "US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões", para que, mesmo, o governo precisava da CPMF? Se tem dinheiro ("recursos fiscais") para operar no mercado de câmbio, por que precisava de um imposto a mais?



Abraços!

Hoochie Coochie Man

Quando a coisa começa a dar certo, dá nisto... Um minuto de auto-elogio, por favor!!!

Hoochie Coochie Man

Por Willie Dixon

Gypsy woman told my momma, before I was born
"You got a boy-child comin', gonna be a son-of-a-gun
Gonna make these pretty women, jump and shout
And the world will only know, a-what it's all about"

Y'know I'm here
Everybody knows I'm here
And I'm the hoochie-coochie man
Everybody knows I'm here

On the seventh hour, of the seventh day,
on the seventh month, the seventh doctor said:
"He's born for good luck, and I know you see";
Got seven hundred dollars, and don't you mess with me

Y'know I'm here
Everybody knows I'm here
And I'm the hoochie-coochie man
Everybody knows I'm here

I got a black cat bone, I got a mojo too
I got John the Conqueror, I'm gonna mess with you
I'm gonna make you, pretty girl, lead me by the hand
Then the world will know, the Hoochie-Coochie Man

Y'know I'm here
Everybody knows I'm here
And I'm the hoochie-coochie man
Everybody knows I'm here


Música disponível aqui.

Agora volta para o trabalho, vagabundo!

Abraços!

maio 10, 2008

London, London

Para a nova cidadã do mundo.

London, London

Caetano Veloso

I'm wandering round and round, nowhere to go
I'm lonely in London and London is lonely so
I cross the streets without fear
everybody keeps the way clear
I know, I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I'm wandering round and round here nowhere to go

while in my eyes
go looking for flying saucers in the sky

oh Sunday, Monday, autumn pass by me
and people hurry on so peacefully
a group approaches a policeman
he seems so pleased to please them
it's good at least to live, and I agree
he seems so pleased, at least
and It's so good to live in peace
and Sunday, Monday, years, and I agree

while my eyes
go looking for flying saucers in the sky

I choose no face to look at, choose no way
I just happen to be here, and it's ok
green grass, blue eyes, grey sky, God bless
silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say

but my eyes
go looking for flying saucers in the sky



Beijão para ti também, mana!

Abraços!

maio 07, 2008

Rush: De Novo!!!!

Está no calendário: 20 de julho, Charlotte. Ingressos já na mão. Grande evento de verão!

Abraços!

maio 04, 2008

O Ressurgimento do Camelo

"Há uma questão que a muito tempo me incomoda:
Qual será a vantagem de se ter uma ou duas corcovas?
O que iremos formular é somente um questionário:
Qual diferença haverá entre o dromedário e o camelo?
E entre o camelo e o dromedário?"


(Fromer, Bellotto, Reis e Miklos - "O Camelo e o Dromedário")

Talvez em um delírio típico dos anos 80, os Titãs já se perguntavam sobre as características destes animais em vias de extinção. Pois quem disse que o preço alto do petróleo não serve para alguma coisa? Saiu no Financial Times:
clipped from www.ft.com
As the cost of running gas-guzzling tractors soars, even-toed ungulates are making a comeback, raising hopes that a
fall in the population of the desert state’s signature animal can be reversed.
“It’s excellent for the camel population if the price of oil continues to go up because demand for camels will also go up,” says Ilse Köhler-Rollefson of the League for Pastoral Peoples and Endogenous Livestock Development. “Two years ago, a camel cost little more than a goat, which is nothing. The price has since trebled.”
 blog it

Vejam a grande análise econométrica possível: a substitutibilidade entre tratores e camelos na agricultura do Rajasthan. Já vejo sistemas de equações estimados tendo o preço do petróleo como variável explicativa da demanda por camelos no interior da Índia.

Também merece uma menção a sutileza da taxa de câmbio estabelecida pelo entrevistado: um camelo valia um pouco mais que um bode!!!! E agora, notem a tendência de apreciação da mercadoria, um camelo vale cerca de três bodes ("The price has since trebled.")!!! Para que eu vou gastar meu dinheiro aplicando em Reais contra o Dólar: o grande negócio do mundo é comprar camelos no interior da Índia!

Espero que este "boom" esperado na reprodução dos camelos resulte em alguns exemplares para os zoológicos. Seria muito mais útil do que o espaço gasto em um jornal como o FT.

Este doutorado ainda me mata.

Abraços!

maio 01, 2008

Mensagem ao Sr. Presidente

"O que é importante é que não é o real que está se valorizando diante do dólar, o que é importante é que o dólar está se desvalorizando diante de todas as moedas do mundo. (...) Eu até brincava, outro dia, qual é a agência que está medindo o risco americano? Porque com a crise do suprime que, na verdade, não passa de uma dívida imobiliária, ninguém mediu risco o americano, o FMI não foi lá dar um único palpite na economia americana. E o que nós recebemos agora é apenas o aval de que nós passamos a ser donos do nosso nariz em determinarmos as políticas que acharmos convenientes para o Brasil."


Presidente,

Com todo o respeito que o seu cargo merece, e que os seus assessores também merecem, vou me conceder uma pequena liberdade. Sei que o Estado brasileiro paga pelos meus estudos aqui, em troca de quatro anos de serviços e pesquisas junto ao Banco Central do Brasil - ao que sou muito grato - mas têm certas coisas que eu acredito que meus colegas de serviço público não estão fazendo direito. E por não fazerem direito é que me concedo a liberdade de gastar parte do meu tempo aqui para lhe explicar alguns conceitos e falar um pouco de história. Eu sei que o senhor pode achar o tema chato, mas mais chato ainda, como cidadão, é ver um representante do povo mal assessorado.

Presidente, o "risco-Estados Unidos", mencionado em seu discurso nas Alagoas, por conceito, é igual a ZERO. Pretendo, primeiro, explicar a convenção, e depois tratar dos motivos que levam a esta convenção. Tratando do primeiro ponto (o conceito), o risco de um país é medido através da diferença entre as taxas de juros reais do país e uma taxa de juros real que possua risco de calote, "default", igual a zero. E aqui vem a convenção: os economistas adotam, como taxa de juros sem risco de calote, a taxa de juros dos Estados Unidos. Logo, o "risco-Estados Unidos" corresponde à taxa de juros dos Estados Unidos subtraída da taxa de juros dos Estados Unidos! Se minha matemática não falha, esta conta é igual a ZERO, como afirmei no começo do parágrafo.

Agora, um pouco de história. Por que os economistas escolheram os juros americanos como medida de taxa de juros sem risco de calote? Presidente, eu sei que isto lhe parece estranho, mas recessões e crises fazem parte de países capitalistas. Muitos assessores seus (não os do Estado, mas aqueles que lhe acompanham faz tempo) dizem, a cada recessão daqui, que o fim do capitalismo está próximo, pois os Estados Unidos darão um grande calote no resto do mundo (se o senhor tiver tempo, pode ler o meu comentário sobre isto aqui). Entretanto, os Estados Unidos nunca "pediram auditoria na dívida externa", nem "propuseram plebiscito sobre o pagamento do acordo com credores", entre outras medidas "alternativas" diante de uma recessão.

Por que estas medidas não prosperaram por aqui? Fico com a opinião de um ex-professor daqui com nome famoso, que em sala de aula declarou: "A coisa mais importante que os fundadores da república fizeram neste país ao escrever a Constituição não foi este monte de bobagens sobre liberdades e direitos civis. A coisa mais importante escrita na Constituição Americana foi a obrigação do governo americano em pagar todas as dívidas das colônias junto à Inglaterra. Por isto os Estados Unidos não são..." E aí ele desandou a falar impropérios não publicáveis a respeito de certas economias ao sul do Equador.

A despeito de sua incontinência verbal, meu professor levantou um ponto importante: se um novo país estava sendo constituído a partir daquela Constituição, por que as dívidas de cada membro que forma o novo Estado deveria ser reconhecida? De fato, existia uma pressão muito forte por parte dos industriais do novo país em usar os recursos emprestados pela Inglaterra para satisfazer suas necessidades sem precisar efetuar o pagamento em retorno. Aí veio o Artigo Sexto da Constituição Americana:

clipped from www.law.cornell.edu
All debts contracted and engagements entered into, before the adoption of this Constitution, shall be as valid against the United States under this Constitution, as under the Confederation.
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Ops, desculpe, Presidente: faço a tradução. "Todas as dívidas contraídas e compromissos firmados, antes da adoção desta Constituição, devem ser válidos contra os Estados Unidos sob esta Constituição, tal como sob a Confederação". Acho que não é possível ser mais claro, não é?

Agora, comparemos com o histórico de um país hipotético, localizado ao sul do Equador, ainda na América. Este país possui um brilhante economista que resolve documentar o seu histórico do endividamento externo nos dez primeiros anos a partir da fundação da República. O que ele encontra como primeira medida do novo governo republicano? Calote. Outros economistas resolvem fazer estudos sobre este país hipotético e constatam que o país hipotético deu calote, só na dívida externa, SETE vezes em espaço de 175 anos. Note que o número se refere apenas à dívida externa: se verificarmos que também existem calotes da dívida interna, este número sobe mais um pouco.

Assim, Presidente, trazendo de novo para o mundo real, se o senhor tivesse um dinheirinho sobrando, onde aplicaria? Em um país cuja a lei o obrigou a cumprir todos os seus contratos desde o seu nascimento, ou no nosso país hipotético, onde mudanças costumam gerar comportamentos "revolucionários" por parte dos novos ocupantes do palácio de governo? Acho que a resposta é óbvia, não? Não? (Presidente, acorde, Presidente!!! Eu sei que não estou falando do Corinthians, mas estou me esforçando nas metáforas, Presidente! Obrigado!)

Por isto, Sr. Presidente, não fale mais em "risco-Estados Unidos": além de uma bobag..., ops, um erro pela falta de informação dos seus assessores, isto só reflete um recalque diante da história de um país que deu certo. Espero que seus assessores sejam mais cuidadosos ao preparar seus discursos. Fico envergonhado ao ver o senhor falando estas coisas, seja pelos seus assessores (que não lhe explicam estes detalhes), seja como contribuinte (que exige que o senhor seja bem assessorado para não fazer papel de bobo).

Grato pela atenção, e desculpe tomar-lhe o tempo.

Abraços!

Grandes Momentos do Investment Grade

Fazer as coisas da forma correta costumam dar bons resultados. Também deixar de fazer coisas erradas ajuda a não fazer coisas erradas. Nesta semana, todo mundo sabe, o Brasil passou as ser considerado "investment grade" pela agência Standard & Poors. De acordo com a diretora da agência, "a política econômica pragmática do Brasil indica que o País tem uma perspectiva de crescimento mais forte no futuro e que deve ser sustentável". Além disso, de acordo com a matéria do Estadão:

Lisa afirmou que acredita que a política econômica desenvolvida pela administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve continuar no longo prazo. Tal política é sustentada pelo regime de metas de inflação, austeridade fiscal e câmbio flutuante. "Essa ação do governo gera as bases para mitigar o tamanho da dívida pública em relação ao PIB no Brasil, que é maior do que em outros países que já são investment grade", disse.


Vamos, então, aos depoimentos de atores fundamentais para a obtenção de tamanho reconhecimento dos mercados:

— "Vou citar cinco diretrizes programáticas, sobre as quais há um razoável grau de consenso na frente e das quais emergirão decisões técnicas, de governo, quando governarmos: 1) redução drástica das importações supérfluas e predatórias, com o impulsionamento da produção de máquinas e equipamentos, para privilegiar a criação de um mercado interno de massas; 2) renegociação e reescalonamento da dívida pública, interna e externa, combinando essas ações com a denúncia do acordo atual com o FMI; 3) reforço do sistema financeiro público e adoção de um circuito de crédito, por fora do sistema bancário tradicional, para estimular novas empresas e proporcionar a qualificação tecnológica das pequenas e médias empresas já existentes; 4) reforma agrária e política agrícola, que combinem a produção de alimentos para o mercado interno com uma agricultura mais competitiva (e protegida, como fazem os EUA e a França) para disputar o mercado externo; 5) reforma fiscal e tributária para adotar forte progressividade e também acabar com a guerra fiscal e simplificar o sistema." (Tarso Genro - Folha de São Paulo - 14/09/1999)

— "Nunca houve uma palavra minha contra o Copom. O Copom é um órgão eminentemente técnico. A única coisa que eu falo é que a decisão não é técnica, é política. Por quê? Porque, por princípio, responsabilidade não se transfere. Você pode delegar autoridade a um ministro e ao Copom, mas não lhes transfere a responsabilidade pelos resultados." (José de Alencar - Folha Online - 15/12/2005)

— "Esse instrumento é danoso para a nossa economia. É responsável pelo fato de estarmos gritando aqui ou nas casas onde não há pão. E precisamos crescer e reduzir esses juros a um patamar de padrão internacional. Estamos pagando dez vezes a taxa média básica real do mundo. Dez vezes. Isso é um crime." (Ainda José de Alencar, sobre os juros no Brasil - Folha Online - 15/12/2005)

— "Essas taxas de juros elevadas, despropositadas, têm contribuído para esse câmbio, que é um câmbio burro, que prejudica a economia brasileira, prejudica a capacidade competitiva da indústria nacional, porque ele está errado". (Mais José de Alencar, Folha Online - 28/11/2005)

— "As políticas monetária e cambial são restritivas, e a TJLP não estimula o investimento". (Guido Mantega, então presidente do BNDES - 26/11/2005)

— "Esses bancos de investimentos têm se equivocado com frequência e orientado mal seus clientes. Antes da crise argentina, o risco daquele país, na avaliação deles, era menor que o do Brasil, o que se provou errado." (Guido Mantega, então professor da FGV/SP e assessor do PT - Folha Online - 30/04/2002)

— "O Morgan Stanley era o banco ao qual pertencia o Francisco Gros [ex-presidente da Petrobras e ex-presidente do BNDES, na gestão tucana], por exemplo. Esses bancos costumam mais é especular e ganhar dinheiro com suas avaliações, como ocorreu recentemente com as taxas de juros." (Aloízio Mercadante - Folha Online - 30/04/2002)

— "O trabalho do ex-ministro Palocci e do Meirelles foi fundamental para o país. Nós não estaríamos podendo debater crescimento econômico hoje se não tivesse feito ajuste fiscal severo, reforma previdenciária e tributária. Só que, daqui para frente, nós não temos que continuar aumentado superávit primário, temos que fazer ajuste fiscal para aumentar o investimento público." (Aloízio Mercadante - Folha Online - 10/11/2006)

— "Se nós queremos migrar para uma economia saudável, precisamos necessariamente focar o nosso futuro na redução da relação dívida/PIB, mesmo que isso signifique meta de inflação um pouco menos apertada." (Ricardo Berzoini - Folha Online - 18/02/2005)

E teriam muitas outras declarações deste nível. Às vezes, deixar de fazer a coisa errada é a melhor solução para os problemas.

Abraços!

abril 30, 2008

Novidade

Olha aí, pessoal: na barra direita do blog, um aplicativo para ouvir uma pequena seleção musical minha. Prometo mantê-la mais atualizada que o blog... rsrsrsr

Abraços!

abril 29, 2008

Chatice

Já que me cobraram uma opinião sobre futebol, segue.

Alguém assistiu Barcelona e Manchester United hoje à tarde? Não sei se é o fato de não ver futebol a muito tempo, mas achei o jogo uma das coisas mais chatas já transmitidas pela televisão nos últimos tempos! Excetuando os últimos três minutos de jogo, com a (quase) pressão do Barcelona, o resto foi uma dor de assistir.

Abraços!

abril 24, 2008

Novas Aquisições

Pacote da Amazon chegou hoje, e isto é sempre uma boa notícia. Duas aquisições:

1) Do show que fomos assistir no ano passado, o álbum ao vivo: Rush, no cd da turnê Snakes and Arrows de 2007. Grande pedida, complemento para a coleção, além das versões ao vivo de músicas mais antigas (Witch Hunt, Circumstances, entre outras).


2) Definido na capa como uma "monografia", o novo livro do Galí, "Monetary Policy, Inflation, and the Business Cycle" é um excelente guia para estudo de política monetária. Linguagem menos rebuscada que o Woodford, mas com certeza um livro muito completo nos fundamentos dos modelos com sticky-prices. Também explora muito as comparações entre função de impulso-resposta a cada evolução do modelo básico, além de questões de bem estar no uso de regras de política monetária. Um "must have", com certeza.



Abraços!

Mais "Haroldo Oficioso"

Mais uma vez,texto excelente do Sérgio Malbergier, Editor de Economia da Folha. Quando falo de instituições de Estado, ele dá um bom resumo das consequências do que pode dar errado.

Abraços!

abril 19, 2008

China vs Tibet em Duke

Já escrevi uma vez, creio, que o condomínio onde moro é chamado, ironicamente, de Chinatown, devido à quantidade de famílias orientais que moram por aqui. Os chineses daqui possuem uma noção muito particular de propriedade no que diz respeito ao espaço compartilhado do condomínio. Exemplo do que digo, é normal ver brinquedos infantis, poltronas velhas e instrumentos de trabalho jogados no pátio do condomínio. Como as crianças chinesas compartilham os brinquedos, os pais se dão o direito de mantê-los à disposição de todos, à vista de todos, mesmo que esteja na área comum. Da mesma forma, as poltronas velhas, como são ocupadas pelos idosos para suas conversas, ficam em áreas que deveriam ser de livre trânsito dos moradores. Outro exemplo são as hortas cultivadas pelos idosos nos fundos da casa. Christiane odeia isto, mas um pedaço do nosso jardim foi ocupado por nosso vizinho para a sua horta de tempero verde e salsinha. Eu não reclamo: não cuido, não tenho tempo para cuidar do jardim. Entretanto, sim, me sinto atingido, pois, afinal, é um espaço a que tenho direito por estar alugando a casa.

Toda esta longa introdução serve para contar um episódio que ainda dá o que falar por aqui. No dia dos protestos contra a passagem da tocha olímpica por São Francisco, um grupo de estudantes de Duke resolveu organizar um protesto contra a violação dos direitos humanos no Tibet. Ao saber do protesto, a Associação de Estudantes Chineses da universidade organizou um movimento a ser realizado na mesma hora, no mesmo local (em frente à igreja da universidade) e com um número muito maior de participantes, buscando, nas palavras de um dos seus organizadores, "expressar o desacordo quanto às intenções de misturar política com Olimpíadas e boicotar as Olimpíadas de Beijing com base em desculpas políticas baseadas em fatos distorcidos".

Sinceramente, não me incomoda o fato de existir um protesto pró-China, um protesto pró-Tibet, ou qualquer protesto. De fato, não dou a menor importância para a questão China-Tibet, outros assuntos me interessam mais. Agora, a reação dos chineses ao protesto me incomodou, não por ter sido feita, mas por se sobrepor à manifestação em uma área pública que havia sido originalmente reservada para isto. Os gritos de "liars, liars" e a sobreposição de bandeiras, por mais que argumentem o contrário, eram uma forma agressiva de mostrar o seu ponto de vista: se sou contra uma posição, por que tenho que impedir meu oponente de falar?

E aqui volto ao ponto do comportamento chinês em áreas comuns: a despeito da área em frente à igreja da universidade ser pública, ela tinha sido reservada pelos protestantes pró-Tibet para aquele dia, aquele horário. Da mesma forma que uma área da minha residência foi ocupada para que uma horta fosse plantada (possivelmente, os meus vizinhos idosos não concordam com o uso que dou para a terra), colegas chineses invadiram uma área reservada (a partir do instante em que foi reservada, o ato caracteriza uma invasão) para que o ato fosse abafado. Mais do que isto, notícias dão conta que uma das garotas chinesas que participou do protesto apoiando o lado tibetano sofreu ameaças, e sua família teve a casa atacada por vândalos em função de sua participação nos protestos. De acordo com notícias, em diversos fóruns de chineses, a garota é tratada como traidora, vigarista e alguém apenas interessada em obter um green-card.

A reação dos chineses já foi comparada, em algum fórum de discussão, a crianças que nunca comeram doce e que, subitamente, encontram 100 dólares em seu bolso no meio de uma fábrica de chocolates. Ter a chance de expressar as suas opiniões contra ou a favor do Tibet sem sofrer pressões em contrário parece afetar o julgamento a respeito de reações apropriadas quando as opiniões são confrontadas. Tivessem organizado uma manifestação para o dia seguinte, ou mesmo para a hora imediatamente após o final do protesto pró-Tibet, e a reação não teria sido tão contestada como está sendo.

Por fim, devo começar a considerar o cultivo de alguma coisa no quintal da minha casa.

Abraços!

abril 16, 2008

A Preferência Por Jiló

Fechada a pesquisa, quero acreditar que os meus DEZ leitores (alguém deve ter aparecido por aqui por engano, só pode ser isto) possuem preferências estritas A FAVOR do consumo de jiló. Só isto para justificar a vitória sólida da opção contra os palpites econômicos da sra. MCT.

Qualquer dia desses, nova pesquisa no ar.

Abraços!

abril 15, 2008

"Haroldo Oficioso" Ataca Novamente

Eba! A coisa está ficando legal: quanto mais o sr. Haroldo Lima, Diretor-Presidente da ANP fala, mais ele se enrola. Desta vez, Haroldo, aquele que usou dados "oficiosos" da Petrobrás para fazer declarações sobre o campo de petróleo, resolveu se justificar. E aí veio a pérola:
"Não fiz anúncio de nada. Eu sou autoridade, não sou subordinado à Comissão de Valores Mobiliários. Sou membro do governo e estava falando para um público especializado"
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E aqui fica evidente a confusão muito presente, no Brasil, entre Governo e Estado. Vamos para o exemplo mais simples: toda a vez que publicamos um artigo na série de Working Papers do Banco Central, sai um aviso, de todo o tamanho, dizendo que "As opiniões expressas neste trabalho são exclusivamente do(s) autor(es) e não refletem, necessariamente, a visão do Banco Central do Brasil". Por que é feito isto? Porque o trabalho, a despeito de ter sido produzido durante o Governo do Presidente A, B ou C, é um trabalho gerado para o Estado brasileiro: o Presidente (da República, do Banco Central, da Petrobrás, ou do órgao do Governo que seja) passa, mas o trabalho fica.

Qual a confusão que faz "Haroldo Oficioso"? Ao dizer que "é membro do Governo", ele coloca uma agência reguladora no mesmo nível do governante do momento, quando, na verdade, ela se encontra acima, em termos da execução de políticas de Estado (aquelas que o Governo do turno não consegue alterar com facilidade). Quando o "Haroldo Oficioso" falou aquilo, ele estava representando o Estado brasileiro: sendo Lula, Fernando Henrique, Collor, Sarney, o Diabo-que-me-carregue o Presidente da República, a informação divulgada por ele é uma informação de Estado. O que ele fez é o equivalente a um artigo do Banco Central que saísse, por exemplo, em meu nome, escrito a partir de informações que apenas eu teria acesso como funcionário do Banco Central. E, pior, que fosse dito que a crítica era ao Governo de Fulano ou Cicrano.

Para simplificar, mais uma vez, a confusão entre Governo e Estado no Brasil, pergunto: ao se colocar como "membro do Governo", quando Lula encerrar o seu mandato, "Haroldo Oficioso" vai pedir o boné também? Não deveria, por princípio, mas acredito que vá.

Abraços!

abril 14, 2008

O Comunista e o "Oficioso"

Li a notícia que o diretor geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) deu declarações sobre pesquisas de um campo de petróleo no Rio de Janeiro: o campo Carioca pode ser um dos três maiores campos do mundo, e a exploração preliminar e pesquisas estão a cargo da Petrobrás, British Gas e Repsol. No instante da declaração, as ações das empresas, negociadas tanto em seus países quanto no mercado americano, dispararam, fechando o dia em forte alta. Ao ler apenas as manchetes, achei que fosse um anúncio programado, ou mesmo feito com base em dados que as empresas oferecessem garantias para a agência reguladora.

Entretanto, outras notícias me chamaram a atenção, em especial as notícias com opinião da CVM e do Ministro do Planejamento criticando a divulgação dos dados. Lendo as informações, descubro que o senhor Haroldo Lima, com base em informações "oficiosas" (expressão utilizada na justificativa publicada pela ANP), resolveu falar sobre o tamanho do campo de petróleo, fazendo uso de informações preliminares que a Petrobrás teria coletado no campo. Ao falar, com base em informações "oficiosas", o senhor diretor tornou a ação da Petrobrás uma das 30 mais negociadas no pregão americano naquele dia.

Mas, afinal, qual o problema da declaração? Companhias abertas possuem certas regras para a divulgação de informações importantes. Operar no possível terceiro maior campo de petróleo do mundo é uma informação relevante. Entre as regras, é praxe que as companhias esperem pelo fechamento do mercado para divulgar informações relevantes, e informações com credibilidade. O que o diretor da ANP fez, com poucas palavras, foi movimentar bilhões de dólares em mercados de todo o mundo, com informações "oficiosas". Ou seja, se as informações "oficiosas" não se confirmarem, quem vendeu as ações agora que o preço estava alto faturou um bom dinheiro no mercado.

E quem é o diretor? Procurei alguma informação técnica relevante sobre o senhor Haroldo Lima em seu currículo no site da ANP. O incrível: eu não consegui saber muito mais além do fato que ele foi presidente do Diretório Acadêmico de sua universidade, da União dos Estudantes da Bahia, que ele fugiu da ditadura, que em algum momento de 1967, "sentindo que iria ser preso, Haroldo Lima decidiu entrar na clandestinidade" (sim, isto está no seu currículo). Além disso, o senhor Haroldo Lima participou da campanha das Diretas Já, pelo MDB, elegendo-se deputado federal. Assim que o partido sai da clandestinidade, ele se filia ao PC do B. Ainda em seu currículo, consta que as suas publicações relevantes estão na área de "assuntos de política nacional", além de "assuntos de petróleo, de águas, de direitos humanos e de história brasileira."

Esperando que, finalmente, aparecesse alguma informação técnica sobre as suas publicações, sua biografia na Wikipedia mostra que foi candidato a senador derrotado em 2002, recebendo depois a indicação do presidente eleito Luis Inácio Lula da Silva para o cargo de presidente da ANP. Que coincidência, né? E é este revolucionário que provocou uma movimentação incrível no mercado acionário mundial. Com tamanha credencial técnica, nada além do esperado.

Abraços!

Macumba Made in USA

Estádio novo em construção, e uma denúncia anônima é confirmada: existe uma camiseta do time rival enterrada em algum ponto do estádio. Se fosse na Bahia, talvez em Pelotas (onde o Candomblé é muito forte), talvez se entendesse a história. Mas em NY???

Eu creio que o máximo que se chegou em termos de superstição em estádios por aqui é a chamada "Maldição do Bambino", onde os torcedores do Yankees, time que está construindo o novo estádio, tiravam sarro dos fãs do Red Sox dizendo que seu time tremia nas finais em função de uma maldição rogada por Babe Ruth, um dos maiores de todos os tempos, ainda nos anos 20, ao ser negociado do time de Boston para o time de NY.

Pelo visto, os torcedores de Boston resolveram tentar algum troco sobrenatural sobre o rival.

Abraços!

abril 13, 2008

O Grande Esquecimento

Tinha alguma coisa para falar sobre este artigo... mas esqueci.

Abraços!

Bandeira

Bandeira

Autor: Zeca Baleiro

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio, pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando, tchau

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal

Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)

abril 07, 2008

Tiger Woods e Incentivos Adversos

Um estudo que apareceu na tv por aqui chamou muito a atenção, e os resultados são interessantíssimos para quem se interessa pelo papel dos incentivos na organização e desempenho econômico individual (alô Shikida!!!!). Jennifer Brown, estudante de doutorado de Berkley, comparou e mediu, com uma econometria até bem básica (quem disse que econometria avançada é condição indispensável para testar hipóteses mais complexas?) o efeito da presença de um competidor de desempenho esperado muito acima da média entre os demais. O caso não poderia ter sido melhor: Brown constata que o desempenho médio de jogadores de golfe de elite é significativamente piorado quando Tiger Woods está presente nas competições.

Por que o exemplo é bom? Três motivos básicos:

1) Desempenho em golfe é facilmente mensurável: o desempenho de um jogador é medido através do número de tacadas que o jogador gastou para fazer todo o percurso. Como as exigências em termos de número de tacadas para cada jogador é a mesma, a comparação entre jogadores é óbvia. Além disso, tal como no tênis, a premiação é feita por torneio a partir da colocação. Ou seja, avaliar o ganho esperado é bem mais fácil, porque mensurável.

2) O desempenho de um jogador não é condicionado às ações dos outros: fazer a mesma comparação em outros esportes não avalia, exatamente, o desempenho e o esforço individual, já que o desempenho dos seus adversários pode anular o seu esforço. Exemplo disso é o basquete: alguém poderia argumentar que o mesmo estudo poderia ser repetido nos jogos em que Michael Jordan esteve na quadra. O problema é que, com ele em quadra, a exigência em termos de esforço individual para produzir os mesmos números é muito maior, não apenas por ele jogar muito bem no ataque, mas por ser um excelente marcador. Assim, um jogador que, sem ele na quadra, fazia em média 20 pontos por partida, poderia fazer 15 pontos e sair satisfeito, se ele impedisse que Jordan fizesse os seus 30 pontos de média. No golfe, não existe esta interação: Tiger Woods não vai acertar uma tacada na cabeça de um jogador que o ameace no torneio.

3) Tiger Woods é o cara: talvez em nenhum esporte um jogador foi tão dominante quanto Tiger Woods está sendo para o golfe. Qualquer comparação, tanto entre seus pares atuais, quanto ao longo do tempo, favorece o fenômeno. No basquete, existe sempre a discussão sobre o quanto os outros times eram mais fracos a ponto de constituir o fenômeno Michael Jordan; no futebol, Pelé foi um fenômeno, mas em uma época que a preparação física não era exigida dos jogadores; no futebol americano, Peyton Manning e Tom Brady estão quebrando sucessivos recordes até então inimagináveis (número de touchdowns por temporada, número de jardas passadas, etc), e ainda existe o debate sobre quem é o melhor. No golfe, é Tiger Woods e o resto. Ponto.

Qual a explicação para o desempenho inferior dos demais jogadores de elite quanto Tiger Woods está no campeonato? A autora se concentra na questão da premiação esperada. Fatores como maior número de jogadas de risco para tentar atingir o nível de Tiger são facilmente controláveis em análise de regressão. Além disso, outros fatores que interferem em um campeonato, como condições do tempo, também são controlados.

Em que o estudo é útil? Imagine que você coordene uma equipe de funcionários, e resolva implementar um esquema de premiação por desempenho para sua equipe. O resultado é sempre positivo? A resposta é um sonoro "DEPENDE". Se a premiação levar em conta a heterogeneidade da qualidade da equipe, os resultados podem ser bons. Senão, as chances pequenas de atingir a maior premiação podem desmotivar toda a equipe e sobrecarregar o seu melhor funcionário.

Abraço!

abril 01, 2008

Capitão Nascimento no Fed

O repórter da Folha deve ter assistido "Tropa de Elite" recentemente. Só isto justifica o trecho da reportagem descrevendo a nova estrutura de fiscalização do sistema bancário americano:

"Pelo apresentado na manhã de ontem em Washington pelo secretário Henry Paulson Jr., o Fed ganha poderes para regular também outras áreas financeiras que não só bancos comerciais, como bancos de investimento e financeiras. Além disso, o órgão presidido por Ben Bernanke contaria com uma espécie de "polícia financeira" -agentes de elite que seriam enviados a investigar bancos cuja situação possa representar riscos ao sistema financeiro."


Eu e Chris até imaginamos o diálogo:

— E aí, banqueiro de merda, o senhor vai me contar onde está aquele subprime vagabundo?

— Eu não sei de subprime nenhum, não senhor...

— Onde foi que tu escondeu a merda da hipoteca, senhor banqueirozinho? O senhor vai falar?

— Eu não sei de hipoteca nenhuma, Capitão Bernanke...

— Como não sabe de hipoteca nenhuma???!!! Acha que eu não sei daquele mexicano pé-rapado que recebeu empréstimo para comprar casa para as próximas 8 gerações???

— Eu não estive com mexican...

— Ah, não teve com mexicano? O senhor sabe voar, senhor banqueiro? Sabe voar, banqueirozinho de merda? 02, traz o vagabundo para cá!!!

— Mas senhor...

— O senhor está vendo esta papelada podre em cima da sua mesa??? O senhor está vendo? Quem foi que espalhou esta porcaria no mercado?

— Eu não sei, senh...

— QUEM FOI QUE ESPALHOU ESTA PORRA DE CRÉDITO PODRE NO MERCADO?!??!??!

— Eu não sei...

— FALA, VAGABUNDO, QUEM FOI QUE ESPALHOU ESTA MERDA NO MERCADO?!?!?!?

— Foram vocês, que mantiveram os juros baixos por muito tempo, na época do Greenspan...

— Um de vocês, o caralho!!! Um de vocês, o caralho!!! O senhor é um moleque, senhor banqueiro!!! Um moleque!!! O senhor faz esta merda de pacote de crédito, espalha seu risco por todo o mercado, aí nós temos que subir a Wall Street prá corrigir a cagada que vocês fizeram! FOI VOCÊ QUE CRIOU ESTA MERDA, FOI VOCÊ!!!

— Mas capitão...

— Teu lugar não é aqui em Wall Street, banqueirozinho de merda, teu lugar não é aqui, não. Pede prá sair, pede prá sair, criador subprime de merda!!!! Teu lugar é operando título de dívida externa de país de terceiro mundo!!! Teu lugar é em coluna econômica de jornalzinho fuleiro dizendo que a moeda tá apreciada!!! PEDE PRÁ SAIR, VAGABUNDO!!!!

— Capitão Bernanke, e o meu bônus de fim de ano?

— 02, traz o saco.

março 31, 2008

E Não Podia?

Que coisa: agora a ex-ilha de Fidel permite que cubanos frequentem os seus hotéis!!! Talvez a proibição não faça diferença alguma: com o rendimento médio de um cubano, como diz a reportagem, não dá para passar uma noite em um dos hotéis onde a "inteligentzia" brasileira costuma ficar para render homenagens ao ditador.

Dado que a ditadura levou cerca de 30 anos para permitir que seus cidadãos frequentem os próprios hotéis, talvez leve mais 30 para permitir algo simples como o acesso à internet. Da coluna de Elio Gaspari de quarta-feira (26 de março):

"Dos 11 milhões de cubanos, só 200 mil têm acesso à rede, passando pelo único provedor, que pertence ao governo. Essa modalidade de bloqueio é burlada por um mercado negro de senhas e de acessos noturnos em empresas estrangeiras ou mesmo em agências estatais. Até parabólicas clandestinas já apareceram e a maior parte delas é usada para baixar músicas ou filmes."

Tristeza.

Abraços!

Prostituta, Traficante...

... e mentirosa. Eu já tinha escrito a este respeito, o fato dela ter se declarado culpada do crime de prostituição e tráfico de drogas não batia com a história que a infeliz contava.

Se fosse verdade metade do que Andréia afirma, ela ainda estaria presa por aqui. No Brasil, ela vai sair na Playboy.

Abraços!

Obama: Quanto Mais Rezo, Mais Assombração Aparece

Olhem só que beleza chicaneira e burocrática a proposta de Barack Obama para o mercado de trabalho americano. Em discurso no Senado, em Abril de 2006, ele tratava do problema da imigração e do uso de trabalhadores ilegais na força de trabalho americana. Começou bonito, não tem como não concordar com este trecho:
"We need guestworkers instead of undocumented immigrants. Toward that end, American employers need to take responsibility. Too often illegal immigrants are lured here with a promise of a job, only to receive unconscionably low wages. In the interest of cheap labor, unscrupulous employers look the other way when employees provide fraudulent U.S. citizenship documents. Some actually call and place orders for undocumented workers because they don't want to pay minimum wages to American workers in surrounding communities. These acts hurt both American workers and immigrants whose sole aim is to work hard and get ahead. That is why we need a simple, foolproof, and mandatory mechanism for all employers to check the legal status of new hires. Such a mechanism is in the Judiciary Committee bill."

Depois de falar dos empregadores, o cara mostra que não entende nada de mercado de trabalho:
"And before any guestworker is hired, the job must be made available to Americans at a decent wage with benefits. Employers then need to show that there are no Americans to take these jobs. I am not willing to take it on faith that there are jobs that Americans will not take. There has to be a showing. If this guestworker program is to succeed, it must be properly calibrated to make certain that these are jobs that cannot be filled by Americans, or that the guestworkers provide particular skills we can't find in this country."

Neste parágrafo, aparecem as bruxarias e definições nada precisas:
  1. O que é um salário "decent with benefits"? Se a economia entrar em recessão, o salário "decent with benefits" é o mesmo da economia em crescimento?
  2. Como provar, para um empregador da Carolina do Norte, que não tem um cara perdido no meio do Iowa que aceitaria o emprego pelo que ele está oferecendo? Cheiro de burocracia extra...
  3. Ele não acredita que existem empregos que os americanos não queiram? Então que entre dentro da cozinha de qualquer restaurante nos Estados Unidos e verifique a origem dos cozinheiros e garçons.
  4. A respeito do uso de "guestworkers" que possuam "particular skills", ou ele está sendo elitista, no sentido de permitir imigração apenas dos trabalhadores com altíssima qualificação (se a imigração destes fosse proibida, eu não estaria aqui, já que pelo menos oito dos dez professores com quem tive aula por aqui são estrangeiros), ou ele acredita que os "latinos" possuam uma aptidão especial para serviços como "Construction and extraction", "Office support" e "Service ocupations" em geral.
É incrível, mas quanto mais leio e observo Obama, menos eu gosto dele.

Abraços!

março 23, 2008

Pesquisa: "O Grande Calote"

O último texto me deu inspiração para trazer uma nova pesquisa para o meus NOVE leitores (sim, mais um se manifestou de forma anônima! São nove, são nove). Quero saber de vocês qual a pior consequência do "Grande Calote" que, como todos sabemos a partir da palavra dos profetas, ainda virá.

Respostas, aí do lado. E me deixem voltar para o campeonato universitário de basquete, que, mesmo com Duke eliminado, está muito bom!

Abraços!

Aos Profetas do Fim dos Tempos

Em tempos normais, muitos profetas carregando suas "bíblias" vagam pelas ruas prevendo o fim dos tempos, o apocalipse, a fome, o flagelo e o jiló como elemento essencial da cesta básica alimentar da população pós-crise. Nas crises, os profetas ganham os holofotes, e as publicações que concedem espaço aos profetas parecem aliviadas por terem mantido "o debate" aceso.

Citando suas palavras de ordem contra "o capital transnacional" (onde os fundos de hedge são chamados de "cassinos internacionais"), as "bolhas especulativas", a "incerteza fundamental do processo de decisão econômica" (onde o 11 de setembro, na sua visão distorcida, é o grande exemplo), para os profetas tudo representa uma fonte iminente de colapso do sistema. Aos países menores, chamados de "economias periféricas" (eles adoram esta denominação), não restaria outra prescrição de política que não seja o calote, a moratória e o controle de toda a movimentação econômica com o exterior. De fato, na visão dos profetas, a economia capitalista não parece se constituir de muito mais que uma sucessão de calotes, onde o "Grande Calote" ainda está por vir, de acordo com o previsto em um livro de 1936 ou outro de 1887.

A pergunta essencial que os profetas não respondem: a despeito das bolhas especulativas, a despeito dos fundos de hedge não-fiscalizados, a despeito dos "fluxos financeiros incontroláveis", a despeito da "incerteza fundamental", por que a maior economia do mundo nos últimos 18 anos teve apenas uma recessão de 9 meses, e as "economias periféricas" que seguiram em grande parte os bons manuais de política econômica são vistas justamente como a sustentação para a crise atual? Ou ainda, reformulando última parte da pergunta, tivessem as "economias periféricas" seguido as recomendações proféticas de política econômica, estariam elas em condições de ao menos amenizar a recessão atual?

O tom e o discurso monocórdicos e sinistros destes profetas não é mais do que uma forma de auto-preservação: se não for esta crise que condenará todos ao consumo diário de jiló, vale sempre lembrar que o "Grande Calote" ainda virá. E, com ele, a punição de todos os pecadores que acreditam no mercado e em sua boa (auto-)regulação como o melhor mecanismo de alocação de riquezas pelo mundo.

Abraços!

março 22, 2008

Game Over (De Novo!)

Sem comentários. Apenas uma observação: mantida a tendência, quando eu for embora daqui, o time estará chegando entre os oito melhores do país no torneio nacional (ano 1 em Duke, derrota na primeira rodada do nacional; ano 2 em Duke, derrota na segunda rodada do nacional...).

Abraços!

"Ela é uma heroína no Brasil."

Pena que o uso da palavra "heroína" não tenha a conotação (narco-traficante) que eu gostaria para Andréia Schwartz. Uma prostituta presa por "porte de drogas e outros crimes" (diga-se: lavagem de dinheiro, coordenação de rede de prostituição de luxo e tráfico de drogas) só poderia se tornar heroína no Brasil. É incrível, também, como a versão da prostituta de luxo se desmanchando em lágrimas depois de reconhecer o crime (ela se declarou culpada na corte de NY) não teve nenhuma repercussão no país. Alô, Justiça Brasileira: ELA SE DECLAROU CULPADA! E sob juramento!

A propósito, a pesquisa que foi feita em Portugal possivelmente daria resultados muito semelhantes se aplicados por aqui. De acordo com minhas fontes (e estou muito seguro delas), prostitutas na Inglaterra se dizem brasileiras para poder cobrar mais de seus clientes. E depois não se entende por que brasileiras, em especial, são mal vistas no exterior, ou têm dificuldades para entrar na Espanha, por exemplo.

Heroína? Não: cocaína.

Abraços!

março 18, 2008

Samantha Power

Aqui o video da entrevista da ex-auxiliar de Obama para o grande Stephen Colbert.



Abraços!

Brasil e Obama

Programas importantes são assim: depois de chamar Hillary Clinton de monstro, Samantha Power, ex-assessora de assuntos internacionais da candidatura Obama, apareceu em público pela primeira vez desde o seu pedido de demissão em "Colbert Report" desta noite. O interessante, a despeito das piadas sobre a frase infeliz da assessora, foi o motivo da entrevista: ela está lançando um livro com a biografia de Sérgio Vieira de Mello, diplomata brasileiro assassinado no Iraque depois de um atentado à bomba no hotel onde se hospedava.

Se Obama for eleito e não fizer nada daquilo que as vozes de apoio da imprensa brasileira pregam, não terá sido por ignorância completa a respeito do país.

Nation, quando alguém aqui precisa fazer as declarações sérias em público, também já se sabe a quem procurar.

Abraços!

março 17, 2008

Vítimas da Crise Americana

Jim Cramer foi um dos primeiros caras que eu vi na tevê daqui, logo que cheguei no hotel em Durham. Achei muito engraçado o estilo dele. Entretanto, acho que ele não vai mais durar muito como apresentador depois desta.



Economia: fulmine a sua carreira com poucas palavras!

Abraços!

PS de 19 de março: a resposta dele (e, de fato, bate com o que ele diz em parte do video) é que a recomendação era para "não retirar o dinheiro do Bear Stearns", no sentido de manter a carteira de ações no banco, ao invés de levá-la para outra corretora. Entretanto, aqui você vê ele dando outra explicação, mas usando a mesma expressão ("had the money in Bear") no contexto de mercado acionário. Como ele usou a mesma expressão nas duas situações...

março 16, 2008

Sobre o Governador de NY

Uma pergunta bem pensada vale às vezes muito mais do que uma resposta elaborada. Sobre os problemas do Governador de NY, quem fez a melhor pergunta sobre o caso foi o Noblat.

Abraços!

março 12, 2008

Agradecimento

Agora que ganhei um (pequeno) tempo para respirar, um agradecimento ao grande Cláudio Shikida, que gerou um bem público inestimável (informação) ao citar uma base de dados gratuita que eu não conhecia (a Polity IV), e que estava me fazendo falta para um dos papers de final de semestre.

Blog também serve para isto. Basta ler os melhores.

Abraços!

março 07, 2008

Separados no Nascimento

Meu avô comenta futebol na ESPN com sotaque irlandês. É um barato!!!! Abaixo, a foto dele com os netos na festa de Ano Novo.


Veja a foto dele no trabalho aqui!

Abraço, vô!

Abraço a todos!

março 06, 2008

Conheça o Novo Imposto: IP

Ok, digamos que a proposta não seja absurda (como diz um professor meu daqui, é o tipo da coisa que não pode ser nem dita como errada, porque é simplesmente uma bobagem), que o Congresso coopere e que o IP - Imposto Pochmann - entre em vigor. Algumas perguntas:

1) Como estudante financiado pela CAPES, eu terei isenção por estar obrigado a voltar ao Brasil - e assim compartilhar a minha "riqueza imaterial"? Ou serei duplamente tributado, já que o Estado me deu recursos que o Imposto de Renda não consegue tributar corretamente?

2) Crianças que apresentem boas notas em boas escolas pagarão alíquotas mais altas - afinal, o potencial de conhecimento concentrado nas mentes brilhantes é quase infinito, não?

3) O fato de eu eventualmente publicar artigos (no caso, por enquanto, um) na página do Banco Central (um órgão público), me dá abatimento sobre a minha contribuição, já que estou socializando o meu conhecimento?

4) Se eu publicar apenas livros, ao invés de colocar artigos em páginas de internet, não pagarei o IP, já que o problema é a difusão de conhecimento através de uma mídia acessível e de poucas restrições (no Brasil, no Brasil...) como a internet?

5) Se eu publicar pesquisa em sites do exterior, estarei isento do imposto já que o domínio não será ".br"? Ou pagarei dobrado, enquadrado no crime de "evasão de divisas mentais"?

6) O IPEA, em conjunto com a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo e a Receita Federal, manterão equipes em plantão permanente nas universidades (talvez um convênio com a CAPES) para vigiar alunos que fazem pós-graduação no exterior, e assim evitar a sonegação?

É incrível como, mesmo depois de quase 20 anos de estudos em teorias de crescimento endógeno e capital humano, alguns ainda parecem que não aprenderam nada.

Brincadeira.

Abraços!

março 05, 2008

Obama

Ouvem-se vozes do Brasil oferecendo palpites a respeito das eleições americanas, e uma não disfarçada simpatia pelo pré-candidato Democrata Barack Obama. Talvez por uma hipotética (e bota hipotética nisto!!!!) semelhança em termos de história pessoal com o atual Presidente brasileiro, ou por uma eterna simpatia pelas causas mais vinculadas aos direitos humanos dos Democratas, os comentaristas políticos no Brasil, tal como seus companheiros americanos, parecem embasbacados pelo "fenômeno Obama". O que não se sabe, e é um mistério mesmo para analistas daqui, é qual o efeito de uma eventual presidência Obama para a América Lat(r)ina.

Estive procurando algumas declarações de Obama a respeito da metade sul do hemisfério e encontrei com algumas pérolas, frequentemente ignoradas pela imprensa da pátria-mãe gentil. Vejam este trecho de um discurso no Senado, da época em que Bush esteve no país para visita oficial:

"In Brazil, it has been reported that President Bush is expected to join with President Inacio Lula de Silva to announce greater ethanol cooperation between the United States and Brazil. Together, the United States and Brazil are the world’s largest ethanol producers and consumers. Brazil’s more than 30 years of renewable fuel technology investments allowed it to achieve energy independence last year. Ethanol now accounts for 40 percent of Brazil’s fuel usage. More than 80 percent of cars sold in Brazil today are flex fuel vehicles—capable of running on gasoline, ethanol, or a mixture thereof."

Só elogios. Legal, né? Mas olhem este trecho, mais à frente:

"As it relates to our country’s drive toward energy independence, it does not serve our national and economic security to replace imported oil with Brazilian ethanol. In other words, those who advocate replacement of US-based biofuels production with Brazilian ethanol exports however well intentioned they may be, are both misunderstanding our long term energy security challenge and ignoring a valuable foreign policy opportunity. The U.S. needs to dramatically expand domestic biofuels production, not embrace a short term fix that discourages investment in the expansion of the domestic renewable fuels in industry. Also, accelerating technology advances and transferring the technology to our neighbors in the Caribbean and South America will help them employ their own resources to produce environmentally clean ethanol to reduce their imported oil bill, thereby promoting economic stability in the Caribbean and South and Central America and strengthen the U.S.-Brazil relationship.

Mr. President, it is vital that President Bush keeps the Congress involved each step forward in a U.S.-Brazil relationship based on renewable fuels. This relationship must be structured so as not to hamper the domestic production of renewable fuels, or the development of new technologies here at home that can enhance our energy security."


Hummm... então quer dizer que Obama apóia a exportação de etanol do Brasil para os outros países da América Latina, de forma a reduzir a importância de Chavez-pobre-Chiquinha. Mas aumentar a exportação para os Estados Unidos, nem pensar: isto afeta "a segurança energética de longo prazo" do país. É óbvio que, pragmáticos que são, se o Brasil efetivamente criar condições para produção de etanol em grande escala e a preço muito baixo, os americanos irão importar o produto. Entretanto, acreditar que, por serem Democratas, e por ser Obama de origens humildes, que as negociações comerciais serão facilitadas, isto parece um tremendo engano, para não dizer ingenuidade.

Vamos mais longe. O que Obama pensa sobre os líderes da América Latina? Uma dica nesta matéria do Miami Herald:

"On the minus side, Obama has never been to Latin America, as he told me in an interview last year. And when I asked him who are the three Latin American leaders he respects the most, it took him a while to scan through his mental C-drive and respond, ''the president of Chile,'' whom he correctly identified as a woman but failed to mention by name. (I didn't press him about the remaining two.)"


Que tal? Um dos favoritos na campanha americana apenas reconhece a presidente do Chile como uma pessoa de respeito, ainda que sequer se lembre do nome de Michelle Bachelet. Onde fica o líder-maior da pátria-mãe gentil?

Se a imprensa brasileira não gosta de McCain por ser Republicano, se não gosta de Hillary por ser a esposa de Clinton, então a decepção com Obama tem tudo para ser muito grande.

Abraços!

março 04, 2008

América Lat(r)ina

Quem sabe com a revelação a respeito do programa "Urânio Zero - Quem Combate Neoliberais-Porcos-Capitalistas-Comedores-de-Jiló tem Pressa", o governo daqui resolve dar um pouco mais de atenção à região, diferentemente do acontecido até agora.

Ainda vou ler mais sobre o assunto antes de emitir opinião.

Um abraço!

março 02, 2008

Tudo Azul

Para este inglês, só faltou ficar "tudo bem, tudo zen", tal como na música do Lulu Santos. Até porque eu acredito que, em algum momento, ele de fato tenha ficado nu depois da dose cavalar do comprimido azul...

Abraços!

Da Pesquisa

Aceito democraticamente a opinião dos meus (rigorosamente, como falei em outros posts) oito leitores, mas não concordo: nos últimos dois jogos, duas vitórias de Duke. Bem que eu tinha sugerido que poderia ser só uma ressaca, mas vocês preferem polemizar. Paciência.

Entretando, por via das dúvidas, ficarei longe do Cameron Indoor Stadium no próximo sábado, quando ocorre o jogo de volta entre Duke e UNC...

Um abraço!