Uma série de notas sobre a programação usando GPUs e o OpenCL:
The Duke of Hazard
"Hazard - 1. A hazard is something which could be dangerous to you, your health or safety, or your plans of reputation. (...) 2. If you hazard or if you hazard a guess, you make a suggestion about something which is only a guess and which you might be wrong." - Do Dicionário "Collins Cobuild"
Fevereiro 01, 2012
Janeiro 22, 2012
Aventuras em OpenCL: Mais que Um Segundo
Ok, aqui vai um post longo, cheio de linguagem técnica, mas acho que estava na hora de escrevê-lo. Quando me perguntam, normalmente, em que estou trabalhando agora, esta é a história que eu conto. Envolve um pouco de economia, um tanto de econometria e muita, muita computação. Para quem trabalha com economia, a parte de computação possivelmente diga muito pouco. Para quem trabalha em ciências computacionais, a parte de economia não diz nada, enquanto que a parte de computação pode ser muito básica, trivial até. Para quem tiver paciência, o texto vem a seguir.
Janeiro 14, 2012
II Encontro Nacional dos Blogueiros de Economia
Sério? Ainda me consideram um blogueiro? Tudo bem, ainda falo de economia, mas "blogueiro"? Do jeito que a coisa anda parada por aqui...
Bem, fica o registro, e obrigado ao Cláudio e ao Cristiano pelo convite.
Saudações!
Bem, fica o registro, e obrigado ao Cláudio e ao Cristiano pelo convite.
Saudações!
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Dezembro 31, 2011
Feliz 2012
... e nada mais nos interessa.
Abraços e felicidades aos meus oito leitores.
Abraços e felicidades aos meus oito leitores.
Dezembro 11, 2011
A Culpa do Câmbio, Segundo GNews
Está explicada a origem da crise européia: faltou ajustar os preços pela taxa de câmbio na hora da criação do Euro, segundo a jornalista Elisabeth Carvalho que fez a matéria para o GloboNews Documento sobre a Europa. Depois de um engenheiro dar um palpite (3:57min de programa) que "a medida dos preços seguiu a regra de um por um. O Euro valia o dobro do Marco Alemão, mas os preços são os mesmos, só mudaram o símbolo das moedas", a jornalista seguiu em tom apocalíptico com a explicação (4:23min de programa):
Depois de ouvir isto, desliguei a televisão e fui dormir, amaldiçoando os cinco minutos perdidos na minha vida.
Abraços!
"Uma baguete, um franco. Era este o preço que vigorava antes de primeiro de janeiro de 2002, quando o Euro começou a circular. Mas, no mosaico das moedas européias, o Euro valia dois Marcos na Alemanha e na França valia seis Francos, o que significava que, da noite para o dia, os franceses passaram a pagar seis vezes mais para comprar uma baguete. Na Grécia, seguindo este raciocínio, o preço de um pão se multiplicou em níveis estratosféricos: um Euro valia 341 Drakmas."
Depois de ouvir isto, desliguei a televisão e fui dormir, amaldiçoando os cinco minutos perdidos na minha vida.
Abraços!
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Dezembro 09, 2011
SBE 2011
Acabo de chegar do encontro da SBE, realizado em Foz do Iguaçu também neste ano. Não fui no encontro de 2009, também realizado por lá, então minhas impressões sobre o local talvez sejam um pouco diferentes daquelas de participantes dos dois eventos. Achei o lugar excelente, boa estrutura, salas bem equipadas para as apresentações. Também os organizadores do evento (tanto SBE quanto da ANPEC) estão de parabéns pela escolha dos painelistas convidados para sessões especiais: não é sempre, em macro, que temos a chance de ouvir em um mesmo local as contribuições mais recentes de Nobuhiro Kiyotaki, Juan Pablo Nicolini, Alberto Martin e Martin Uribe.
Uribe, em especial, foi um excelente reencontro: além de ver a excelente palestra, tive a chance de conversar com meu ex-professor sobre o meu trabalho, contando inclusive com sua presença na platéia durante a minha apresentação. Na verdade, chamar de "platéia" é um exagero: além de Uribe e o Luis Felipe, que apresentou na mesma sessão, apenas um colega do BC apareceu para prestigiar o trabalho. (Definitivamente, uma sessão com o nome "Métodos Quantitativos" não tinha como ser muito popular, ainda mais realizada na manhã seguinte do coquetel de confraternização do evento.) De toda forma, muito produtivo o encontro.
Algumas diferenças em relação a outros encontros que participei: ando sem paciência para as sessões de conjuntura. Dizem que as deste evento foram especialmente ruins; logo, não me arrependo de não ter assistido. Também pareceu ocorrer uma participação mais acentuada de alunos apresentando trabalhos. Neste aspecto, não sei se fui eu que envelheci (e por isto acabo vendo mais alunos que antes) ou se, de fato, menos professores apareceram neste ano. A impressão de outros veteranos de ANPEC-SBE foi a mesma, ainda que eu acredite na combinação linear dos fatores.
Não consegui informações sobre onde será o encontro do ano que vem, mas, mantido o nível dos painelistas deste ano, é um evento que vale a pena participar, apesar do custo e da ausência este ano dos bardos e amigos punk.
Uribe, em especial, foi um excelente reencontro: além de ver a excelente palestra, tive a chance de conversar com meu ex-professor sobre o meu trabalho, contando inclusive com sua presença na platéia durante a minha apresentação. Na verdade, chamar de "platéia" é um exagero: além de Uribe e o Luis Felipe, que apresentou na mesma sessão, apenas um colega do BC apareceu para prestigiar o trabalho. (Definitivamente, uma sessão com o nome "Métodos Quantitativos" não tinha como ser muito popular, ainda mais realizada na manhã seguinte do coquetel de confraternização do evento.) De toda forma, muito produtivo o encontro.
Algumas diferenças em relação a outros encontros que participei: ando sem paciência para as sessões de conjuntura. Dizem que as deste evento foram especialmente ruins; logo, não me arrependo de não ter assistido. Também pareceu ocorrer uma participação mais acentuada de alunos apresentando trabalhos. Neste aspecto, não sei se fui eu que envelheci (e por isto acabo vendo mais alunos que antes) ou se, de fato, menos professores apareceram neste ano. A impressão de outros veteranos de ANPEC-SBE foi a mesma, ainda que eu acredite na combinação linear dos fatores.
Não consegui informações sobre onde será o encontro do ano que vem, mas, mantido o nível dos painelistas deste ano, é um evento que vale a pena participar, apesar do custo e da ausência este ano dos bardos e amigos punk.
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Novembro 29, 2011
Contra Depressão
Prezado leitor, quando você estiver em um daqueles dias ruins, onde tudo dá errado, você se esforça e nada funciona... Não se desespere! Respire fundo, fique calmo e lembre-se: existe sempre, SEMPRE, alguém em pior situação que você. Duvida? Então lembre-se da frase que a responsável pelo controle de preços do governo da Venezuela largou ontem:
Pronto! Já consegue ver quem está, com certeza absoluta, em pior situação que você? Dá para se sentir um pouco melhor, não?
Saudações!
P.S.: post original com a notícia espalhado aqui no Brasil pelo Alex.
Pronto! Já consegue ver quem está, com certeza absoluta, em pior situação que você? Dá para se sentir um pouco melhor, não?
Saudações!
P.S.: post original com a notícia espalhado aqui no Brasil pelo Alex.
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Novembro 25, 2011
Trabalho Encerrado
No ar desde ontem a versão (quase) definitiva do artigo apresentado no LAMES. Apesar de ser um "working paper", acho que existem coisas muito mais interessantes do que ficar revisitando um trabalho que pretendia ser apenas uma nota básica sobre o tema. Fico no aguardo dos comentários da apresentação no encontro da SBE e em outros seminários para motivar alguma alteração adicional. O mais provável é que comentários acabem, mesmo, motivando escrever outro artigo sobre o tema, ao invés de gerar revisões sobre o publicado.
Saudações!
Saudações!
Novembro 15, 2011
Lacea-Lames 2011
Participei na semana passada do Encontro Latino-Americano da Sociedade de Econometria (LAMES), realizado em Santiago no Chile. De uma forma geral, o encontro teve nível apenas razoável na parte acadêmica, com muitas sessões patrocinadas por instituições, ao invés de contribuições originais de outros acadêmicos. Qual a diferença entre as sessões patrocinadas e as contribuições? As sessões patrocinadas normalmente servem para a divulgação de um trabalho específico do patrocinador, sem necessariamente apresentar conteúdos acadêmicos. Como um exemplo, uma sessão patrocinada pelo FMI com título até interessante ("Shifting winds, new policy challenges") serviu apenas para apresentar o último volume do "Regional Economic Outlook" da América Latina, com as perspectivas da instiuição para a região. Vale dizer que, em tempos de grande volatilidade, as projeções feitas no final de setembro possuem pouca utilidade atualmente.
Por outro lado, foi bem legal ter a oportunidade de conversar com muita gente nova, com boas contribuições ao evento. Por exemplo, pude trocar idéias com Pablo Guerrón-Quintana sobre a implementação do filtro de partículas em seus trabalhos. Também conheci pessoalmente o Tiago Berriel, um dos novos professores da FGV-RJ, e conversar brevemente sobre o meu trabalho a respeito de métodos de perturbação aplicados a modelos DSGE. De fato, foi um encontro bem mais produtivo em termos de contatos que em termos propriamente acadêmicos.
Abraços!
Por outro lado, foi bem legal ter a oportunidade de conversar com muita gente nova, com boas contribuições ao evento. Por exemplo, pude trocar idéias com Pablo Guerrón-Quintana sobre a implementação do filtro de partículas em seus trabalhos. Também conheci pessoalmente o Tiago Berriel, um dos novos professores da FGV-RJ, e conversar brevemente sobre o meu trabalho a respeito de métodos de perturbação aplicados a modelos DSGE. De fato, foi um encontro bem mais produtivo em termos de contatos que em termos propriamente acadêmicos.
Abraços!
Outubro 25, 2011
Expectativas sobre Delfim
Fui surpreendido duplamente hoje ao ler os jornais do dia. Primeiro, surpreendido que uma análise bastante tosca sobre a formulação das expectativas racionais aparecesse apenas hoje, 15 dias depois do Prêmio Nobel concedido a Sims e Sargent. Acreditava que, ao descrever o trabalho deste, apareceriam bobagens ainda maiores que esta lida hoje. Segundo, fui, de alguma forma, surpreendido pelo autor do comentário: a coluna de Delfim Neto no Valor ("Expectativas racionais, para que te quero") é de chorar, tanto pelos argumentos de fundo "teórico" quanto pela pobreza de truques retóricos que tentam iludir o leitor a respeito do entendimento do autor sobre o tema.
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