Novembro 09, 2009

Mini-Saia e a Burca

Uma aposta: os alunos que gritaram pela "puta" de mini-saia na porta da sala de aula da Uniban, na sua grande maioria (para não dizer unanimidade), também são contra o uso da burca pelas mulheres muçulmanas ortodoxas. Afinal de contas, com diz o mantra dos dias de hoje, em termos de opinião "tem que haver o equilíbrio"...

Abraços!

Novembro 08, 2009

Dá Para Levar a Sério?

Na mesma semana em que os deputados americanos aprovaram o projeto de Obama para o Health Care no sábado à noite, O Globo sai com matéria registrando o que todo mundo que mora ou já morou em Brasília sabe: se o cargo permite, na quinta-feira todo mundo vai embora.

Nojento.

Abraços!

P.S.: A repercussão da matéria foi ainda pior.

Novembro 03, 2009

Crise: O Que Sobrou dos Automóveis

Duas notas que li hoje chamaram a atenção: a primeira, no blog do Mankiw, sobre a GM, em matéria do Wall Street Journal; a segunda, no NYT, sobre os lucros da Ford.

Felizmente, vai demorar muito para que qualquer uma destas companias precise de uma "mãozinha", além daquela que a GM precisou do governo americano.

Abraços!

Outubro 31, 2009

Política Monetária e Demanda por Moeda Estrangeira

Quais são as consequências para a política monetária quando as famílias podem abrir contas dentro do país para receber moedas estrangeiras? Vicente Tuesta e Guillermo Felices, em 2007, já estudaram uma economia com este formato.

Um comentário para os não-iniciados neste tipo de modelo: apesar dos autores falarem explicitamente em dolarização da economia, o modelo que eles escrevem é muito mais geral do que este caso extremo (quando a demanda por moeda nacional é zero). Por isto, vale a leitura, com especial cuidado em relação aos gráficos 3 e 4.

Um abraço!

Outubro 28, 2009

Crise: Mais EMH

Muito boa a dica do Mankiw sobre o artigo de Jeremy Siegel no WSJ de hoje sobre a (falta de) relação entre a Efficient Market Theory (EMH) e a crise econômica. Para sintetizar, o fato do prêmio de risco estar muito baixo nos últimos anos não significava que o risco era inexistente — apenas que a probabilidade (mal avaliada) de algo dar errado era muito baixa. Como esta probabilidade (mal avaliada) se comporta como uma probabilidade, ainda existia a chance de algo dar errado. E deu.

Abraços!

Outubro 27, 2009

Memórias de Guerra: Duke

Nesta sexta-feira, foi inaugurada ao lado da Chapel a ampliação* de uma placa homenageando os ex-alunos da universidade que faleceram em guerras ou em serviço desde a Guerra da Coréia. Uma pena que a cerimônia de inauguração foi feita sob chuva, mas de toda forma a oportunidade foi a melhor possível, pois o campus estava cheio por ser "parents weekend" (o final de semana em que programações especiais recebem os pais que vêm visitar os rebentos estudando em Durham).

A inauguração da placa mostra um aspecto muito próprio da relação do americano com o exército do seu país: pode-se concordar com a guerra, pode-se discordar da guerra, mas o respeito e a admiração do americano com quem está na linha de frente do campo de batalha é o maior possível. Quando vemos militares em trânsito no aeroporto (existe uma base militar aqui em NC), ou a passeio em cidades maiores, uma das cenas mais comuns são adultos, pais de família, parando os soldados para agradecer pelos seus serviços e pedindo para que posassem em fotos ao lado dos filhos.

A universidade, com a placa, dá a sua parcela na homenagem aos que morreram em combate, e mostra, mais uma vez, a admiração americana em relação ao seu exército.

Abraços!

(*) Já existia uma placa, homenageando os ex-alunos que faleceram na II Guerra Mundial, daí o termo "ampliação".

Pago Imposto, e Nunca me Achei Gente Fina

No Brasil, cada um escolhe o ladrão para ser assaltado: eu, por exemplo, sempre paguei meus impostos, já me senti (e me sinto) assaltado pelo retorno obtido, e sem ao menos ter a chance de passar por gente fina. Outros escolhem ser assaltados por tarifas e juros do cartão de crédito, e se iludem vendo-se como importantes. Talvez o envelope onde o cartão foi enviado era de um papel bonito, daqueles brilhantes.

Paciência.

Abraços!

Outubro 24, 2009

Duke Football Update: 3-3

Coach Cutcliffe sintetiza bem a temporada de futebol dos Blue Devils, a grande surpresa da ACC este ano: "Lord have mercy!"

Abraços!

Outubro 17, 2009

De "Morador" para "Criminoso" em um Helicóptero

Ônibus queimados no Rio de Janeiro não constitui nenhuma novidade em termos de noticiário. Entretanto, a capa da Folha Online de hoje me chamou a atenção pela mudança de linguagem. Observem:



O que está diferente? Comparem com a linguagem nesta notícia, de 2002. Mesmo que ônibus tenham sido queimados em ambos os casos, antes quem queimava ônibus era um "morador" da zona norte do Rio; agora, quem queima ônibus e derruba helicóptero da polícia é "criminoso". Qual a diferença entre os casos? O helicóptero da polícia, óbvio.

Com este procedimento, a Folha estabelece um limiar para a determinação do que é, efetivamente, um crime: derrubou helicóptero da polícia, é criminoso; "só" queimou ônibus, é morador fazendo protesto. Será o helicóptero efetivamente o limite? Se, além dos ônibus queimados, um carro da polícia fosse danificado também, os marginais seriam ainda chamados de "moradores", ou já seriam "criminosos"? E se fossem dois carros da polícia? Ou, se ao invés de um helicóptero, os marginais tivessem explodido um dos "caveirões" do BOPE, seriam ainda "criminosos" ou passariam a "moradores"? Quantos ônibus precisam ser queimados para um "morador" equivaler a um "criminoso", na terminologia da Folha Online? (Com certeza, mais do que sete, pela notícia de 2002...)

Sinceramente, não quero muitos exemplos para que a Folha possa testar as suas classificações de dicionário de jornalismo: ficaria bem contente se criminosos fossem chamados de "criminosos", e moradores fossem chamados de "moradores".

Abraços!

Outubro 16, 2009

Mais Nobel

Para mostrar que não precisa ser mulher que escreve em O Globo, que não precisa aparecer no Bom Dia Brasil com cara de velório*, ou que não precisa conhecer os melhores economistas do país a ponto de chamá-los em entrevistas pelo primeiro nome, para escrever um texto competente sobre o prêmio Nobel de economia deste ano: Sandra Paulsen.

Abraços!

(*)Peguei pesado nesta, já que fazer jornalismo às 6 da manhã é ruim, ainda mais tendo que aparecer na tevê, não é fácil. Mas ela merece.

Outubro 14, 2009

Hell, Yeah!!!

De volta ao bom ritmo de trabalho.


Abraços!