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maio 05, 2012

Se o Krugman lesse em Português...

... é bem possível que ele não escrevesse o que escreveu nesta semana. Afinal de contas, ele já teria lido:

1) O post provocador do Drunkeynesian sobre crescimento na América Latina. A seção de comentários também teve um debate muito bom.

2) A continuação do post, ainda pelo Drunkeynesian, sobre a polêmica dos dados argentinos.

3) A primeira nota do Mansueto sobre o crescimento argentino.

4) A segunda nota do Mansueto, com os dados de uma consultoria econômica argentina, sobre o deflator do PIB de lá (parece que tem problemas).

5) O post do Cristiano sobre o índice mais comum para avaliação de valorização cambial: o preço do Big Mac, e como se comporta na Argentina.

6) A análise do Drunkeynesian sobre os dados argentinos da Ecolatina.

Minha contribuição é relembrar um diálogo no MSN com um colega do doutorado.

Saudações!

março 27, 2012

Krugman e a Metodologia Econômica

Gostei muito de um post publicado hoje pelo Krugman tratando um pouco de metodologia de pesquisa ao falar de um artigo. Dois pontos principais me chamaram a atenção:

1) Primeiro, ao tratar de artigos seminais de autores mais antigos, Krugman vai direto ao ponto a respeito de sua aplicação a casos no presente. No caso, ele trata de Minsky e Keynes, mas existem tantos outros autores usados como "fonte do saber eterno" ao longo do espectro político/econômico que a aplicação do parágrafo é generalizada:
"So, first of all, my basic reaction to discussions about What Minsky Really Meant — and, similarly, to discussions about What Keynes Really Meant — is, I Don’t Care. I mean, intellectual history is a fine endeavor. But for working economists the reason to read old books is for insight, not authority; if something Keynes or Minsky said helps crystallize an idea in your mind — and there’s a lot of that in both mens’ writing — that’s really good, but if where you take the idea is very different from what the great man said somewhere else in his book, so what? This is economics, not Talmudic scholarship."

2) Segundo, ao tratar de complicações propostas no artigo que originou a crítica anterior, Krugman relembra um belo ensaio sobre metodologia publicado em seu website, e o conselho dado a jovens pesquisadores: "Simplify, simplify". No blog:
"I always try to find the simplest representation I can of whatever story I’m trying to tell about the economy. The goal, in particular, is to identify which assumptions are really crucial — and in so doing to catch yourself when you’re making implicit assumptions that can’t stand clear scrutiny."
O conselho é particularmente importante em uma época em que se tornou fácil escrever e resolver modelos cada vez maiores, sejam micro-fundamentados ou não. A facilidade para escrever modelos de médio e grande porte faz com que muitos pesquisadores percam o foco inicial da pesquisa, e muitas vezes encontrem problemas para separar todas as relações de causa-efeito que deveriam ser bem detalhadas ao longo do trabalho.

Na minha área de pesquisa, fico particularmente incomodado com modelos DSGE que incluem muitos detalhes que, em última instância, são irrelevantes ou incompreensíveis dentro do modelo, seja em termos de formulação (os micro-fundamentos), seja em termos de solução/resultados. A estratégia de Krugman, com o uso de modelos bem simples para iniciar o projeto de pesquisa, facilita a compreensão do argumento central do trabalho, enquanto oferece também a capacidade de verificar até onde o argumento é robusto a extensões da formulação básica.

Recomendo a leitura, tanto do post quanto do artigo na página pessoal.

Saudações!

julho 21, 2009

Rant: "The Economist", DSGE e a "Junção das Águas"

Segue o texto para botar uma lenha no debate que o Shikida resolveu estimular.

Conforme o esperado, outros textos começam a surgir avaliando o papel da teoria macroeconômica moderna no desenrolar da crise atual. A revista "The Economist" deste final de semana faz uma análise do estado da macroeconomia moderna, e o retorno do debate "clássicos vs keynesianos" depois de um período em que alguma convergência no método era aparente através dos modelos DSGE. Também existe uma matéria sobre o papel dos modelos em finanças na crise, mas desta parte eu me abstenho, por completa e assumida ignorância para gerar algo original em termos de opinião.

A matéria faz uma excelente revisão histórica, um bom resumo da crítica, e um início de entendimento sobre a inutilidade de muitas das críticas que apareceram neste período recente. Falando primeiro da história, cita a convergência no método trazida pelo desenvolvimento dos modelos DSGE, estabelecendo entre os economistas de "água salgada" (Harvard, MIT, Berkley) e os economistas de "água doce" (Chicago, Minnesota) uma linguagem padrão por onde a ciência andou nestes últimos anos. Cita também o uso recente destas ferramentas por bancos centrais ao redor do mundo e a importância dada aos seus resultados. Sobre esta parte histórica, acredito apenas ter faltado um detalhe importante, que pretendo retomar ao final do texto: por que os modelos DSGE se tornaram a base da macro moderna? A "junção das águas" não seria possível se o método não fosse atraente para ambos os grupos. Não é, como diz a matéria, uma questão de macroeconomistas "recovering their composure", como se os grupos tivessem fumado o cachimbo da paz em algum instante e simplesmente concordado em usar estas ferramentas.

A respeito das críticas keynesianas dos modelos modernos, a revista cita, obviamente, Krugman e o autor da nova Bíblia heterodoxa em forma de post, Willem Buiter (já notaram como todo economista heterodoxo, em especial os brasileiros, quando querem criticar os modelos DSGE, citam o texto de Buiter?). Shikida traz o texto de Mario Rizzo, e aponta, com precisão, o quão batida já é a conversa da "matemática excludente, censora, neo-liberal e castradora da criatividade acadêmica". A matéria segue com a história da crítica aos mercados completos de ativos do Buiter (argumento de quem está no fim de carreira, ou não entendeu o modelo, como falei aqui), o papel do setor financeiro nos modelos DSGE, pitadas de Keynes e Davidson por todos os lados.

Mas é na parte da "contra-crítica" que a matéria entra no seu melhor. A revista cita três motivos para a difusão destes modelos:

1) o modelo, por mais básico que seja, organiza idéias. É importante ter uma base de partida, um lugar onde as evoluções podem ser testadas. Afinal de contas, Krugman pode citar Keynes, mas economistas atuais citando os modelos DSGE básicos não pode?!?!?!

2) todo mundo (que se interessa) entende o modelo. A difusão da academia para o mercado (bancos centrais, bancos e outros centros de pesquisa) foi fundamental para que o modelo ganhasse popularidade.

3) sendo simples, quanto maior o trabalho desenvolvido, maior o "pulo" em termos de capacidade de explicação do modelo. A revista não entrou em detalhes, mas o modelo DSGE mais básico pode ser escrito em três equações, sendo que uma é um processo estocástico para um choque que move a economia.

No final da matéria, lê-se:
clipped from www.economist.com

It takes a model to beat a model


The benchmark macroeconomic model, though not junk, suffers from some obvious flaws, such as the assumption of complete markets or frictionless finance. Indeed, because these flaws are obvious, economists are well aware of them. Critics like Mr Buiter are not telling them anything new. Economists can and do depart from the benchmark. That, indeed, is how they get published. Thus a growing number of cutting-edge models incorporate one or two financial frictions. And economists like Mr Brunnermeier are trying to fit their small, “blackboard” models of the crisis into a larger macroeconomic frame.
But the benchmark still matters. It formalises economists’ gut instincts about where the best analytical cuts lie. It is the starting point to which the theorist returns after every ingenious excursion. Few economists really believe all its assumptions, but few would rather start anywhere else.

blog it

O título da seção no box é o melhor resumo possível: o modelo é ruim? Todo o modelo é falho, todos sabemos. Qual a alternativa? Hummm... A "devolução do problema" para o colo dos críticos é uma pergunta fundamental, ainda que possa parecer um escape da responsabilidade em escrever modelos melhores. Os modelos keynesianos antigos falharam, clamorosamente, na década de 70, além de serem complicadíssimos de lidar. Os modelos DSGE, a despeito de sua simplicidade nas versões mais básicas*, possui um poder de explicação apreciável (cerca de 70% das flutuações do produto, em alguns casos). Sentados na cadeira do Fed, ou na cadeira do Treasury, qual a alternativa preferível: o modelo que faz "truly boneheaded arguments", mas acerta 70% do que se propõe explicar, ou modelo nenhum?

Por fim, por que houve a "junção das águas", e o fim das discussões "clássicos vs keynesianos" com a adoção dos modelos DSGE? O modelo DSGE ofereceu uma linguagem comum, ao agregar alguns princípios básicos de otimização que todos concordaram; grande flexibilidade, permitindo grandes acréscimos sobre a estrutura básica; suas conclusões são verificáveis, dado que o modelo é estimável; é facilmente aplicável para a análise de políticas mais complexas. Neste último ponto, até mesmo Paul Krugman se rendeu, ao gastar alguns posts (aqui e aqui) para tratar de multiplicadores fiscais. Ainda que ele não goste das hipóteses, os resultados de um dos papers estão bem em linha com o que ele escreve no blog sobre o tema. Ora, se até Paul Krugman gasta tempo lendo e comentando estes modelos, inúteis eles não são, certo?

Não, não, a macroeconomia moderna não morreu, Shikida. Ela apenas (ainda) não é computável de uma maneira adequada. Seja para clássicos, seja para keynesianos.

Abraços!

(*) Se todo o modelo DSGE fosse "simples e básico", eu já teria a minha tese pronta...


P.S.: como vocês podem notar pelo horário de publicação, este não foi um texto escrito nas melhores condições para cuidar da ortografia e revisão. Acredito que muita coisa não tenha ficado clara, mas não podia deixar de escrever sobre o tema. Deixe o seu recado aí, que seguiremos a conversa.

janeiro 19, 2009

Divas se Bicando 2 - A Missão

Depois do sucesso de bilheteria da primeira versão, as divas estão de volta!!! Desta vez, Krugman começa com um direto sobre a qualidade da argumentação dos economistas que são contra o pacote de estímulo fiscal proposto pelo governo Obama:
What’s been disturbing, however, is the parade of first-rate economists making totally non-serious arguments against fiscal expansion. You’ve got John Taylor arguing for permanent tax cuts as a response to temporary shocks, apparently oblivious to the logical problems. You’ve got John Cochrane going all Andrew-Mellon-liquidationist on us. You’ve got Eugene Fama reinventing the long-discredited Treasury View. You’ve got Gary Becker apparently unaware that monetary policy has hit the zero lower bound. And you’ve got Greg Mankiw — well, I don’t know what Greg actually believes, he just seems to be approvingly linking to anyone opposed to stimulus, regardless of the quality of their argument.
blog it
Krugman vai ainda mais longe, dizendo que "it’s hard to avoid the conclusion that all of them have decided on political grounds that they don’t want a spending-based fiscal stimulus — and that these political considerations have led them to drop their usual quality-control standards when it comes to economic analysis". O novo ataque de Krugman foi prontamente respondido por Mankiw em seu blog:
In recent weeks, I have linked to Christy Romer making the case for the Obama fiscal stimulus as well as many economists on the opposite side the debate. It is true that I have linked more to those opposed. That is partly a reflection of my opinion on the issue. It is also partly to provide a counterpoint to the view disingenously promoted by some members of the incoming administration that almost all major economists are lined up behind their stimulus plans. As Paul's list of prominent stimulus skeptics documents well, that is simply not the case.
blog it
A resposta de Mankiw, mais uma vez, me pareceu bem ponderada em comparação aos exageros evidentes da argumentação de Krugman. De fato, uma coisa é puxar a sua opinião apoiando um aumento dos gastos públicos para o extremo de dizer que o governo americano estará sendo tímido no seu plano de gastos, como faz Krugman. Outra coisa, completamente diferente (e este é o ponto principal de Mankiw), é mostrar que nem todo mundo tem a mesma opinião sobre os efeitos de um estímulo fiscal na economia, nem mesmo aqueles que irão comandar as ações do futuro governo, como ele mostra em seu post sobre as correspondências com Christina Romer.

Um argumento, de toda forma, que eu ainda não vi aparecer no debate, e que tornaria uma entrevista com o autor da idéia muito interessante, é a noção de que a política monetária ótima é única, no sentido de ter o mesmo comportamento quando a economia se encontra próxima ou sobre o limite inferior da taxa de juros nominal (exatamente o quadro que os EUA se encontram atualmente). Paul Krugman, em última instância, resume o seu apoio a uma política de gastos elevados na idéia de falta de efetividade da política monetária quando os juros se encontram próximos de zero. Michael Woodford argumenta (capítulos 6, 7 e 8 do seu livro-texto) que a política monetária ótima independe da restrição de taxas nominais de juros próximas de zero. Mais do que isto, em um paper onde também discute o problema de política fiscal ótima quando os juros se encontram próximos do limite nominal mínimo, Woodford e Eggertsson (2003) argumentam que:

"Our results here suggest that Krugman's (1998) emphasis on the importance of creating expectations of inflation following the economy's exit from the 'trap' is somewhat exaggerated. Mitigating the distortions created by the zero lower bound on interest rates ... does depend critically upon the creation of expectations of a more expansionary policy in the future as a consequence of the current disturbance. However, expectations of a supply-side boom (while monetary policy is used to maintain stable prices) can also reduce distortions resulting from the trap to a considerable extent. Expectations of high future real incomes will reduce the incentives for either price cuts or low spending during the period of the trap. And once it ceases to be expected that prices will decline sharply while the zero bound binds, real interest rates will no longer be perceived to be so high relative to the current natural rate of interest; it is this mechanism that makes changes in expectations regarding future policy such a potent tool in our model."

Ou seja, mais um argumento claro a favor do uso de taxas (um instrumento para controlar a oferta), ao invés do aumento de gastos (um choque de demanda) para "inflacionar" a economia quando o limite mínimo dos juros está próximo.

A imprensa, também, deveria cumprir o seu dever e procurar outras pessoas que também teriam boas opiniões para dar sobre o tema. Uma pena que o foco fica restrito nas divas blogueiras.

Um abraço!

janeiro 13, 2009

Gasto é Gasto que é... Gasto

Paul Krugman publicou hoje uma nota em seu blog que me deixou um pouco confuso. E a minha confusão já começa no primeiro parágrafo, quando ele afirma que "the cost of an effective fiscal stimulus, in terms of adding to the government’s debt, can (and should) be much less than the headline cost." Para ser direto, o que Krugman diz é que, se o governo gasta US$100 bilhões em um programa de estímulo completamente exógeno (no sentido de imprevisto até mesmo no orçamento proposto no início do ano fiscal), o aumento da dívida resultante seria "muito menor" que os US$100 bilhões gastos.

Para justificar o argumento, ele se apóia em alguns parâmetros e multiplicadores de consumo bem simples, das aulas de macro I, para calcular o efeito final do plano de expansão de gastos. Entretanto, a partir daí, ele dá um pulo com o seguinte parágrafo:
But if $100 billion in spending raises GDP by $150 billion, and the marginal tax rate is 1/3, $50 billion of the spending comes back in additional revenue. So bang for the buck — increase in GDP per dollar of added debt — is 3, not 1.5. Since the main concern about stimulus is that it will add to government debt, it’s this bang for the buck measure, rather than the multiplier, that’s relevant. And 3 sounds a lot better than 1.5.
blog it
Em uma perspectiva de equilíbrio parcial, a análise de Krugman faz todo o sentido: existe um lado da economia que resolve gastar mais (o governo), resultando em um multiplicador para o consumo, resultante do incremento de renda para o resto da população. O outro lado da economia, a população, ao receber o dinheiro não dá a mínima para a questão do problema de excesso de endividamento do governo gerado com o incremento dos gastos. No resultado da operação, é como se os US$100 bilhões, na verdade, custassem US$50 bilhões em incremento de dívida.

Entretanto, em uma análise de equilíbrio geral, os agentes econômicos consideram, também, o problema intertemporal de solvência do governo: se o governo aumentou o seu consumo hoje, estes gastos têm que ser pagos de alguma forma, seja através de um aumento de impostos no futuro, seja através de inflação por excesso de demanda. Daí porque, de uma forma ou de outra, o total do valor gasto pelo governo equivale, em termos de dívida presente ou futura... ao total do valor gasto pelo governo!

O autor do post parece estar viciado na idéia keynesiana rudimentar que, em tempos de recessão/depressão, os parâmetros gerais da economia não funcionam em função do subemprego dos fatores. Assim, de acordo com Krugman, parece que a política de "distribuir dinheiro de um helicóptero" através dos gastos do governo, seria inócua para o problema de solvência do governo. Mais do que inócua, a política seria uma solução: gerar incrementos de renda em magnitudes muitas vezes maiores que o total do valor gasto.

Entretanto, um dos bons resultados da "batalha das divas" sobre os planos de estímulos para a economia americana mostra exatamente o contrário: os valores que a literatura econômica obtém para os seus multiplicadores e parâmetros são calculados de forma a não dependerem do estado da economia. Estando em recessão, expansão acelerada, ou até mesmo depressão, os multiplicadores são os mesmos, e o efeito dos multiplicadores sobre o valor total da dívida do governo é o mesmo.

Ou seja, um gasto ainda é um gasto. Seja sob recessão, seja sob expansão, um dólar ainda é um dólar.

Abraços!

P.S.: Na medida em que escrevia este post, um comentarista no blog de Krugman disse algo que pensei assim que li o post original pela primeira vez. Transcrevo:
"Is it just me, or is this argument for government spending starting to sound just a bit like the Democratic version of the Laffer Curve? i.e. more borrowing means more tax revenue, instead of lower tax means more tax revenue !

Honest, I’ve got an equation.

It’s fine to attempt to calculate the total, net impact, but then figure in the impact on the economy of years saddled with additional Trillions in debt."

Congrats, JimF! You hit the nail right in the head!

outubro 15, 2008

Krugman Ganhou o Nobel Porque...

... ele escreveu sobre duas áreas aparentemente não correlacionadas: Comércio Internacional e Geografia Econômica. A teoria explica, por exemplo, por que... ah, deixa ele mesmo falar disso.
Abraços!

P.S.: e o ponto mais interessante da explicação está no final, quando ele afirma que as suas idéias, apesar de sugerirem espaço para intervenção governamental, valorizam, muito mais do que na teoria convencional, os ganhos do livre comércio para a economia.

outubro 13, 2008

Paul Krugman e o Nobel

Paul Krugman é o vencedor do Prêmio Nobel de Economia deste ano. Frase nada original. O primeiro livro de economia internacional que eu li foi escrito por ele, em parceria com Maurice Obstfeld. Frase também nada original. Acho que a minha geração de economistas se formou, em economia internacional, estudando pelo seu livro-texto.

Um professor meu costumava dizer que "heterodoxia é tudo aquilo que ainda não foi absorvido pela teoria ortodoxa". Krugman fez um elo desta corrente de incorporação, ao juntar argumentos fora do padrão neoclássico (os retornos crescentes de escala) à teoria de comércio internacional.

Parabéns para ele.

Abraços!