Mostrando postagens com marcador Vida Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida Brasil. Mostrar todas as postagens

maio 25, 2014

Ainda R e a PNAD

Duas dicas para o trabalho com microdados usando o pacote em R criado pelo professor Anthony Damico e devidamente linkado no site do IBGE na página da pesquisa:

1) Para os usuários Mac, podem ocorrer problemas com a tradução de certas palavras na pesquisa quando os códigos são baixados direto do site do professor Damico. Este problema de "encoding" pode ser (ao menos parcialmente) resolvido acrescentando uma linha no começo do código principal:

options( encoding="LATIN-9" )

O professor Damico já tinha sugerido algo parecido em outras bases de dados, mas usar o mesmo "encoding" sugerido ("WINDOWS-1252") não funcionava para a pesquisa brasileira. Com o "LATIN-9", tudo funciona direito. Para que a "tradução" dos códigos para o Mac seja completa, é necessário também alterar os links quando os comandos "source_url" e "download" são chamados, substituindo espaços por "%20".

A propósito, o professor Damico é muito atencioso com o feedback que oferecem sobre o uso dos códigos e eventuais problemas: além de responder os e-mails com dúvidas muito rapidamente, ele tem um pequeno aplicativo com chat disponível no site que permite um contato mais eficiente quando ele está no ar.

2) A respeito do código da PNAD, um pequeno truque para os interessados na parte de rendimentos: para calcular o rendimento médio dos entrevistados, é necessário excluir os "NAs" das respostas ao questionário. Eu, neófito no trabalho com microdados, e ainda mais neófito no trabalho com o R, demorei para aprender que, nas opções do comando "svymean", existe uma chamada "na.rm=TRUE", que elimina os "NAs" da amostra ao calcular a média. O comando deve ser usado com cuidado: se for generalizado no código, todas as amostras que possuem algum valor inválido terão elementos descartados, o que nem sempre é apropriado.

Se você, leitor, já conhecia a opção do comando, desculpe, mas é o papo de criança que ganhou brinquedo novo, tem que dar um desconto.

Saudações!

maio 03, 2014

R: Elogio ao IBGE

Possivelmente o pessoal de microeconomia, desenvolvimento, entre outras áreas, já sabe do que vou falar por aqui, mas acho que vale o registro, de toda a forma. Estava precisando fazer algumas inferências com base na PNAD do IBGE e notei um pequeno link colocado bem embaixo da página da pesquisa, no próprio site do IBGE.


Achei interessante a idéia de manipular os microdados, isto ajudaria bastante na pesquisa que estou fazendo e resolvi tentar. O link leva para um blog com um repositório significativo de códigos em R desenvolvidos para operar com pesquisas populacionais do mundo inteiro, e as principais pesquisas na área do IBGE (PNAD, POF e PME) estão por lá, com códigos bastante simples para fazer o download, organizar os dados e extrair os elementos desejados. Os exemplos são muito intuitivos também, ensinando como trabalhar com totais da população, médias de outras variáveis associadas às observações de indivíduos, formação de subamostras categorizadas, entre outros.

Neste aspecto, também, colabora muito a qualidade dos microdados divulgados pelo IBGE: todos os dicionários, conceitos e definições estão disponíveis no site, deixando tudo mais fácil para operar. Outro ponto bacana é a variedade de códigos disponibilizada pelo IBGE: existe uma versão alternativa do programa, (se entendi bem) desenvolvida por técnicos da instituição, mas nem por isto a versão alternativa deixa de ganhar destaque no site.

Este bom trabalho da instituição me permite economizar tempo e possibilita uma análise mais apurada do que quero fazer. Em uma época tão tumultuada para os técnicos de lá, fica aqui registrado mais um elogio (já tinha feito em outra oportunidade) ao IBGE.

Saudações!

fevereiro 28, 2014

Carnaval 2014

Hoje começa oficialmente o carnaval para mim, e o bloco já está na rua. Deliberadamente me aproprio de um ótimo nome que li no Twitter: faço parte, e sou o único membro do bloco “Acadêmicos de Milton Friedman”. Na verdade, para ser sincero, eu e meu amigo Johnny Andador fazemos parte do bloco. Johnny aparece de vez em quando, talvez por isto eu diga que sou o único membro.

O ritual carnavalesco começa falando com a esposa pela internet. Ela já longe de Brasília, dois dedinhos para cima, a-la-la-ô! Iniciação encerrada. O bloco terá diversos desfiles ao longo do feriado: filtros multivariados, finanças públicas, estimações não-lineares, economia computacional e, para variar, modelos DSGE. Todos se movendo de forma sincronizada: ao final, o jurado anuncia: “HARMONIA, NOTA 10!” A fantasia é única, para todo o feriado: calça cinza larga (aquela!!!) e camiseta de show do Sepultura (“ALEGORIAS E ADEREÇOS, NOTA DEZ!”).

O samba-enredo também é o mesmo, todo o ano: 2112, Rush. “We are the Priests of the Temples of Syrinx, our great computers filled the hollowed halls” (“BATERIA, NOTA DEZ!”). Variações: Pink Floyd, Stones, Bowie, Fito… 



O folião se alimenta. Junk food, refrigerante, café, muito café para manter o ritmo. Uma pizza tamanho família a ser pedida amanhã, ainda não sei que sabor. Sei que vai terminar em gorgonzola: com o tempo da pizza fora da geladeira, a maturação do queijo é uma obrigação. Logo, a pizza começa um sabor qualquer, termina um sabor qualquer mais gorgonzola.

A festa não tem horários: apenas a evolução dos blocos determina a hora de dormir, a hora de acordar e a hora de comer (“EVOLUÇÅO, NOTA DEZ!”). O único horário: pegar minhas meninas no aeroporto, na terça-feira.


Bom carnaval, NOTA DEZ, para todos!

dezembro 15, 2013

Algumas Impressões: SBE 2013

Estive nesta semana participando mais uma vez do Encontro Brasileiro de Econometria, EBE 2013, realizado mais uma vez em Foz do Iguaçu. Alguns comentários:

1) De uma forma geral, o encontro me pareceu esvaziado. Não tanto pelos professores, já que os que sempre costumam participar estavam por lá, além de outros que aparecem esporadicamente. O encontro pareceu esvaziado, sim, pela aparente ausência de pessoas circulando pelas salas. Não sei como se comportou o número total de inscrições para ANPEC/SBE este ano, mas tinha, visualmente falando, menos gente que em 2011, por exemplo.

2) Poucas novidades nas sessões de macroeconomia que participei. Alguns fazendo experimentos com modelos DSGE, mas sem nenhuma inovação (mais sobre isto a seguir); muitos modelos semi-estruturais, o que foi interessante, já que não vi muitos modelos VAR; muitas sessões voltadas para macro de curto-prazo e política monetária, pouca coisa sobre crescimento.

3) Sobre os trabalhos com modelos DSGE: ainda sofremos com o drama de ter um software que faz muita coisa para o pesquisador, sem obrigar uma reflexão um pouco mais profunda sobre o que está sendo modelado/estimado. Já fiz piada sobre isto, mas depois de tanto tempo acho que está na hora da academia subir um pouco o nível das discussões. Não dá para escrever modelos e não entender as consequências das hipóteses adotadas e sair tirando conclusões apressadas; não dá para colocar um modelo para estimar sem pensar nos dados, nas priors, nos coeficientes estimados; não dá para continuar pegando um modelo pronto, de economia fechada, estimado para os Estados Unidos, e achar natural aplica-lo para o Brasil. Como não vivo em sala de aula, não sei se o problema está nos professores (chegam para a turma e dizem "tem um pacote que faz tudo para vocês, olhem lá"), não sei se o problema está com os alunos ("Oba, achei estes códigos na internet, coloco dados para o Brasil e está pronta a minha tese/dissertação"). Sei que existe um problema que deve ser enfrentado.

4) O encontro sempre tem o seu lado ridículo, por óbvio: professor participando de sunga e camiseta da recepção de abertura junto das piscinas do hotel; professores famosos na última noite enrolando a língua no bar do hotel; professores que se odeiam durante o dia andando abraçados. O que não faz uma mesa de bar!!!

5) O grande tema entre os professores foi a divulgação dos resultados da avaliação trienal da CAPES sobre os cursos de pós-graduação. Muito choro e ranger de dentes, boa parte deles com razão. A impressão que tive é que algumas avaliações estão muito mal colocadas. Se estou certo, ainda falta divulgar uma abertura maior de números e critérios que justificaram as escolhas, mas o choro pareceu justo.

6) Não consegui nenhuma informação sobre onde será o próximo encontro. Algum dos meus quatro leitores restantes sabe algo a respeito? Acho que notícias sobre futuros encontros não se espalharam por causa da mudança de secretaria na ANPEC e na SBE neste ano, combinado com a repetição da locação do encontro deste ano.

7) Melhor seminário? José Alexandre Scheinkman, sem dúvida.

8) O que faltou? Nomes de peso vindos de fora. Os mais antigos lembravam que, em anos anteriores, tivemos pesquisadores que, anos mais tarde, vieram a ganhar o Nobel. Nestes últimos encontros, bons pesquisadores, mas nenhum com o peso dos que vieram tempo atrás.

9) Pelo terceiro ano seguido, não fui para a mesa de conjuntura. Pelo terceiro ano seguido, não me arrependo: cerveja bem gelada com amigos no bar valeu mais a pena.

É isto. Se der tudo certo, ano que vem volto com impressões sobre o encontro de 2014.

Saudações!

agosto 10, 2013

Divulgação: Semana da Liberdade

Segue abaixo material de divulgação de um evento interessante de estudantes do nordeste, a ser realizado entre os dias 5 e 6 de setembro em Fortaleza. Mais informações aqui.


Parabéns aos organizadores pela iniciativa.

Saudações!

julho 18, 2012

Crianças Entendem a Regra de Timbergen

Blog em ritmo de férias escolares.

Diálogo na madrugada:


— Papai, quero leite...

— Leite, Bia?

— Sim, leite. E quero dormir no seu colo, papai.

— Mas para pegar o leite, eu tenho que me levantar...

— Não levanta, deita, papai... dorme direitinho, Bia não quer leite.

E Bia deita no colo para dormir.

Papai, antes de dormir: "Bia, dois objetivos (leite e colo para dormir), um instrumento (papai), os dois juntos não funcionam... um instrumento (papai), um objetivo (colo para dormir), Timbergen rules! She's got it!"

Saudações!

fevereiro 26, 2012

Breve Defesa do IBGE

Título alternativo: não brigue pelos décimos de percentual; brigue pelo percentual.

Muita gente falou, no final do ano passado e no início deste ano (exemplo aqui), da mudança de pesos que o IBGE implementou com a nova Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) baseada nos anos de 2008 e 2009. As análises inclusive citam a conveniência da revisão de pesos exatamente a partir do ano em que a inflação ficou exatamente no limiar da meta, desconsiderando que a revisão é feita a cada cinco anos e que neste ano os pesos derivados da POF ficaram prontos.

Eu, honestamente, não tenho motivo algum para contestar qualquer número produzido pelo IBGE. Sim, existem problemas na divulgação de resultados, mas do número em si, até agora, nada a duvidar. Não que eu seja, exatamente, um especialista em pesquisas de preços, mas acho que o mercado pode, sim, exercer um papel fiscalizador no cálculo dos preços. Existem, no país, diversos sistemas privados que fazem acompanhamentos online dos preços nas principais redes varejistas, permitindo uma boa aproximação do valor final do IPCA no mês. E o mercado possui, sim, incentivos para acompanhar de perto estes preços: basta ver, por exemplo, a composição da dívida pública federal, onde, de acordo com o relatório de dezembro, quase 79% era formada por títulos pré-fixados (que perdem com aumentos inesperados da inflação) e 16.5% era formada por títulos indexados a índices de preços.

Um acompanhamento em tempo real sobre preços publicados online é feito pela empresa PriceStats, dos professores Roberto Rigobon (MIT) e Alberto Cavallo. A revista The Economist, usando os dados desta empresa, justifica o abandono do uso de índices oficiais de inflação para analisar a economia da Argentina neste gráfico. Em nenhum outro país dentre os oito citados na amostra, a diferença entre o índice oficial e o índice de preços da PriceStats é tão grande quanto na Argentina.

Chama a atenção, no mesmo gráfico, a diferença mínima entre as médias anuais de inflação publicadas pelo IBGE e pelo PriceStats. Na verdade, a média de inflação do PriceStats é até menor que os valores oficiais, sendo que o Brasil é o país, na amostra, com o maior número de observações coletadas (41 meses, contra 32 nos Estados Unidos e 40 na Argentina, por exemplo). Para os desconfiados, o acompanhamento de preços em sistemas como este, ou mesmo com índices como os da FGV, podem servir como contra-prova para os valores oficiais dados pelo IBGE.

Acredito que a discussão perdeu um tanto o foco quando o índice de dezembro determinaria se a inflação de 2011 ficaria ou não dentro das bandas determinadas pelo regime de metas. Gerou mais desconfiança ainda quando o valor ficou incrivelmente próximo do necessário para que a inflação ainda permanecesse dentro das bandas, ainda que um outro blogueiro tenha gerado uma projeção exatamente com o valor publicado pelo IBGE! O importante do debate, e que ficou de lado, é que a inflação acumulada em 12 meses nunca esteve abaixo do centro ao longo de 2011. Trazer o IBGE para a disputa por causa de 0.3% ou 0.5% com a nova POF é culpar o mensageiro pelas notícias ruins.

Saudações.

julho 27, 2011

Mais Blogueiros Não-Progressistas Reunidos

Já que houve a cobrança pela falta de posts no blog, fica o registro do encontro ontem com o guru Claudio Shikida. Aproveitando as férias, em mais uma reunião de blogueiros não-progressistas, neoliberais, golpistas, feios, comedores-de-jiló e adoradores de Estadounidenses, muitos petiscos, chopes e boa conversa circularam pela noite mineira.

Obrigado ao Claudio pela companhia, pela amizade e a boa conversa de sempre.

Abraços!

junho 26, 2011

Blogueiros Não-Progressistas em Festa de São João

Foi um prazer ontem passar alguns momentos junto de outros blogueiros não-progressistas, ortodoxos e bastante animados. Finalmente, tive a chance de conversar aqui em Brasília com o Leonardo Monastério. Por motivos diversos, o encontro foi postergado inúmeras vezes. Também o meu agradecimento especial ao Sabino pela grande noite, com direito a forró, canjica, quentão, pamonha e ameaças constantes de pulos sobre a fogueira.

Uma grande noite!

Abraços!

maio 13, 2011

XIII Seminário de Metas para Inflação

Estou no aeroporto agora, esperando o vôo para Brasília partindo do Rio, onde participei do XIII Seminário de Metas para Inflação, organizado pelo Banco Central. Encontro muito bom, especialmente para rever algumas pessoas que não via desde que voltei do doutorado, além de trocar algumas palavras com o (ex-chefe? Era diretor de outra área) companheiro blogueiro Alexandre Schwartzman. No encontro, foi oficialmente apresentado o modelo DSGE do Banco Central do Brasil, com estimações, simulações e alguns exercícios de previsão. Um bom trabalho da equipe, já disponível nos Working Papers da instituição.

Algumas boas palestras, mas uma, em especial, deixou uma frase antológica: V.V. Chari, professor do Departamento de Economia de Minnesota largou a pérola do encontro.

"Central banking is an exercise of humility."

Vou esperar o video completo do evento no banco para pegar a idéia inteira. Uma verdadeira aula. Aguardem atualização do post.

Abraços!

abril 03, 2011

Bolha Imobiliária em Brasília?

O preços dos imóveis cresceu bastante no Brasil nos últimos anos, levando alguns burburinhos sobre a existência de uma "bolha" no preço destes ativos. Uma evidência meio boba sobre a possibilidade de uma bolha: propaganda de novos conjuntos habitacionais em venda em Brasília, distribuídas na porta do Banco Central, falava que o prédio era ótimo, cheio de atrativos, e que era "bom até para morar".

Mesmo? "Bom até para morar"?! Se você não compra imóveis para morar, está comprando para quê?

Abraços!

janeiro 17, 2011

Links

Preguiça demais para escrever... tempo escasso também: estou preparando dois artigos que eu quero terminar até o final deste primeiro trimestre, quando alguns deadlines para bons encontros estão vencendo. A página do Twitter, para quem acompanha, anda bem mais movimentada que o blog, conforme o esperado desde as alterações propostas no blog.

Aproveitei este tempo para arrumar um pouco os links aí na barra lateral. Na verdade, eliminei muitos que não estavam funcionando, ou que eu já tinha deixado de ler, e acrescentei dois cujas ausências eram imperdoáveis: o "Moral Hazard", do Erik Figueiredo, e o blog do Irineu de Carvalho Filho. Gente boa produzindo coisas muito interessantes.

Sobre o Erik, meus pedidos de desculpas: depois de montar o lay-out novo daqui do blog, eu lembrei que já tinha visto algo muito semelhante. Um belo dia, ao abrir o blog dele, levei o choque. Eu poderia ter sido um pouco mais criativo, admito, mas aí o trabalho por aqui já estava feito.

Abraços!

outubro 21, 2010

Pauta de Pesquisa: "Credit Constraints"

Para alunos de mestrado/doutorado que estejam pensando em pauta de pesquisa, prestem atenção na seguinte palavra: MICROFUNDAMENTOS! Eu estou fazendo uma revisão de literatura para encontrar alguns números relevantes para um trabalho novo. São raros, raríssimos, os números que podem ser definidos como bem estimados para a economia brasileira.

Exemplo do que estou falando: alguém pode afirmar, com uma boa argumentação, qual o grau (atual) de alavancagem (leverage) das empresas brasileiras? Este número pode definido como a razão entre estoque de dívida/total de ativos, ou estoque da dívida/valor da empresa, ou total de compromissos (liabilities)/total de ativos de uma empresa. Eu vejo na literatura brasileira, especialmente entre os amigos da administração e finanças, muitos estudos baseados em empresas listados na Bovespa. Adivinhem: grande parte deles mostram que empresas brasileira são mais alavancadas que as médias computadas para os Estados Unidos!!! Qual o motivo da distorção? Viés de seleção é uma boa explicação: empresas listadas na Bovespa são naturalmente empresas com facilidade para conseguir crédito, mesmo nas condições brasileiras.

Um estudo que está pedindo quase clemência para ser atualizado é o de Maria Cristina Terra (2003), "Credit Constraints in Brazilian Firms: Evidence from Panel Data". É uma análise interessante das restrições encontradas pelas emprsas brasileiras, baseada em um grupo de dados absolutamente único: balanços de empresas publicados na Gazeta Mercantil e no Diário Oficial no período entre 1986 e 1997. O número de firmas com balanços computados oscila entre 2091 e 4198 por ano. Se forem consideradas apenas as empresas que publicaram balanços em todos os anos da amostra (ou seja, um painel balanceado), o número cai para 550 firmas, o que é pouco mais que o dobro das informações utilizadas em estudos baseados em empresas na Bovespa.

Em termos de resultado, o esperado: o nível de alavancagem das empresas, medido pela razão entre liabilities/total de ativos, apenas começa a se aproximar de valores americanos no final da amostra. O que aconteceu depois de 1997? A tendência de crescimento na alavancagem das empresas continuou a tendência de crescimento iniciada em 1991? A chamada "restrição de crédito para o investimento", encontrada pela autora, ainda se sustenta atualmente? Em que medida? E se o painel fosse não-balanceado, os resultados mudariam significativamente?

Qual a maior dificuldade para a pesquisa? Atualizar a base de dados. Qual o benefício de um trabalho como este? Citações em número (muito) maior que o meu número de leitores no blog.

Tantas perguntas esperando por um estudante de mestrado/doutorado interessado.

Abraços!

setembro 07, 2010

Sintomático

Quando eu era criança, uma tia-avó abriu uma caderneta de poupança em meu nome, onde ela depositava sempre que possível as poucas sobras da sua aposentadoria. Ontem, fomos ao banco para abrir uma conta para Bia. Dentro do espírito dos tempos atuais, o máximo que conseguimos, no dia do seu aniversário, foi solicitar o seu CPF.

Antes, uma decisão econômica de longo prazo; hoje, mais um número para tomarem conta da sua vida.

Abraços!

agosto 26, 2010

Aguardem

Em breve, algumas mudanças aqui no blog, e mais alguns links legais relacionados ao meu trabalho. Ok, talvez não seja tão "em breve", mas colocando o post fica ao menos o compromisso moral de fazer algo que estou adiando já faz um bom tempo.

Aguardem.

Abraços!

agosto 03, 2010

Concurso na UFRGS

Com atraso (desculpe, S.), mas segue a divulgação de concurso para a área de economia da minha alma mater. Ver por áreas aqui, aqui e aqui.

Abraços!

julho 28, 2010

Sobre o Filho de Cissa

O advogado afirmou à Folha que a afirmação do pai do motorista Rafael Bussamra, que atropelou o filho da atriz, é apenas uma "estratégia para desviar o foco do caso". O pai do rapaz, o empresário Roberto Bussamra disse em depoimento à polícia que os PMs liberaram o Siena de seu filho, pediram R$ 10 mil de propina e combinaram de receber o dinheiro no dia seguinte.


O empresário acompanhou o filho no momento do pagamento, já pela manhã de quarta-feira (21), mas recebeu uma ligação da mulher informando que a vítima era filho da atriz Cissa Guimarães e estava morto. Segundo o depoimento, ele passou mal com a notícia e os policiais deixaram o local com R$ 1.000.

 blog it
Só um comentário: quer dizer que se o rapaz atropelado não fosse filho de atriz famosa da Globo, o pai do acusado pagaria a propina normalmente, sem "passar mal"?

Abraços!

julho 03, 2010

Novo Dicionário Português

Agora vai:

1) Faço a assinatura da tv à cabo. A atendente da Net, muito prestativa, pegava todos os dados, dava a suas dicas sobre os pacotes de programação, explicava detalhes, marcava o dia e hora da instalação. Aí veio a pérola:

— Sr. Angelo, como cortesia pela sua nova assinatura, a Net gostaria de lhe oferecer uma DEGUSTAÇÃO dos canais PFC durante três meses. Com a DEGUSTAÇÃO, o senhor pode assistir a todos os jogos do Brasileirão na sua casa. É uma cortesia da Net.

Da forma como o Grêmio está jogando, dá para reclamar de diarréia após assistir alguns dos jogos e dizer que a "degustação" não foi muito boa?

2) Compramos um carro. Fazemos o seguro. Banco do Brasil coleta os dados. Recebemos o que, antigamente, se chamava "Kit do Segurado". Agora, logicamente, mudou o nome. O "Enxoval do Segurado" (ver página 2) me dá total confiança de que serei bem atendido em caso de acidentes: é casa, comida e roupa lavada!

Abraços!

junho 27, 2010

Tudo (Quase) Normal

Aos poucos, volta a normalidade da vida no Brasil:

a) trânsito infernal;

b) burocracias para resolver no trabalho, ao invés de trabalhar;

c) aficcionados em teorias conspiratórias ao meu redor vendo minha filha (cidadã americana) quase como uma infiltrada na Grande Nação do hemisfério sul;

d) preços altíssimos para serviços ruins;

e) tolerância e adaptações com o que não devia ser tolerado (pense no carro que você compraria sabendo que ele não tem garagem para ficar: é o mesmo que você compraria em condições normais? Quão pior deve ser o carro comprado já que ele não vai ficar à noite em uma garagem?);

f) boa comida, menos artificial, mas também, em alguns aspectos, menos saborosa e com certeza, mais cara do que quando eu saí daqui;

g) adaptação ao clima seco da capital, eu estou bem, Chris mais ou menos, Bia nem tanto;

h) várias visitas a pediatras e postos de saúde: quase tudo ajeitado para Bia, dentro do possível atendimento de saúde no país;

i) e já ia esquecendo, os sacos de supermercados cada vez menores, e mais impróprios para serem usados como lixo. Quanta ecologia!!!

Devagar, tudo volta ao normal. Mas volta.

Abraços!