Mais uma invenção muito própria do Rio Grande do Sul: Diretório Central de Estudantes da UFRGS comandado por estudantes identificados com partidos "neoliberais, direitistas, reacionários", que só querem saber de política no campus, e não de política partidária... Povo estranho, não?
Como filho da casa, meus votos de juízo, boa conduta e boa sorte! Em condições normais de civilidade, os dois primeiros votos seriam desnecessários, mas nos dias atuais, vale sempre a lembrança: nenhum outro DCE no país será tão avaliado, patrulhado e, talvez, perseguido.
Abraços!
P.S.: Dica do Shikida
"Hazard - 1. A hazard is something which could be dangerous to you, your health or safety, or your plans of reputation. (...) 2. If you hazard or if you hazard a guess, you make a suggestion about something which is only a guess and which you might be wrong." - Do Dicionário "Collins Cobuild"
novembro 27, 2009
DCE de Direita?
novembro 24, 2009
Intervenção no Fed
Um projeto discutido no Congresso Americano busca aumentar os poderes do Congresso junto ao Federal Reserve, permitindo a realização de auditorias dentro do banco central americano para tratar, por exemplo, de temas relacionados ao salvamento dos bancos. A proposta (insana por que populista ou populista por que insana?) é do senador libertário Ron Paul. Curioso é quem aparece neste segmento da MSNBC para debater o projeto:
Visit msnbc.com for Breaking News, World News, and News about the Economy
Lembram dele? Eliot Spitzer? Talvez Ashley Alexandra Dupré, ou Kristen, para os íntimos, possa dar mais detalhes sobre o ex-governador de NY.
Na boa, começo a dar razão aos que dizem que o "império americano" está decadente: Spitzer para debater política monetária???? Achei que a carreira dele tinha acabado.
Abraços!
novembro 16, 2009
Política Monetária e o Limite Inferior dos Juros
Um blog onde eu tenho acompanhado com cuidado as discussões sobre política monetária é o de Scott Sumner. Ele já tem alguns quilômetros rodados em termos de tempo na universidade, e sua especialização, além de economia monetária, é em história econômica, em especial a política monetária na época do padrão-ouro. Scott não é muito fã da forma atual de pensar em política monetária, mas, por outros meios de organizar seu raciocínio, ele conclui que uma política de "targeting the forecast" seria a mais apropriada para a condução da política monetária.
Ainda que não goste muito da forma como se estuda política monetária nos dias de hoje, Scott gostou de um texto recente de Michael Woodford e Vasco Cúrdia, sobre política monetária nas proximidades do limite inferior das taxas de juros nominais.
Vale a leitura.
Abraços!
Esclarecimento
Este blog é escrito por um apreciador de esportes, em especial futebol (soccer), football (americano) e, particularmente, basquete. Quando fiz um post sobre as finais da NBA chamado "Nova Pesquisa: Basquete", era para colocar aí na barra lateral a opinião dos leitores sobre o tema. A bondade do Google está me dando visitantes que, acredito, apenas perdem o seu tempo entrando aqui no blog.
Abraços!
P.S.: este post também poderia ser chamado de "Quero Menos Leitores, Por Favor!"
novembro 09, 2009
Mini-Saia e a Burca
Uma aposta: os alunos que gritaram pela "puta" de mini-saia na porta da sala de aula da Uniban, na sua grande maioria (para não dizer unanimidade), também são contra o uso da burca pelas mulheres muçulmanas ortodoxas. Afinal de contas, com diz o mantra dos dias de hoje, em termos de opinião "tem que haver o equilíbrio"...
Abraços!
novembro 08, 2009
Dá Para Levar a Sério?
Na mesma semana em que os deputados americanos aprovaram o projeto de Obama para o Health Care no sábado à noite, O Globo sai com matéria registrando o que todo mundo que mora ou já morou em Brasília sabe: se o cargo permite, na quinta-feira todo mundo vai embora.
Nojento.
Abraços!
P.S.: A repercussão da matéria foi ainda pior.
novembro 03, 2009
Crise: O Que Sobrou dos Automóveis
Duas notas que li hoje chamaram a atenção: a primeira, no blog do Mankiw, sobre a GM, em matéria do Wall Street Journal; a segunda, no NYT, sobre os lucros da Ford.
Felizmente, vai demorar muito para que qualquer uma destas companias precise de uma "mãozinha", além daquela que a GM precisou do governo americano.
Abraços!
outubro 31, 2009
Política Monetária e Demanda por Moeda Estrangeira
Quais são as consequências para a política monetária quando as famílias podem abrir contas dentro do país para receber moedas estrangeiras? Vicente Tuesta e Guillermo Felices, em 2007, já estudaram uma economia com este formato.
Um comentário para os não-iniciados neste tipo de modelo: apesar dos autores falarem explicitamente em dolarização da economia, o modelo que eles escrevem é muito mais geral do que este caso extremo (quando a demanda por moeda nacional é zero). Por isto, vale a leitura, com especial cuidado em relação aos gráficos 3 e 4.
Um abraço!
outubro 28, 2009
Crise: Mais EMH
Muito boa a dica do Mankiw sobre o artigo de Jeremy Siegel no WSJ de hoje sobre a (falta de) relação entre a Efficient Market Theory (EMH) e a crise econômica. Para sintetizar, o fato do prêmio de risco estar muito baixo nos últimos anos não significava que o risco era inexistente — apenas que a probabilidade (mal avaliada) de algo dar errado era muito baixa. Como esta probabilidade (mal avaliada) se comporta como uma probabilidade, ainda existia a chance de algo dar errado. E deu.
Abraços!
outubro 27, 2009
Memórias de Guerra: Duke
Nesta sexta-feira, foi inaugurada ao lado da Chapel a ampliação* de uma placa homenageando os ex-alunos da universidade que faleceram em guerras ou em serviço desde a Guerra da Coréia. Uma pena que a cerimônia de inauguração foi feita sob chuva, mas de toda forma a oportunidade foi a melhor possível, pois o campus estava cheio por ser "parents weekend" (o final de semana em que programações especiais recebem os pais que vêm visitar os rebentos estudando em Durham).
A inauguração da placa mostra um aspecto muito próprio da relação do americano com o exército do seu país: pode-se concordar com a guerra, pode-se discordar da guerra, mas o respeito e a admiração do americano com quem está na linha de frente do campo de batalha é o maior possível. Quando vemos militares em trânsito no aeroporto (existe uma base militar aqui em NC), ou a passeio em cidades maiores, uma das cenas mais comuns são adultos, pais de família, parando os soldados para agradecer pelos seus serviços e pedindo para que posassem em fotos ao lado dos filhos.
A universidade, com a placa, dá a sua parcela na homenagem aos que morreram em combate, e mostra, mais uma vez, a admiração americana em relação ao seu exército.
Abraços!
(*) Já existia uma placa, homenageando os ex-alunos que faleceram na II Guerra Mundial, daí o termo "ampliação".
Pago Imposto, e Nunca me Achei Gente Fina
No Brasil, cada um escolhe o ladrão para ser assaltado: eu, por exemplo, sempre paguei meus impostos, já me senti (e me sinto) assaltado pelo retorno obtido, e sem ao menos ter a chance de passar por gente fina. Outros escolhem ser assaltados por tarifas e juros do cartão de crédito, e se iludem vendo-se como importantes. Talvez o envelope onde o cartão foi enviado era de um papel bonito, daqueles brilhantes.
Paciência.
Abraços!
outubro 24, 2009
Duke Football Update: 3-3
Coach Cutcliffe sintetiza bem a temporada de futebol dos Blue Devils, a grande surpresa da ACC este ano: "Lord have mercy!"
Abraços!
outubro 17, 2009
De "Morador" para "Criminoso" em um Helicóptero
Ônibus queimados no Rio de Janeiro não constitui nenhuma novidade em termos de noticiário. Entretanto, a capa da Folha Online de hoje me chamou a atenção pela mudança de linguagem. Observem:

O que está diferente? Comparem com a linguagem nesta notícia, de 2002. Mesmo que ônibus tenham sido queimados em ambos os casos, antes quem queimava ônibus era um "morador" da zona norte do Rio; agora, quem queima ônibus e derruba helicóptero da polícia é "criminoso". Qual a diferença entre os casos? O helicóptero da polícia, óbvio.
Com este procedimento, a Folha estabelece um limiar para a determinação do que é, efetivamente, um crime: derrubou helicóptero da polícia, é criminoso; "só" queimou ônibus, é morador fazendo protesto. Será o helicóptero efetivamente o limite? Se, além dos ônibus queimados, um carro da polícia fosse danificado também, os marginais seriam ainda chamados de "moradores", ou já seriam "criminosos"? E se fossem dois carros da polícia? Ou, se ao invés de um helicóptero, os marginais tivessem explodido um dos "caveirões" do BOPE, seriam ainda "criminosos" ou passariam a "moradores"? Quantos ônibus precisam ser queimados para um "morador" equivaler a um "criminoso", na terminologia da Folha Online? (Com certeza, mais do que sete, pela notícia de 2002...)
Sinceramente, não quero muitos exemplos para que a Folha possa testar as suas classificações de dicionário de jornalismo: ficaria bem contente se criminosos fossem chamados de "criminosos", e moradores fossem chamados de "moradores".
Abraços!
outubro 16, 2009
Mais Nobel
Para mostrar que não precisa ser mulher que escreve em O Globo, que não precisa aparecer no Bom Dia Brasil com cara de velório*, ou que não precisa conhecer os melhores economistas do país a ponto de chamá-los em entrevistas pelo primeiro nome, para escrever um texto competente sobre o prêmio Nobel de economia deste ano: Sandra Paulsen.
Abraços!
(*)Peguei pesado nesta, já que fazer jornalismo às 6 da manhã é ruim, ainda mais tendo que aparecer na tevê, não é fácil. Mas ela merece.
outubro 14, 2009
outubro 13, 2009
Nobel de Economia: Hein?
Gosto muito de churrasco. Por isto, comi pizza hoje à noite.
Não entendeu a frase? Ei, estou falando de comida. Ainda não entendeu? Então pergunte para Mírian Leitão. Ela conseguiu, de alguma forma, juntar umas frases (não, não é um texto) tratando da premiação do Nobel deste ano onde sugere, no título, alguma discriminação contra mulheres no prêmio de economia. Entretanto, no meio do amontoado de frases (ia escrever "corpo do texto"), não aparece uma única justificativa para o fato, uma análise sobre fontes da suposta discriminação, nada. É o exemplo claro do que já tinha escrito tempos atrás sobre a cobertura brasileira da premiação: se não tem o que falar a respeito, o silêncio torna-se sabedoria.
A propósito, parabéns para Oliver Williamson e Elinor Ostrom. Nunca tive a oportunidade/curiosidade de ler seus trabalhos, mas tenho certeza da relevância: Shikida e Monastério gostaram.
Abraços!
outubro 11, 2009
"Veja" Sobre Bebês
Sim, sim, o super-pai já leu a matéria de capa da Veja desta semana (14-10-2009). Boas e más notícias. Pela ordem:
1) Sim, nós já tratamos as cólicas da Bia com bolsas de água quente e massagens na barriga. Ela sofre um monte, mas já sabíamos que não temos muito o que fazer.
2) Bia só dorme de lado se tem alguém cuidando. No berço, só de barriga para cima.
3) Agora, a má notícia: "mamada guiada"???? Para a preservação da sanidade mental da Chris, será bom aumentar o estoque de leite materno na geladeira. Apetite deve ser genético, e Bia não deixa nada disponível para trás.
Agora, ela não parece mal, não?
Abraços!
outubro 06, 2009
Crise: Acerta Mais Quem Previu Antes
Nota interessante do Jesús Fernández-Villaverde sobre o paper de Hyun Song Shin, professor de Princeton, sobre regulação financeira e a sua relação com a crise econômica atual. E a conclusão evidente: com certeza, acertou mais sobre a crise quem falou sobre os problemas financeiros em 2001, e não em 2004 ou 2005. Ainda que, garanto, as falsas Cassandras do capitalismo TAMBÉM diziam, em 2001, que haveria uma crise, como também diziam em 2000, 1999, 1998. Não era esta crise que temos atualmente, mas alguma crise viria... Para estes, a crise é como a morte, a chuva, ou o Celso Roth treinando o Grêmio: pode demorar, mas é certo que, mais dia, menos dia, vai acontecer.
Mais um artigo para minha lista de leituras.
Abraços!
outubro 04, 2009
Rio 2016: Preview
Vinho importado, furões de festa, políticos aparecendo... a prior não é boa.
Meu bolso dói, e ainda faltam sete anos.
Abraços!
setembro 30, 2009
Pensamento
Deve ter algo muito, mas muito errado ao meu redor quando faço o papel de grosso e mal-educado, mas não consigo nem sentir remorso por isto. O que é pior: ainda tenho certeza absoluta que o errado não sou eu!!!
Abraços!
