fevereiro 10, 2009

O Haiti Perto de DC

Agora vai!!! Tenham fé, profetas do apocalipse! Se depender da imprensa americana, seus desejos serão realizados.

Primeira entrevista coletiva de Obama para a imprensa na Casa Branca. Objetivo da entrevista: discutir o plano de estímulo que está sendo discutido no Congresso. O país parou para assistir a entrevista, seriados tiveram suas apresentações adiadas para que todas as principais redes transmitissem a palavra do Presidente. O velhinho que abre a porta do ginásio da universidade aumenta o volume de todas as televisões no ginásio para todos ouvirem a coletiva. O palco está montado.

Começa a entrevista: pacote econômico, debate com os republicanos, relações externas (já fugindo do foco da entrevista), o problema do Irã. Volta para a economia: "excesso de gastos", "corte de impostos", aprovação do Congresso, relações bi-partidárias.

Próxima pergunta: Michael Fletcher, Washington Post.


"What's you're reaction to Alex Rodriguez's admission that he used steroids as a member of the Texas Rangers?"


No meio da maior crise econômica da história do país, o reporter do Washington Post usa a única oportunidade que tem para fazer uma pergunta ao Presidente da República em cadeia nacional para saber a sua opinião sobre a confissão do ex-namorado da Madonna que usou esteróides entre 2001 e 2003, quando ficou entre os melhores jogadores do campeonato de baseball.

O Haiti nunca foi tão próximo de Washington, ao menos do Post.

Abraços!

6 comentários:

Pedro Henrique C.G. de Sant'Anna disse...

Valew pela dica...
O negócio é que agente esta utilizando o hiato da produção industrial como proxy para o hiato do produto. Se projetarmos 12 meses a frente, possivelmente nossa previsão vai cair na média.

O que andei pensando é "inverter" a regra de taylor, utilzando a taxa de juros no mercado futuro, a expectativa de inflaçao para os proximos 12 meses que temos no focus e a meta para o proximo ano.

O que acha?

Angelo M. Fasolo disse...

1) O fato da projeção cair depois dos números novos da produção industrial é só a "realidade batendo à porta": não há muito o que fazer com isto. O que pode ser feito, neste caso, se a queda te preocupa muito, é interferir, diretamente, na projeção do hiato, assumindo que, por algum motivo, a propagação do choque do hiato no tempo não será a mesma que ocorria em condições normais. Esta parece uma hipótese razoável.

2) "Inverter a regra de Taylor": se eu entendi, vc tem uma equação do tipo:

R(t) = A1*P(t) + A2*Y(t)

A sua idéia seria reescrever a equação da seguinte forma:

Y(t) = inv(A2)*(R(t) - A1*P(t))

E usar expectativas de inflação e juros para calcular Y(t+j). Ainda que seja bastante intuitiva a idéia, ela falha em dois pontos:

a) vc tem que "acreditar demais" na estabilidade dos parâmetros da tua Regra de Taylor estimada. Não sei se é o caso para o Brasil.

b) mesmo que sejam estáveis os parâmetros, a inversão não gera uma estimativa consistente. Isto, inclusive, foi questão de uma lista de exercício por aqui, estou tentando lembrar de cabeça o argumento, mas o resultado final é que existem condições especiais nas estimativas dos resíduos que teriam de ser respeitadas para que a inversão seja consistente. Logo, não recomendo.

Abraço!

P.S.: este é um diálogo que eu comecei aqui http://econometricum.blogspot.com/2009/02/expectativa-de-crescimento-do-pib.html

Pedro Henrique C.G. de Sant'Anna disse...

1) O fato da projeção cair, eu quis dizer quem uma projeção 12 períodos a frente com um modelo ARIMA, meu intervalo de confiança fica muito grande, já que terei que fazer previsões dinâmicas e assim minha estimativa seria mais ou menos a média histórica do hiato. Concorda?

2.1) Concordo que os parâmetros não são muito estáveis no Brasil. Será que se fizer estimações para intervalos diferentes, eu não consegueria testar essa hipótese? Não sou muito entendido do assunto, mas um Filtro de Kalman faz sentido nessa análise?

Obrigado pelas dicas.
Ah, posso publicar essa nossa converssa no blog do Nepom? http://nepom.wordpress.com

Abraço

Angelo M. Fasolo disse...

1) Ok, agora entendi o teu ponto sobre "previsão cair na média": é o resultado para variáveis estacionárias. Eu não vejo problema nisto, o importante é colocar o teu cenário no que tu achas que vai ser o comportamento do hiato ao longo dos próximos 12 meses. Tu podes construir um modelo com lags do hiato e adicionar outros determinantes da demanda agregada para identificar as fontes de choques. Aí, assume um cenário para estes choques no teu horizonte de previsão.

2) Eu ainda insisto na inconsistência da inversão. Ainda que o FK identifique instabilidades, a inversão pode não dar certo.

Abraço!

P.S.: pode publicar, sim, sem problemas.

Angelo M. Fasolo disse...

Ainda sobre a questão da consistência da inversão, eu não achei minhas anotações, mas dá uma olhada aqui, na questão 20.7: http://works.bepress.com/cgi/viewcontent.cgi?article=1019&context=econ_240b_econometrics

É exatamente o teu caso, já que tu está estimando uma equação (a regra de Taylor) com um componente medido com erro (o hiato do produto). Nota como o melhor resultado possível da inversão é um intervalo em torno do valor verdadeiro de beta(0), mas nunca o exato. E, pior, condicionado a um erro de mensuração que não se conhece o tamanho.

Abraço!

Pedro Henrique C.G. de Sant'Anna disse...

http://nepom.wordpress.com/2009/02/14/hiato-do-futuro-esperado-como-construir-essa-variavel/

o resumo dessa nossa converssa!