"Hazard - 1. A hazard is something which could be dangerous to you, your health or safety, or your plans of reputation. (...) 2. If you hazard or if you hazard a guess, you make a suggestion about something which is only a guess and which you might be wrong." - Do Dicionário "Collins Cobuild"
agosto 30, 2007
Camarão, Sushi... e Churrasco!!!
Lewitt levanta uma hipótese sobre o lado da oferta de camarão como justificativa para o aumento do consumo do mesmo. Segundo ele, a melhor tecnologia para pesca e criação de camarão por aqui permite que a oferta aumente, fazendo com que os preços caiam. Entretanto, quero deixar aqui um exemplo – experiência própria – que traz justamente um reforço para o lado da demanda. Existe um restaurante de comida asiática aqui perto de casa que serve um ótimo macarrão chinês. É possível escolher se o macarrão vem com carne, camarão ou galinha. O importante aqui é o preço: pedir o macarrão com camarão custa a mesma coisa que com carne – com galinha, é um dólar mais barato. Dado (a ausência de) o gosto da carne por aqui – dizem que é por causa do excesso de hormônios – a minha escolha acaba sempre sendo pelo camarão.
A hipótese de mudança dos gostos é reforçada justamente pelo sucesso que outro restaurante faz por aqui: a Chamas Churrascaria, restaurante de donos brasileiros, importa parte da sua carne com os cortes exatamente iguais aos do Brasil, e ainda complementa o cardápio com cordeiro trazido da Nova Zelândia. Ou seja, uma melhora no gosto da carne servida por aqui, ainda que com um preço mais elevado, é suficiente para manter uma clientela cativa.
Voltando para a microeconomia, é como se tivéssemos a escolha do consumidor entre três produtos: camarão, carne boa (brasileira) e carne ruim (americana). Quando colocado para escolher entre carne ruim e camarão, o consumidor americano escolhe camarão. Quando entra na lista de possibilidades a carne boa, o consumidor diversifica entre carne boa e camarão. A carne americana, assim, é um exemplo clássico de bem inferior: os mais pobres, que não possuem condições para ir à churrascaria, ficam com o camarão, e os muito pobres limitam-se à escolha de carne.
Um abraço!
agosto 28, 2007
Recordando
1) Lembram quando eu falei de uma página que eu tinha na universidade? Agora está atualizada, inclusive com o endereço da minha sala no prédio!!! Veja aqui.
2) Lembram que eu falei do free lunch que a Apple estava oferecendo com o iTunes U? Pois bem, a primeira contribuição à pagina da Universidade pelo Departamento de Economia veio em altíssimo nível: faça o download pelo iTunes e ouça no seu iPod, computador ou outro mp3 player o discurso de Frederic Mishkin sobre globalização durante o NASM 2007.
É necessário o iTunes para isto, mas vale muito a pena.
Abraço!
agosto 27, 2007
agosto 26, 2007
agosto 25, 2007
Renan Calheiros e Chewbacca
"Senhoras e senhores do suposto juri, o advogado do Chef gostaria certamente que vocês acreditassem que o seu cliente escreveu "Stinky Britches" dez anos atrás. E eles têm uma boa causa. Diabos, eu quase fiquei com pena! Entretanto, senhoras e senhores deste suposto juri, eu tenho uma consideração final para fazer. Senhoras e senhores, este é Chewbacca. Chewbacca é um Wookiee do planeta Kashyyyk. Mas Chewbacca vive no the planet Endor. Agora, pense sobre isto; ISTO NÃO FAZ SENTIDO! Por que um Wookiee, um Wookiee de oito pés de altura, quer viver em Endor, com um bando de Ewoks de dois pés? ISTO NÃO FAZ SENTIDO! Mas mais importante, vocês devem se perguntar: o que isto tem a ver com o caso? Nada. Senhoras e senhores, isto não tem nada a ver com este caso! Isto não faz sentido! Olhem para mim. Eu sou um advogado defendendo uma grande gravadora, e eu estou falando sobre Chewbacca! Isto faz sentido? Senhoras e senhores, eu não estou fazendo sentido algum! Nada disto faz sentido! E então vocês têm que lembrar, quando estiverem deliberando e recitando a Emancipation Proclamation, isto faz sentido? Não! Senhoras e senhores deste suposto juri, ISTO NÃO FAZ SENTIDO! Se Chewbacca vive em Endor, vocês devem inocentar a gravadora! A defesa encerra."
Renan parte para o argumento de intromissão na sua vida particular, seguido das explicações sobre os ganhos com gado, para em seguida tratar das casas que compraram carne das suas fazendas. Tudo isto para justificar a questão original: é ético usar um lobista para pagar em dinheiro vivo as suas contas? Senador, lamento, mas ISTO NÃO FAZ SENTIDO!
Abraços!
P.S.: para lembrar a "defesa Chewbacca", ver aqui e aqui.
Atrasado
1)
"Vocês vejam que absurdo, tem gente que critica o Bolsa Família como um programa assistencialista, porque a gente está dando o direito dos mais pobres comerem. Agora, essas mesmas pessoas que criticam o Bolsa Família não criticam uma bolsa de 2 mil dólares que a gente paga para um doutor se formar no exterior."Aviso ao senhor Presidente da República: eu ganho mais do que este valor para estar aqui – e nem por isto fico sem dizer que o programa Bolsa Família, da forma como está desenhado hoje, é um esmolão caçador de votos.
2) Shikida lembrou, no dia 21 de agosto, 7:42am, que as notas de aula em economia internacional do Professor Uribe estão disponíveis na internet: aulas começam na segunda-feira, 8:30 da manhã.
3) Ainda da viagem a NY, no final de julho, uma foto que eu queria ter postado, da entrada do "Museu do Sexo". Detalhe para o aviso na placa: "Favor não tocar, lamber, acariciar ou montar nas peças".
4) Se um gaúcho afirma que o por-do-sol abaixo, em New Jersey, não se compara ao que vemos no rio Guaíba, é bairrismo. E quando um carioca tenta estabelecer alguma comparação entre Times Square e o calçadão de Copacabana, deixando subentendido que a diferença entre os dois lugares é apenas a violência? E olha que este comentário não é dor de cotovelo por ele ter experimentado a sopa do nazista de Seifeld: outras pérolas aparecem ao longo dos posts sobre sua estadia em NY, tal como a "intolerância" do americano que não mora na cidade. Se ele tivesse noção do respeito que as pessoas têm por quem vem para cá, por exemplo, para estudar, a opinião dele seria bem diferente.
5) A seleção americana de basquete está dando uma lavada em Las Vegas no torneio pré-olímpico masculino das Américas. Se eu tivesse tempo, daria uma chegada por lá: ida para Las Vegas, com hotel e avião, é muito mais barato do que para NY.
6) O blog deve passar por algumas mudanças, resultados de recursos novos que o Blogger está disponibilizando. Entre elas, a ampliação dos links na barra lateral e pesquisas de opinião para os meus três leitores decidirem sobre o futuro da humanidade em questões de extrema relevância.
Um abraço!
P.S.: Desculpe, Shikida, mas tá ruim de indicar posts do teu site.
Uma Pequena Vitória
1) Reconhecimento (ainda que a bolsa da CAPES, por opção do departamento, não me permita assumir o posto).
2) O alívio de ver o trabalho recompensado:
3) A certeza de que os amigos sempre estiveram comigo neste que foi o pior mês da minha vida.
Obrigado a todos!
Abraços!
agosto 21, 2007
Numb
Don't move
Don't talk out of time
Don't think
Don't worry
Everything's just fine
Just fine
Don't grab
Don't clutch
Don't hope for too much
Don't breathe
Don't achieve
Or grieve without leave
Don't check
Just balance on the fence
Don't answer
Don't ask
Don't try and make sense
Don't whisper
Don't talk
Don't run if you can walk
Don't cheat, compete
Don't miss the one beat
Don't travel by train
Don't eat
Don't spill
Don't piss in the drain
Don't make a will
Don't fill out any forms
Don't compensate
Don't cower
Don't crawl
Don't come around late
Don't hover at the gate
Don't take it on board
Don't fall on your sword
Just play another chord
If you feel you're getting bored
I feel numb
I feel numb
Too much is not enough
I feel numb
Don't change your brand Gimme what you got
Don't listen to the band
Don't gape Gimme what I don't get
Don't ape
Don't change your shape Gimme some more
Have another grape
Too much is not enough
I feel numb
I feel numb
Gimme some more
A piece of me, baby
I feel numb
Don't plead
Don't bridle
Don't shackle
Don't grind Gimme some more
Don't curve
Don't swerve I feel numb
Lie, die, serve Gimme some more
Don't theorize, realise, polarise I feel numb
Chance, dance,dismiss, apologise Gimme what you got
Gimme what I don't get
Gimme what you got
Too much is not enough
Don't spy I feel numb
Don't lie
Don't try
Imply
Detain
Explain
Start again I feel numb
I feel numb
Don't triumph
Don't coax
Don't cling
Don't hoax
Don't freak
Peak
Don't leak
Don't speak I feel numb
I feel numb
Don't project
Don't connect
Protect
Don't expect
Suggest
I feel numb
Don't project
Don't connect
Protect
Don't expect
Suggest
I feel numb
Don't struggle
Don't jerk
Don't collar
Don't work
Don't wish
Don't fish
Don't teach
Don't reach
I feel numb
Don't borrow Too much is not enough
Don't break I feel numb
Don't fence
Don't steal
Don't pass
Don't press
Don't try
Don't feel
Gimme some more
Don't touch I feel numb
Don't dive
Don't suffer
Don't rhyme
Don't fantasize
Don't rise
Don't lie
I feel numb
Don't project
Don't connect
Protect I feel numb
Don't expect
Suggest
Don't project
Don't connect
Protect I feel numb
Don't expect
Suggest
I feel numb
agosto 02, 2007
50 Vezes
No Brasil, morreram duzentos em um acidente aéreo. Tendo em vista que morreu um número de pessoas 50 vezes maior no acidente da TAM que no acidente americano, isto significa que a resposta de Lula deveria ser 50 vezes mais rápida? Não, já que, no extremo, um atentado como o do 11 de setembro deveria levar a manifestações quase imediatas, o que é fisicamente impossível.
Entretanto, a vergonha que sentimos vendo a solidariedade oficial prestada de forma tão pronta é 50 vezes maior que a que sentimos ao falar com amigos daqui, explicando como é possível dois aviões caírem em um espaço de dez meses no mesmo país.
Abraços!
P.S.: atualização: não apenas Bush apareceu no dia seguinte, como ele vai ao local do acidente.
julho 27, 2007
Infeliz
Somente aqueles que são colonizados intelectualmente, somente aqueles é que chegam no exterior pensando em fazer discurso em estrangeiro. Quando você vê, na televisão, alguém num fórum internacional, um brasileiro falando a língua do outro, primeiro, é um metido à besta.
Luiz Inácio Lula da Silva - 27/07/07
Eu falo inglês porque estudei. Ele não fala nem português porque é arrogante o suficiente para nunca ter feito o esforço de aprender!
Abraços!
Engarrafamento Aéreo é Coisa de Pobre
Quanta diferença!
Quando fizemos a viagem para New York, as passagens foram emitidas em nome da Chris, já que ela tinha um cartão fidelidade da Delta Airlines e poderia aproveitar as milhas. Hoje, ela recebeu um e-mail com os seguintes termos:
From: Delta Air Lines
Subject: Help Us Fly To The Far East
Delta has requested approval from the U.S. Department of Transportation to offer you the first and only nonstop flights between the Southeast's "capital" of Atlanta and China's financial and political capitals of Shanghai and Beijing. These new flights would fill a critical void in air travel today — the lack of service between the Southeastern United States and China.
What would our new China service mean for you? Improved access, convenience and service to one of the world's fastest growing leisure and business travel destinations, as well as:
- Nonstop or one-stop access to China for customers in nearly 150 destinations across the U.S. — thanks to extensive connections available at the world's largest and fastest growing airline hub in Atlanta.
- The latest in creature comforts, including completely flat seating planned for the BusinessElite® cabins of new Boeing 777 aircraft flying this route, beginning as early as March 2008.
We hope you will join us in supporting our efforts to make Delta and Atlanta the next gateway to China. You can do so by visiting nextgatewaytochina.com and signing our online petition. Thank you in advance for your support, and, as always, thank you for choosing Delta.
Ou seja, com a maior educação possível, seguindo todos os protocolos imagináveis, uma empresa aérea americana que quer colocar um vôo entre o sul dos Estados Unidos e a China tem que apresentar alguma medida da demanda por esta conexão.
Enquanto isto... em um certo país, aqueles que juravam estar diminuindo o fluxo de vôos para o aeroporto de maior movimentação da América Latina ainda não vieram a público explicar (talvez por falta de curiosidade da imprensa em perguntar, ou porque todo mundo já sabe que vai ouvir algum desaforo "top-top-top" de volta) porque este edital de 2006 ampliava o número de vôos circulando pelo dito aeroporto. Detalhe para a contradição: mesmo que os outros órgãos dessem condições técnicas para mais pousos e decolagens no aeroporto, se existisse uma política de redução do número de operações, este edital deveria, no máximo, fazer uma realocação dos horários de operação.
É incrível, mas o acidente da TAM só serviu para constatar uma tragédia: excesso de movimento em aeroportos é coisa de país pobre, que não tem condições de construir outros, e cujos responsáveis pela área distribuem vôos com a mesma naturalidade que se respira. Em país rico, no mínimo, um abaixo-assinado para medir a demanda pelo espaço aéreo solicitado pela empresa.
Abraços!
P.S.: Ah, e antes que se diga que era redistribuição dos espaços de outra empresa que faliu, note que foram adicionados vôos aos 50 originais que a falida tinha direito.
julho 24, 2007
Words of Wisdom
— Outside of a dog, a book is a man's best friend. Inside of a dog, it's too dark to read.
— Hey, what are you doing inside a dog, perv?!?!?!
Abraços!
julho 20, 2007
Medalhas?!?!?!?!
O último que sair, favor apagar a luz.
Abraços!
P.S.: estão achando que é piada, ou montagem de O Globo? Então olhem aqui.
julho 19, 2007
LFV - Vergonha!
Trecho lamentável da coluna de Veríssimo na Zero Hora e O Globo de Hoje:
Era notório o entusiasmo pelo nazismo em setores da aristocracia inglesa, por exemplo[...] Não tardou para Hitler desiludir seus apologistas e a guerra falsa se transformar em guerra mesmo, todos contra o fascismo. Mas por algum tempo os nazistas tiveram seu coro de admiradores bem-intencionados na Europa e no resto do mundo - inclusive no Brasil do Estado Novo. Mais tarde estes veriam, em retrospecto, do que exatamente tinham sido cúmplices sem saber. Na hora, aderir ao coro parecia a coisa certa.
[...]
Se esses dois exemplos ensinam alguma coisa é isto: antes de participar de um coro, veja quem estará do seu lado. No Brasil do Lula é grande a tentação de entrar no coro que vaia o presidente. Ao seu lado no coro poderá estar alguém que pensa como você, que também acha que Lula ainda não fez o que precisa fazer e que há muita mutreta a ser explicada e muita coisa a ser vaiada. Mas olhe os outros. Veja onde você está metido, com quem está fazendo coro, de quem está sendo cúmplice. A companhia do que há de mais preconceituoso e reacionário no país inibe qualquer crítica ao Lula, mesmo as que ele merece.
Se eu entendi direito, os que vaiaram Lula no Maracanã poderiam estar iludidos em seus atos, tanto quanto os europeus que aplaudiram Hitler contra os comunistas. Ainda de acordo com o colunista, antes de vaiar, seria importante procurar as "companhias", que seriam "preconceituosas" e "reacionárias" auxiliando a vaiar o presidente. Pergunto: existe algo mais reacionário que Sarney, Renan, Delfim, Michel Temer, só para ficar nos mais notórios?
Tivesse eu a chance e olhasse para os lados, não teria dúvida sobre o que fazer no Maracanã. Veríssimo também não. Entretanto, não estaríamos do mesmo lado.
Abraços!
julho 18, 2007
Ele Disse...
Eu, Artur, pego a minha experiência de 20 anos no movimento sindical, e fico olhando a quantidade de coisas que eu falei e falava porque era moda falar, mas que não tinham substância para sustentar na hora em que você pega no concreto. Na hora em que você entra no “pão-pão, queijo-queijo” tem uma diferença, e tem determinadas coisas que não podem ser um debate eminentemente ideológico, ele é real.
Para consulta ao original, aqui, no meio da página 4. Com áudio disponível, aqui, na reunião do dia 17 de julho de 2007.
Abraços!
Macabra Gramática
Por fim, Lula fez uma de suas tiradas prediletas, ao dizer que sempre repete muitas vezes uma palavra difícil, depois que aprende a dizê-la. Já houve a fase do "sine qua non" (essencial) e a de "transesterificação" (processo para a produção de biodiesel). Ontem, foi a vez de "inexorável", citada quatro vezes no discurso improvisado.
"Quero dizer para vocês que também é inexorável – de vez em quando eu aprendo uma palavra difícil e a repito muito, inexorável eu acho o máximo – a sustentabilidade do crescimento econômico brasileiro."
Olhando para a gramática governista, o adjetivo que o presidente aprendeu, infelizmente, parece qualificar apenas sujeitos como "incompetência governamental", "ocupação política de cargos", "corrupção" e, de forma trágica, "acidentes aéreos".
Triste.
Abraços!
P.S.: diga-se, para evitar problemas de entendimento, que a matéria trata da tristeza presidencial após as vaias no Maracanã, mas antes do acidente aéreo.
julho 17, 2007
Acidente Aéreo
Entretanto, nenhum aeroporto que eu tenha conhecido dá uma sensação combinada de pavor e admiração em um procedimento de decolagem/pouso do que o de Santiago, no Chile. Quando estivemos por lá, chegamos à noite, era impossível ver o que se passava no lado de fora do avião. Apenas na volta para o Brasil nos demos conta do que acontecia ao nosso redor. Antes, um pouco de geografia: a foto abaixo mostra a localização da cidade de Santiago, em torno das montanhas que formam os Andes.

Imaginem um avião no seu procedimento de subida: dá para ouvir os motores trabalhando forte, alguma tensão na cabine, já que não é permitido a ninguém, nem a tripulação, sair dos seus assentos... Agora, imaginem que este esforço segue por 15, 20 minutos, meia hora, 40 minutos... E, ao abrir a janela do avião, a visão das montanhas dando a impressão de que não saímos do chão, que as montanhas crescem na mesma velocidade em que o avião se desloca. A vista é absolutamente deslumbrante, os picos nevados são lindos, mas a sensação do avião fazendo o seu esforço para atingir a altitude necessária e ninguém se mexendo no vôo é agoniante.
Fiquei curioso: quantos acidentes ocorreram neste aeroporto, em que, mais do que em qualquer outro lugar, a falha humana não perdoa? Respostas aqui. Dica: eu não era vivo no último acidente em Santiago.
Abraços!
julho 15, 2007
Por Una Cabeza
Abraços!
Por Una Cabeza
Por Carlos Gardel
Por una cabeza de un noble potrillo
que justo en la raya afloja al llegar
y que al regresar parece decir:
No olvides, hermano, vos sabés que no hay que jugar...
Por una cabeza, metejón de un día,
de aquella coqueta y risueña mujer
que al jurar sonriendo, el amor que está mintiendo,
quema en una hoguera todo mi querer.
Por una cabeza
todas las locuras,
su boca que besa
borra la tristeza,
calma la amargura.
Por una cabeza
si ella me olvida
qué importa perderme,
mil veces la vida
para qué vivir...
Cuántos desengaños, por una cabeza,
yo juré mil veces, no vuelvo a insistir,
pero si un mirar me hiere al pasar,
su boca de fuego, otra vez, quiero besar.
Basta de carreras, se acabó la timba,
un final reñido yo no vuelvo a ver,
pero si algún pingo llega a ser fija el domingo,
yo me juego entero, qué le voy a hacer.
julho 12, 2007
Fica Quieto e Faz o que eu Digo!
- Existem dois papéis fundamentais, e, em alguns países, excludentes, no jogo de política monetária desenhado pelo regime de metas de inflação: o primeiro papel é o de formulador da meta – no Brasil, o CMN é quem escolhe a meta de inflação com até dois anos de antecedência; o segundo papel é o de executor, onde o Banco Central ajusta a taxa de juros de forma a tentar cumprir o desígnio do formulador.
- O Banco Central é o executor da política, e possui toda a autonomia de instrumentos para gerar o resultado desejado, minimizando a diferença entre meta e inflação no horizonte de tempo planejado.
Meu amigo Shikida escreveu um post em seu blog tratando do que seria um comportamento cíclico de governos reeleitos: cumpre-se um primeiro mandato com a política mais rígida possível, para depois um afrouxamento capaz de garantir o necessário para ser mostrado nas próximas eleições. Segundo a sua opinião, da qual compartilho, está em marcha uma política econômica para os próximos anos cujo custo será devidamente medido através da variação da carga tributária e da inflação (variação positiva, para a média da população, em ambos os casos).
Entretanto, um ponto desta discussão sobre a meta para 2009, origem de todos os debates atuais sobre política monetária no Brasil, ainda não está claro no desenho institucional do jogo: por que o presidente do Banco Central está discutindo com o ministro da Fazenda sobre o número da meta? Porque ele faz parte do CMN, o órgão do governo que decide a meta de inflação. Mas por que ele faz parte do CMN? E aí falta uma resposta convincente. Os custos do bate-boca entre Fazenda e Banco Central já estão se tornando evidentes (a última estimativa é de R$ 2.2 bilhões, só na conta de juros), e nem por isto parece que o debate esfria.
O ideal, neste caso, seria adotar literalmente um regime de acordo com o título do post: deixando-se claro que o BC não tem participação alguma sobre a escolha da meta de inflação, o governo assumiria os custos de vir a público e dizer, explicitamente, que ele deseja, sim, mais inflação no longo prazo; que, sim, os gastos públicos contratados hoje serão pagos com o papel pintado em 2009; que, sim, o governo tolera "um pouco mais" da distorção inflacionária em troca (não garantida) de um crescimento pouco maior neste ano.
Entretanto, o que é feito no país? Cria-se uma incerteza desnecessária, com o Banco Central pagando o mico do que deveria ser uma discussão de governo. E paga o mico duas vezes: uma, por estar debatendo com argumentos técnicos uma decisão que foi tomada politicamente (os ouvidos dos políticos são notavelmente surdos aos argumentos técnicos); e duas, por ser obrigado a cumprir uma meta em um ambiente de negócios mais difícil, curiosamente formado a partir da discussão atual (os R$ 2.2 bilhões começaram a se formar no início do debate).
Fico feliz por ter a oportunidade de escrever este post, já que ele organiza um pouco mais as idéias que já tinha lançado em outros dois (aqui e aqui) sobre os custos de política monetária mal desenhada.
Abraços!

