julho 15, 2007

Por Una Cabeza

A mis amigos Hernán e Esteban, los saludo. Se quedaron por (tres) cabezas!

Abraços!

Por Una Cabeza

Por Carlos Gardel

Por una cabeza de un noble potrillo
que justo en la raya afloja al llegar
y que al regresar parece decir:
No olvides, hermano, vos sabés que no hay que jugar...
Por una cabeza, metejón de un día,
de aquella coqueta y risueña mujer
que al jurar sonriendo, el amor que está mintiendo,
quema en una hoguera todo mi querer.

Por una cabeza
todas las locuras,
su boca que besa
borra la tristeza,
calma la amargura.

Por una cabeza
si ella me olvida
qué importa perderme,
mil veces la vida
para qué vivir...

Cuántos desengaños, por una cabeza,
yo juré mil veces, no vuelvo a insistir,
pero si un mirar me hiere al pasar,
su boca de fuego, otra vez, quiero besar.

Basta de carreras, se acabó la timba,
un final reñido yo no vuelvo a ver,
pero si algún pingo llega a ser fija el domingo,
yo me juego entero, qué le voy a hacer.

julho 12, 2007

Fica Quieto e Faz o que eu Digo!

Não, a frase título do post não é nenhum resumo de briga minha com a Christiane. A frase deveria, na minha opinião, sintetizar o que deveria ser a relação Banco Central - Governo. Ainda que aparentemente agressiva, a frase sintetiza bem dois aspectos importantes da condução da política monetária sob um regime de metas de inflação:

  1. Existem dois papéis fundamentais, e, em alguns países, excludentes, no jogo de política monetária desenhado pelo regime de metas de inflação: o primeiro papel é o de formulador da meta – no Brasil, o CMN é quem escolhe a meta de inflação com até dois anos de antecedência; o segundo papel é o de executor, onde o Banco Central ajusta a taxa de juros de forma a tentar cumprir o desígnio do formulador.

  2. O Banco Central é o executor da política, e possui toda a autonomia de instrumentos para gerar o resultado desejado, minimizando a diferença entre meta e inflação no horizonte de tempo planejado.

Meu amigo Shikida escreveu um post em seu blog tratando do que seria um comportamento cíclico de governos reeleitos: cumpre-se um primeiro mandato com a política mais rígida possível, para depois um afrouxamento capaz de garantir o necessário para ser mostrado nas próximas eleições. Segundo a sua opinião, da qual compartilho, está em marcha uma política econômica para os próximos anos cujo custo será devidamente medido através da variação da carga tributária e da inflação (variação positiva, para a média da população, em ambos os casos).


Entretanto, um ponto desta discussão sobre a meta para 2009, origem de todos os debates atuais sobre política monetária no Brasil, ainda não está claro no desenho institucional do jogo: por que o presidente do Banco Central está discutindo com o ministro da Fazenda sobre o número da meta? Porque ele faz parte do CMN, o órgão do governo que decide a meta de inflação. Mas por que ele faz parte do CMN? E aí falta uma resposta convincente. Os custos do bate-boca entre Fazenda e Banco Central já estão se tornando evidentes (a última estimativa é de R$ 2.2 bilhões, só na conta de juros), e nem por isto parece que o debate esfria.


O ideal, neste caso, seria adotar literalmente um regime de acordo com o título do post: deixando-se claro que o BC não tem participação alguma sobre a escolha da meta de inflação, o governo assumiria os custos de vir a público e dizer, explicitamente, que ele deseja, sim, mais inflação no longo prazo; que, sim, os gastos públicos contratados hoje serão pagos com o papel pintado em 2009; que, sim, o governo tolera "um pouco mais" da distorção inflacionária em troca (não garantida) de um crescimento pouco maior neste ano.


Entretanto, o que é feito no país? Cria-se uma incerteza desnecessária, com o Banco Central pagando o mico do que deveria ser uma discussão de governo. E paga o mico duas vezes: uma, por estar debatendo com argumentos técnicos uma decisão que foi tomada politicamente (os ouvidos dos políticos são notavelmente surdos aos argumentos técnicos); e duas, por ser obrigado a cumprir uma meta em um ambiente de negócios mais difícil, curiosamente formado a partir da discussão atual (os R$ 2.2 bilhões começaram a se formar no início do debate).


Fico feliz por ter a oportunidade de escrever este post, já que ele organiza um pouco mais as idéias que já tinha lançado em outros dois (aqui e aqui) sobre os custos de política monetária mal desenhada.



Abraços!

julho 08, 2007

Blackout

Sim, fomos atingidos pelo apagão que se abateu sobre Manhattan naquela semana. O apagão pegou o nordeste da ilha, atingindo toda a rede de metrô e a superfície a partir da 77. Eu e Chris tínhamos saído do Guggenheim Museum (que fica na 89) e pensávamos em pegar o metrô para ir até o Empire State Building (na 33, cerca de assistir a chegada da noite do mirante. Quando a Chris começou a descer as escadas do metrô, começou a subir uma galera lá de dentro, os comerciantes fechavam as portas e colocavam os funcionários para fora, de maneira a impedir que novos clientes entrassem nas lojas, os sinais todos apagaram... um inferno!

Pior do que o inferno, só a consequência dele: tivemos que sair a pé (andamos pouco mais de cinco quilômetros até chegar ao Empire State), sem chance de pegar um taxi (já que estavam todos ocupados com o pessoal fugindo da região do apagão), sem metrô e debaixo de um calor que beirava os 40 graus. Mesmo depois de sair da região do apagão, não adiantava voltar para o metrô, já que toda a rede tinha caído.

Na foto abaixo, um cozinheiro de uma lanchonete coordenando o trânsito em uma das esquinas atingidas. Notem no detalhe o sinal de trânsito completamente desligado e o caos ao redor do pobre homem.


Abraços!

julho 05, 2007

Civilização

Outro dia, foi uma nota no Painel, da Folha de São Paulo, falando que o ministro Patrus Ananias teria passado na frente da fila em uma churrascaria em Brasília. Terça, saiu uma notícia dizendo que o ex-ministro Palocci foi pego no flagrante, "furando" a fila em um aeroporto com uma "carteirada" (expressão da reportagem). Agora, uma nota no Blog do Ancelmo Gois dá conta que uma atriz global foi vista discretamente chegando junto do banheiro feminino, em um evento no Rio, e, só para variar, passou na frente de todas as que aguardavam pela sua vez.

Algum dos citados, por um acaso, no maternal ou nos primeiros anos da educação básica, se sentia constrangido ao andar em fila com os demais coleguinhas? Ou será que a educação "moderna" não prevê mais isto?

O exemplo parece fútil, mas é apenas um sinal de que o país perde, a cada dia, um pouco de seus referenciais mais primitivos de civilização, assistindo como comportamento normal a máxima do "você sabe com quem está falando?" Triste.

Abraços!

julho 03, 2007

Ainda o iPhone

Ainda sobre o iPhone, li hoje em O Globo On Line matéria dando conta dos problemas de operação que a AT&T está tendo para atender a demanda inicial pela rede do aparelho. De toda a matéria divulgada, o interessante é o número: 2% de todos os telefones vendidos tiveram algum tipo de problema. Considerando que o volume de vendas foi muito maior do que o esperado, acho este percentual de problemas muito baixo.

Mas o que chamou a atenção mesmo da primeira matéria foram os comentários dos leitores, a maioria reclamando da demora para a chegada do aparelho no Brasil, alguns desdenhando, dizendo que, "daqui a 2 ou 3 meses vai exisitir (sic) toneladas de clones chineses, mais baratos, e sem problemas de contrato com a AT&T", e, por fim, outros afirmando que o aparelho é mero lixo tecnológico. Vou tentar responder algumas das questões, com base no que eu vi, usei e, principalmente, li na imprensa daqui.


Primeiro, sobre a demora para chegar ao Brasil, lamento informar, mas é fato: se, para a Europa, a previsão de chegada do aparelho é no final de 2007 (2008 para a Ásia), acho que a América Lat(r)ina vai ter que se contentar com o aparelho apenas por volta de 2009, a depender da evolução das telecomunicações por aí.

Este atraso tem as suas vantagens: fatalmente, o aparelho que chegar no Brasil vai ser mais avançado que o lançado aqui. E o melhor exemplo disto foi justamente o iPod: quando comprei no free-shop o meu, o vendedor mal sabia para que servia o player de música digital. Pouco tempo depois (acho que seis meses depois), a Chris, voltando da Europa, já tinha disponível o iPod nano, muito mais avançado e com capacidade de armazenamento maior que o meu. Ou seja, uma vez lançadas as versões mais novas, o produto comprado no Brasil vai ter uma qualidade muito maior do que a atualmente disponível aqui.

De toda forma, acredito que a maior restrição para o uso do aparelho no Brasil é a própria infraestrutura de internet disponível: um dos maiores baratos do aparelho é a conexão com a internet totalmente wi-fi. Ou seja, entrando em um café daqui, dá para, enquanto se come um bolo, acompanhar o noticiário de qualquer canto do mundo através do celular. Ou então, chegando na universidade, descarregar as apresentações que serão feitas em sala de aula diretamente para o aparelho, e usar os visualizadores de pdf's para acompanhar a apresentação do professor. Como fazer isto, no Brasil, onde as operadoras de internet banda larga ainda entregam aqueles modems para conexão com fios no PC (aqui, antes, pergunta-se em que tipo de computador será usada a conexão: se for laptop, modem wi-fi sem custo adicional), e são ainda poucos os estabelecimentos comerciais que investem em uma infraestrutura destas para manter os clientes no estabelecimento (não vou nem falar de universidades e/ou serviço público em geral).

Sobre a possibilidade de clonagem, de fato, existe um esforço de hackers para tentar driblar a principal restrição sobre o uso do iPhone nos Estados Unidos: como fazer para usá-lo com outras companhias de telefonia que não a AT&T. Agora, fora isto, acho difícil uma clonagem mais avançada, tendo em vista tanto questões de software como de hardware. Na parte de software, vale lembrar que os Mac's são os micros menos clonados do mundo, tendo em vista que eles só funcionam com o software da Apple, ao contrário dos PC's-Windows. No hardware, seria necessário clonar os sensores de orientação, luz e proximidade, que fazem os principais recursos do iPhone funcionarem, como a possibilidade de visualização da imagem na horizontal apenas com um giro do telefone na mão.

Sobre ser lixo tecnológico, o review mais completo que eu já vi sobre o aparelho conclui dizendo que a Apple, com este lançamento, elevou o nível não apenas do que se conhece como telefone celular, mas também para todos os tipos de aparelhos multimídia portáteis, a despeito dos problemas com a operação de e-mail e internet encontrados. De fato, ainda que ele tenha muito a evoluir, de acordo com o review, o iPhone é uma peça de tecnologia absolutamente fantástica, de acordo com este humilde escriba.

Abraços!

P.S.: tá bem, tá bem, eu desisto. Não vai ter como dar certo, mesmo.

julho 02, 2007

Seinfeld - O Toque de Midas

Para quem acompanhou o seriado, deve lembrar do episódio do "Nazista da Sopa", em que um cozinheiro preparava as sopas mais gostosas de NY, mas só vendia se o cliente seguisse um certo ritual no pedido da sopa, comprometendo-se com um comportamento humilde ao pedir o prato. Caso o cliente não seguisse o procedimento padrão, vinha a frase que se tornou um dos slogans do programa:

"- No soup for you!!!"

Ao ser avisado sobre o endereço original por um dos guias da cidade, resolvemos no sábado parar na frente e, com sorte, tomar uma sopa, ainda que debaixo de um calor de quase 40 graus que fazia em NY nestes dias. Decepção: o lugar estava fechado, e já faz algum tempo que está assim!


Não satisfeitos, resolvemos no dia seguinte conhecer o novo local de trabalho de Al Yeganeh - o Homem da Sopa Original! E aí ficou evidente o toque de midas de quem, indiretamente, se envolveu com o seriado Seinfeld: o novo endereço fica em uma das principais esquinas da quinta avenida (quase em frente à Biblioteca Pública da Cidade de NY), em um prédio com fachada de mármore, inclusive se dando ao luxo de não abrir para os clientes nos domingos - exatamente quando a cidade está cheia de turistas!


De fato, o seriado rendeu mais frutos para os personagens temporários do que para os próprios protagonistas: vale lembrar que Michael Richards (Kramer) foi acusado de racismo durante uma performance de "stand up comedy", Julia Louise-Dreyfus (Elaine) apenas recentemente conseguiu se desligar do show com sucesso no novo seriado, Jason Alexander (George) apenas fez pequenas aparições em público, enquanto Jerry Seinfeld continua percorrendo o país com um aclamado show, mas bem distante da televisão. Vida bem diferente da que hoje pode manter o cozinheiro "das melhores sopas do mundo".

Abraços!

Ainda Basquete em NY

Duas notas bem rápidas:

  1. Se eu tivesse mais tempo disponível na cidade, com certeza eu gastaria meia hora (mais do que isto eu não aguentaria) tentando jogar bola no Central Park. Pareceu ser bem divertido.
  2. Por coincidência, estivemos em NY na mesma semana do draft da NBA. Estávamos passeando na 8th Avenue, em paralelo com a Broadway, na altura de Times Square, quando passou pela gente simplesmente Greg Oden - o primeiro jogador recrutado neste ano! Quando passamos por ele, e eu entrei em estado de choque, Christiane olha para mim e pergunta "aquele ali não é um dos jogadores de basquete que tu ficava acompanhando, Angelo?" Não preciso de prova nenhuma mais de que, de fato, estive diante de um dos maiores prospectos da NBA: quando a própria esposa olha para o cara e, de alguma forma, o reconhece, então era o cara, mesmo!

Abraços!

"Fasolo Jordan" Batendo o Relógio

Tendo em vista a grande repercussão do video anterior, e a pressão constante que nós, grandes jogadores, sofremos diariamente em busca da melhor performance, trago aos meus prezados leitores mais um momento mágico captado neste final de semana. Reparem no pequeno passo para trás no último arremesso, configurando a jogada de três pontos, seguido da trajetória perfeita da bola e a explosão das arquibancadas. Algo realmente para a história.



Agradeço à minha cinegrafista, que soube captar com tamanha sutileza este momento único.

Abraços!

R.I.P. Punk

Visita feita na sexta-feira, a partir de passeio sugerido em um guia da cidade de NY que compramos por aqui: aqui jaz CBGB.


Na foto abaixo, as mensagens pixadas pelos fãs do bar, que se mudou para Las Vegas. Entre as mensagens, muitas referências aos Ramones ("Do You Wanna Dance"), algumas lembranças evidentes ("I was here", "Bowery will never be the same"), e frases furiosas contra o capitalismo (ah, anarquistas...) e o dono do local, que se negou a renovar o aluguel do prédio.


O passeio sugerido no guia é bem legal, passando por alguns pontos históricos do movimento punk de NY, e do próprio rock'n'roll. Além de algumas casas de tatuagens onde gente famosa teve o corpo devidamente desenhado, paramos para tirar foto nas escadas dos sobrados que serviram de imagem para o disco "Physical Graffiti" do Led Zeppelin.

Por fim, o lado mais deprimente, que só confirma a morte do movimento punk: na mesma quadra dos sobrados, só que do outro lado da rua, uma lojinha pequena vendia camisetas, videos, copos, canecos e outras bugigangas com o nome do CBGB. Preço de uma camiseta (preta, escrito CBGB - OMFUG): 20 dólares! Duvida? Então olha só aqui o website da loja!!!

Abraços!

julho 01, 2007

"Jordan, For Three..."

Em algum ponto de NY.

Abraços!

Meninos, Eu Vi

Vi, mexi, olhei, fucei... E posso dizer com toda a certeza: esqueçam tudo o que vocês sabem sobre telefone celular, palmtop e acesso à internet por dispositivos móveis. Estivemos hoje na loja da Apple na quinta avenida para conhecer a febre do momento: o iPhone.

O aparelho tem a espessura de meio polegar feminino (testado nos dedos da Chris), e não é maior que uma boa câmera digital. Entre os recursos, o acesso à internet completamente sem fios, combinado com a resolução de vídeo do aparelho, me deixou de queixo caído. Consegui, por exemplo, carregar via Google Earth, imagens de Bento Gonçalves - RS (Bento, sacramento, para os íntimos), podendo transformar a imagem para o formato de mapas das ruas da cidade - via Google Maps. A resolução de video, incrível, possibilitou que eu carregasse um video do YouTube e assitisse quase como se fosse uma imagem de cinema - e era um video com uma gravação feita de um show do Rush, possivelmente com uma câmera do mesmo nível da minha.

Ainda auxiliado pelos recursos de video, o gerenciamento das músicas é muito eficiente, já que dá para escolher os discos que serão tocados a partir da capa do cd. Além disso, recurso que não existe nos i-Pods atuais, é possível fazer seleções automáticas ("shuffle") de músicas de um mesmo artista.

O iPhone tem uma câmera fotográfica embutida. Não sei qual a resolução, mas a foto que tirei da Chris no local ficou muito nítida no aparelho. As fotos são gerenciadas da mesma forma que as músicas, podendo ser feitas separações por álbuns, temas, etc.

Na parte de aplicativos, o iPhone possui um recurso tipo "bloco de notas", que possibilita anotações rápidas e pequenos textos. O teclado, acionado na ponta dos dedos, ao invés das canetas que os palmtops usam, não é desconfortável. Outros recursos: previsão do tempo, calendário, alarme, relógio... Além disso, não se deve desconsiderar o esforço que os desenvolvedores de software estão fazendo para criar novos recursos desenhados para o iPhone.

Por fim, testamos o navegador internet com sites brasileiros. Carregamos o site do UOL, lemos algumas notícias na Folha OnLine, e tudo fazendo uso do recurso de ampliação das imagens da tela com as pontas dos dedos. Absolutamente incrível! Se você achava que conhecia palmtops, celulares, blueberries e afins, prepare-se para rever todos os seus conceitos.

Abraços!

"Se Gritar 'Imigração', Não Fica Um, Meu Irmão..."

Um pouco de Ciudad del Este em pleno centro de Manhattan.


Abraços!

junho 30, 2007

Explicando

Detalhando melhor o post anterior, estivemos visitando o portal de entrada dos imigrantes nos Estados Unidos durante o século XIX. Ellis Island fica bem próxima de onde está a Estátua da Liberdade e servia como um "centro de triagem" dos imigrantes que vinham da Europa. Hoje, o forte se transformou no Museu da Imigração, onde, entre outras curiosidades, é possível consultar o cadastro de todos os imigrantes legais que entraram no país.


Daí a minha surpresa, ao digitar os nomes "Angelo Marsiglia" e "Angelo Fasolo" e encontrar algumas pessoas com este nome que entraram no país, especialmente no início do século XX.



Também foi legal acessar um espaço para fotos de famílias que se estabeleceram por aqui. Tentei alguns sobrenomes conhecidos meus (além de "Marsiglia" e "Fasolo", tentei "Franzoni", "Menin", "Ravanello", "Shikida", entre outros), mas a única foto foi do Fasolo abaixo. Pena não ter o nome completo do "primo" exibido.


Abraços!

junho 26, 2007

Última Semana de Férias: NY

Destaques da última semana de férias:

  1. Angelo Fasolo já esteve em NY. E não sou eu...

  2. Angelo Marsiglia já esteve em NY. E não sou eu...

  3. Fasolo já tirou foto em NY com a esposa, e não é a foto que está abaixo...

Detalhes, só quando tiver tempo para escrever. Vamos sair para jantar agora.



Abraços!

junho 23, 2007

NASM 2007 - Outras Sessões

Destacando aqui alguns detalhes sobre o evento. As sessões ordinárias têm um nível ótimo, tanto nos artigos quanto na discussão. Dá para aprender muito, tanto com quem apresenta quanto com quem comenta os trabalhos. Além disso, os temas das sessões estão muito bem distribuídos: de quinta-feira para cá, apenas hoje (sábado) na primeira sessão da manhã que não teve algum tema mais diretamente relacionado ao que pretendo estudar. Sobre os temas abordados, chama a atenção em macro o reaparecimento dos modelos de "search", agora para fazer a microfundamentação do comportamento dos agentes em modelos DSGE. Os modelos de "search" tiveram um auge de popularidade na primeira metade dos anos 90, e agora voltam com força.

Sobre as sessões convidadas, excetuando a palestra do Mark Watson (Princeton), que tentou dar aulas em duas sessões de uma hora e meia, todos os demais palestrantes partiram para estratégias mais interessantes e mais informativas de apresentação: ao invés de expor detalhes e minúcias a respeito de sua pesquisa, os outros apresentadores faziam mais comentários a respeito do que eles entendiam como a fronteira do conhecimento em sua área. Alguns exemplos:

- Fabio Canova (Pompeu Fabra) mostrou, com exemplos bem simples, alguns problemas de identificação da dinâmica dos modelos DSGE, quando comparados com as simulações apresentadas em VAR's. Depois de discutir os exemplos, partiu para explicar a sua visão sobre para onde vai a pesquisa na estimação dos parâmetros fundamentais dos modelos microfundamentados. Ao contrário da visão otimista de Chris Sims, para Canova, a estimação de modelos DSGE através de procedimentos bayesianos ainda se constitui em uma "wild beast".

- Frank Schorfheide (UPenn), por outro lado, voltou a enfatizar o uso do método bayesiano de estimação de modelos DSGE, apontando a grande variedade de modelos que podem ser tratados dentro do mesmo método. Ainda destacou a importância da comparação entre as simulações dos modelos microfundamentados com a sua "contrapartida empírica" estabelecida pelos modelos VAR.

- Na área de "atualidades" e um pouco de conjuntura, Enrique Mendoza (Maryland) fez um resumo muito interessante das discussões recentes sobre a economia americana e seus efeitos nos chamados "global imbalances". Finalizou com a advertência de que, infelizmente, economistas deveriam ser um pouco mais modestos e simplesmente reconhecer que não existem condições de avaliar com precisão se a economia americana vai partir ou não para o chamado "pouso forçado".

- Por fim, uma nota sobre a seriedade na condução da política monetária por aqui: Frederic Mishkin (Columbia), atualmente membro do "board" do Federal Reserve, na sua palestra sobre efeitos da globalização nos Estados Unidos e em economias emergentes, pediu licença para confidenciar à platéia que, originalmente, o convite tinha sido feito para uma palestra sobre política monetária nos Estados Unidos. Entretanto, como, na próxima semana, tem reunião do FOMC (o Copom daqui), ele se declarou em "blackout period", dizendo que qualquer declaração dele sobre a atual condução da política de juros no país poderia ser mal interpretada.

Grande conferência, ótimo nível.

Abraços!

NASM 2007 - Convidado Especial no Almoço

Christiane, Enestor e eu estávamos almoçando hoje, sexta-feira, depois das sessões ordinárias da manhã, quando chega um senhor com seu prato servido, mas sem companhia para o almoço. Perguntou se poderia sentar conosco, e se apresentou:

- Hi, my name is James Poterba.

Uau! Um dos grandes autores no mundo em economia do setor público e tributação, atual coordenador do programa de economia do M.I.T. chegou, pediu licença, se apresentou, e ficou batendo papo conosco durante todo o almoço! Depois de perguntar porque os brasileiros pararam de aplicar para o M.I.T., Poterba acabou fazendo um mea-culpa, lembrando que desde o falecimento do Dornbush que o M.I.T. não investiu nas relações com o Brasil, até para criar uma rede mais confiável de informações sobre os estudantes provenientes do país.

Perguntou se o governo brasileiro ainda financiava estudantes para programas de doutorado no exterior, e ficou curioso sobre a burocracia deste tipo de financiamento: segundo ele, as universidades americanas não entendem a demora para estabelecer a combinação universidade-financiamento que os estudantes brasileiros enfrentam. Quando comentei dos problemas que enfrentei até este acerto (a necessidade da CAPES de esperar até que todas as universidades para onde apliquei dessem uma resposta final para daí decidir para onde mandar o estudante), ele reconheceu que a política do governo estaria correta, e que era interessante ter a visão "do outro lado" até para oferecer uma resposta mais apropriada às necessidades dos candidatos.

No fim, a foto de registro. Grande presença!


Abraços!

junho 22, 2007

NASM 2007 - Bayesianos

Nível elevadíssimo das sessões ordinárias, comentários ácidos e provocações nas sessões extraordinárias. Christopher Sims (Princeton), na aula em homenagem a Harold Hotelling, tratou do tema "Bayesian Methods in Applied Econometrics". Este é o título oficial do seminário. Na abertura dos slides, o título verdadeiro do seminário:

"Bayesian Methods in Applied Econometrics - or Why Econometrics Should Always and Everywhere be Bayesian"

Seguiu-se uma análise das limitações da econometria clássica (a impossibilidade de testar "regiões de aceitação" em testes de hipótese, como o grande exemplo), a contraposição entre economistas teóricos e econometristas na perspectiva bayesiana ("econometrists only test our models and reject all of them", frase atribuída aos apreciadores da calibragem de modelos teóricos), provocações (a literatura sobre raízes unitárias e testes para quebras estruturais seria "a waste of time"), os sucessos da abordagem bayesiana (nos modelos de política macroeconômica) e os desafios de fronteira de pesquisa (análise de cross-section, interpretações novas para IV-LIML e modelos não-paramétricos).

Por fim, duas provocações:

"Good frequentist practice has bayesian interpretation - it is a definition, not a theorem."

"Lose your inhibitions: put probabilities in your parameters!"

Excelente palestra.

Abraços!

NASM 2007 - Reencontros

Encontros de economia também servem para colocar de novo em contato dois caminhos bem distintos. O que torna especial certos reencontros são as circunstâncias. Na foto abaixo, Enestor e eu. Trajetórias:

- Setembro de 1999: ele, o juramentista da turma do primeiro semestre de 1999 de economia da UFRGS; eu, o orador da turma.

- 2000: Enestor inicia o mestrado na FGV-RJ

- 2001: começo o mestrado na UFRGS

- 2002: Enestor volta para o sul, trabalhando no BRDE

- 2003: termino o mestrado, vou para Brasília trabalhar no BC; Enestor vem para os EUA, iniciar o doutorado na UPenn

- 2006: venho para os EUA, doutorado em Duke

- 2007: Encontro de Verão da Sociedade Americana de Econometria, Durham, Duke University. Dois colegas da graduação se reencontram. Ele, apresentando o trabalho de conclusão de curso; eu, lembrando da turma de 1995: "Aqui ninguém é galinha morta".

Abraços!

Música: Ontem e Hoje

Música no primórdio: "Música é uma sequência de sons agradáveis arranjados em tons, ou sons e tempo, de forma a construir uma melodia, ode ou hino." (tradução livre)

Foto do livro "Rudiments of Music", à mostra no Museu de História do Estado da Carolina do Norte, Raleigh, NC


Música no auge:


Abraços!

Show de Rock em País de Primeiro Mundo

Um luxo para poucos, tenho que dizer. Primeiro, a compra de ingressos: tudo pela internet, com descrição detalhada sobre o lugar do show, os preços dos ingressos por setor (lugares marcados), o que os ingressos davam e não davam direito (o estacionamento do local já estava incluído no preço), o que podia e não podia levar para o show (câmera fotográfica podia, desde que não fosse profissional, guarda-chuva podia, mas bebidas e comida não), além de enviar os ingressos por e-mail para serem impressos onde eu quisesse.

Segundo, o local: afastado do centro da cidade, o Walnut Creek Amphitheater possui dois tipos de estacionamento. Um, VIP, para quem se dispõe a pagar US$20.00 a mais no preço do ingresso para estacionar mais perto da saída do local do show; outro, incluído no preço do ingresso, mais afastado, em um gramado imenso, onde uma tropa de funcionários fica postada para organizar filas de carros, de tal forma que ninguém fique trancado e a saída fique facilitada para todos. Chegamos no horário da abertura dos portões (17:30hs), mas se chegássemos uma hora depois, só ficaríamos um pouco mais longe do carro, ao invés de ficar sem vaga. Flanelinhas? Por favor...

Terceiro, a estrutura do local. Na foto abaixo, já estamos dentro do anfiteatro. Uma praça de alimentação completa em todo o entorno do local onde fica o público, além de banheiros (limpos), local de venda de material oficial da banda (aceitam cartão de crédito!!! Comprei a camiseta da turnê). A escada que aparece à direita dá o acesso ao gramado, onde ficam os ingressos mais baratos, mas por onde todos entram.


Subindo as escadas, a vista do palco é a da foto abaixo. Olhando com algum cuidado, dá para ver o pessoal chegando com cadeiras de praia, para não sentarem na grama. Como este show é daqueles que só ocorrem uma vez na vida, resolvi investir um pouco a mais, e ficamos na parte de baixo, onde estão as cadeiras.


Nas cadeiras, funcionários do anfiteatro conferindo o ingresso e nos levando até os lugares marcados. Pouca gente tinha chegado até aquela hora, mas foi bom para ficar apreciando a movimentação do palco: instrumentos todos devidamente instalados, protegidos da chuva leve no meio da tarde, poucos testes de iluminação e som, ao invés do clássico "Dois, teste, dois, um dois, testando...", tão comum nos shows programados para o Brasil. A foto abaixo dá a noção exata sobre onde estávamos em relação ao palco, além da média de idade do público que vai para um show do Rush... eheheheheh


Por fim, a foto do palco pronto para o show: instrumentos montados, telão funcionando. A nave estava pronta para partir.


Abraços!

P.S.: para quem prestou atenção nos detalhes da última foto, e se lembra do palco da última turnê do Rush, observa-se que as secadoras de roupa, que ficavam atrás do Geddy Lee, à direita, foram trocadas pelas "televisões de cachorro".

Os Vídeos, Os Vídeos...

Colocando as primeiras observações sobre o show, para quem se interessar por dois vídeos "caseiros", favor mandar o e-mail: o YouTube proíbe a veiculação pública deste tipo de conteúdo. Logo, estou mantendo o material sob estrito controle.

Dicas do que vai ser visto:
- O Mestre, no primeiro minuto solo.
- "Eric Lee"? Ou será "Geddy Cartman"? Abertura para Tom Sawyer.

Abraços!

M.I.T. com Duke???

James Poterba? Almoço? Sim, tem isto e muito mais. Daqui a pouco eu escrevo mais. Tenho que falar do show e dos dois primeiros dias do encontro da Econometric Society.

Abraços!

junho 21, 2007

Pré-Estréia

Cumprindo com o prometido em outro post, só uma primeira imagem do grande concerto de ontem.



Dreamline


Muitas fotos, descrição da viagem, um pouco do estado da Carolina do Norte, grande show, grande show. Mas, agora, eu vou dormir, porque amanhã começa o segundo compromisso: a cobertura do Encontro de Verão da Econometric Society, direto de Durham.

Abraços!

P.S.: Ah, e tem os vídeos, os vídeos...

junho 16, 2007

Teoria dos Jogos e Política Monetária

Uma aula em poucas palavras por Mankiw:

"Suppose the Fed has a long-term inflation target. And suppose the Fed followed this rule:


Look at the market's forecast of interest rates and inflation over the next few years. If the market expects inflation above target, set a path for interest rates a bit higher than the market expects. If the market expects inflation below target, set a path for interest rates a bit lower than the market expects. If the market expects inflation to come in on target, set a path for interest rates equal to what the market expects.

This might seem circular: The Fed is responding to the market, and the market is responding to the Fed. But there is nothing wrong with that. Economists are used to simultaneity."


Poucas palavras, e uma citação breve do que seria um ponto fixo, e está estabelecida uma regra razoável de política monetária.

Abraços!

Economistas do Vinho

Muita falta do que fazer, e muita vontade de ter motivo para beber.

Abraços!

P.S.: site descoberto a partir do link disponível no blog do Freaknomics.

A Calmaria

Sentado no sofá, sem compromissos, sem correr, sem preocupações, sem nada na tevê, sem nada na cabeça, sem fome, sem comida, sem ânimo para escrever, sem razão para pensar, sem tarefas para o dia. Nada, vazio súbito. Depois da tempestade, o tempo de olhar ao redor e verificar que, o que tinha que ser feito, já foi cobrado.

Primeiro final de semana sem compromissos. As escolhas? Mudar de canal, escolher o jantar, imaginar as atividades da semana que vem, programar viagens. Depois de um ano que voou, é estranho sentar no sofá e não ter que pensar nos termos da rotina anterior.

Abraços!

junho 14, 2007

Aniversariante do Dia!!!

Os parabéns para a aniversariante do dia: muitos registros a partir de amanhã no fotolog da mana!!!



A gatinha aí de cima está fazendo 25 anos. Candidatos, somente mediante aprovação prévia do irmão.

Te amo, mana!

Abraços!

Primeiro Setlist

Setlist do primeiro show da nova turnê do Rush, realizado ontem, em Atlanta. Senti falta de músicas como "Red Sector A", "2112" e "Bravado", mas ainda assim a lista é ótima, inclusive ressuscitando algumas mais antigas, como "A Passage to Bangkok" e "Mission". Além disso, destaca-se a grande quantidade de músicas do último álbum, "Snakes and Arrows" - 9 no total. Como comparação, a última turnê baseada em disco de inéditas - "Vapor Trails" - tinha apenas 4 músicas do novo disco.

Também entre os destaques, a introdução de "Tom Sawyer" feita com um clipe baseado em South Park!!! Eric Cartman chamando por Tom Sawyer!!!!!

Segue a lista, álbum de origem entre parênteses:

Limelight (Moving Pictures)
Digital Man (Signals)
Entre Nous (Permanent Waves)
Mission (Hold Your Fire)
Freewill (Permanent Waves)
The Main Monkey Business (Snakes and Arrows)
The Larger Bowl (Snakes and Arrows)
Secret Touch (Vapor Trails)
Circumstances (Hemispheres)
Between The Wheels (Grace Under Pressure)
Dreamline (Roll The Bones)

(-Intermission-/video intro)

Far Cry (Snakes and Arrows)
Workin’ Them Angels (Snakes and Arrows)
Armor And Sword (Snakes and Arrows)
Spindrift (Snakes and Arrows)
The Way The Wind Blows (Snakes and Arrows)
Subdivisions (Signals)
Natural Science (Permanent Waves)
Witch Hunt (Moving Pictures)
Malignant Narcissism (Snakes and Arrows)
Drum Solo
Hope (Snakes and Arrows)
Summertime Blues (Feedback)
The Spirit of Radio (Permanent Waves)
Tom Sawyer (Moving Pictures)

Encore:
One Little Victory (Vapor Trails)
A Passage to Bangkok (2112)
YYZ (Moving Pictures)

Abraços!!!

junho 11, 2007

Academic Free Lunch, By Apple

Tenho amigos que são professores no Brasil e que precisam aguentar-tolerar-padecer com turmas de graduação gigantescas. Se eu consigo imaginar direito o roteiro das aulas, alguns poucos alunos, impossíveis de serem reconhecidos na multidão, costumam aparecer do nada perguntando sobre a terceira aula da segunda semana do mês passado, quando se falou de um tema que ele (pobre aluno) não entendeu direito...

Pois bem, para os donos de computadores, a coisa começa a ficar mais interessante: a Apple criou uma sessão na sua loja de vendas de músicas onde universidades americanas colocam palestras, seminários e apresentações para serem baixadas - de graça!!!! - através do iTunes. O iTunes U já inclui universidades como o MIT, Stanford, Duke e UC Berkley oferecendo, para os interessados, inclusive audios e vídeos de aulas.

Como um exemplo, UC Berkley oferece o áudio das aulas de Microeconomia e Macroeconomia para graduação; Stanford colocou no ar, na área de estudos em relação internacionais, palestra com o professor Naércio Menezes (USP), sobre realocação de fatores de produção após liberação comercial. Duke e MIT estão apenas começando no meio, mas já existem bons conteúdos em suas páginas.

Nas aulas que tive por aqui, um professor de macro costumava gravar as aulas e disponibilizar para os alunos no sistema interno da universidade. Possivelmente ele passe a colocar o material no ar daqui algum tempo.

Vale a pena explorar, ainda que seja um sistema dependente do uso do iTunes.

Abraços!

junho 10, 2007

Macunaíma

Vendo as notícias do dia, trombei com dois posts de blogs que costumo visitar com alguma freqüência: um, muito bem escrito pelo David Zylbersztajn, ex-presidente da Petrobrás (já acrescentado nos links ao lado), tratando de revisitar Mário de Andrade na construção de Macunaíma, em um prefácio não-publicado; e outro, uma notícia do O Globo OnLine, destacada no Blog do Noblat.

Um dos irmãos, em outro episódio, "não sabia de nada", o outro é "desqualificado intelectualmente". Ninguém fala do caráter da família "macunaímica". Como diria Mário de Andrade, "gozei".

Abraços!

Provérbios 15:23

"O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!"


Amém!

Abraços!

maio 28, 2007

A Pseudo-Ignorância Oriental

E aí, Shikida? Acho que a Veja não explorou a matéria como devia, né? Afinal, se é para passar na frente assim...

Sem brincadeira agora, este caso de cola na Fuqua (Escola de Business de Duke) está dando um bocado que falar por aqui. Para dar mais detalhes, era o exame de uma cadeira de finanças e era permitido que o exame fosse levado para casa (ou seja, era, na verdade, um trabalho que cada aluno precisava fazer sozinho), e uma parte do exame consistia em montar uma planilha em Excel para que a questão fosse respondida. Foi aí que apareceu a cola: a maior parte dos arquivos de Excel apresentadas pelos alunos tinham no registro do arquivo o nome de apenas um dos alunos.

Pois bem. Agora, o argumento do advogado de defesa dos alunos que foram pegos apareceu com a seguinte pérola: as violações das normas da universidade foram menores e não intencionais, tendo em vista que muitos dos estudantes orientais (a maioria que foi atingida pela cola) não entende a importância do código de honra da universidade, nem dos procedimentos judiciais envolvidos em caso de violação do código.

Que Duke seja chamada de "universidade de brancos", "de ricos", "de estupradores" (como se dizia até pouco tempo atrás), eu entendo. Agora, se o cidadão passou no processo de seleção, então é porque um mínimo de conhecimento de inglês ele possui. Mais do que isto: todo o estudante de pós-graduação, antes de começar as aulas, faz novos exames de inglês, independentemente de resultados de TOEFL e IELTS apresentados, para verificar a consistência do texto acadêmico e da fluência na conversação. Se os resultados destes exames não são bons, o aluno pode passar até dois anos fazendo cadeiras complementares para aperfeiçoar o inglês. Desta forma, se os alunos leram o que consta de todo o exame como sendo o código de honra da universidade, então eles têm perfeita consciência do que se está falando ali.

E que não me venham com argumentos sobre diferenças culturais: em terra que ministros se matam ao reconhecer culpa em casos de corrupção, o entendimento sobre as consequências de fraude em exames é bem claro.

Só uma perguntinha, para encerrar: se a maioria dos alunos fosse latino-americana, o comportamento do advogado seria o mesmo?

Um abraço!

P.S.: para ver como os programas da Microsoft registram o criador do arquivo, abra um arquivo qualquer e clique no menu Arquivo-Propriedades. Deve aparecer o nome do proprietário do programa que criou o arquivo na opção Resumo.

maio 27, 2007

Ocupado

O blog está meio parado em função dos estudos para o qualifying. Para quem não entende o sistema americano de ensino, o resumo é o seguinte: depois de um ano de aulas, você tem que fazer um exame geral, com todo o conteúdo do primeiro ano, de forma a determinar se você tem condições de continuar no Ph.D. Em caso de reprovação, não há mais nada a fazer que não seja voltar para casa. Portanto, os próximos dias (semanas) serão de poucos posts.

De toda forma, após os exames na metade de junho, três temas serão dominantes no blog:
  1. Registros e fotos do show do Rush, no dia 20 de junho.
  2. Boletins diários do Encontro da Sociedade Americana de Econometria, em Duke.
  3. Registros e fotos das férias que pretendo tirar. Ainda não sei para onde vamos, mas a tendência é fazer um pequeno giro pela costa leste americana (Nova Iorque, com quase toda a certeza; talvez Filadélfia e Washington no caminho de volta para Durham).

Agora, de volta para os livros.

Abraços!

maio 19, 2007

Basquete - Último Post

Último post sobre a temporada de basquete: cansei de fazer fiasco com os meus palpites furados. Dos quatro confrontos das semi-finais, acertei apenas um!!!

Mas vamos lá, bola para frente.

Finais de conferência: DETROIT sobre Cleveland (4x2) e SAN ANTONIO sobre Utah (4x2).

Final do campeonato: SAN ANTONIO sobre Detroit (4x2).

Abraços!

maio 18, 2007

Drive

By R.E.M.

Smack, crack, bushwhacked.
Tie another one to the racks, baby.

Hey kids, rock and roll.
Nobody tells you where to go, baby.

What if I ride ?
What if you walk ?
What if you rock around the clock ?
Tick-tock. Tick-tock.
What if you did?
What if you walk ?
What if you tried to get off, baby?

Hey, kids, where are you?
Nobody tells you what to do, baby.
Hey kids, shake a leg.
Maybe you're crazy in the head, baby.

Maybe you did.
Maybe you walked.
Maybe you rocked around the clock.
Tick-tock. Tick-tock.
Maybe I ride.
Maybe you walk.
Maybe I drive to get off, baby.

Hey kids, shake a leg.
Maybe you're crazy in the head, baby.

Ollie, ollie.
Ollie ollie ollie.
Ollie ollie in come free, baby.

Hey, kids, where are you?
Nobody tells you what to do, baby.

Smack, crack.
Shack-a-lack.
Tie another one to your back, baby.
Hey kids, rock and roll.
Nobody tells you where to go, baby.

Maybe you did.
Maybe you walk.
Maybe you rock around the clock
Tick-tock. Tick-tock.
Maybe I ride.
Maybe you walk.
Maybe I drive to get off, baby.

Hey kids, where are you?
Nobody tells you what to do, baby.

Hey kids, rock and roll.
Nobody tells you where to go, baby.


maio 11, 2007

B.S.

Existe um termo considerado pesado usado por aqui para dizer que algo é uma bobagem sem tamanho, cujas iniciais são B.S. O professor de teoria do crescimento costuma fazer uma brincadeira, dizendo que determinado assunto é "B.S. - for Business Stuff". Bom, de fato, esta notícia aqui é B.S., e não no mau sentido, mas por ser coisa da Escola de Administração, mesmo.

Abraços!

P.S.: notícia descoberta aqui.

maio 10, 2007

Ícones Reunidos

Um dos grandes vídeos disponíveis no YouTube: três monstros sagrados da TV.



Abraços!

maio 08, 2007

Gosto Inglês

Concordo com a opinião inglesa, ainda que não seja o número 1 da minha lista: nada bate um Xis Bocão ou um Xis Cavanhas. E caso encerrado.

E segue a minha lista de dez marcas mais odiadas:

  1. Fanta Uva;
  2. Quick morango;
  3. McDonald's (deveria existir apenas pelo sorvete de casquinha);
  4. Kaiser (cervejinha sem-vergonha);
  5. Caxias do Sul (subúrbio da "Grande Bento" que se acha cidade grande);
  6. Qualquer marca de mortadela;
  7. Qualquer rede de comida natural, ou que dê nome de carne para produtos naturais (exemplo: "hamburguer de soja");
  8. Qualquer marca de café de país desenvolvido (café devia vir com atestado de pobreza como selo de qualidade);
  9. Coca-Cola Light (aplica-se a todos os variantes "Light" e "Diet" de outras marcas de refrigerante);
  10. Nissin Miojo.


E tenho dito!

Abraços!

maio 07, 2007

"Moção de Apoio"

Como diz o Reinaldo Azevedo, "cabeça desocupada é moradia do capeta"... Resolvi usar estas primeiras horas de descanso pós-provas (e pré-preparação para o qualifying) para me informar um pouco mais sobre o que se passa no rincão. Pois não é que eu descubro a "ocupação" da reitoria da USP por estudantes, em protesto contra a política neoliberal-privatista-elitista-conservadora-comedora de jiló-fora FMI do governo José Serra.

"Que coisa! O que, de tão grave, fez o Serra para que a reitoria da USP fosse invadida?" pensei eu, inocente, por aqui. Decidi me informar sobre, afinal, qual era a reivindicação. O que os estudantes reclamam:

- Contra um contingenciamento de verbas feita no início do ano pelo governo estadual, consequência do atraso na votação do orçamento para 2007 (problema resolvido);

- Contra a formação de uma "Secretaria Estadual de Ensino Superior", com direito a voto e a presidência no Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo (um novo decreto do governo mantém a presidência do Conselho com os reitores, e o ensino universitário sempre esteve a cargo de alguma secretaria estadual, seja a de Educação, Ciência e Tecnologia, ou qualquer outra. Logo, problema resolvido);

- Contra a incorporação dos gastos das universidades estaduais no SIAFEM (Sistema Integrado de Administração Financeira de Estados e Municípios). Hummmm... Por que será que os estudantes não querem isto? Será que o barulho feito pelo seu equivalente federal incomoda tanto? Que gastos que são feitos nas universidade de São Paulo que não podem aparecer no sistema de contas públicas? Se eu fosse paulista, morasse em São Paulo, e não tivesse acesso à universidade "pública, gratuita e de qualidade para todos", eu gostaria de saber para onde está indo o dinheiro pago com ICMS, IPVA, etc, etc, etc... Onde é que isto fere a "autonomia universitária"?

Ainda intrigado, resolvi pesquisar um pouquinho mais, e descobri o link para o "Blog da Ocupação da USP". Ou seja, os "estudantes" se mantém informados do que ocorre lá dentro através de um blog. Ao contrário do Reinaldo Azevedo, acho que o problema maior não está aí, afinal de contas é fácil escrever textos e colocar no ar um blog de qualquer lugar do mundo, e desligar o acesso à internet do prédio da reitoria poderia prejudicar o acesso em outros prédios. O problema maior é a "criação", sabe-se Deus como, de uma rádio transmitindo, em FM, de dentro da reitoria!!! Qualquer pessoa sabe que rádio, no Brasil, é concessão pública. Assim, dado que não saiu nenhuma portaria liberando a frequência 106.7 para os ocupantes da USP, acho que, além de "perturbadores da ordem burguesa", os manifestantes agora se tornaram ilegais.

Mais intrigado ainda, continuei lendo o "Blog da Ocupação" ("cabeça desocupada..."). Além das "moções de apoio" e "chamamento para as plenárias", o blog lista a vasta programação cultural realizada pelos ocupantes, lista todas as visitas de professores aos ocupantes do prédio. Acho que vou voltar para o Brasil para ser estudante da USP: tenho casa, comida, festa, telefone, rádio, internet banda larga e ninguém para me incomodar com provas, listas de exercícios, cobrança com desempenho, relatórios de atividade do semestre... É uma vergonha!

Abraços!

maio 06, 2007

Basquete: Tentando de Novo

Bom, terminada a primeira rodada dos playoffs da NBA, fica marcado o fiasco deste palpiteiro: dos oito times que apontei como vencedores da primeira rodada, apenas cinco seguiram para a segunda fase. O maior erro foi cometido junto com talvez 99% do país, quando o Golden State (oitavo colocado do Oeste) eliminou o Dallas Mavericks, time de melhor campanha de todo o torneio. Por esta, quase ninguém esperava, nem mesmo os profissionais das estatísticas, ainda mais pelo placar razoavelmente dilatado (4 a 2).

A minha segunda decepção foi Toronto: depois de encerrar muito bem a temporada, pegando um New Jersey com um bando de jogadores voltando de lesão, acabou tremendo pela falta de experiência e entregou uma série que parecia razoável. A terceira bomba eu tomei na série Houston X Utah. Esperava que a dupla Yao Ming - Tracy McGrady tomasse conta do Utah que vinha decadente nas últimas duas semanas de campeonato.

Agora, seguem os meus palpites para a segunda rodada. Faço estes palpites já sabendo do resultado de um dos jogos (ontem, Detroit ganhou o primeiro jogo do Chicago). Hoje teremos mais duas partidas. Palpites: no Leste, CHICAGO sobre Detroit (4 a 3), NEW JERSEY sobre Cleveland (4 a 2); no Oeste, PHOENIX sobre San Antonio (4 a 3), UTAH sobre Golden State (4 a 3). Das quatro séries, estou seguro em apenas uma (não acredito que o Anderson Varejão, do Cleveland, possa fazer a marcação sobre Vince Carter, do New Jersey, em condições normais, ainda mais neste ano com o último em ano de renovação de contrato). Todas as outras séries estão sujeitas a grandes erros.

Abraços!

maio 01, 2007

Sua Esposa Não é Economista como Você?

Então bem-feito!!!! Quem mandou casar com alguém que não te entende? Acabo de ganhar como presente de aniversário de casamento o livro "Inside the Economist's Mind: Conversations with Eminent Economists": uma excelente coleção de entrevistas com grandes economistas, organizada pelo não menos mitológico Paul Samuelson em conjunto com William Barnett. O interessante do livro está justamente na combinação entrevistador/entrevistado: todos são economistas do mais alto gabarito. Exemplos: John B. Taylor entrevistando Milton Friedman, Bennet McCallum entrevistando Robert Lucas Jr, Olivier Blanchard entrevistando Stanley Fischer, além, claro, de William Barnett entrevistando Paul Samuelson.

Duas notas a mais sobre o livro: 1) eu poderia arrotar grandeza agora, dizendo que no Brasil este tipo de livro já existia faz muito tempo (com as publicações de "Conversas com Economistas Brasileiros", volumes 1 e 2). Entretanto, se a memória perturbada não está atrapalhando de novo, acredito que o projeto brasileiro já teve base um outro livro mais antigo, com a mesma idéia. Além disso, algumas das conversas brasileiras ou não possuíram uma parceria tão forte, ou acabaram servindo para fofoquinhas entre colegas de teoria de botequim. 2) parece que não existe previsão ainda para o lançamento da edição brasileira. Logo, "eu tenho, você não tem...", apesar da relação Real/Dólar sinalizar para altos lucros da Amazon.com.

Abraços!

P.S.: Thanks, Kiki!

abril 30, 2007

Surtos

Tenho escrito pouco. Boas razões: chegou a época dos exames. Depois de uma semana concentrado nos estudos para as provas finais, uma semana de provas. Como se uma semana fosse o suficiente para recuperar o que se estudou em um semestre, como se o semestre do ensino americano fosse parecido com o semestre brasileiro... Uma semana em que se extrai tudo, o conhecimento que não aparece, aquele que aparece sem sabermos de onde. Uma semana em que descansar é impossível, e relaxar depois do dever cumprido é um luxo de poucos, quase de ninguém. O martírio semestral segue. Semestres americanos não são parecidos com os brasileiros. Seguem os surtos.

Abraços!

abril 24, 2007

Basquete e Economia

Um aspecto destacado quando se discute por que o futebol não é popular nos Estados Unidos é a baixa contagem dos placares em jogos do esporte bretão. Existe um outro aspecto, técnico, que acredito ser pouco explorado quando se compara a popularidade entre esportes por aqui: os três esportes mais populares dos Estados Unidos, quando jogados em alto nível, caracterizam-se pela clara definição sobre a posse de bola durante a partida. No basquete, o time que está atacando possui 24 segundos para fazer o seu arremesso, e o controle de bola é vital para o andamento da jogada; no futebol americano, a posse de bola é tão bem caracterizada que existe o time de ataque, o time de defesa e os times especiais (que fazem a transição da posse de bola entre ataque e defesa); no baseball, o time que está rebatendo ataca, enquanto que o time que arremessa trata de se defender. No futebol, situações comuns de jogo envolvem, por exemplo, após um erro no andamento da jogada de ataque, o zagueiro dar um chutão na bola para fora do campo, e a posse de bola volta para o time que estava originalmente atacando.

Onde eu quero chegar com isto? Pois bem, o fato dos esportes daqui possuírem uma caracterização muito precisa sobre qual time (e qual jogador) possui o controle da bola gera uma externalidade apreciada pelos ianques: as estatísticas. Por mais que a Globo se esforce, por mais que os plantões de rádio façam os levantamentos, nada se compara à oferta de números a respeito de um esporte como o que qualquer mortal tem disponível por aqui. E aí chegamos ao uso das estatísticas: um jornalista resolveu juntar um grupo de especialistas em econometria, estatística e esportes para que fizessem as suas projeções sobre os playoffs do basquete profissional de acordo com os seus números e índices. O resultado foi este, claramente inspirado, como o próprio texto diz, no fenômeno Freakonomics. Não deixa de ser interessante a comparação de projeções (ainda que a técnica utilizada não seja explicitada), já que os palpiteiros são, por exemplo, um professor de economia da California State University, um professor de estatística de Ohio State, dois criadores de sites com estatísticas sobre basquete, e a mãe de um dos jornalistas. Ou seja, desde a opinião dos profissionais do basquete, da estatística e um palpite completamente amador.

A paixão do americano pelo esporte acho que só pode ser diretamente comparada com a sua paixão pela estatística.

Abraços!

abril 23, 2007

Boletim do Basquete - Breaking News

"Lee-AN-dro BAR-bow-sa" is on fire!!! O "Brazilian Blur" venceu o prêmio de melhor reserva da temporada 2006/07 da NBA. Talvez os jornais no Brasil não dêem o devido destaque, já que o prêmio de melhor reserva do campeonato pode ter para alguns um aspecto menor. Mas vale pensar o seguinte: quantas substituições são feitas em um único jogo de basquete? Vale lembrar que Leandrinho está jogando em um dos favoritos para o título e é sempre o primeiro dos reservas a ir para a quadra.
Uma noção mais exata sobre o que significa o prêmio são as declarações feitas por gente como Kobe Bryant e Phil Jackson a respeito de Leandrinho.
Um orgulho!

Abraços!

abril 19, 2007

Boletim do Basquete

- Preparação para os play-offs da NBA: meus palpites em letras maiúsculas. No leste, BULLS sobre o Heat (4-2); PISTONS sobre o Magic (4-0); RAPTORS sobre o Nets (4-3); CAVALIERS sobre o Wizards (4-0). No oeste, ROCKETS sobre o Jazz (4-2); SUNS sobre o Lakers (4-1); SPURS sobre o Nuggets (4-3, a melhor série da primeira rodada!); MAVERICKS sobre o Warriors (4-1). Começa neste sábado!

- Já pensando no ano que vem, dois jogadores para serem observados no próximo recrutamento: Greg Oden e Kevin Durant. Achei que fosse papo de jornalista para valorizar a cerimônia do recrutamento, mas depois de ver o campeonato universitário... que coisa!
Oden é pivô, está deixando a universidade após apenas um ano de curso para a NBA, teve no único ano de universidade médias de pontos e rebotes superiores ou equivalentes a jogadores como Patrick Ewing e Hakeen Olajuwon em período equivalente. Detalhe: jogou todo o primeiro ano com o pulso da mão direita enfaixada por uma lesão. Com isto, ele se obrigava a fazer arremessos de lance livre com a mão trocada, além de se preservar alguns movimentos mais bruscos.
Durant já recebeu diversos adjetivos para compará-lo com outros profissionais: Kevin Garnett com arremesso de três pontos, Tracy McGrady com melhor físico, Dirk Nowitzki com melhor controle de bola... É um fora de série. Como diz um colunista daqui, ele joga com aquela cara de "estou acabando com o jogo, destruindo a defesa adversária sozinho, tudo isto em rede nacional de televisão, e eu não estou nem aí: vou continuar fazendo".

- Fantasy Basketball: acabou a temporada junto com a temporada regular. Vocês conhecem Willie Green? Nem eu. E querem saber? Ontem, ele (terceiro reserva da rotação do Philadelphia) fez 37 pontos e 5 cestas de três pontos, me dando o título da liga de Fantasy dos alunos do primeiro ano de economia de Duke! Foi o movimento mais bizarro que qualquer um dos meus colegas já viu: a série final estava empatada, tudo seria decidido no último dia; resolvi apostar na vitória através do número de três pontos marcados, e achei que Green poderia contribuir com uma ou duas cestas para ajudar na soma das cestas. Pois ganhei o campeonato com sobras por causa de um cara que jogou a partida da vida dele! Andrew, meu colega que enfrentei na final, só dizia que não tinha problema algum perder, já que o meu time foi melhor que o dele durante a temporada toda, mas perder deste jeito era que doía!!!

Abraços!

abril 16, 2007

Perguntinha

Para quem acha que crime é uma questão de renda (pessoas pobres "vão" para o crime), uma pergunta: por que em uma universidade localizada em um Estado rico (nono lugar em renda per capita nos US), cuja composição étnica é comparável diretamente com os "brancos" de Duke ou de Harvard, além da qualidade na formação de cadetes, um estudante pega uma arma e mata ao menos 33 de seus colegas? Se a pobreza leva para o crime, por que isto acontece?

Abraços!

Para os Apaixonados por Apostas

Que coisa ridiculamente inútil!!!! É tão ridículo que chega a ser divertido. E tem gente por aqui que está fazendo apostas com isto...

Abraços!

abril 13, 2007

Durham, Um Ano Atrás

A cidade ferveu com o caso dos garotos do time de lacrosse de Duke, acusados de estuprar uma stripper negra, que agora, depois de toda a comoção, chega ao fim de forma surpreendente para quem estava aqui na época: existia a certeza de que eles eram culpados, e que a pobre garota negra estava apenas fazendo o seu trabalho. Síntese da história aqui.

E depois vem ministra brasileira dizendo que o Brasil tem problemas de racismo...

Abraços!

P.S.: não quero aqui afirmar que os rapazes também são santos. Porém é forçar muito a barra trazer um problema racial para encobrir e dar peso a uma investigação que deveria ter sido rápida.

abril 12, 2007

Imbatível

Que beleza esta notícia!!! E estes rankings não aparecem com a mesma naturalidade que outros comparando o crescimento do Brasil com outros da América Latina. Tinha um ex-presidente de Banco Central que escreveu uma nota tempos atrás, na VEJA. fazendo o mesmo tipo de argumento. Ele era taxado de louco, mas o ponto principal ainda vale: parece que falar que tivemos uma hiper-inflação nos anos 90 e atribuir a isto muitos de nossos atuais males econômicos é algo tão grave quanto falar da "peste" (lepra) nos tempos medievais - apenas em voz baixa, tom pesaroso, como se a morte já estivesse decretada, e não repete esta palavra senão atrai...
O detalhe é que, ainda que tenha melhorado muito, com todas as condições externas favoráveis ultimamente, ainda estamos na 24ª posição no painel de países avaliados pelo Bradesco. Falta muito para eliminar de vez as cicatrizes "da peste"...

Abraços!

abril 08, 2007

With a Little Help From My Friends

Uma música que acho que diz muito do que estou passando por agora. Lógico que a interpretação que tenho na cabeça é a de Joe Cocker (uma versão menos "trash" aqui), ao invés da original por Ringo Starr nos Beatles. Oh, a propósito, a única correção na letra que eu faria: I DO have someone to love now...

With a Little Help From My Friends

Por Ringo Starr

What would you think if I sang out of tune,
Would you stand up and walk out on me ?
Lend me your ears and I'll sing you a song
And I'll try not to sing out of key.

Oh, I get by with a little help from my friends
Mm, I get high with a little help from my friends
Mm, gonna try with a little help from my friends

What do I do when my love is away
(Does it worry you to be alone ?)
How do I feel by the end of the day,
(Are you sad because you're on your own ?)

No, I get by with a little help from my friends
Mm, I get high with a little help from my friends
Mm, gonna try with a little help from my friends

Do you need anybody
I need somebody to love
Could it be anybody
I want somebody to love.

Would you believe in a love at first sight
Yes, I'm certain that it happens all the time
What do you see when you turn out the light
I can't tell you but I know it's mine,

Oh, I get by with a little help from my friends
Mm, I get high with a little help from my friends
Mm, gonna try with a little help from my friends

Do you need anybody
I just need someone to love
Could it be anybody
I want somebody to love.

Oh, I get by with a little help from my friends
with a little help from my friends.

Obrigado aos amigos, tanto dos EUA quanto os do Brasil.

Abraços!

abril 06, 2007

Aprendendo...

... a conhecer (e reconhecer) meus limites.

... a fazer amizades como conseqüência das horas trancados em sala de estudos lendo.

... a curtir mais um lugar que me recebeu para fazer o que gosto, estudando o que mais aprecio.

... a fazer sacrifícios para que o objetivo maior seja alcançado.

... que a mente, muitas vezes, precisa de mais descanso que o corpo.

... que o exercício físico é um excelente descanso para a cabeça.

... que fazer o máximo, o tempo todo, recompensa.

Estou feliz. Minha melhor fase nos EUA.

Abraços!

Rush in Raleigh


Estaremos lá!


Abraços!

abril 01, 2007

Racismo

A atual ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, sra. Matilde Ribeiro, está me fazendo o desfavor de acabar com um dos (atualmente poucos) motivos que tenho para me orgulhar do Brasil: a declaração dela a respeito do desgosto contra "quem o açoitou" é apenas mais um exemplo da (des)organização social e política estabelecida desde o início do atual governo.

Por que falar nisto era um orgulho? Não me lembro exatamente como a conversa começou na sala de estudos, mas meus colegas estavam discutindo algo como política de quotas em universidades, e a convivência entre negros e brancos nos Estados Unidos. Tudo em um nível de normalidade, como se não fosse (e é) chocante a separação entre raças no convívio social americano. Nunca fiz referências antes, mas uma das cenas mais impressionantes no ônibus que circula no campus é exatamente a separação de grupos de estudantes a partir da raça: entram os negros, ficam todos juntos conversando entre si; entram os brancos, ficam todos juntos conversando entre si; entram os asiáticos, ficam todos conversando entre si (lembram? Chineses falam chinês...); e não existe contato algum possível entre eles, além de um eventual "sorry" por um esbarrão, ou um "excuse me" pedindo espaço para chegar até a porta de saída do ônibus.

Costumo, até, fazer uma brincadeira sobre a divisão racial na Carolina do Norte que reflete bem a visão "de fora" do povo daqui: na maioria dos estabelecimentos comerciais, o branco é o dono do lugar, o negro é o gerente, o chinês é o cliente, enquanto o latino é o funcionário de mais baixo nível possível da organização, e que ainda fica contente por estar aqui! Parece bem simplificado, mas experimente ir em alguma lancheria de fast-food daqui para entender direito do que estou falando.

A imagem do contraste, especialmente para quem vem do Brasil, é incrível. E tão incrível, que quando fiz esta referência para meus colegas, todos eles disseram que nunca tinham observado a separação por este ângulo (povo jovem, com instrução, mas ainda assim voluntariamente se apartando por raça), e me perguntaram como era no Brasil. Para meu orgulho, pude descrever que venho de um país onde a miscigenação é muito grande, onde quase ninguém pode se identificar como descendente de uma única raça. Óbvio que disse que o preconceito existe (e quem nasceu onde eu nasci, na região onde o povo se refere pejorativamente aos "brasileiros", para se diferenciar dos "italianos" que seríamos, sabe bem do que estou falando – como se a Itália tivesse algum entreposto especial, além da influência lingüistica, sobre aquela região do Brasil), e que é de ambas as partes, mas pude dizer que, mesmo assim, existe a "mistura" e graças à Deus que é assim!

Caramba, como eu saí bem daquela conversa!!! Pude me orgulhar do lugar de onde vim, do que se fez para a formação de um povo em 500 anos, da nossa história. E agora, para o mundo inteiro saber (a entrevista foi feita pela BBC-Brasil), vem uma ministra dizer que, atualmente, o cidadão negro brasileiro pode naturalmente desgostar de um cidadão branco porque o tataravô do seu bisavô foi açoitado durante o período de escravidão. Além de inventar o "açoite intergeneracional", com direito a alto grau de persistência (não tem modelo de "overlapping generation" que possa explicar isto!), a infeliz ainda fica feliz de dizer que agora o Ministério da Saúde está solicitando a identificação de raça em seus formulários, para que "programas específicos" possam atender melhor a população. Como se o problema da saúde pública, agora, fosse também uma questão de raça, ao invés de atendimento. Só falta dizer, também, que negros possuem diferenças fisiológicas fundamentais que justifiquem tratamentos diferenciados. Por volta dos anos 30, apareceu um maluco austríaco na Alemanha falando alguma coisa neste sentido a respeito dos brancos, e contra os negros e judeus. Acho que não acabou em coisa muito boa...

Abraços!

P.S.: a propósito de linguística e o dialeto do Vêneto, para os orgulhosos da minha terra, fiquem sabendo que o "italiano" (língua) que veio para o sul do Brasil é muito mais próximo do espanhol do que do italiano própriamente dito. Ver aqui, comentários sobre algumas flexões verbais, no final da página 4.

março 31, 2007

Verão Promete...

Em junho, duas ótimas pedidas para quem ficar por Durham:
  1. Para quem curte economia, vale lembrar que estão abertas as inscrições para o Encontro Norte-Americano da Econometric Society. Quem vai estar por aqui, já confirmado? Mark Watson e Chris Sims (Princeton), Lars Hansen (Chicago), Fabio Canova (Pompeu Fabra - Espanha), Christopher Pissarides (LSE), Frederic Mishkin (Federal Reserve Board), além, lógico, dos anfitriões: Tim Bollerslev, George Tauchen, Martin Uribe, Juan Rubio-Ramirez, entre muitos outros.
  2. Para quem curte boa música ("boa", não! "Excelente", para dizer o mínimo), foi anunciada a nova turnê do Rush. Disco novo, os velhinhos pegam a estrada. E o que é melhor, um dos shows será em Raleigh, em um pavilhão que fica a 34 milhas de casa (siga o mapa da figura).


Para mim, que gosto das duas opções, acho que o verão tem tudo para ser legal por aqui.

Abraços!

março 25, 2007

De Novo, a Imprensa e o BC

Pelo visto, a imprensa do partidão e congêneres descobriram as reuniões de mercado, que o BC organiza a cada trimestre com representes do mercado financeiro para discutir conjuntura. Que coisa! Vamos aos fatos, então.

Em primeiro lugar, a reunião dos diretores do BC com o mercado é tão "secreta" que já foi noticiada algumas vezes na imprensa (exemplo aqui). Ou seja, a única versão possível para a palavra "secreta" que a matéria pode dar é no sentido de "fechada", "privativa".

Se o sentido que a matéria quis dar foi este, então, em segundo lugar, devo dizer que concordo com alguns pontos do que está ali. Já escrevi aqui que considero a relação institucional do Banco Central com os demais órgãos da República um pouco frágil, acabando por confundir muitas vezes o que é objetivo do BC daquilo que seja uma atribuição do governo em turno. Agora, daí a termos "um escândalo", são outros quinhentos: passar informações "privilegiadas" para 80 (!!!) pessoas, distribuídas ao longo de dois dias, ainda mais em um mercado de capitais que, globalmente, é pequeno como o brasileiro, é quase a mesma coisa que um anúncio público.

"Ah, mas os bancos ganham dinheiro com isto!" Que bom! Para quem tem dinheiro aplicado, saber que o banco está ganhando dinheiro é ótimo! Mas, sem ironias agora, da mesma forma que o mercado gosta de saber o que o BC pensa, também o BC ganha um panorama bem mais preciso a respeito do que o mercado acredita. O BC possui, sim, relatórios que mostram números coletados junto ao mercado, mas ter uma reunião onde se possa coletar impressões específicas a respeito das opiniões do mercado é uma ferramenta importante.

Só para comparar, o Banco da Inglaterra organiza encontros regulares com economistas de mercado para tratar, especificamente, de operações de câmbio, operações com a Libra Esterlina e operações com juros e empréstimos. Se procurarem as atas destas reuniões, vão encontrar nomes, por exemplo, de economistas do Barclay's, do J.P. Morgan, HSBC, Deutsche Bank. Infelizmente, mais uma vez, acho que o BC brasileiro peca por omissão: deveria chegar a público e dizer o que todo mundo sabe – fazemos as reuniões, que contaram com a presença de Fulano, do banco A, Beltrano, do banco B, Cicrano, do banco C...

Mais uma vez, o BC tem a chance de dar um passo sério no sentido de responder a seus críticos. Infelizmente, acho que mais uma vez não vai acontecer nada.

Abraços!

março 24, 2007

Operando no Mercado Financeiro

Direto das mesas de câmbio do Banco Central do Brasil... (brincadeira, Marcelo!)

Abraços!

Reunião de Família

Tudo bem, foi no aeroporto, não deu nem tempo de dar uma volta para mostrar a cidade, mas rever o outro pedaço da família que resolveu se perder no mundo foi legal. Guilherme é meu primo, está em Des Moines (Drake University) estudando ciência da computação. Ele veio para NC treinar com a equipe de tênis da universidade, além de curtir um pouco o spring break.

Pena que as nossas férias não coincidiram: quando ele iniciou o período de férias, eu estava voltando para as aulas. Só deu tempo para tirar uma foto de aeroporto, mesmo.


Abraços!

Brain Damage/Eclipse

Em homenagem ao show que São Paulo vai testemunhar hoje (o Rio já viu ontem, e que Chris, Ricardo, Gio, Tita, Ernani e eu vimos na minha segunda casa – faltou alguém na lista? O Messala estava também?), parte de uma visão do lado obscuro da lua.

Brain Damage/Eclipse

Por Roger Waters

The lunatic is on the grass
The lunatic is on the grass
Remembering games and daisy chains and laughs
Got to keep the loonies on the path
The lunatic is in the hall
The lunatics are in my hall
The paper holds their folded faces to the floor
And every day the paper boy brings more
And if the dam breaks open many years too soon
And if there is no room upon the hill
And if your head explodes with dark forbodings too
I'll see you on the dark side of the moon

The lunatic is in my head
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
You re-arrange me 'till I'm sane
You lock the door
And throw away the key
There's someone in my head but it's not me.

And if the cloud bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear
And if the band you're in starts playing different tunes
I'll see you on the dark side of the moon

"I can't think of anything to say except...I think it's marvellous! HaHaHa!"

All that you touch
All that you see
All that you taste
All that you feel
All that you love
All that you hate
All you distrust
All that you save
All that you give
All that you deal
All that you buy, beg, borrow or steal
All you create
All you destroy
All that you do
All that you say
All that you eat, everyone you meet
All that you slight, everyone you fight
All that is now
All that is gone
All that's to comeand, everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon.

Abraços!

março 19, 2007

Roteiro para o Caos dos Aeroportos

Para você que viaja bastante pelo Brasil, um roteiro sobre o que vai encontrar nos aeroportos:
  1. Depois de comprada a passagem e chegado no aeroporto, filas quilométricas, já que nenhuma companhia aérea possui funcionários suficientes no balcão para atender.
  2. Feito o check-in, vai passar em frente de algum protesto de funcionários ou da Varig (reclamando das demissões em massa), ou da Infraero (reclamando das condições de trabalho no balcão), ou da TAM (com funcionárias ameaçadas de levar uns tapas se não voltarem para o balcão). Desespere-se se o protesto for do pessoal da torre de controle, DAC e afins, porque aí existe a certeza de que o vôo não sai.
  3. Fila adicional: depois do check-in, a do cafezinho, já que tem o povo que está parado no aeroporto mais de seis horas, e ao invés de solicitar apenas o cafezinho, quer fazer as três refeições que faltaram de uma vez só.
  4. E mais uma fila, já que ninguém é de ferro: depois de chamado para a sala de embarque e colocado dentro do avião, aguarde pacientemente a decolagem, já que outros tantos estarão parados à sua frente.

Ah, e não esqueça: no meio do caos, você pode ter certeza que o Presidente determinará apuração imediata do caos aéreo. Não acontecerá mais nada depois da apuração, mas ele vai querer saber de tudo... E não vai aparecer nenhuma matéria depois, dizendo que ele ficou "profundamente irritado" com a situação dos aeroportos.

Abraços!

P.S.: Ao menos a última confusão nos aeroportos serviu para alguma coisa...