dezembro 10, 2008

Londres: Semana Boa

Estou, faz algum tempo, prometendo escrever sobre a viagem que fizemos a Londres na semana do Thanksgiving. Infelizmente, a falta de tempo estava me impedindo de escrever posts mais longos, como este que segue abaixo, além de selecionar algumas poucas fotos para colocar aqui, já que foram muitas as imagens legais que conseguimos captar. Bom, se você estiver com tempo, aproveite: acho que o relato da viagem mostra o quanto valeu a pena cruzar o Atlântico por uma semana.

Chegamos em Londres no dia 23 de novembro, domingo, com o clima que, dizem, típico da cidade: tempo fechado, chuva, céu bem encoberto, sem perspectiva de vermos o sol. Também a mudança de fuso horário não foi muito legal. Realmente, com 5 horas de diferença no fuso, chegar às 8 da manhã em Heathrow era quase equivalente a chegar de uma festa às 3 da manhã, mas sem estar bêbado... Um horror. De toda forma, a chegada foi divertida, já que andar por Camden em pleno domingo de feira trouxe lembranças da Oswaldo Aranha nos finais de semana. Todos os "amigos punks" estavam por lá, literalmente.

Para quem não conhece Londres (era o meu caso), o primeiro impacto da cidade é estranho, já que a maior parte das conexões são feitas pelo metrô. Por mais que a Christiane e a Carla me explicassem por onde estávamos passando, não foi até a noite em que pude olhar direito para um mapa e, no dia seguinte, andar de ônibus, que consegui me localizar. Na foto abaixo, minhas guias preferidas na foto padrão.


Como turista de primeira viagem na cidade, a programação foi montada de forma que eu conhecesse as atrações principais. Logo, andamos por Trafalgar Square, Picadilly Circus, chegamos perto da Tower Bridge, entramos na Tower of London, estivemos perto do Palácio de Buckingham pouco antes de uma cerimônia de troca da guarda (não ficamos para ver, já que eu já achei chato toda aquela movimentação, antes mesmo da cerimônia, que minhas guias garantiram ser mais chata ainda), etc, etc, etc. Para mostrar que tudo foi feito de acordo com o roteiro básico do turista, segue a outra foto padrão na cidade. As cabines telefônicas, hoje em dia, só servem para serviço de utilidade pública: algumas mostram propagandas de prostitutas; outras funcionam como mictório. Para os bons observadores, as notas no fundo da cabine eram propagandas (o cheiro de urina na cabine me fez concluir que os serviços de utilidade pública não se excluem).


Um passeio muito legal foi a volta na London Eye. Ao contrário dos seus detratores, eu achei que a roda gigante colocada nas margens do Tâmisa combinou muito bem com a paisagem, ainda mais por não ser a única obra moderna ao redor: a Golden Jubilee Bridge tem um desenho bem avançado; o próprio prédio da Waterloo Station, a despeito da fachada tradicional, tem uma base metálica moderna muito interessante. Como se pode notar pela foto abaixo, o tempo nos deu uma trégua, e permitiu vistas muito bonitas da cidade.


Como não poderia deixar de ser, também, passamos pelo museu de Madame Tusseauds, com suas estátuas de cera com imagens de celebridades, e as fotos ridículas com seus personagens. Por exemplo, a reação da Chris quando encontrou certa figura... É o orgulho da casa!


Também encontrei um outro pedindo uma ajuda para resolver os problemas com uma "marolinha". Tive que deixar a minha contribuição.


Além disso, uma mão bem indiscreta em áreas indevidas de uma moça que valoriza seus atributos. Como se pode ver, não faltaram, mesmo, fotos ridículas. (Vou evitar, também, a piada dizendo que Jennifer Lopez é uma mulher sem graça, já que é "fria". Ops, escapou! Desculpa aí!)


Na agenda cultural, não poderiam faltar as visitas ao British Museum e a National Gallery. No prédio do British Museum (um monumento por si só de arquitetura), a visita à famosa "Pedra da Roseta", que Champollion usou para decifrar os hieróglifos egípcios, me trouxe de volta às aulas de história da quinta série. Emocionante ver este pedaço da história ao vivo. Também as múmias egípcias e estátuas gregas me lembraram da vantagem de ter sido uma potência mundial em outras épocas: garanto que nenhuma destas preciosidades estariam no British Museum se a Inglaterra não tivesse saqueado os tesouros gregos na sua fase "super-potência". Abaixo, eu junto de uma das imagens de Tutankhamun.


Por fim, como também não poderia deixar de ser, visitamos alguns pubs pela cidade. Um deles, em um dos passeios organizados pela London Walks (vale muito a pena, são guias muito bem preparados e que sabem muito sobre a cidade), era um dos mais antigos da cidade. Na verdade, era um pub que existia naquele prédio desde 1695, mesmo que tivesse trocado (muitas vezes) de dono ao longo destes anos. Também estivemos em pubs mais tradicionais. Comemos "fish and chips", tomamos cervejas locais (muito ruins, na sua maioria), e nos divertimos muito.

Finalmente, na foto abaixo, minhas guias preferidas, extasiadas com a minha presença, estão me agradecendo pelo passeio. Eu é que tenho que agradecer a elas: foi tudo ótimo!


Abraços!

P.S.: Post atualizado como resultado do meu desconhecimento dos nomes das pontes que cortam o Tâmisa.

dezembro 09, 2008

A Diferença: Cadeia

A notícia que eu recupero aqui é antiga, mas vale lembrar um trecho:

Dos 81 senadores que farão parte da próxima legislatura, 15 receberam doações de campanha de seus suplentes, que podem assumir o mandato sem terem recebido nenhum voto. No ano passado, 27 senadores foram eleitos e cinco foram financiados, em parte, pelos seus possíveis substitutos.
O caso mais emblemático é o do ministro Hélio Costa (Comunicações), eleito senador em 2002 e licenciado desde julho de 2005. Seu suplente, Wellington Salgado (PMDB-MG), financiou 50% da campanha. Salgado e sua família são donos da Universo (Universidade Salgado de Oliveira) e da Unitri (Centro Universitário do Triângulo). Salgado é presidente da Comissão de Educação e jamais exercera cargo eletivo.
Wellington Salgado (PMDB-MG) afirmou que dois fatores influenciaram na escolha de seu nome como suplente de Hélio Costa, atual ministro das Comunicações. "Um foi a minha presença no Triângulo Mineiro, onde tenho faculdade e um time de basquete, e o segundo é o apoio financeiro, claro", afirmou.
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Por que trazer a notícia agora? Hoje, o Governador do Estado de Illinois, responsável pela escolha do substituto de Obama no Senado, foi preso. Motivo?


A Procuradoria de Illinois acusou o governador do Estado, Rod Blagojevich, e seu chefe de gabinete, John Harris, de conspirarem para obter benefícios pessoais em troca da indicação para o substituto de Barack Obama no Senado dos Estados Unidos.


Blagojevich teria tentado obter "benefícios financeiros" com a designação do novo senador por Illinois, substituto de Obama, que tomará posse como presidente da República no dia 20 de janeiro.


O documento acrescenta que Blagojevich obteve ainda contribuições para sua campanha em troca de favores políticos. As acusações contra o governador foram fundamentadas com conversas grampeadas em novembro, autorizados por um juiz.


Nessas gravações, teria ficado claro a suposta conspiração para "vender ou trocar" a cadeira do Senado, por "benefícios financeiros ou de outro tipo", para o próprio governador ou sua esposa Patty.

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Os Estados Unidos são muito diferentes do Brasil, com certeza. Mas parte significativa desta diferença seria reduzida se "apoio financeiro" de suplente no Senado resultasse em cadeia.

Abraços

Juros: Você Aceitaria?

Algumas certezas:

— Mercadante aceitaria ser presidente do BC e cortar os juros;

— Belluzzo aceitaria ser presidente do BC e cortar os juros;

— Bresser-Pereira aceitaria ser presidente do BC e cortar os juros;

— Pochmann aceitaria ser presidente do BC e cortar os juros.

Se nenhum destes, hoje, é presidente do BC, e todos aceitariam o cargo, é porque nenhum deles recebeu o convite formal para que ocupassem o cargo. Eu continuo achando muito engraçadas as notícias que dão conta da insatisfação de quem fez o convite com as decisões recentes sobre juros.

Agora, o que não entendo é como alguém aceita trabalhar sério tendo que ouvir toda esta ladainha. Haja patriotismo, vontade de colocar cargo no CV, ou seja lá o que for, que justifique tanta paciência com um governo que não assume suas escolhas.

O governo já deu os sinais do que quer. Você aceitaria trabalhar assim? Eu, não.

Abraços!

dezembro 04, 2008

dezembro 02, 2008

Sacaneando Spammer 2

Este aí deve ter usado o tradutor automático para escrever a mensagem. O título do e-mail não poderia ser mais sugestivo.


Abraços!

Sobre Londres

Estou meio apertado de tempo para escrever o que quero sobre a viagem que fizemos na semana passada, mas deixo a nota aqui dizendo que foi tudo muito divertido. Ver como a Carla está bem foi muito legal; andar pelos prédios históricos da cidade foi muito interessante; ter um pouco de descanso junto da Chris foi fundamental neste final de ano.

Fica uma foto aí para dar um gostinho da cidade.


Escrevo depois para deixar as minhas impressões sobre a cidade.

Abraços!

dezembro 01, 2008

Sacaneando Spammer 1

Nova seção no blog: "Sacaneando Spammer" procura deixar no ridículo estes caras que enchem as caixas postais todos os dias com porcarias, sem seguir a regra necessária para que o nosso e-mail seja retirado de sua lista*. Já que eles não são punidos pela lei brasileira (muitas vezes, são enviados de servidores de fora do país, o que impede a sua criminalização), eu estou tomando a iniciativa de responder, pessoalmente, as porcarias que recebo. E as melhores respostas ficarão registradas aqui no blog.

Como primeira vítima, segue a minha resposta para um e-mail que tenta vender modelos de cartas comerciais. A empresa que manda este e-mail não oferece a opção de retirar o meu nome do seu cadastro. Resultado: foi sacaneada.




Abraços!

* Para quem quer saber mais da legislação brasileira sobre spam, leia aqui.

Evitem a Recessão: Prendam os Pessimistas

Não dêem idéia, não dêem idéia: depois, republiqueta latino-americana resolve copiar, aí já viu...

Notícia tirada a partir do comentário do blog do Paul Krugman.

Abraços!

Duas Notas Esportivas

1) Propaganda da Mastercard que será lançada brevemente:

"Passagens aéreas para Londres com a esposa: US$ 1000.00;

Hotel em Londres por uma semana: US$ 1000.00;

Ver Luis Felipe Scolari falando em inglês, dizendo que não dorme com jogador para saber da vida noturna dele: NÃO TEM PREÇO!!!"

2) Eu pedi, aqui neste site, que os Bulls selecionassem Derrick Rose no draft deste ano. Veja aqui o motivo:





Abraços!

novembro 30, 2008

Duke Football (Final) Update: 4-8

Season is over, finally.

Abraços!

Isto é Incríííííível...

Estivemos fora por uma semana. O que mudou? A foto abaixo, de um posto de gasolina aqui perto de casa, foi tirada no caminho para o aeroporto, no dia 22 de novembro. Notem o preço da gasolina mais barata: US$ 1.87 por galão.



Esta outra foto foi tirada na volta, ontem, dia 29 de novembro, do mesmo posto de gasolina. Notem o preço: US$ 1,81 por galão! Queda de mais de 3% em uma semana!



Se você acha que eu estou de sacanagem, que eu peguei um posto que está fechando para tomar como parâmetro, olhem aqui a média dos preços da gasolina no Estado da Carolina do Norte. Agora, no Brasil, isto não vai acontecer. Por quê? Duas possíveis explicações: 1) porque o governo não quer, o que é uma opção de política de preços; 2) porque o governo não pode baixar, o que, em tempos de vacas magras para as empresas de petróleo, deveria ser melhor explicado. Ops, acho que já está sendo explicado...

Como dizia o Lombardi, no final daquele quadro no programa Sílvio Santos: "Isto é incríííííível..."

Abraços

O Homem é Mau, Até em SC

Não gosto muito da Zero Hora, e talvez o fato de o melhor texto deste domingo que encontrei por lá sobre política tenha sido escrito por um cronista esportivo diga muito. Entretanto, David Coimbra está fora da linha do comentarista de esportes tradicional. E a sua análise sobre a tragédia de Santa Catarina é perfeita.

Sim, o homem é mau, por natureza, seja pobre, rico, branco, negro, amarelo, doutor, pedreiro, presidente, lixeiro, gaúcho, carioca, acreano, inglês, americano, chinês, cubano. E é por isto, e só para isto, que precisamos de leis e de um Estado que as façam ser cumpridas.

Segue trecho:

clipped from www.clicrbs.com.br
Agora mesmo, milhares de brasileiros foram vitimados pelas enchentes em Santa Catarina, e parece que neste caso não dá para atribuir a culpa a ninguém, senão à Natureza inclemente. Aí, como reagiram alguns brasileiros à tragédia que martiriza seus semelhantes? Comerciantes aumentaram os preços dos alimentos e da água potável — li que um litro de água chega a ser vendido a R$ 14. Flagelados não abandonam suas casas com medo de que sejam arrombadas. Depósitos de mercadorias estão sendo atacados. Vi fotos de gente levando produtos de saque pela rua dentro dos próprios carrinhos dos supermercados. Não eram alimentos. Eram TVs de tela plana, eletrodomésticos e bebidas alcoólicas. Uma farra. Para arrematar a festa, os caminhões que tombam nas estradas são saqueados pelas comunidades lindeiras às rodovias e pelos outros motoristas.
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Abraços!

novembro 22, 2008

Fim de Semestre

Thanksgiving chegando, mas este ano não vai ter futebol na frente do prédio da Economia: estamos indo visitar uma pessoa especial.

Ah, consequência disto? Duas:

1) Posts (ainda) mais esparsos;

2) Fotos quando voltarmos.

Metas para a viagem? Terminar, durante o vôo, a leitura de alguns livros não relacionados aos estudos, talvez ler alguns papers na volta; ouvir alguns cds que comprei mas estavam jogados na prateleira; descansar bastante.

Abraços!

Humor na Crise

Esta charge que o Krugman colocou no seu blog, a partir da foto do atual presidente do FED, é antológica.

Abraços!

"Quem Paga o Gaiteiro, Escolhe a Música"

Passou batido por mim detalhes mais aprofundados sobre as reuniões dos ministros do G-20 no Brasil, e dos presidentes do grupo em Washington. Eu registrei aqui no blog a repercussão da reunião pelo NYT, e a relativa (des)importância do Brasil e outros emergentes nas negociações. Antes disto, fui chamado de "superficial" nos comentários de um post sobre as declarações de Mantega em uma reunião do FMI, e retruquei dizendo o óbvio: os países desenvolvidos não vão ouvir os emergentes, e também não vão aceitar o FMI como mediador destes esforços. E isto por um motivo simples: a participação dos emergentes nestes organismos multilaterais é muito pequena. Citei, para completar, que o total de fundos disponíveis no FMI para atender os países correspondia ao total das reservas internacionais brasileiras, o que não é suficiente para atender o mundo todo em uma crise destas dimensões.

Pois não é que eu descobri, agora, uma lembrança genial da ministra da Economia da França, falando exatamente a este respeito? Ela citou um ditado irlandês que diz muito, neste momento, sobre as pretensões emergentes nestas discussões:


"O Brasil sempre pede muito, mas há um adágio irlandês adequado para a situação, quem paga o gaiteiro escolhe a música."


Notem que Christine Lagarde não é ministra de um governo "lame duck", não é uma raivosa republicana, nem amestrada pelo Bush.

Preciso falar mais alguma coisa?

Abraços!

novembro 20, 2008

A Volta do Provão

Demorou, mas vai sair aqui deste blog um elogio para o governo: parabéns por retornarem com o Provão (agora chamado de Enade) obrigatório para todos os alunos concluindo curso. A idéia da amostragem para selecionar alunos que fazem as provas era lamentável, pois prejudicava tanto a comparação histórica de um mesmo curso quanto a comparação entre cursos de mesma área em universidades diferentes.

Agora, uma provocação: segundo o coordenador do Inep, a mudança foi feita para dar credibilidade ao exame. Se o exame está voltando para o formato antigo, quer dizer que o governo admite que o uso da amostragem retirou credibilidade do processo de avaliação dos cursos?

Abraços

novembro 15, 2008

Nova Pesquisa

E ela tinha que ser, obviamente, sobre a personalidade do ano. Registre aí do lado a sua opinião sobre Barack Obama!

Abraços!

"Show me Money", "Dog House", Fim de Página: NYT

A matéria do NYT sobre a reunião do G-20 em Washington serviu para mostrar o quão desigual ainda é a pauta dos países envolvidos na crise, e a pouca possibilidade de gerar uma "solução comum", "regulação global", e outras pirotecnias tão presentes (e supostamente eficientes) no noticiário brasileiro quanto o emplastro Brás Cubas.

A despeito da declaração conjunta do grupo, o NYT destaca que qualquer solução vai, necessariamente, passar pela posse de Obama na Casa Branca. Mais do que isto, a matéria também se mostra cética, à la Thomas Friedman, quanto à soluções que o futuro governo americano possa implementar sozinho. E este parágrafo deixa claro a noção "show me the money" que o colunista já expôs durante a semana:


clipped from www.nytimes.com
Though the proposals were cast as ambitious reform, they mainly reflected steps that the countries were already undertaking. What remained to be seen was whether, working with a new White House, they will cast aside their political and economic differences to come up with dramatic changes.
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Ou seja, muito bonito cobrar a solução americana, mas na hora de sentar com o novo governo para propor um ajuste conjunto, o tom da conversa deve mudar significativamente. Propor "harmonização dos padrões de contabilidade", para que a informação entre países seja mais transparente, é fácil. Duro, mesmo, vai ser quando Obama não abrir mão de posições pró-mercado (e a presença de Larry Summers e Timothy Geithner na equipe do novo governo me leva a crer nisto), e tiver que bater de frente com presidentes como Sarkozy (um francês, como sempre!).

Também interessante, não poderia deixar de ser, o papelão argentino na reunião, onde o grande destaque dado pela matéria foi na estatização dos fundos de pensão do país. Seguindo a linha de um blogueiro do Brasil, o governo argentino foi, literalmente, colocado na "dog house" dos investidores internacionais (e o pior, tem quem ache bom isto, seja por lá, seja no Brasil...):


clipped from www.nytimes.com
Argentina, meanwhile, announced it would nationalize $26 billion of private pension funds, raising fears that the government was short on cash and putting Mrs. Kirchner into an economic dog house with foreign investors, who are pulling their money out of the country.
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Por fim, para os deslumbrados com o "novo papel" que "nossoguia" exercita na política externa, o final da matéria chega como uma ducha de água fria: dizer que "para quem clama por um assento no encontro de verão, apenas estar por aqui já era uma vitória" é uma baita sacanagem!!!

(se não entenderam a última frase, a parte do "baita sacanagem" é uma ironia, tá?)

Abraços!

Duke Football Update: 4-6

Yeah, yeah, yeah... whatever.

Abraços!

novembro 12, 2008

Duke Basketball: Nova Temporada

Começou nesta semana a temporada de basquete universitário. Duke vem com um time mais reforçado, tanto em termos físicos quanto em termos de jogadores novos: muitos dos veteranos ficaram trabalhando a parte física durante o verão, para aguentarem melhor a sequência de jogos e chegar em março mais inteiros; por outro lado, entre os novos recrutados, o que chama a atenção é a força física, já que, além de dois pivôs (Olek Czyz e Miles Plumlee), também chegou um armador de bom tamanho (Elliot Williams, 1,92m, aproximadamente), para compensar a ausência de um grande jogador capaz de dominar o garrafão.

A expectativa é que Duke jogue nesta temporada no mesmo ritmo acelerado da temporada passada, mas com melhores resultados em função tanto da melhora física quanto da maior experiência do time. Neste ano, dois seniors na classe (no ano passado, apenas um, DeMarcus Nelson, hoje jogando no Golden State Warriors, da NBA). De fato, nos dois primeiros jogos, duas vitórias com margens de, respectivamente, 31 pontos (contra Presbyterian) e 43 pontos (contra Georgia Southern), ainda que contra duas escolas sem expressão.

Os jogos efetivamente começam a ficar mais interessantes em dezembro, com destaque no dia 2, bom jogo contra Purdue, e no dia 20, contra Xavier. Janeiro marca o início dos jogos da ACC, mas a minha expectativa é de um bom jogo contra Davidson, que teve um excelente desempenho no Nacional do ano passado. Em fevereiro, o primeiro jogo contra a UNC (maior rival local), em março, antes das finais da Conferência e o início do Nacional, o segundo jogo.

E assim segue a vida universitária em termos de esportes, para aquelas universidades que não possuem bons times de futebol: se Duke fosse um pouquinho melhor, estaríamos acompanhando a temporada de futebol até o início de janeiro. Como o forte aqui é o basquete, presta-se atenção no time desde o início, depois de torradas todas as esperanças de vitória na temporada do esporte "paixão nacional".

Abraço!

novembro 09, 2008

A Hora da Conta

Excelente artigo de Thomas Friedman no NYT de hoje. Muito apropriada a lembrança para aqueles ainda deslumbrados com Obama, gritando como se um socialista estivesse perto de ocupar a Casa Branca. A prova do pudim é feita com uma colher, depois dele pronto, e não através da execução da receita.

A festa da eleição acabou. Quero ver quantos vão se apresentar para pagar a conta.

Abraços!

Um Conto de Halloween

Não gosto mais de brincar de Halloween. Mamãe me pediu, este ano, para me vestir de fadinha para pedir doces para os vizinhos, mas eu não faço mais isto, não caio mais no conto dela. Eu até fui para a escola com a roupa que mamãe fez para mim, mas eu não faço mais isto.

Na escola foi legal, a professora apareceu fantasiada também, meus colegas estavam vestidos de monstros. Johnny veio vestido de jogador de futebol americano, Pat veio de Pokemon. Eles são meus amigos, mas no ano que vem, eles não me convencem a colocar mais roupa nenhuma. Eles que vão brincar no Halloween, eu não brinco mais, não tem mais graça.

Voltamos para casa, na maior animação. Mamãe estava me esperando na saída do ônibus. Não via a hora de bater na porta dos vizinhos para brincar "Trick or Treat". Mamãe reclamou muito, no ano passado, quando comi todos os doces de uma vez só, e fiquei enjoada. Mas foi divertido, os chocolates estava gostosos! Este ano, não. Passei mal, mas foi por outro motivo.

Quando anoiteceu, mamãe me levou para junto dos meus amiguinhos, e começamos a bater na porta dos vizinhos. Todo mundo nos dava doces. Este ano estava especial, muitos chocolates!!! A minha cestinha estava ficando bem cheia. Mamãe estava junto da gente, mais o pai da Jane e a mãe do Johnny. Até que resolvemos bater naquela porta...


Estava tudo escuro, apenas uma luz acesa. Mas nós estávamos contentes. A Jane só falava nas balas que iria comer. O Johnny, previnido, prometia sua mãe que só iria comer um doce por dia, mas nos dizia, escondido, que iria levar mais doces para comer na escola, escondido da professora e dos seus pais. Batemos na porta. Eu lembro de ter pensado que o lugar era meio macabro. Mas ainda assim, batemos na porta. Foi quando aconteceu.

Mamãe segurou a primeira porta, proteção para o frio, aberta. Nós fazíamos barulho, gritávamos "Trick or treat", quando ouvimos a maçaneta da porta girar, aquele click. A porta demorou um segundo para abrir, mas quando abriu, um berro horroroso veio lá de dentro, um grito macabro que estourou nos nossos ouvidos e trouxe o pânico!!! E veio, lá de dentro, a criatura mais horrorosa que eu vi na vida!


Aquele, aquilo, aquele animal... aquele bode gritou alto!!! Todos ficamos assustados! O Pat me contou que, depois que ouviu o grito, acabou fazendo sujeira nas calças. A Jane saiu correndo, sua mãe teve que segurá-la para que não atravessasse a rua. Johnny jogou longe a sua cestinha, até hoje é possível encontrar chocolates jogados ao redor daquela casa medonha. Eu? Eu gritei, ainda mais alto que aquele bode, estava apavorada. Depois do grito, quis sair correndo, mas o Pat, vestido de Pokemon, estava mudando de cor a cada instante que passava olhando para a besta-fera, e não se mexia.

Foi quando mamãe nos disse para nos acalmarmos, que o bode tinha uma surpresa para nós. Eu não entendi por que, mas ela ria, ria muito! Mamãe devia ter sido abduzida pelo bode!!!! Aí o bode trouxe uma cesta cheia de chocolates. Ele queria nos comprar com doces!!! Aqueles doces deviam estar amaldiçoados. Quando Johnny, quase empurrado por sua mãe, se colocou na frente do bode para pegar doces, a fera gritou de novo:

— Só pode pegar um!!!!!

Johnny me disse que, quando ouviu aquilo, fez caquinha de novo nas calças. Pegou só um doce, e mostrou para o bode mau que estava pegando só um. O animal concordou. Fizemos fila, com medo que a fera voltasse a gritar, mas pegamos apenas um doce. Eu ainda tenho este chocolate guardado na minha gaveta. Estou com medo de comê-lo.

Não contente em nos assustar, a fera ainda foi fazer a sua festa. Encontrou uma menina no caminho. A menina parece que não se assustou com o bode, e saiu com ele! Ela deve ser corajosa! Quando crescer, quero ser que nem ela, só para não ter medo do bode...


E, depois de tudo, o bode ainda se reuniu com amigos para beber e fazer festa rindo da nossa cara!



No final da noite, o bode ainda ganhou um beijo da menina corajosa... Não quero mais ser como ela: que nojo dar um beijo naquele bode assustador!!!! E ele nem virou príncipe depois do beijo!


Eu não quero mais saber de Halloween! Não mesmo. No ano que vem, não brinco mais. Perdeu a graça.

Abraço!

Duke Football Update: 4-5

Quando o quarterback do seu time executa passes totalizando 317 jardas, acertando 37 em 52 passes, com dois touchdowns, além de 41 jardas corridas, é sinal de que o seu time teve um bom final de semana, não? Se o jogo for de futebol universitário, e se o time for Duke, não tenha tanta certeza: Duke perdeu para NC State, em casa, por 27-17, em uma partida horripilante, para dizer o mínimo.

O quarterback de Duke, Thad Lewis, com o desempenho acima, não conseguiu transformar os números em pontos, basicamente pela ineficiência do jogo de corrida: em um primeiro down na linha de 3 jardas de NC State, quando o jogo ainda estava 24 a 10 no início do terceiro quarto, Duke executou três corridas seguidas, todas bloqueadas pela defesa, e, no quarto down, um passe incompleto. Tivesse uma dessas quatro jogadas dado certo, e o jogo estaria reduzido a apenas uma posse de bola...

Com isto, fica confirmada a previsão feita na semana passada, com Duke perdendo os próximos três jogos, e encerrando a temporada com quatro vitórias e oito derrotas. Um quadro razoável para quem ganhou apenas quatro jogos nas últimas quatro temporadas e abre boas perspectivas para o ano que vem, com o primeiro recrutamento do novo treinador, David Cutcliffe, em uma temporada que, com certeza, o time estará melhor preparado.

Abraço!

novembro 04, 2008

Vai Passar, Vai Passar...

A imprensa brasileira tem um vício que chega a ser nojento: quando os dados não batem com a tese do jornalista que está escrevendo a matéria, basta reescrever a tese com letras garrafais no título, e tudo estará provado. Os dados que se explodam! Do que estou falando? Olhem o título da matéria que saiu na Folha de hoje:

"Apesar de ganhos, Obama perde entre os brancos"

Para quem não lê a matéria, fica com aquela idéia plantada: "é, americano é racista mesmo". Aí alguém que se disponha a fazer um pouco mais de esforço pega a matéria para ler, matéria assinada pelo ente "Da Redação" (este jornalista, o tal "Da Redação", tinha que ser demitido por escrever um título de matéria como este):


clipped from oglobo.globo.com

A mais recente pesquisa do "New York Times" e rede CBS apontou que Obama tem o apoio de 44% dos brancos.

É um índice superior à média -de 39%- que o Partido Democrata registra desde 1964.

Além de o apoio branco a Obama ser mais expressivo que o recebido pelo democrata Bill Clinton nas suas duas eleições, o "New York Times" registrou que, do ponto de vista histórico, a fatia do eleitorado branco no universo do total dos votantes dos EUA encolheu. Em 1984, ano da reeleição do democrata Ronald Reagan, 86% dos votos eram de brancos. Em 2004, o número caiu para 77%.
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Ou seja, Obama tem a aprovação ENTRE OS BRANCOS maior que a média histórica entre todos os candidatos democratas desde 1964, mas ainda assim, destaca-se o fator "raça" no título. Tem mais: na parte disponível só para assinantes do jornal, lê-se:


"A aprovação do democrata entre os não-brancos pouco compromete sua avaliação entre os brancos. Uma recente pesquisa do canal NBC News e do "Wall Street Journal" apontou que 80% dos americanos não crêem que um eventual mandato de Obama iria favorecer os negros em detrimento dos demais cidadãos."


A matéria está, do início ao final, provando que a raça de Obama terá uma influência pequena nas eleições de hoje. Mais do que isto, está mostrando que Obama bateu todos os fatores que pesavam contra si, inclusive um suposto preconceito americano. Ao invés de entrar com um título como "Fenômeno Obama supera elementos raciais, apontam pesquisas", prefere-se destacar que "os brancos ainda votam em minoria em um candidato negro".

Não passou pela cabeça do jornalista "Da Redação" que ele acabou de demonstrar que brancos, em geral, tendem a votar em Republicanos, independentemente da raça do candidato Democrata: o título tinha que demonstrar a sua tese.

Querem saber: que Obama seja eleito! Por favor! Não é mais uma questão de preparo, não é mais uma questão de necessidade de um time de economistas novos na Casa Branca, não é mais uma questão de ver o eleitor americano buscar o melhor para o seu país. Agora é uma questão de superar a doxa brasileira (e, quiçá, mundial): quero que Obama seja eleito para mostrar que presidentes fazem cagadas, sejam brancos, negros, vermelhos, amarelos, azuis; sejam de origem judaica, protestante, do candomblé, católicos ou árabes; sejam nascidos no Quênia, na Jamaica, no Arkansas ou em Caetés/Garanhuns. Quero ler as matérias "Da Redação" quando Obama voltar a atacar o Afeganistão, trocando o Iraque por este país; quero ler as matérias "Da Redação" quando Obama avisar que não vai ter o corte de impostos prometidos porque a dívida do país é a maior da história; quero ler as matérias "Da Redação" quando Obama der uma banana para o etanol brasileiro, de forma a proteger os plantadores de milho do centro-oeste do país.

Já encheu o saco.

Abraços!

Para Entender a Eleição

Se você quiser saber o resultado da eleição para Presidente dos EUA, não perca tempo lendo jornais daqui, procurando entender os colégios eleitorais, as formas de apuração, pesquisas, etc. O que você precisa saber está aqui, neste post!!!

Gastei a última hora (e não precisa de mais do que isto) fazendo algumas contas sobre a composição do colégio eleitoral, a partir do que as pesquisas por Estado dão como resultado das urnas nesta terça-feira. Os dados eu tirei deste site da CNN, que mostra o painel do país, para onde cada Estado está se inclinando, e o peso no colégio eleitoral. Clicando um pouco mais abaixo, dá para abrir o mesmo mapa com as últimas pesquisas de opinião por Estado. A partir daí, fiz os meus cenários.

A conclusão: o único Estado que interessa, entre todos os que vão falar ao longo do dia, é a Pensilvania. Segue a lógica:

1) Antes de mais nada, guarde este número em sua cabeça: 270. Este é o número de votos no colégio eleitoral que um candidato deve atingir para ser eleito.

2) Como panorama geral, assuma que os Estados menos comentados e com menor peso no colégio apenas confirmem o que as pesquisas projetam (eles aparecem com os tons mais claros de azul e vermelho). Com isto, McCain levaria o Arizona, Georgia, Arkansas e West Virginia; Obama, pela mesma lógica, levaria Nevada, New Mexico, Maine, New Hampshire, Colorado, Minnesota e Winsconsin. Ainda que estejam de azul claro, deixe os Estados da Pensilvania e Virgínia sob observação. Esta combinação de Estados dá 257 votos para Obama, 157 para McCain, 90 indefinidos e 34 tendendo para Obama (Virginia e Pensilvania).

3) Vamos começar pelo cenário difícil, para mostrar, no final, que a complicação não existe se Obama ganhar na Pensilvania. Assuma que as pesquisas estão erradas, e que McCain ganhou na Pensilvania. Isto faz com que McCain fique com 178 votos e apenas 13 votos tendendo para Obama. Neste cenário, as combinações que dão a vitória para Obama são: a) vitória na Virginia, obtendo os 13 votos que faltam; b) vitória ou na Flórida, ou em Ohio, ou em North Carolina, cada um destes Estados com delegados suficientes para eleger Obama no cenário básico; c) vitória de Obama em Indiana ou Missouri, combinado com vitória em Montana ou North Dakota (estas duas combinações totalizam 14 votos, que dão a vitória para Obama).

Logo, se McCain ganhar na Pensilvania, Obama tem que olhar para 8 Estados, onde 6 combinações poderão ainda lhe dar a eleição. Complicado, não é?

4) Agora, o mais fácil, assuma que Obama venceu na Pensilvania: Obama faz 278 votos no colégio eleitoral, e só uma vitória de McCain em todos os Estados indecisos, mais a reversão de algum Estado que até hoje aponte para Obama poderia lhe dar a vitória.

Eu acredito que pesquisas possam errar; eu não acredito que TODAS as pesquisas errem ao mesmo tempo sobre o mesmo assunto. Se Obama ganhar a Pensilvania, McCain precisa que as pesquisas na Florida, na Virginia, em North Dakota e em mais algum Estado de peso que esteja apoiando Obama estejam erradas. Sim, todas ao mesmo tempo!

Vai ser interessante acompanhar na televisão a apuração dos votos, mas acho que não teremos nada parecido com o que ocorreu na Flórida na última eleição de Bush. É muito provável que, na manhã de quarta-feira, ou mesmo no final da noite de terça, McCain faça o seu discurso reconhecendo a derrota para Obama.

Abraços!

novembro 02, 2008

Duke Football Update: 4-4 (They Blew It Again!)

Desculpe a demora para postar de novo: semana complicada, muito trabalho, apresentação para esta semana. Só tive folga para uma festa na sexta, curtir um pouco do Dia das Bruxas, mas sobre isto eu falo depois.

Dia das bruxas, mesmo, teve o time de Duke, no sábado, em mais um jogo que estava ganho. Duke perdeu para Wake Forest na prorrogação, 30-33. Jogou melhor o tempo inteiro, perdeu por dois erros bobos: um fumble depois de um chute, que deu um touchdown para Wake Forest, e um passe interceptado na prorrogação, em grande jogada do cornerback que soube ler a jogada.

De toda forma, desempenho muito melhor do que o esperado para Duke: levar um jogo para a prorrogação, tendo tido chance para ganhar no tempo normal (ainda perdeu um chute de mais de 50 jardas que valeria o jogo), é fato para ser comemorado. A bolsa de apostas dá um certo favoritismo para Duke na próxima partida (sábado que vem, contra NC State em casa), mas vai ser muito difícil.

Abraços!

outubro 30, 2008

Estímulo Visual

Tá bonito, tá bonito... Ainda não está 100%, mas está bonito.



Abraços!

outubro 28, 2008

Rede Globo Aumenta PIB Per Capita Brasileiro

E faz através das novelas!!! E, o que é mais interessante: o aumento do PIB Per Capita é consequência do lado "Per Capita", e não do lado "PIB". É o clássico problema de aumentar a fração através da redução do denominador. É o que diz este paper que vai ser apresentado aqui na Universidade esta semana.

O mais importante de tudo: os efeitos de novelas da Globo para a fertilidade são semelhantes em magnitude aos efeitos de programas sinistros adotados em certos governos comunistas. E, o que é melhor, sem o método deles.

Abraços!

outubro 26, 2008

Do (Mais Recente) Calote Argentino

Mais um diálogo rápido no MSN:

H: "La expectativa y las dudas por el anuncio de reestatización del sistema de jubilaciones y pensiones administrado por las AFJP impactaron hoy de lleno en el mercado local. El índice Merval de la Bolsa de Comercio de Buenos Aires se derrumbó un 11% y descendió a su nivel mínimo en 4 años, desde septiembre del 2004. Mientras, los bonos de la deuda pública retrocedieron en promedio un 7 por ciento y el riesgo país se disparaba casi 300 puntos." Angelo, tell me: WHAT THE FUCK ARE THEY DOING?

A: That's exactly what they are doing: they are fucking you, guys.

H: Ah, ok. So that's why my ass hurts so much this morning...

Abraços!

NC State Fair

Fomos ontem (sábado) visitar a feira do Estado da Carolina do Norte. A feira acontece todo o ano nesta época, dura cerca de 10 a 15 dias, e junta algumas atrações bem típicas americanas: além da exposição de animais, parque de diversões e uma imensa praça de alimentação, a feira também oferece, diariamente, corridas de animais, demolição de automóveis e fogos de artifício à noite, no encerramento do dia.

Algumas fotos abaixo, para ilustrar a feirinha.

Primeiro, a cara de felicidade da Chris, pela minha idéia de visitar a feira:


Uma visão geral da feira:


"Jumbo Turkey Legs" sendo preparadas:


O destino das "Jumbo Turkey Legs":


Abóboras gigantes. Deve sair muito sorvete daí...


Corrida de porcos. Tudo bem rural... teve também corrida de patos, bodes...


Divertido, foi um sábado legal. Acho que a Chris discorda...

Abraços!

A Crise e a Gasolina

Se soubesse do momento histórico, teria registrado através de fotos. Quando cheguei aqui, em julho de 2006, meus colegas estavam escandalizados com a gasolina a dois dólares o galão. Vi os preços subirem, continuamente, até atingir pouco mais de quatro dólares em setembro deste ano (um mês atrás!). Quando o preço começou a cair, pensei em registrar em fotos, mas, sinceramente, não esperava um tombo tão rápido no preço: a gasolina regular, na região de Durham-Chapel Hill-Raleigh caiu quase um dólar, em média, em menos de um mês!!! O preço atual é quase o mesmo preço de outubro do ano passado, e, pelo visto, a tendência continua de baixa: hoje, fui abastecer no posto perto de casa e o preço já estava em US$ 2.899 por galão.

Sim, gasolina com preço despencando. Não é conto de mentiroso, ok?

Abraços!

outubro 25, 2008

Duke Football Update: 4-3 (Holy Cow!!!)

Entrevista com o treinador de Duke, David Cutcliffe, depois da derrota para Miami na semana passada:


"No, I'm mad. Really mad. And I can say they won't be here if they get in that [negative] mind-set. I can tell you that."

Resultado da bronca que deve ter corrido na semana: Duke 10-7, jogando em Vanderbilt. Não pude assistir o jogo (na verdade, ele não foi transmitido por nenhuma rede de televisão), mas, pelo visto, os treinos desta semana foram intensos, para dizer o mínimo.

Mantenho, de toda forma, as perspectivas para o resto da temporada: se Duke ganhar mais algum jogo (excetuando, com sorte, o confronto com NC State, que está mal), vai ter uma grande celebração neste final de temporada na universidade. Semana que vem, jogo contra Wake Forest, de volta à ACC.

Abraços!

outubro 24, 2008

Usou o Tradutor Automático...

... e saiu uma porcaria: olhem só o e-mail que apareceu na minha caixa postal hoje.

From: The ox-users list is aimed at all Ox users on behalf of M R
Sent: Friday, October 24, 2008 4:32:31 PM
To: OX-USERS@JISCMAIL.AC.UK
Subject: Forecasting, MS-VAR
Auto forwarded by a Rule

Dear,

As I can program forecasting? The examples of Krolzig (Hamilton2.ox and Kroto.ox) have errors.

With the OxPack, And for models MSI, MSIH, MSIA, MSIAH, MSIAH and MS-VAR?

Please, send examples.

M. R.


Não bastasse ter traduzido o "como" por "as", ao invés de "how", M.R. ainda quer a mamata dos exemplos!!! Palpite: deve ser alguém de país de língua latina, já que, além do erro na tradução, também colocou o sujeito ("I") antes do verbo ("can").

Usar o tradutor automático, M.R. sabe; escrever umas linhas de código, não.

Abraços

outubro 22, 2008

Seu Deputado Não Trabalha?

Reclame com a cobertura que o seu jornal faz dele, é o que diz este paper comentado pelo pessoal do blog de Freakonomics. Talvez isto não funcione muito no Brasil, já que muitos deputados são parentes, para não dizer "donos", dos jornais dos seus municípios de origem.

De toda forma, mostra que a pressão pública tem lá o seu efeito.

Abraços!

outubro 18, 2008

Pior que a Notícia...

... só mesmo o português (????) usado para transmitir a notícia.



Notem que a morte "CELEBRAL" da pobre Eloá foi confirmada também no texto em que o jornalista assassina a bela e inculta.

Abraços!

Duke Football Update: 3-3 (They Blew It!!!)

Pior derrota, impossível: Miami 49, Duke 31, depois de estar liderando por 24 a 14 no início do terceiro quarto. Das três derrotas de Duke até agora no campeonato, esta foi a pior, em todos os sentidos: contra Northwestern, jogou bem, perdendo por ter cometido uma falta no último lance; contre Georgia Tech, primeiro jogo fora de casa, entende-se; neste, sem explicações.

Final de semana festivo na universidade (Homecoming weekend para os formados na universidade; primeiro treino aberto do time de basquete masculino; estádio cheio), e o time faz um jogo lamentável destes... Primeiro tempo muito equilibrado, mas Duke conseguindo segurar bem o perigoso time de Miami. Vira 17 a 14 para Duke. Na terceira jogada do terceiro quarto, Duke consegue uma interceptação do quarterback de Miami dentro da zona de 30 jardas e converte em touchdown duas jogadas depois: 24 a 14 no início do terceiro quarto!!! Era só continuar forçando na defesa e deixar o ataque gastar o relógio. Ao invés disso, cederam muito campo em duas jogadas de ataque de Miami após o touchdown, viram Miami reduzir a diferença para 24 a 21 no lance seguinte, e aí tudo parou.

Uma pena. Um jogo muito bom, muito bem jogado no primeiro tempo, transformado em lixo com poucas jogadas.

Próximo jogo, sábado que vem contra Vanderbilt. A projeção até o final da temporada consiste apenas de derrotas: todos os próximos seis adversários são reconhecidamente mais fortes que Duke. Qualquer vitória será uma surpresa.

Abraços!

outubro 15, 2008

Krugman Ganhou o Nobel Porque...

... ele escreveu sobre duas áreas aparentemente não correlacionadas: Comércio Internacional e Geografia Econômica. A teoria explica, por exemplo, por que... ah, deixa ele mesmo falar disso.
Abraços!

P.S.: e o ponto mais interessante da explicação está no final, quando ele afirma que as suas idéias, apesar de sugerirem espaço para intervenção governamental, valorizam, muito mais do que na teoria convencional, os ganhos do livre comércio para a economia.

outubro 13, 2008

Paul Krugman e o Nobel

Paul Krugman é o vencedor do Prêmio Nobel de Economia deste ano. Frase nada original. O primeiro livro de economia internacional que eu li foi escrito por ele, em parceria com Maurice Obstfeld. Frase também nada original. Acho que a minha geração de economistas se formou, em economia internacional, estudando pelo seu livro-texto.

Um professor meu costumava dizer que "heterodoxia é tudo aquilo que ainda não foi absorvido pela teoria ortodoxa". Krugman fez um elo desta corrente de incorporação, ao juntar argumentos fora do padrão neoclássico (os retornos crescentes de escala) à teoria de comércio internacional.

Parabéns para ele.

Abraços!

outubro 12, 2008

A Crise e a Semana

É famoso o ditado que afirma que "o mercado se agita no boato e realiza no fato". Pois bem, esta semana vai ser mais voltada para a segunda parte do ditado: muitos indicadores interessantes, daqueles que podem dar uma sinalização dos primeiros efeitos da crise além das finanças.

Nos dias 15 e 16 saem os números do PPI e do CPI, tratando da inflação para o produtor e para o consumidor. Para quem presta atenção no índice cheio, sem ajustes sazonais (a imprensa deve divulgar alguma medida de núcleo, logo, cuidado!), setembro parece ser um mês de alta por aqui. Entretanto, já fazem alguns meses que o petróleo vem caindo, e isto já se reflete no preço da gasolina para o consumidor. Se a crise pegou forte, mais preços além dos derivados de petróleo devem apresentar queda.

Nos dias 15 e 16, também, saem os indicadores de vendas no varejo e produção industrial, respectivamente. Nada mais direto como medida, aparentemente. Entretanto, como setembro foi apenas o início do caos, é possível que os números ainda não mostrem um panorama razoável da economia. Influência no mercado, só se for uma variação muito fora do esperado.

Para fechar a semana, o dia 17 traz os números do número de novas casas em construção nos EUA, o que é interessante para ver se existe alguma sinalização do mercado onde tudo começou. Além disso, deve-se observar a pesquisa da Universidade de Michigan, sobre as expectativas do consumidor a respeito da economia.

Semana cheia para quem analisa conjuntura por aqui.

Abraços!

outubro 11, 2008

Ainda Show com Brasileiros

Ainda sobre os shows com brasileiros aqui em Duke, aposto que a "paraense que pede chiando pela Garota de Ipanema" não vai estar dando pulinhos, dançando na cadeira, nesta apresentação.

Se ela souber quem é Villa-Lobos, já será uma vitória da civilização sobre a selvageria. Não posso exigir conhecimentos sobre Brandford Marsalis.

Abraços!

Tiro Curto: Mantega no FMI

Um bate-papo com a matéria que saiu sobre o discurso do Ministro da Fazenda do Brasil no FMI neste sábado.


"Depois de controlada a turbulência, teremos que estabelecer um novo conjunto de práticas para fortalecer e proteger o sistema financeiro, mas sem desviá-lo para as práticas dos países avançados", disse Mantega em seu discurso ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI.


É isto aí: bom mesmo é o sistema financeiro de país em desenvolvimento, como o de um que eu conheço que eu tenho que brigar com ao menos 5 funcionários do principal banco estatal, depois de passar por 2 agências diferentes, só para mandar as minhas economias para cá. Experiências pessoais à parte, ele deve achar bom o sistema brasileiro, que possui um spread na taxa para empréstimo das mais altas do mundo. Isto que é "eficiência", não?


Depois de ter criticado o FMI por ter citado como "exemplos a serem seguidos" as nações como os Estados Unidos e os países europeus que hoje estão no meio da tempestade financeira, o ministro disse que a crise atual torna ainda mais urgente uma reforma fundamental do modo de operar do organismo, o que o Brasil vem pedindo há anos.


De fato, é um absurdo um sistema financeiro em que seja possível conseguir os dados sobre empréstimos da forma como se consegue aqui: não fossem estes dados sobre hipotecas, e Nouriel Roubini - o Dr. Doom - não conseguiria avisar com tanta antecedência sobre os problemas da economia americana. Alguém sabe, por fonte confiável, como anda a distribuição do crédito no Brasil (quem toma empréstimos, a que taxa, com que prazo e quanto da renda é comprometida com isto)? Vi que saiu um box no último Relatório de Inflação sobre isto, mas os dados do box estarão no ar sistematicamente?


Mantega indicou que o sistema financeiro resultante desta crise deve ser, provavelmente, menor e mais regulado que o atual.


Como é que ele quer medir o tamanho do sistema financeiro? Participação no PIB? Se for, quando o lucro dos bancos subirem e, por consequência, sua participação no PIB aumentar, ele vai sair aumentando a tributação sobre os bancos? Ou vai querer transformar banco em fazenda para aumentar o PIB agrícola?


Em particular, o ministro brasileiro pediu um maior monitoramento dos países ricos pela instituição, insistindo em sua proposta apresentada em assembléias anteriores do FMI e do Banco Mundial (Bird), de criar uma linha de crédito de acesso rápido e menos condicionada para prover liquidez às nações emergentes e em desenvolvimento diante de choques financeiros.

Mantega insistiu ainda que o FMI deve "evoluir rapidamente para um aumento dos limites de acesso para seus empréstimos", o que vai contra a idéia dos EUA.


Hummm... deixa eu ver se entendi direito a proposta: ele quer que o FMI, que é majoritariamente bancado pelo dinheiro dos contribuintes de países ricos, por um lado fiscalize melhor os países ricos; por outro lado, que o dinheiro que os contribuintes de países ricos esteja mais acessível para as nações "emergentes". Mantega quer que os ricos financiem uma instituição para que dirigentes como ele, Mantega, possam dar palpites sobre a economia dos ricos!!! Não é uma proeza?

Eu tenho uma proposta melhor: que tal o FMI oferecer todo o acesso possível aos "emergentes" ao seu dinheiro, mas os países ricos retiram toda a sua participação, suas cotas, do Fundo? Assim, o FMI seria independente o suficiente para oferecer opiniões e socorro para os países desenvolvidos. "Ah, mas aí o FMI perde a importância!" Não, não perde importância: o FMI, com isto, fica do tamanho dos "emergentes". Ficar fazendo omeletes com os ovos dos outros é barato, né?

Acho o fim, em um momento de crise como este, um dirigente do país ir para uma conferência destas para ficar falando platitudes, além de colocar no mesmo degrau de importância economias como a americana ou a européia com as suas equivalentes "cucarachas". Notem que, a despeito da verborragia, o representante brasileiro não fez nenhuma proposta para resolver o imediato, a crise de agora: só o depois, o longo prazo, como se não estivéssemos todos mortos até lá...

Abraço!

outubro 10, 2008

Milton Nascimento em Durham

Ontem, fomos para um show que eu jamais esperava ver por aqui: Milton Nascimento e o Jobim Trio (formado por dois filhos do Tom, mais Paulo Braga). Fiquei sabendo do show meio que por acaso, um colega argentino me avisou na segunda-feira. Confesso que estava receoso de ir, e os meus receios tinham razão de ser, muito menos pela música, de altíssima qualidade, do que pelo público.

O show foi realizado em um dos teatros da universidade. A acústica não era a ideal (o som da bateria pareceu um pouco alto demais, e era difícil escutar o piano), mas foi um prazer, de fato, ouvir Milton Nascimento interpretando alguns clássicos da Bossa Nova. O show abriu com o Trio (mais o baixista Rodrigo Villa) executando o "Samba de Uma Nota Só" e "Águas de Março", esta em um ritmo de quase jazz. Milton Nascimento entrou no palco no meio da música seguinte, "Só Tinha de Ser Com Você". O show, ao invés de ficar restrito à Bossa Nova, terminou com um repertório mais próprio de Milton, com a última música sendo "Maria, Maria". Felizmente, ele não cantou "Coração de Estudante" – uma das músicas mais chatas-por-repetição da história brasileira.

Agora, o lado horroroso: o público. Como em todo o evento que eu fui por aqui com brasileiros diretamente envolvidos, o público era formado por dois tipos de pessoas: 1) americanos querendo ver um pouco da "cultura exótica"; 2) brasileiros fazendo um esforço tremendo para mostrar para todos que, afinal de contas, eram brasileiros. A diferença entre os dois tipos de público era marcante já na entrada do show: enquanto os americanos já se encontravam sentados em seus lugares às 19:45hs (estava marcado para começar às 20hs), os brasileiros andavam de um lugar para outro, só começando a sentar por volta das 20hs. Quando o show começou, 20:15hs, ainda tinha muita gente andando pelo teatro.

"Ah, Angelo, como você está chato e rabugento." Ah, é? Achou pouco? Ok. E que tal a brasileira, professora da universidade, que, a despeito dos pedidos dos organizadores no começo, sacou a máquina fotográfica e desandou a disparar fotos com flash do show? Qual é a desculpa? Ela não entendeu a mensagem porque estava em inglês? Sobre máquinas fotográficas, de fato, a única coisa que ela pode dizer é que não foi a única: de tempos em tempos um flash piscava em meio ao público, enlouquecendo o povo da organização que andava, de um lado para outro, para avisar os selvagens, mais uma vez, que fotos não eram permitidas.

E tem mais. No bis, Milton comete a sandice de dizer que "a música ficava mais bonita se levantássemos para dançar". Para quê? Hordas não apenas se levantaram, mas foram para a frente do palco, obstruindo a visão de todos os demais. Aí, mais uma diferença: enquanto os brasileiros corriam para a frente do palco, os americanos que estavam lá na frente apenas se levantavam e iam embora do show. É o horror, o horror!

Não podiam faltar, também, neste tipo de evento, aquelas paraenses que nunca puseram o pé no Rio de Janeiro (e me refiro a "paraenses" aqui em sentido amplo: podem ser cearenses, catarinenses, goianos, gaúchos, paulistas... até paraenses, mesmo; refiro a qualquer brasileiro que não tenha ido ao Rio de Janeiro – aeroporto não vale), mas que, por estarem no exterior, tem que gritar falando chiado e se sacudindo na cadeira, só nas músicas um pouco mais conhecidas, como se tivesse entrado algum prego em áreas indesejáveis localizadas acima das coxas e abaixo das costas. Uma delas, na minha frente, já no bis, gritou "Garota de Ipanema" (felizmente, não executada). A única vontade que tive foi de berrar no ouvido dela "Guri de Bento", mas o meu auto-controle anda bem calibrado.

Resumo do show: um grande repertório, grande banda, grandes músicos, gente pequena.

Abraços!

outubro 08, 2008

Para Não Dizer que Não Falei de Nobel...

Volto ao assunto já tratado no ano passado. Desta vez, deve ser interessante prestar atenção na decisão da comissão, já que as chances de aparecer algum nome de macro é mais razoável que no ano passado. Entretanto, terá coragem a comissão em premiar alguém de macro no meio da crise atual? Será, ao menos, curioso. Eu acredito que a comissão não seja influenciada por estes eventos do dia-a-dia para tomar a sua decisão.

Voltando ao site da Thomson que elabora suas previsões com base nas citações, Sargent, Hansen e Sims lideram a lista, bem de acordo com a minha preferência do ano passado. Entre os citados, Martin Feldstein também é cotado para ganhar o prêmio no levantamento feito pelo Mankiw de outros sites de apostas.

Fico no meu palpite: acho que, desta vez, vai dar Tom Sargent. Quem o acompanha, é critério da comissão.

Abraços!

Entendeu, ou Quer que Desenhe?

A torre é de marfim, mas aqui se entende muito bem a mensagem. Melhor definição sobre o quadro político brasileiro atual.

Abraços!

outubro 06, 2008

O Poder da Palavra

Na introdução de um livro, Ben Bernanke, atual presidente do FED, escreveu o seguinte (grifos meus):

"Inflation targeting offers a number of the basic elements of a successful monetary policy framework, including a clearly defined nominal anchor, a coherent approach to decision making, the flexibility to respond to unanticipated shocks, and a strategy for communicating with the public and financial markets. However, as in any other framework, making good policy requires sensitivity to the specific economic and institutional environment in which policymakers find themselves, as well as the technical capability to modify and adapt the framework as needed."
In BERNANKE, B.S., and WOODFORD, M. "The Inflation-Targeting Debate", Introduction



Lembrei deste trecho do livro depois de ler este post no blog do Mankiw, onde se pede pela maior participação do presidente do FED diante da crise através de discursos capazes de acalmar um pouco o mercado. Como o Professor Bernanke ensinou, boa política monetária também exige um bom discurso do Chairman Bernanke para começar a colocar a casa em ordem, mesmo que os EUA não adoptem um regime de Inflation Targeting.

Concordo com Mankiw: já que a recessão parece dada, que ao menos as palavras do presidente do FED sejam usadas para acalmar um pouco o mercado. Seu antecessor, diga-se, fazia isto com maestria.

Abraços!

Diálogo Alternativo pelo MSN

Nanchi - Merval cae 5.9%, Bovespa cae 5.5%... in your face Angelo!

Angelo - Desde o "Black Monday": IBOV = -17%; MERV = -16%. Take that, Hernán!!!!!!!

outubro 05, 2008

Diga-me Com Quem Andas...

Para confirmar as opiniões do Marcelo sobre os assessores presidenciais, uma pesquisa da revista inglesa The Economist perguntou para os economistas membros do NBER algumas questões relacionadas à eleição deste ano. Os dados principais ficam dentro do esperado, tanto em termos de perfil dos entrevistados (46% democratas, 44% independentes e 10% republicanos), quanto da visão que os economistas têm sobre a plataforma econômica dos candidatos.

Talvez o dado mais surpreendente seja o reconhecimento pelos entrevistados que McCain possua o melhor plano com relação ao livre comércio - e, de acordo com a revista, com clara vantagem na nota em relação a Obama. Neste ponto, a revista identifica que, não sendo o comércio internacional um ponto importante da agenda econômica atual, a preferência por McCain acaba prejudicada.

Um aspecto desta pesquisa, que revista não aborda, é que muitos membros do NBER não são americanos. Seria interessante, até para deixar os resultados mais exatos, saber quantos dos economistas que responderam a entrevista podem efetivamente votar nas próximas eleições. Este número ajudaria a entender, por exemplo, a alta proporção de economistas que responderam não estar identificados com nenhum dos partidos. Uma evidência da possível alta proporção de estrangeiros na amostra é o número de economistas que não responderam a pergunta se aceitariam trabalhar em Washington, caso lhes fossem oferecidos cargos no governo pelo próximo presidente - quase 10% da amostra (14 entrevistados).

Abraço!

outubro 04, 2008

Duke Football Update: 3-2

Primeiro jogo fora de casa na temporada, e uma paulada feia: Georgia Tech bateu Duke por 27-0. Não vi o jogo, que só passou em canal pago, mas os comentários dão conta que o ataque não produziu absolutamente nada durante o jogo.

A derrota, neste jogo, era esperada, mas talvez o placar tenha sido o mais decepcionante.

Agora uma semana de folga, para depois jogar, no dia 18, contra Miami, em casa.

Abraços!

Base de Dados

Para aqueles que se interessam por assimetrias e distorções na informação na hora de tomar decisões de política econômica (no caso de política monetária, acho que este é um bom exemplo), é hora de trocar o FRED pelo ALFRED.

Grande serviço do FED de St. Louis!

Abraços!

outubro 03, 2008

A Crise e o Banco

Achei que, por força das circunstâncias, iria me tornar cliente do Citibank, ao menos nos dois anos restantes por aqui. Um luxo, não?, voltar para o Brasil dizendo "eu era cliente do Citibank".

Pelo visto, agora é Wells Fargo, e sem dinheiro público.

Abraços!

outubro 01, 2008

A Crise e o Hamburguer

Os efeitos da crise começam a aparecer na vida real: comer aquele hamburger horroroso, ou tomar o café fraco daqui, agora só em lojas menores, sem expansões.

Ainda bem que o Satisfaction (melhor hamburger da cidade) não precisa de ampliação ou obras.

Abraço!