novembro 10, 2006

Contra a Corrente

Além de odiar os meus vizinhos (eu odeio os meus vizinhos), eu odeio correntes na Internet. Correntes na internet correspondem a tudo que existe de pior na espécie humana: a existência de um aproveitador barato (o criador da corrente) e de otários (as pessoas que seguem a brincadeira). Sinceramente, não sei quem deveria ser punido neste caso: o criador ou a pessoa que repassa a corrente. Ambos são tipos abjetos.

A corrente na internet é um dos malefícios gerados pelas novas tecnologias: correntes antigas eram as de cartas, que começavam circulando com aquela brincadeira de escrever o seu nome no final da lista, e repassar aquele texto para mais cinco pessoas. A decadência do envio de cartas resultou no fim das correntes – ninguém mais gastava tempo indo ao correio para postar um maço de papel com uma mensagem cuja única graça era ter o seu nome no final e a esperança de receber alguma coisa em troca. O e-mail trouxe de volta esta atividade triste.

Milhões de mensagens são enviadas tratando da “fulaninha que está com câncer atrás da orelha e que o AOL vai doar 5 centavos para cada vez que esta mensagem for repassada”; ou as mensagens que fazem abaixo-assinados “para serem encaminhados ao Ministério da Justiça e ao Presidente” com o suposto relato de uma “jovem agonizante após um acidente de carro, em que ela ouviu as palavras da mãe para não beber antes de dirigir na volta da festa, mas morre depois de atingida por outro carro conduzido por um rapaz bêbado”; tem ainda aquela outra corrente do famigerado “Horóscopo Chinês”, onde você escreve os nomes de algumas cores, uns números, a data de nascimento, entre outras esquisitices, para no final dizer que “Seus desejos se realizarão se você mandar para 5 pessoas em uma hora. Mande para 10 pessoas e seu desejo se realizará antes de seu aniversário” (acho que foi o Cony que escreveu uma coluna dizendo que o país da moda determina de onde é o “Horóscopo”, e que a vez agora era da China). Não podemos nos esquecer, também, das correntes de fundo religioso, é claro! Uma das que recebi dizia: “lê baixinho:’Jesus eu te adoro e preciso de ti, vem pra dentro do meu coração agora’, envie para 15 pessoas e terás um milagre essa noite.” Além das mensagens referentes aos amigos: “repasse esta mensagem a todos os seus amigos, aqueles que não lhe encaminharem de volta esta mensagem não são seus amigos verdadeiros”.

As próprias correntes de e-mails também se moldam à tecnologia mais atual: agora, com o Orkut e o seu sistema de mensagens curtas, um novo conjunto de correntes se desenvolve, explorando a curiosidade das pessoas. Quem nunca recebeu esta: “Se vc quer a relaçao completa de quem fuça seu orkut,e quantas vezes essa pessoa fuçou é simples,mande esta mensagem para todos seus amigos do orkut e em seguida aperte a tecla F5,o orkut lhe enviará automaticamente não os ultimos e sim todos que te visitaram desde o primeiro dia da sua conta criada no orkut. Incrivel!!!!!” Ou ainda esta: “Pelo fato de haverem muitos profiles não ativos e pelo grande númerode fakes existentes, o orkut está limpando seu cadastro. Todas as pessoas que não repassarem essa mensagem em 48 horas terão seu profile deletado e só poderão se recadastrar após um mês. JÁ FOI CONFIRMADO E O GOOGLE JÁ ESTÁ AGINDO!!!Para não ter seu orkut deletado, passe essa mensagem para as pessoasda sua lista de amigos.”

Todas as correntes pedem para ser repassadas explorando dois defeitos do ser humano: a ignorância e o medo. As mensagens que tratam de notícias que “o Orkut vai ser pago” ou que “a lista será enviada para o Ministério da Justiça e para o Presidente” estão no primeiro caso; as do horóscopo chinês e do número de amigos, no segundo. Se as pessoas parassem por um instante para pensar no significado da mensagem em termos do que efetivamente pode representar de retorno, estas correntes não se propagariam! Por que os meus desejos tem mais chances de serem realizados se eu mandar a “mensagem mágica” para 500 ao invés de apenas 5 amigos? Se o Orkut desse a chance de ver todas as pessoas que já visitaram o nosso perfil, por que isto não seria um recurso disponível a todos, como ele fez para o acesso às últimas cinco visitas?

Ainda não sei quem é pior: os criadores das correntes, os propagadores, ou os meus vizinhos.

Abraços!

P.S.: se você transformar este texto em uma corrente na internet, você ficará broxa para o resto de sua vida!

Cerveja!

Como eu não sou preconceituoso quanto à marcas americanas (no Brasil, cerveja é Polar, e não se fala mais nisto), seguem duas propagandas daqui. Esta da Bud Light é "auto-explicativa":



Já esta da Miller Light precisa de uma introdução: de acordo com a companhia, foi reunido um grupo de "notáveis" entre os homens, para discutir os assuntos fundamentais da categoria. Entre os temas relevantes:

1) vale colocar fruta na cerveja, como uma rodela de limão?

2) quebrar a latinha de cerveja na cabeça é uma boa brincadeira?

3) quanto tempo esperar para dar em cima da ex-namorada do melhor amigo?

Mas esta aqui é a melhor!!!


Abraços!

P.S.: na minha geladeira, atualmente, Samuel Adams esperando gelada.

Notas

Algumas notas, só para dizer que estou vivo:

1) Odeio meus vizinhos. Todos eles. Profunda e honestamente, odeio os meus vizinhos. Eles fazem barulho à noite? Não. Eles perturbam o meu horário de estudos? Não. O que eles fazem de ruim? Lotam o varal comunitário com as suas roupas no primeiro dia de sol disponível!!! Tiro a sexta-feira para lavar roupas, e o varal está cheio! Eles tinham que estar trabalhando, da mesma forma que eu estava estudando na sexta pela manhã! Odeio meus vizinhos.

2) Todo o filme que atinge o topo das bilheterias por aqui tem que ter alguma controvérsia. Chegou a vez de Borat. Não posso dizer nada sobre o que pode ter acontecido, ou se as cenas são, de fato, humilhantes para os garotos. Agora, um aspecto que chama a atenção é eles serem parte destas "fraternidades" daqui. Como disse um colega: só faz parte de "fraternidade" quem não consegue fazer amigos. Lógico que existem as que fazem distinção por mérito acadêmico, entre outros feitos; agora, a grande maioria delas só serve mesmo para promover festas, juntar otários e fazer com que os americanos aprendam as letras do alfabeto grego (todas são identificadas por combinações destas letras).

3) Faz sentido, tem lógica política, ainda que seja a sepultura de bananas no RS.

4) Com todo o respeito: o cara é muito bom, mas que o projeto não se torne curso superior, ok?

5) Respirem aliviados, Ricardões! As chances de vocês serem descobertos é pequena se a coisa der errado: o produto tem sempre a cara dela!

6) Odeio meus vizinhos.

Um abraço!

novembro 06, 2006

O Que Mais Falta?

Pode interessar também a cor da cueca que eu uso para escrever estes posts? A velocidade de produção de bobagens no país cresce assustadoramente... E o que é pior: de alguma forma, o projeto já está andando nas comissões do Senado, como se não tivesse nada mais importante para ser feito.

Um abraço!

novembro 04, 2006

Mafalda, De Novo...

A ingenuidade infantil misturada com a política. Isto tem nome: Mafalda.

Abraços!

novembro 03, 2006

Nova Campanha

Irrite seu amigo: vista-se de preto!

Uma campanha pelo fim da intolerância no Brasil.

Porque isto aqui e isto aqui não podem continuar acontecendo.

Abraços!

outubro 31, 2006

Tempestade

Tempos negros vêm do sul. Por aqui, o frio vem do norte, mas a tempestade é sempre do sul. Os sinais não são bons, o final de outubro representa o final do outono, início de um inverno que promete ser longo, muito longo. Não me refiro ao inverno daqui, mas à longa estação de trevas que se anuncia em outras bandas. O tempo frio normalmente traz a melancolia; este, traz o medo, a falta de esperança. É marcado pela violência, pela intolerância no contraditório, pela cisão do “nós” contra “eles”, quando deveríamos ser “todos”.

Tempos negros vêm do sul. Seriam tempos de lutar, travar a boa guerra, o bom debate. A tempestade traz a fúria dos que se dizem injustiçados, ainda que os fatos todos se mostrem contra os furiosos. Os falsos injustiçados se armam: bandeiras não representam mais idéias, mas armas para a luta física, para a caça aos traidores da causa; falar, agora, é vigiado, deve ser contornado; se somos contra, somos contra todos – “todos” escondem o mau-caráter de alguns.

Tempos negros vêm do sul. Aqui, o final de outubro abre espaço para os monstros escondidos em todos nós. No sul, os monstros já andam entre nós, ao longo de todo o ano, de toda a nossa existência. Até achamos normal! E os monstros entre nós não se acalmam com doces. Trick or Treat, a travessura já está indo longe demais, já até deixou de ser travessura: virou assunto sério, caso que deveria ser de polícia. Mas qual polícia?

Tempos negros vêm do sul. E só vem do sul porque estou no norte. O lado meridional começa a desaparecer, a não interessar. “Hein? Ah, carnaval!” Não, o carnaval é no verão, é tempo de alegria. A tristeza ainda não chegou, mas as amarguras geradas pelos sinais de início do longo inverno me fizeram pensar, pela primeira vez, em abandonar o rincão.

Abraços!

Halloween


Acho que esta fantasia já é suficiente para assustar as crianças da vizinhança.

Abraços!

outubro 29, 2006

Sirvam Nossas Façanhas de Modelo à Toda Terra

Sempre ouvi de muita gente que não é possível entender no que os gaúchos se acham diferentes dos demais, que existe um orgulho exacerbado acerca do que se faz, que tudo no sul é sempre sobrevalorizado. Quero chamar a atenção para alguns fatos que mostram uma área onde nós, gaúchos, somos especialmente diferentes do resto do país: ao contrário de certos partidos que berram para si o chavão, no RS somos “contra tudo isto que está aí”, em toda e qualquer situação. Com a eleição de uma governadora do PSDB, o RS radicaliza em termos de oposição aos governos centrais de uma forma poucas vezes vistas em eleições passadas.

Para provar este ponto, vou destacar os resultados das últimas seis eleições para governador, sempre contrastando com o resultado nacional:

- 1982: auge do movimento pela democratização. A oposição ao regime vence as eleições nos estados mais importantes. No RS, o eleito (Jair Soares) é do PDS, antiga Arena.

- 1986: na euforia do Cruzado, o RS entra na onda do PMDB e elege Pedro Simon governador.

- 1990: no auge do “fenômeno Collor”, o RS dá a menor votação do país para o eleito no primeiro turno (vale lembrar que Brizola era candidato), e a segunda menor no segundo turno (só sendo superado pelo Rio de Janeiro). O governador eleito é Alceu Collares, do PDT, oposição ao governo central.

- 1994: no RS, apesar do Plano Real, Lula ganha as eleições para presidente. Antônio Britto é eleito governador.

- 1998: nas eleições nacionais, Lula ganha novamente de Fernando Henrique no RS, que elege Olívio Dutra governador (de novo, oposição ao governo central).

- 2002: no auge da “onda vermelha”, Lula tem uma das menores diferenças no RS em relação ao seu oponente (tanto em termos históricos quanto na comparação RS contra os demais estados). O RS elege Germano Rigotto governador, oposição ao governo central.

Síntese dos dados: quando não elegeu um governador de oposição (1986 e 1994), o RS sempre ofereceu algumas das menores votações para o candidato eleito para o cargo de presidente. Com Yeda, o RS vai fazer uma das maiores radicalizações em termos de oposição ao candidato da maioria do país, ao rejeitar não apenas o partido do presidente reeleito, mas também o governo estadual de um partido mutante e fracionado como o PMDB. Outra tradição é quebrada: nunca o governador no poder do RS foi sucedido por alguém do mesmo campo político, configurando uma alternância de poder única.

Por que o título do post, baseado em verso do Hino Riograndense? Poderia simplificar a resposta, perguntando se você está contente com o Brasil de hoje, imaginando que a resposta seja tão negativa quanto a minha, e dizendo que o RS sempre manifestou, através do voto, a sua insatisfação – e o fato de ser sempre no voto é um orgulho no país do mensalão, da compra de dossiês, das tentativas de calar a imprensa.

Dá orgulho de ser gaúcho ao constatar que, mais uma vez, o RS dá o seu recado ao Brasil. Este recado começou a ser dado nas eleições para governador de 2002, passou pelas municipais de 2004, com o PT perdendo a prefeitura de Porto Alegre, e agora ao chega ao auge nestas eleições.

Abraços!

P.S.: os dados sobre votação e proporção de votos para presidente foram extraídos deste artigo. Das eleições mais recentes, o TRE-RS também tem uma ótima compilação de dados.

Dúvidas de Qualquer Estudante

As dúvidas que cercam todo o estudante, em qualquer idade, em qualquer curso, por Mafalda.

Abraços!

P.S.: para quem não conhece, Mafalda é um quadrinho desenhado por Quino, cartunista argentino de altíssima qualidade.

Eleições

Tem eleições neste domingo. O presidente deve ser reeleito, a despeito da oposição raivosa e radical. Foi uma surpresa a ida para o segundo turno, em função dos índices de aprovação do governo, mas mesmo a escolha de um candidato fraco por parte da coligação de centro-direita não impediu o segundo turno (até favoreceu). Nestas eleições, de fato, a continuidade é um sinal de evolução, de um país que conseguiu importantes vitórias nos últimos anos.

Não, eu não enlouqueci.

Abraços!

outubro 27, 2006

Como (Re)Construir um Departamento de Economia?

Um dos motivos pelos quais coloquei Duke entre as minhas preferidas nos Estados Unidos para o doutorado estava exatamente no grupo de professores que estava começando a se formar por aqui. Aquela coisa de ler um paper, gostar, e ver que o cara que escreveu está na mesma universidade daquele outro, de um outro paper que foi lido que era muito bom também... e assim por diante.

Pois aqui temos mais do que, simplesmente, a contratação de professores novos. Eu já tinha ouvido um papo a este respeito, mas o caso é mais sério do que imaginava: existe um plano de levar o Departamento de Economia de Duke efetivamente para a elite norte-americana em termos de pesquisa. Detalhes do processo de contratação e seleção dos professores que vieram para cá, você lê aqui. De acordo com a matéria, Duke estava em 22º lugar no ranking do National Research Council, mas bem abaixo disso em outras escalas (em 35º de um ranking mundial, por exemplo, aqui).

Um ponto interessante do processo é que ninguém aqui é contratado como "estrela", no sentido de ficar pensando "sou pesquisador, então não vou 'sujar as mãos' dando aulas para o primeiro ano do PhD, ou para o mestrado": dos 16 professores listados abaixo na foto da matéria, eu já tive aula com dois, estou tendo aulas com mais dois, e já tenho a confirmação de que, no mínimo, outros dois darão aulas no semestre que vem.

Um abraço!

outubro 25, 2006

Eu Avisei...

Hahahahah... É só o que me sobra - rir. Agora, só falta escolher a pasta.

Só para ressaltar, você foi avisado desta possibilidade aqui e aqui, muito antes do zum-zum-zum começar.

Abraços!

outubro 23, 2006

"O Satânico Dr. No" é o Terceiro no Fundo

Brasileiros com trabalhos importantes, inclusive na burocracia estatal, deveriam receber reconhecimento maior pela obra. Esta notícia vai ficar perdida em algum canto de página de jornal, cujos estafetas estarão, agora, achando que estão publicando por obrigação a nota. Infelizmente, quando o nome dele for cogitado para algum novo posto em Brasília, ele será sempre lembrado por este cargo, e por isto triturado pela esquerda burra e pela imprensa mancheteira. Para justificar a previsão, uma lembrança do que se dizia em meio ao caos do início de 1999.

Abraços!

P.S.: Acham que esta foi uma opinião isolada na época? Então vejam esta e esta. Só não citei mais porque a maioria dos jornais está com o arquivo de notícias limitados para assinantes. E imaginem, a partir desta amostra, as manchetes sobre o que será dito se o nome aqui homenageado for cogitado, por exemplo, para a Fazenda.

Jason Manda Ver no Sanduíche!

Para animar o Halloween, que está chegando por aqui, Jason, de Sexta-Feira 13, se preparando com um sanduíche de respeito!!!



Abraços!

P.S.: Veja como ele perdeu o último emprego aqui!

Severe Weather Alert

Aviso urgente do serviço de meteorologia nacional. Os trechos em negritos são meus. Traduzindo: temperaturas próximas de 0ºC nas próximas noites, atingindo o mínimo na noite de terça-feira. Ainda bem que tenho algumas latas de sopa em casa.

Neste instante, temperatura exterior de 13ºC. Voltei para Bento!

Abraços!

Special Weather Statement


PERSON-GRANVILLE-VANCE-WARREN-HALIFAX- FORSYTH-GUILFORD-ALAMANCE- ORANGE- DURHAM-FRANKLIN-NASH-EDGECOMBE- DAVIDSON-RANDOLPH-CHATHAM- WAKE-WILSON- STANLY-MONTGOMERY-MOORE-LEE-ANSON- RICHMOND- INCLUDING THE CITIES OF... ROXBORO...OXFORD...HENDERSON... WARRENTON...ROANOKE RAPIDS...WINSTON- SALEM...GREENSBORO... HIGH POINT... BURLINGTON...CHAPEL HILL...DURHAM... LOUISBURG... NASHVILLE...ROCKY MOUNT... LEXINGTON...ASHEBORO...PITTSBORO... RALEIGH...WILSON...ALBEMARLE...TROY... SOUTHERN PINES...SANFORD... WADESBORO...ROCKINGHAM 345 AM EDT MON OCT 23 2006
...NEAR FREEZING TEMPERATURES EXPECTED THE NEXT COUPLE OF NIGHTS...

NORTHWEST WINDS TODAY WILL USHER MUCH COOLER AND DRIER AIR INTO CENTRAL NORTH CAROLINA. UNDER MOSTLY CLEAR TO PARTLY CLOUDY SKIES TONIGHT AND A LIGHT BUT STEADY NORTHWEST WIND.... TEMPERATURES TONIGHT WILL DROP INTO THE LOW AND MID 30S. A FEW OF THE NORMALLY COLDER LOCATIONS SUCH AS RURAL HALL...ROXBORO AND LOUISBURG MAY REACH 32 DEGREES FOR A BRIEF PERIOD OF TIME.

THE POTENTIAL FOR A WIDESPREAD LIGHT FREEZE APPEARS TO BE BETTER TUESDAY NIGHT AS SKIES WILL BE CLEAR AND THE WINDS NEAR CALM. THIS WILL ALLOW THE TEMPERATURE TO DROP TO NEAR OR SLIGHTLY BELOW FREEZING FOR A FEW HOURS BETWEEN MIDNIGHT AND 8 AM. IF THIS CONDITION APPEARS TO BE MORE CERTAIN LATER TODAY OR TUESDAY MORNING...THEN A FREEZE WARNING WILL NEED TO BE ISSUED FOR TUESDAY NIGHT FOR A LARGE PART OF CENTRAL NORTH CAROLINA.

PEOPLE WITH PLANTS OR OTHER OUTDOOR OPERATIONS THAT ARE SENSITIVE TO COLD WEATHER SHOULD BEGIN PREPARATIONS FOR COLD TEMPERATURES TODAY. AT THIS TIME A HARD FREEZE...WHEN TEMPERATURES ARE AT OR BELOW 28 DEGREES...IS NOT ANTICIPATED.

Cai Fora Daqui!!!

Um bom resumo do problema econômico atual brasileiro. Na síntese, o que se está dizendo é que, ao pagar impostos, você está abrindo mão do seu papel de consumidor para que um outro agente (o Estado) gaste por você. Não, por mais meritório que alguns destes gastos sejam (bolsa-família com contra-partida em educação, alguns investimentos públicos, o meu doutorado...), não é legal ver uma outra pessoa gastando por você. Por isto que se diz, em economia, que o gasto público "expulsa" (crowds-out) o gasto privado: se o governo resolve hoje gastar mais do que efetivamente pode, alguém terá que deixar de gastar, em algum instante do tempo, para que o processo se sustente. Os dois candidatos? O próprio governo, no futuro, ou o contribuinte/consumidor hoje, com impostos.

Um abraço!

outubro 22, 2006

Jokerman

Ter os meus CD's aqui comigo e ir passando, pouco a pouco, cada um deles para dentro do computador permite relembrar de algumas músicas que, em algum instante, já me chamaram a atenção, seja pela melodia, seja pela letra. Esta letra do Bob Dylan possui diversas interpretações, mas a combinação letra + melodia é ótima no original. A versão que o Caetano gravou, a despeito do péssimo inglês, também ficou muito boa, com o arranjo de cordas de Jaques Morelenbaun.

Jokerman

Por Bob Dylan

Standing on the waters casting your bread
While the eyes of the idol with the iron head are glowing.
Distant ships sailing into the mist,
You were born with a snake in both of your fists while a hurricane was blowing.
Freedom just around the corner for you
But with the truth so far off, what good will it do?

Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.

So swiftly the sun sets in the sky,
You rise up and say goodbye to no one.
Fools rush in where angels fear to tread,
Both of their futures, so full of dread, you don't show one.
Shedding off one more layer of skin,
Keeping one step ahead of the persecutor within.

Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.

You're a man of the mountains, you can walk on the clouds,
Manipulator of crowds, you're a dream twister.
You're going to Sodom and Gomorrah
But what do you care? Ain't nobody there would want to marry yoursister.
Friend to the martyr, a friend to the woman of shame,
You look into the fiery furnace, see the rich man without anyname.

Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.

Well, the Book of Leviticus and Deuteronomy,
The law of the jungle and the sea are your only teachers.
In the smoke of the twilight on a milk-white steed,
Michelangelo indeed could've carved out your features.
Resting in the fields, far from the turbulent space,
Half asleep near the stars with a small dog licking your face.

Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh. oh. oh. Jokerman.

Well, the rifleman's stalking the sick and the lame,
Preacherman seeks the same, who'll get there first isuncertain.
Nightsticks and water cannons, tear gas, padlocks,
Molotov cocktails and rocks behind every curtain,
False-hearted judges dying in the webs that they spin,
Only a matter of time 'til night comes steppin' in.

Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.

It's a shadowy world, skies are slippery gray,
A woman just gave birth to a prince today and dressed him inscarlet.
He'll put the priest in his pocket, put the blade to the heat,
Take the motherless children off the street
And place them at the feet of a harlot.
Oh, Jokerman, you know what he wants,
Oh, Jokerman, you don't show any response.

Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.


Abraços!

P.S.: sobre as interpretações da letra, existe a versão que diz que Jokerman é uma autobiografia momentânea de Dylan, uma visão sobre Cristo (em função de suas quase 30 referências bíblicas), e até algumas visões mais "rasteiras", dizendo que é mais uma música de protesto de Dylan.

outubro 20, 2006

Outra Página, Outro E-Mail

Se alguém, por curiosidade, andou xeretando na página da universidade (http://www.econ.duke.edu), pode ter esbarrado neste link: http://fds.duke.edu/db/aas/Economics/grad/angelo.fasolo

O pessoal já pediu para atualizar as informações, colocar uma foto, mas estou sem paciência e tempo para isto. Prefiro gastar o meu tempo de "programador de webpage" escrevendo para vocês ("demagogo de araque, populista de e-mail, egocêntrico!!").

Para quem quiser fazer o caminho completo, siga a seqüência:

1) Página inicial do Departamento de Economia: http://www.econ.duke.edu
2) À esquerda, onde diz "Departamental Directories", clique em "Graduate Students"
3) Procure pelo meu nome!!! A ordem é alfabética a partir do último sobrenome.

Um abraço a todos!

outubro 16, 2006

Quebra Tudo!!!

Se filho meu fizer a metade disto, já vai ser o orgulho do papai...



Abraços!

outubro 14, 2006

Agora Não Tem Mais Erro!

Tudo sob controle em casa: 36 rolos por US$16.00! Agora ninguém segura!!!


Abraços!

outubro 13, 2006

CBGB

Devia ter parado em NY por um tempinho antes de vir para cá. Agora, só que o sobrou, e em Las Vegas!!! Desvantagens da modernidade.

Abraços!

Tô Falando...

O chute que eu dei em outro post está bem calibrado. Olha aí, está lançado o experimento (veja o último comentário da página). Se o PT não berrar contra, é porque é sério.

Abraços a todos!

outubro 12, 2006

Transição Incompleta

Já tinha falado pessoalmente para ao menos dois dos três leitores deste blog sobre as dificuldades com a adaptação a uma nova língua. Não é apenas o problema do sotaque característico da região: é a questão do "aprender a pensar" em outra língua que não a nativa. Mais cedo ou mais tarde, acabamos nos dando conta de um procedimento sequencial que é mais cansativo do que se imagina à primeira vista:

- recebemos a informação em inglês
- traduzimos a informação recebida para o português
- pensamos a resposta em português
- traduzimos a resposta para o inglês
- e, por fim, enviamos a resposta em inglês.

O ideal, lógico, seria reduzir estas cinco etapas para apenas três (receber a informação, pensar a resposta e enviá-la), e espero conseguir isto com o tempo. Neste ponto (comentário do economista), vantagem para os orientais que vem para cá estudar e trazem consigo seus filhos: as crianças, por serem alfabetizadas em inglês e falarem a língua nativa em casa, não terão esta dificuldade que estou passando. Inevitável, a partir daí, discutir por que os países orientais estão apresentando taxas de crescimento superiores à América Latina.

Mas este tipo de desvantagem linguística, aplicado no contexto do curso que estou fazendo, gera situações engraçadas. Outro dia, estava resolvendo uma lista de exercícios com outros dois colegas na faculdade. Já era perto do final de semana, estava cansado, eram 11 horas da noite. No meio da correria, um deles me faz uma pergunta sobre a matéria, e eu respondo. Os dois colegas param o que estavam fazendo e ficam olhando para mim. Pensei que tinha acontecido alguma coisa, falado alguma barbaridade. Quando um deles olhou para mim e disse "What?" foi que a ficha caiu: eu tinha falado a resposta em português!!!!

Entretanto, como diria um ex-Presidente, "não me deixem só"!!! Hoje, prova de econometria: todo mundo estressado durante toda a semana, reuniões de estudo que duravam até altas horas da noite, listas de exercícios, horas na biblioteca. Terminada a prova, um colega (búlgaro) perguntou para outro colega (argentino) como ele tinha ido na prova:

"- La cuestión numero dos es imposible..."

E seguiram-se mais três ou quatro frases em espanhol. Ou seja, estamos todos no mesmo barco, as dificuldades são as mesmas para todos os que vêm de outras terras para este canto do mundo.

Abraços!

outubro 09, 2006

Inacreditável!!!!

Pagou, levou. Sem comentários. Êêê, São Paulo... (só para provocar, ok, Marcelo? *rsrs)

Abraços!

outubro 07, 2006

Sushi Night

A little rest on Friday night: beer and sushi! In the picture, Alex, Scott, Matt and a bunch of hair over my old brown jacket! Sarah took the picture.


See you!

outubro 06, 2006

A Paisagem dos Últimos Dias

Vista da janela da biblioteca principal da Universidade. Está começando a fazer frio, a temperatura máxima do dia foi de 18°C à meia-noite. Depois disto, veio declinando, e a previsão para amanhã é de máxima de 14°C, com chuvas. Tudo dentro do esperado, tudo no seu lugar.


Abraços!

outubro 04, 2006

É "∩" ou "U"?

Juristas deviam estudar matemática. Não, não estou falando de derivadas, integrais, equações diferenciais, topologia, entre outras maravilhas do mundo lógico: estou falando especificamente de teoria dos conjuntos, matéria que é vista desde a quarta série do ensino primário (ao menos eu lembro de começar a estudar isto por lá).

Por que isto? Esta notícia de hoje dá o que pensar sobre a capacidade de nossos juízes em interpretar o que efetivamente está escrito nas leis. O artigo da cláusula de barreira é o mais claro exemplo possível do que quero dizer:

"Tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as casas legislativas para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados obtenha o apoio de, no mínimo, 5% dos votos apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo menos, um terço dos Estados, com um mínimo de 2% do total de cada um deles".

Note que, antes da sentença em negrito, não existe um "e" ou um "ou", e esta é a razão do problema, de acordo com o TSE. Vamos falar um pouco de matemática, definindo os eventos: A = partidos com mais de 5% dos votos válidos no país todo; B = partidos com um mínimo de 2% dos votos válidos em ao menos um terço dos Estados. Graficamente, o que nós temos em termos de teoria dos conjuntos é o seguinte:

A região C é o que seria expresso se a lei tivesse um "e" logo antes do trecho em negrito: eu quero que sobrevivam os partidos com 5% dos votos nacionais E 2% dos votos em um terço dos Estados. Vale lembrar que esta é exatamente a interpretação que todos tinham antes desta eleição e desta confusão organizada pelo TSE. Se tivesse um "ou" antes da área em negrito, o resultado seria A+B (incluindo C): que sobrevivam os partidos que tenham 5% dos votos nacionais OU 2% dos votos em um terço dos Estados.

A redação e a interpretação das leis no Brasil, de modo geral, é muito ruim. Este problema já se manifestou em muitas outras situações. Quero acreditar que o problema esteja na formação dos nossos juristas, ao invés de alguma maldade premeditada para o caso dos partidos de algumas figurinhas não atingirem o desempenho esperado. Devo estar sendo ingênuo...

Abraços!

P.S.: palpite: se o TSE se der conta da bobagem que está fazendo ao sugerir uma interpretação alternativa, vai sair com a máxima do "espírito da lei", interpretando "o que o legislador quis colocar no papel". Legal jogar a culpa nos outros, não é?

outubro 02, 2006

Palpite Político-Econômico

Esta é para concorrer com a imprensa blogueira do Brasil: você só lê aqui esta análise!!! Depois não digam que eu não avisei!

Uma pausa nos estudos, uma leitura rápida de jornal, monta-se o quebra-cabeça e está formado um palpite. Atenção: já está definido o nome do novo ministro da Fazenda de um eventual segundo mandato do atual governo! Vai ser para petistas cometerem suicídio coletivo. Segue a receita: peguem a lista de freqüentadores assíduos do elevador privativo do Palácio do Planalto (todo jornal já deu a notícia que ele tem falado com o Lula); juntem com a lista de deputados que não se reelegeram por São Paulo; acrescente um tanto de vaidade pessoal, da vontade de não querer sumir do mapa; adicione ainda a dependência do futuro governo de partidos de caciques para formação de maioria no Congresso; misture tudo, e está pronta a receita do "bolo". Só espero que seja dividido desta vez... Não preciso dizer quem é, certo?

Um abraço!

setembro 30, 2006

Foto da Noite

Sair da faculdade cada vez mais tarde acaba trazendo estas vantagens: esta é a imagem que tenho toda a noite antes de ir para casa. Ao vivo, a iluminação noturna da catedral do campus é ainda mais bonita.


Abraços!

O Bebê de Mona

O pessoal ficou ouriçado por causa do livro (que não li), mas isto não é teoria conspiratória: é pesquisa.

A propósito, eu continuo com a minha idéia: a Mona Lisa é homem. Dêem uma olhada no tamanho das mãos, em especial os dedos, e comparem com o resto do corpo. Não devia ser nada agradável levar um tapa da senhora (???).

Abraços!

setembro 29, 2006

Saudades do RI? Nope...

Não posso deixar de registrar a minha satisfação (mórbida?) em ver uma nova edição do Relatório de Inflação no ar. Estes últimos dias devem ter sido bem corridos no Banco. Parabéns ao Eduardo e equipe pelo trabalho! (Sei que, de vez em quando, o Duda dá uma passada por aqui...)

Se estou com saudades? Não, nem um pouco: lendo o conteúdo do Relatório, veio à cabeça todas as incomodações para colocar este negócio no ar, todas as discussões prévias sobre resultados, conferências de números, pautas de trabalho... muita coisa! Não troco o Paralamas do Sucesso que estou ouvindo agora, enquanto resolvo listas de exercícios, por esta incomodação.

A propósito, dos Paralamas, segue a letra da música que está tocando exatamente agora.

Abraços!

Meu Erro

Letra: Herbert Vianna

Eu quis dizer, você não quis escutar
Agora não peça, não me faça promessas
Eu não quero te ver, nem quero acreditar
Que vai ser diferente, que tudo mudou
Você diz não saber o que houve de errado
E o meu erro foi crer que estar ao seu lado
Bastaria, ah meu Deus, era tudo o
Que eu queria, eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais

Mesmo querendo, eu não vou me enganar
Eu conheço seus passos, eu vejo seus erros
Não há nada de novo, ainda somos iguais
Então não me chame, não olhe pra trás
Você diz não saber o que houve de errado
E o meu erro foi crer que estar ao seu lado
Bastaria, ah meu Deus, era tudo o
Que eu queria, eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais

Life During Wartime

Para celebrar os dois meses de Estados Unidos, mais uma música: Talking Heads sempre foram um clássico das festas dos anos 80 no Brasil (o single é de 1979), não poderia esquecê-los agora. A letra também diz muito do que está se passando por aqui... *rsrsrsr

Life During Wartime

Letra e música: Talking Heads

Heard of a van that is loaded with weapons,
packed up and ready to go
Heard of some gravesites, out by the highway,
a place where nobody knows
The sound of gunfire, off in the distance,
I'm getting used to it now
Lived in a brownstore, lived in the ghetto,
I've lived all over this town

This ain't no party, this ain't no disco,
this ain't no fooling around
No time for dancing, or lovey dovey,
I ain't got time for that now

Transmit the message, to the receiver,
hope for an answer some day
I got three passports, a couple of visas,
you don't even know my real name
High on a hillside, the trucks are loading,
everything's ready to roll
I sleep in the daytime, I work in the nightime,
I might not ever get home

This ain't no party, this ain't no disco,
this ain't no fooling around
This ain't no mudd club, or C. B. G. B.,
I ain't got time for that now

Heard about Houston? Heard about Detroit?
Heard about Pittsburgh, P. A.?
You oughta know not to stand by the window
somebody might see you up there
I got some groceries, some peant butter,
to last a couple of days
But I ain't got no speakers, ain't got no
heaphones, ain't got no records to play

Why stay in college? Why go to night school?
Gonna be different this time
Can't write a letter, can't send a postcard,
I can't write nothing at all
This ain't no party, this ain't no disco,
this ain't no fooling around
I'd like to kiss you, I'd love you hold you
I ain't got no time for that now

Trouble in transit, got through the roadblock,
we blended with the crowd
We got computer, we're tapping pohne lines,
I know that ain't allowed
We dress like students, we dress like housewives,
or in a suit and a tie
I changed my hairstyle, so many times now,
I don't know what I look like!
You make me shiver, I feel so tender,
we make a pretty good team
Don't get exhausted, I'll do some driving,
you ought to get some sleep
Get you instructions, follow directions,
then you should change your address
Maybe tomorrow, maybe the next day,
whatever you think is best
Burned all my notebooks, what good are
notebooks? They won't help me survive
My chest is aching, burns like a furnace,
the burning keeps me alive
Try to stay healthy, physical fitness,
don't want to catch no disease
Try to be careful, don't take no chances,
you better watch what you say


Abraços a todos!

setembro 22, 2006

Popeye Já Foi Para o Saco...

A última aqui é a super-Salmonela que está atacando a produção de espinafre. Todo o dia sai alguma notícia sobre o E.Coli, o que fazer para evitá-lo, todo este tipo de coisa bem de país sub-desenvolvido. Acho que vou voltar!!! *rsrsrsrs. Abaixo, um mapa com os estados que já registraram algum caso recente de ataque do virus. A Carolina do Norte é o último Estado não afetado, olhando bem à direita do mapa, contando de baixo (onde está Miami) para cima (em direção à NY).


Também apareceu uma pesquisa muito esquisita perguntando se as pessoas abririam mão de comer salada se tivessem que passar a lavar os vegetais. Especificamente sobre a pesquisa duas perguntas se impõem:

1) Uma das alternativas diz: "eu não lavaria os vegetais já que o trabalho não vale a pena". As respostas acabam não refletindo o que a pesquisa deveria captar: eu posso não querer mais comer salada porque acho que, mesmo lavando, ainda correrei o risco de contrair doenças; posso não querer mais comer porque o custo disto seria elevado, em termos de água, soluções de limpeza de vegetais, etc.; posso não querer mais comer saladas, mas ainda assim consumir vegetais cozidos... Ou seja, preguiça não é o único argumento que justifica uma resposta positiva à pergunta. Desta forma, senhores publicitários, marqueteiros, estatísticos de plantão, cuidado com suas pesquisas!!! Gastem mais tempo elaborando perguntas, para que a resposta obtida efetivamente seja a respeito do assunto que você quer tratar!

2) Americanos não lavam normalmente a sua comida???????

Abraços a todos!

setembro 20, 2006

E Agora, José?

E agora, José? A chapa esquentou, "the animal is catching" (valeu, Shikida!), a casa tá pegando fogo... E agora, José?

Bom, tentei fazer uma paródia do famoso poema, mas a mensagem é só para dizer que os posts estão parados porque, realmente, a coisa resolveu pegar por aqui. A tendência é que exista, a partir de agora, uma concentração de comentários (mais longos) entre os finais de semana ou nas madrugadas (com notas curtas como esta aqui, escrita às 2:30hs da manhã, horário local). Mas está tudo bem: não podia esperar nada de diferente a partir do instante em que topei vir para cá!

Um abraço a todos!

setembro 15, 2006

Marcha para o Oeste

Fim do dia, a cabeça dói, o cérebro se esforça para manter a coerência. Vou pegar o ônibus para iniciar a marcha para o oeste, para minha casa - sim, esta é uma crônica de ônibus - malditos aborrescentes da graduação que se empurram para fazer o caminho direto. São americanos. Americanos são diretos, frases curtas, perguntas mascadas, mas sempre objetivas; latinos falam, falam muito, expressivos, gestos largos - italianos, espanhóis, argentinos, os brasileiros que conheço falam por blogs ou por gestos comedidos, pétreos; droga de cabeça, continua a doer, indianos são polidos, também de gestos largos, mas de extrema educação, observam o movimento doentio dos malditos graduandos; chineses falam chinês: sala de aula, ruas, rodas de discussão, manifestações, poucos gritos, mas chineses falam chinês.
Pego o ônibus que faz algumas paradas a mais antes da chegada no oásis ocidental. Não sou direto, tenho tempo, pouco, preciso do tempo. Americanos são diretos, se amontoam no ônibus que faz o caminho mais rápido, não respiram, seguem a sua rotina, cumprem o mandado, meta traçada, objetivo a ser cumprido. Ônibus mais vazio. Colega chinesa senta na minha frente. Não fala nada, chineses falam chinês, taiwaneses falam muito, também em inglês. Chineses sozinhos não falam, minha colega não fala; chineses em gurpo falam muito, chineses falam em chinês, sempre; chineses pseudo-fake-americanos com cabelos coloridos, tênis Nike produzido por conterrâneos, camisetas da faculdade, falam muito, gritam alto, em chinês. A cabeça dói, música por favor, que se sobreponha ao barulho do ônibus, agora em movimento. A marcha para o oeste inicia. Malditas turbas: graduandos que perderam o ônibus que ia direto agora falam aos gritos na minha condução; chineses americanizados gritam em chinês; chineses falam em chinês, sempre.
Cabeça girando, a viagem está em curso. "It's the end of the world as we know it", e eu estava bem no Brasil. Estou melhor agora, tenho que estar melhor, estar melhor à tempo do que está por vir. A cabeça dói. Chineses falam em chinês, sempre. Em grupos. Sozinhos, se fecham em seus mundos: iPods, palavras novas, acho que não faço questão de aprendê-las, onde estão os outros chineses? Eu estou aqui, o peso de uma semana densa, o corpo refletido em dor de cabeça, enquanto a marcha segue o seu caminho tortuoso. A música alivia: "follow the God that failed". Mas, se Ele falhou, posso ficar aliviado? Não, isto é imperdoável, como não teve perdão a cabeça, a cabeça dói muito. Sono é necessário, boas noites de sono, ponderadas por pensamentos a respeito do que está por vir. A viagem mais longa do ônibus permite organizar as idéias, a música é o meu elixir. Estudo economia, penso em economia, matemática, mas "Natural Sciences" também são importantes, deixe a roda continuar rodando, a viagem seguindo o seu caminho.
A catedral do oeste já está à vista, a marcha para o oeste parece estar chegando ao seu final. Americanos querem fazer o movimento de volta: as turbas se espremem no entorno do ônibus, quero sair, porra!!!, a cabeça dói, a música acaba, o mundo volta ao normal. Chineses falam chinês, sempre. Americanos são diretos, querem cumprir os seus objetivos. Eu só quero a minha cama, descanso, dois minutos de um repouso que para mim parece ser eterno.

setembro 12, 2006

Notícia Preocupante

Esta notícia que saiu na Folha Online sobre o uso de anti-inflamatórios é preocupante não pelo desempenho acionário das companhias (as ações da Novartis, fabricante do Cataflam e do Voltaren, não apresentaram aparentemente nenhuma mudança significativa até agora), mas mais porque, quem conhece como funciona as coisas lá em casa, em Bento, sabe que "se a dor for pequena, é frescura; se for muito forte, toma um Voltaren que passa". Desta forma, acho que faço parte... de um grupo de risco... caramba, tá doendo... hhhuuuummm!!! HELP!!!! SOCORRRO!!!!!!! AAAhhhh....

Brincadeira (ainda que mórbida), ok?

Abraços!

setembro 11, 2006

Também na Universidade...

... a homenagem aos mortos em 11/9. Este é o gramado que fica logo em frente à catedral da universidade. Se vocês procurarem em algum outro post, dá para localizar bem onde as bandeiras foram colocadas.


Um abraço!

setembro 10, 2006

E o Trono Vai Para...

Depois de debates infindáveis, a WTO finalmente resolveu trazer à tona considerações sobre o bem-estar geral da população, além de ver a sua atividade como o cerne da integração mundial!!! Veja aqui!

Admita, colega economista, você estava pensando em assuntos relacionados à comercio internacional quando falei em WTO, certo?

Abraços!

setembro 07, 2006

Da Semana

Um resumo, nas palavras de Arnaldo Antunes: "O pulso ainda pulsa, mas o corpo ainda é pouco!"

A chapa esquentou por aqui, poucos lugares me deixam, neste momento, tão felizes quanto a minha cama quente para as poucas horas restantes para o sono. Já disse um professor em sala de aula: "para fazer um bom doutorado, é necessário distribuir o tempo entre trabalho, lazer e horas de sono. Como, em termos gráficos, no plano, é impossível expressar a combinação entre três itens, acho que o sono de vocês deverá estar incorporado entre as horas destinadas ao lazer." O gráfico abaixo resume o que ele quer dizer com isto (Copyright Wikipedia: Labor Economics)


Acho que ele tem razão.

See you.

setembro 05, 2006

Ah, Se a Moda Pega...

... em outros lugares do mundo que nós conhecemos. Ocupação de vagas de profissionais de carreira por gente ligada ao grupo do poder, inclusive em universidades.

Um abraço!

setembro 03, 2006

Tão Perto, Tão Longe

Minha homenagem para uma pessoa importante para mim, em especial para que chegasse onde cheguei hoje. Feliz aniversário, Chris! Te amo!!!

setembro 01, 2006

Resist

Deixei passar a data importante (um mês de Estados Unidos), mas hoje, ouvindo esta música, ganhei um ânimo a mais para seguir a caminhada. Compartilho a mensagem com vocês.

Resist

by Neil Peart

I can learn to resist
Anything but temptation
I can learn to co-exist
With anything but pain

I can learn to compromise
Anything but my desires
I can learn to get along
With all the things I can't explain

I can learn to resist
Anything but frustration
I can learn to persist
With anything but aiming low

I can learn to close my eyes
To anything but injustice
I can learn to get along
With all the things I don't know

You can surrender
Without a prayer
But never really pray
Pray without surrender

You can fight
Without ever winning
But never ever win
Without a fight


Abraços!

P.S.: ao contrário de "Wherever I May Roam", publicada em outro post, esta música é mais tranqüila para os ouvidos. Se você for absolutamente avesso à guitarras elétricas, duas opções: 1) ouça a versão do disco "Rush in Rio", onde eles tocaram esta música quase como um acústico; ou 2) vai procurar o último sucesso do Belo em outro site, que isto aqui não te pertence!!!!

agosto 30, 2006

O Início do Fim...

... dos Stones. Que coisa!!!!

Abraços!

Quase Fudeu!!!

E eu sem saber que estava à perigo!
Caraca!
Aceito sugestões sobre como se comportar numa hora destas...

Abraços!

agosto 29, 2006

Das Aulas

Notas rápidas sobre as aulas, agora que já fui apresentado a todos os professores:

1) Não se engane!!! Quando o seu professor disser, em sala de aula, que o livro do Barro e do Sala-i-Martin de crescimento econômico é importante, ele não estará querendo empurrar leituras desnecessárias só para se satisfazer enquanto carrasco. O livro é bom, e você pode ganhar um bom tempo mais adiante, talvez lendo os originais do tema (Solow, Swan, Ramsey, entre outros), enquanto seus colegas correm atrás do material!

2) Se você tiver 5 minutos livres, gaste-os visitando o melhor site pessoal de um economista que eu já vi. Não, isto não é auto-promoção do blog, apesar de sermos torcedores do Barcelona, e ele também não é meu professor!!!! Hahahahahaha...

3) Ah, este povo do Filtro de Kalman... Primeira aula de econometria, o professor entra na sala, fala da matéria, provas, etc... antes de começar a matéria propriamente dita, uma pequena introdução sobre econometria (no que difere da estatística), um papo sobre os livros, e uma historinha: ele foi professor assistente em Princeton, e estava quebrando a cabeça para resolver um problema de econometria clássica. Quando foi solicitar ajuda, Prof. Sims lhe deu a seguinte resposta:
— Hon, why don't you become a Bayesian econometrician? That would make this problem so easy to solve...
Logo, se você tiver a chance, não perca: faça um curso de econometria Bayesiana, e esteja na crista da onda!!!!

4) Outra historinha do professor de econometria: segundo ele, o autor deste livro de introdução à estatística e econometria, que está sendo adotado aqui no curso no começo, jurou que jamais rodou uma regressão em um computador. Todo o livro teria sido escrito sem o cara possuir um mínimo de experiência em "meter a mão na massa". Tá bom...

5) Sem novidades no front de Micro: Mas-Collel, mesmo que Christiane queira dizer o contrário depois de sua última viagem, ainda é o cara!!! Nada de mais novo e atual em termos de livros para mestrado-doutorado na área.

Abraços!

agosto 25, 2006

Questão de Ética

Fui obrigado hoje a passar o dia assistindo uma seqüência tediosa de seminários sobre "Ética em Pesquisa", obrigatório para os alunos das Ciências Sociais e Humanas. Parece que este tipo de seminário é padrão nas universidades daqui. A despeito de todas as discussões absolutamente inúteis ("usar o gráfico de um texto que está disponível na internet, sem citar a fonte, é plágio ou violação de Copyright?"), uma delas, de fato, foi importante, e lanço a pergunta para meus eventuais leitores:

"Imagine que você esteja coordenando um grupo de pesquisa cujo desfecho do trabalho consiste em uma apresentação para todo o Departamento de Economia da sua instituição. O trabalho transcorre normalmente, você chega para a apresentação, Powerpoint montado, todos reunidos, e chega o seu RA com um papel debaixo do braço, dizendo que descobriu um erro nas regressões estimadas. No que ele termina de avisar isto, você, responsável pela pesquisa, é chamado ao palco para iniciar a apresentação. O que você faz?

a) Abre o jogo na apresentação, dizendo que foi encontrado um erro recente, e que os números finais podem não ser exatamente aqueles que estão sendo apresentados, sob o risco de perda de credibilidade de toda a pesquisa? Ou,

b) Fica quieto sobre o erro, manda o RA para a p... que o p..., engole seco e faz apresentação como se nada tivesse ocorrido, correndo o risco da falha ser descoberta e a credibilidade do pesquisador ser colocada à prova?"


É lógico que a questão possui alguns problemas de hipóteses que são importantes na formulação (exemplo: qual o chefe de pesquisa que vai deixar as revisões de erros serem feitas na véspera da apresentação, sem tempo de elaborar eventuais correções?), além de um aspecto mais dramático na idéia original que eu omiti (a idéia era realçar o problema de uso de dados confidenciais em pesquisas e considerar ainda que trazer o erro à público poderia gerar o risco adicional de um processo por quebra de sigilo, dependendo da forma como fosse apresentado). Ainda assim, é uma boa pergunta. As respostas dadas? Todas inconclusivas.

Um abraço!

agosto 22, 2006

Um Dia Para Ser Lembrado

Esta vai para os aficcionados em basquete. Quem acompanha o esporte um pouco mais de perto sabe que Duke, nos dias de hoje, é a universidade referência em termos de basquete aqui nos Estados Unidos. Para dar uma noção da importância do jogo e da grandeza da universidade para o jogo, dois fatos:

1) O treinador do time de basquete masculino, Mike Krzyzewski, recusou, em 2004, um contrato de 5 anos com o Los Angeles Lakers, no valor total de US$40 milhões. Isto mesmo: oito milhões de dólares por ano!!! Preferiu ficar treinando o time da universidade.

2) O mesmo treinador, Mike Krzyzewski, hoje, é o treinador da equipe dos Estados Unidos que está disputando o Mundial de basquete no Japão, com contrato até as Olimpíadas de Pequim, em 2008. Ou seja, contrataram um treinador do universitário para comandar um time de jogadores da NBA. Entretanto, mesmo com o emprego na seleção americana, ele ainda será o treinador de Duke no próximo campeonato universitário.

Pois bem. Esta universidade que tem este culto sobre o jogo, que tem um ginásio que se transforma em uma panela de pressão a cada partida, teve a oportunidade de presenciar este que vos escreve "jogando uma bola" com os amigos nesta noite. Com uma performance notável (12 pontos na soma dos dois jogos disputados, alguns rebotes, muitas dores no corpo depois do jogo), tive a chance de jogar no ginásio de esportes AO LADO do Cameron Stadium. Eu sei, eu sei: Coach K (para os íntimos...) não está aqui, está treinando a seleção, sei que a exibição não foi no ginásio principal, mas agora eu poderei encher a boca para dizer: EU JOGUEI BASQUETE EM DUKE!!!!

Prometo, na próxima vez, levar a câmera fotográfica para os registros necessários.

Um abraço a todos!

P.S.1: uma frase que eu costumo dizer permitiu a construção deste texto com rapidez: "O comando CRTL+C CRTL+V revolucionou o mundo!" Já imaginaram o tempo que eu perderia para escrever o nome do treinador ao longo do texto se não existisse o "copiar e colar"?

P.S.2: antes que pensem "o vagabundo foi para lá para jogar basquete", quero informar que estou no intervalo entre o Math Camp e ó início das aulas. Segunda-feira começa toda a bronca para valer.

agosto 20, 2006

Em um Dia de Mau Humor...

... descobre-se que até o Nescafé daqui é fraco: só com duas colheres de sopa em uma caneca o gosto fica mais parecido com o brasileiro. Fazendo uma rápida pesquisa nos sites da Nestlé do Brasil e dos EUA, descobri que o café solúvel americano é equivalente ao vendido no México. Se a procedência tem a ver com a composição proporcional dos grãos que formam o produto (Nescafé brasileiro com maior proporção de grãos do Brasil; Nescafé mexicano com maior proporção de grãos do México), então a entrevista deste italiano pode explicar alguma coisa a mais: o café mexicano, por ser lavado depois de colhido, acaba tendo menos "corpo" que o equivalente brasileiro, que é secado no sol.
Curiosidades inúteis de um domingo morto.

Abraços!

agosto 17, 2006

Freak-Freakonomics

Ariel Rubinstein, professor de economia (teoria dos jogos) da NYU, escreveu esta nota falando do mega-sucesso do livro de Levitt. Alguns argumentos muito interessantes, especialmente a respeito do marketing feito sobre o livro.
Não sei se já teve alguma resposta, talvez através do blog dos autores, mas não deixa de ser um texto muito interessante.

Abraços!

agosto 16, 2006

Sobre Mitos Derrubados

Quando desembarquei por aqui, passei o primeiro final de semana em um hotel pequeno, simples, mas com o básico: TV, frigobar (vazio, para levar para o quarto o que se quisesse), internet wireless (padrão por aqui) e uma cama decente. Também trouxe comigo minhas satisfações pessoais, preconceitos (quem não os tem?), sonhos, idéias, cuecas sujas, roupas amassadas, entre outras posses – sim, mesmo as minhas satisfações e meus sonhos são meus, não os devo a ninguém.

Entre minhas posses, tinha comigo os meus mitos. Alguns bem pessoais, outros praticamente de domínio público. Na primeira categoria, destaca-se especialmente David Carradine. Para quem não lembra (não sou desta época, minhas memórias são bem mais recentes), ele ficou conhecido em um seriado dos anos 70 chamado Kung Fu. Sempre fez filmes de artes marciais. A sua participação que construiu o seu mito em minha memória foi fazendo os dois filmes de Quentin Tarantino, onde estava sempre marcado para morrer em Kill Bill, vol. 1 e vol. 2. Como o chefe de uma quadrilha de assassinos de luxo, quase uma máfia, seu papel foi absolutamente fantástico naquele filme, pela frieza, pela ironia (inerente aos filmes de Tarantino, lógico) e pela classe.

Qual não foi a minha surpresa quando, na primeira noite nos Estados Unidos, ligo a TV e ele aparece em uma propaganda. Um choque lamentável!!! Em um ambiente de meditação, um jovem (J) entra na sala para conversar com o seu mestre – no caso, óbvio, David Carradine (DC). Segue o diálogo, de forma aproximada:

(J) — Master, what is the secret of happiness?
(DC) — Yellow Pages!!!!
(J) — What!?!?!?!?
(DC) — Yellow Pages! You know, sometimes the world can be… like… a material world.
(J) — But Master!?!?!?!?
(DC) — Happiness can be found, sometimes, in… a pizza!!! Then, Yellow Pages!


Estas frases simplesmente liquidaram o mito de Bill, aquela imagem de alguém cassado por um erro do passado, levando com elegância a sua vida de perseguido. Outros mitos que já foram derrubados, para o bem e para o mal (escolha a sua ordem), muitos de domínio público: o monstro do Lago Ness, que cerveja engorda (todo mundo sabe que o problema está nos acompanhamentos), que o Orkut será pago daqui para frente (ok, repassadores de mensagens?), que Lula nunca seria eleito, a loira do banheiro, que o mundo irá acabar se você não enviar esta mesagem para mais 40 pessoas, entre tantos outros.

Ontem, mais um mito caiu. Na verdade, dois: ao ganhar a Libertadores, o co-irmão finalmente passou a ser um clube internacional; e ao conquistar um campeonato de respeito, Abel Braga deixou a sina de eterno vice. Parabéns aos que finalmente ganharam o direito de dizer que “a América é nossa!” Que sina: Yellow Pages!

Abraços!

Onde Eu Estou?

Bom, para quem não teve a curiosidade de pesquisar sobre a universidade que me aceitou (hummm... frase que leva à Marx, o Grouxo: "não sou sócio de clube que me aceita como sócio"), seguem algumas fotos. Esta primeira é do West Campus (talvez o principal daqui), onde o prédio principal é a catedral a que fiz referência em algum post anterior.

O campus aqui é cheio deste bichos esquisitos que ficam correndo pelos gramados. Por enquanto, serão chamados apenas de esquisitos; em épocas de prova, correm o risco de serem chutados se passarem pela minha frente; e, em necessidade extrema, vai para a panela, sem medo de ser feliz!!!

E este é o prédio das Ciências Sociais, onde a Economia é o maior dos departamentos: olhando para o quadro de professores no hall de entrada, enquanto os nomes dos professores do departamento de economia se espremem em seus espaços, os (poucos) professores de antropologia, sociologia e afins se dão ao luxo de colocar seus endereços completos no painel.

Outro dia eu coloco fotos de dentro dos prédios. Por enquanto, é só para dar um gostinho do que é isto aqui.

Abraços a todos!

agosto 13, 2006

... And a Nice Picture with the Guys

Tchê, Pelo Amor de Deus!!!!

Matt, uma picanha, por favor!!! Chega de hamburguers!!!!*


Nice barbecue!!!

See you!


(*) Translating for my american friends: Tchê, for Gods Sake!!! Matt, please, no more burgers!!! One sirloin beef, please!!!

agosto 11, 2006

Tarefa para Noites de Sexta-Feira

Eu falei em outro post que eu mudaria o cabeçalho do blog, em especial a setinha que ainda aparece em outros partes da página. Aí está: nada como uma sexta-feira à noite para cuidar deste tipo de coisa...

Abraços!

Notas

Algumas notas rápidas:

1) Sensível melhora na casa depois da chegada da mesa, cadeiras e prateleira para livros: a função "lugar para dormir" da cama já pode ser executada com maior precisão, ao não ser mais necessário sair espalhando os livros e anotações pelo chão do quarto.

2) No Math Camp, começaram a falar a minha língua nesta semana: ao sair da parte de análise e passar para otimização, tudo mudou, até o meu humor com relação às aulas.

3) Sobrevivência: mais uma ida importante ao supermercado será realizada amanhã! Abri o último pacote de biscoitos disponível (wafer de chocolate da Bauducco que trouxe do Brasil). Era a minha reserva de emergência. Também segui a sugestão do Marcelo, apesar de não ser muito eficiente em tempos de guerra: pacote de batatas Pringles durou dois dias.

4) Ainda sobre o supermercado, kit básico de limpeza de roupas será indispensável: já está ficando difícil encontrar camisetas limpas, e a minha bermuda, de tanto ser usada, está sendo espancada toda vez que sai do corpo, já que, sem isto, ela levanta e sai caminhando em direção à faculdade. Ou seja, emoções fortes no blog nas próximas semanas com os relatos das experiências na lavanderia!!!

5) Adaptando aos costumes locais: recebi um convite para participar de um "churrasco" da turma. Estou me preparando psicologicamente para participar de um evento denominado "churrasco" em um país onde se deve ensinar ao povo como pronunciar o básico da coisa – o que define bem toda a minha preocupação. Diferenças com relação ao "churrasco" do Brasil: não existem sinais de que será servido arroz, tal como no churrasco (sem aspas, para identificar o verdadeiro). Semelhanças em relação ao "churrasco" do Brasil: serão servidas coisas esquisitas, como cachorros-quentes e hamburgers; ou seja, ninguém falou em carne até agora... Detalhes do evento nos próximos dias.

6) Tempo nublado por aqui, tomara que a onda de calor mais forte já tenha terminado.

Um abraço a todos!

agosto 08, 2006

Imagens

O lugar onde costumo almoçar fica em um centro da universidade que também é utilizado para exposições: o Bryan Center fica ao lado da catedral da universidade, e conta com três lancherias, correios, lojas com artigos da universidade, salões amplos, e toda sorte de serviços que se possa imaginar. Nesta semana, está tendo um evento de uma instituição chamada CAJE. Nunca tinha ouvido falar na Coalition for the Advancement of Jewish Education, até abrir o site deles hoje para escrever este texto. Pelo que entendi, é uma organização que promove o “jeito” judeu de viver, relacionado a assuntos de educação.

A exposição é razoavelzinha, vende-se muita coisa – inclusive um livro de título bem curioso: “The J Girls Guide”, como se fosse algo excepcional ser uma garota judia nos dias de hoje... –, músicos cantam em hebraico, todo mundo se cumprimenta com Shalon!... este tipo de coisa. O que me chamou a atenção, mesmo, foi uma reação em especial: pequenos grupos se formavam em torno das televisões mostrando os bombardeios no Líbano. De fato, o clima não ficava legal quando mostravam isto, as pessoas ficavam mudas, trocavam entre si palavras amenas, bem longe da alegria dos cantos entoados no andar logo acima do prédio.

Não tive a oportunidade de conversar com ninguém por aqui para saber da opinião sobre o que aparecia na TV – também não tenho opinião formada sobre conflitos em regiões de povos que não querem encontrar soluções. Entretanto, a mudança de humor na passagem de um ambiente do salão para outro era marcante, e isto era cristalino como as imagens da TV de plasma 42 de polegadas do Bryan Center.

Abraços!

agosto 07, 2006

Evoluções...

Da semana passada para cá, grandes evoluções em termos de infra-estrutura em casa. A casa da gente, todo mundo sabe, deve cumprir três funções básicas: evitar que o dono durma no chão, permitir que se faça um café e oferecer uma estrutura mínima no banheiro para raciocínios complexos.

Pois bem, avaliando cada tópico:

1) Brilhante: tenho uma cama em casa desde a terça-feira passada. Dormir a noite de segunda para terça no chão não foi legal, mas faz parte do processo. Acho que este item eu já posso dar como cumprido, ainda que as mulheres visitantes do blog possam achar que discussões a respeito de lençóis, colchas, cobertores e travesseiros sejam necessárias.

2) Yes! Comprei na quinta-feira, em uma loja de artigos usados, dois itens fundamentais para a sobrevivência de qualquer um em ambiente de café de qualidade questionável: um bule e um pote de vidro com vedação (que, daqui para frente, será chamado de "açucareiro"). Estes dois itens, mais um escorredor de massa de plástico, custaram US$ 3,00. Muito bom!

3) Completando o item de cima e respondendo à terceira necessidade que deve ser atendida pela casa, a ida ao Wall Mart no sábado permitiu o complemento do kit básico para café: açúcar e café (ainda que seja solúvel)!!!! A caneca, foto abaixo, já tinha comprado na universidade, só para fazer média com meus colegas que possuem os "mugs" de seus respectivos lugares. Além disso, a ida ao hipermercado permitiu a compra itens fundamentais para a fase de estudos do doutorado: rolos de papel higiênico, um aparelho de barbear novo (deve ter umas vinte lâminas, que te arrancam a cara fora em uma só passada!!!) e água sanitária, porque só com muita sorte a permanência superior a dez minutos por lá não dava a garantia de infestação de bactérias em lugares impróprios!

Esta semana, começa a fase do luxo para os artigos de casa: mesa, cadeiras, prateleira para os livros e abajur devem chegar na quarta. Internet deve ser instalada na sexta-feira. As coisas começam a se ajeitar!

Abraços!

agosto 06, 2006

Shade Tree Coffee

Fiz um comentário, anteriormente (ver o post "Quando..."), onde disse que, a partir do instante em que achamos um lugar legal para tomar um café, por mais que o dia tenha sido efetivamente um saco, dá até para desligar um pouco do mundo e deixar passar os problemas para outra hora. Pois eu encontrei este café aqui, quase ao lado da minha casa, com todas os quesitos necessários para o descanso. O Shade Tree Coffee fica a duas quadras de casa, no caminho para a universidade. Eles tem internet wireless de alta velocidade, e os clientes estão sempre armados com seus laptops para não ficarem sem fazer nada enquanto apreciam suas bebidas.

O ambiente é bacana prá caramba, com boa música ambiente (saí de lá sexta-feira ouvindo “Like a Rolling Stone”, na versão original com o Bob Dylan), doces bem legais, os smoothies de frutas, para matar o calor, e o café de americano, que nunca é grande coisa – sempre muito fraco para o meu gosto.

Também o pessoal que atende são pessoas muito cordiais. O Matt, que aparece no caixa na foto abaixo, perguntou de onde eu era. Quando disse que era do Brasil, ele disse que conhecia uma banda de lá. O que eu achei que pudesse ser um mal sinal – outro daqueles americanos chatos, dizendo que gosta de “bôssa nôva and Tom Jobim, Girl from Ipanima” – se transformou em uma gratíssima surpresa: o cara é fã de Angra!!!! Isto mesmo, povo do metal, tem um cara aqui no interior dos Estados Unidos que curte Angra!!! O cara é tão fã que, quando perguntei se ele conhecia o Sepultura, ele disse que conhecia, achava legal, mas que, desde que começou a ouvir Angra, não parou mais, que é só o que ele curte.

Cafés como este possuem uma característica comum em qualquer lugar do mundo: é um grande ponto de encontro da comunidade da redondeza. Hoje, devo aparecer por lá de novo: vai ter um pequeno encontro com o pessoal da International House da universidade que mora nas redondezas. Mesmo que não tenha o encontro, pode ter certeza que estarei por lá. Afinal, não dá para passar o dia sem ao menos uns 5 minutos para desligar do mundo com uma xícara de café, certo?

Abraços!

agosto 04, 2006

Still Alive!!!

Nao, este blog ainda nao acabou!!! Para aqueles que andam espalhando que o blog acabou, agora que o doutorado ja esta pegando, quero lembrar que estamos no Math Camp!!! Ainda tem muita pedra para rolar por aqui, ainda que seja na cabeca do monitor, ou da minha, mesmo. Aos blasfemadores, que queimem nas chamas do inferno!!! *rsrsrs

Abracos!

agosto 01, 2006

Angelo no Paraíso

Este foi o meu almoço de hoje: um pão de café e um sorvete batido (smoothy) de "forbidden fruit"! Sinto-me como Adão nos tempos bíblicos... (trocadilho infame!) Ah, e mais importante, bate-papo com a mana no MSN!!!



Abraços!

julho 31, 2006

Quando...

... vc perde o primeiro dia de aula pq a imbecil da burocrata não conseguia achar o seu nome na base de dados de alunos, ainda que ela tenha dito, sexta-feira, que tinha conseguido localizar o seu nome.

... depois de toda a espera, encontram o seu nome, vc recebe meia dúzia de papéis dizendo que está tudo certo e lhe mandam embora para casa.

... vc participa de uma reunião sabendo que tem outro compromisso, mas a reunião, que seria um saco, acaba sendo importante.

... o outro compromisso, que vc não consegue chegar à tempo, é a entrega da sua cama na sua casa, e vc descobre que vai dormir no chão hoje.

... vc começa a desfazer as malas da viagem e verifica que não tem lugar para guardar parte das coisas pq ainda não tem armários na sua casa.

... vc descobre que o pouco que poderia ser guardado não pode ser guardado, já que a coisa mais limpa da casa são as suas cuecas lavadas debaixo do chuveiro (sem sabão, só na escovinha).

... depois de tudo isto, vc encontra um bom café quase ao lado de casa para escrever esta mensagem para os amigos, só resta respirar fundo, encher o peito, e gritar como se fosse a última coisa da sua vida: PUTA QUE PARIU, AINDA NÃO FUDEU!!!!

Abraços!!!

julho 30, 2006

Meeting My New Friends

This is a small post to show a picture from tonight’s dinner with my new mates from Duke. I promised them I would write in English. So, all the mocking will be on future posts in Portuguese (just joking, guys!!!). From the left to the right: Justin (the one with the meeting’s idea), Jeremy, Nunik, Hector, Emily, Christoph, Bonnie and me. Justin's girlfriend took the picture (sorry, Justin, but I forgot her name!!!).



See you!!!

Angelo: Armado e Perigoso

Foi bom o Marcelo ter trazido o tema em um comentário abaixo para eu mostrar a vcs minhas novas aquisições. Resolvi levar a fundo a idéia do Shikida sobre ter criado um monstro: agora, é um monstro armado e perigoso. Saí na sexta-feira para uma loja Best Buy daqui, onde eu já tinha visto a promoção de notebooks. Segue, então, a descrição da figura abaixo:



Como a foto mostra, é um Toshiba com monitor de 17 polegadas. Até aí, tudo normal. Mas a configuração dele é que não se encontra no Brasil: 2GB de memória RAM, disco rígido de 120GB, leitor e gravador de CD/DVD (isto mesmo, dos dois!), leitor de cartões de memória "Memory Stick" (usado pelas câmeras da Sony, por exemplo), antena interna para conexão wireless com a internet, entrada para fones de ouvido, saídas USB para conexão com receptores de TV à cabo, para transformar o notebook em uma TV, identificação do usuário por leitura de impressão digital, ... , e mais um bando de coisas que eu não me lembro. Esta máquina saiu pela bagatela de US$1400,00. Acredite, é verdade!!! A vontade que eu tenho é de tirar uma foto da nota fiscal da compra, mas isto seria muito humilhante para o governo brasileiro, meu honorável patrocinador.

Quando vi o quanto que ia pagar, resolvi abusar um pouco também na câmera digital. Aí foi um show, vendo as câmeras disponíveis por aqui. O modelo que eu comprei (foto abaixo) é da Sony, com 8.1 megapixels de resolução, zoom optico e digital de 3x. O diferencial dela em relação às câmeras tradicionais eu não consegui mostrar através do espelho: o visor das fotos possui 3 polegadas, e todo o controle da máquina é feito através de toques sobre a tela. O preço? US$450,00. Mentira: para ser honesto, some US$50,00 para o cartão de 512MB de memória que eu precisei comprar.



Abrindo aqui uma pequena discussão, recomendo fortemente a abertura de jornais do Brasil para ver se encontram algo parecido, e o preço que é cobrado para que se desenvolva, no Brasil, uma indústria de produtos de alta tecnologia. Existe uma percepção um pouco distorcida no país, onde eu já ouvi algo do tipo "estes orientais sempre aparecem com um computador debaixo do braço, não conseguem viver sem eles, por isto compram qualquer porcaria, gerando máquinas por preços menores". A realidade é exatamente o contrário: todos possuem um computador de excelente nível porque podem pagar por isto, e não porque fizeram um esforço para desenvolver a máquina. É o gosto das pessoas que leva à criação de produtos mais baratos, e não o gosto do burocrata que determina se é melhor estudar através de blocos de papel ou de laptops.

Abraços a todos!

Primeiras Impressões

É lógico que escrever do hotel ainda não dá a informação precisa sobre o ambiente ao redor. Entretanto, caminhei muito por aqui (meu lema atual: "Keep walking, Johnny Walker"), até para resolver alguns problemas imediatos (aluguel de casa, compra de computador, matrícula na universidade, conta no banco, etc.), e isto me deu uma noção bem razoável do pessoal daqui. E a primeira impressão que fica das pessoas agradou: o povo aqui é muito amistoso, atencioso e bastante direto no falar, sem rodeio algum.

O sotaque do povo, muito diferente daquilo que ouvimos em programas da TV, ou nos noticiários da CNN, permite algumas "pérolas" que dão bem o espírito do lugar. A primeira que ocorreu comigo foi logo na chegada: entrando no quarto do hotel, vinha comigo o carregador de malas. Tipo físico clássico e sotaque carregado do negro norte-americano, senhor já com alguma idade. Quando perguntei a ele sobre o calor que estava fazendo, a resposta veio rápida, ainda que no tom arrastado de falar da região:
— U know, man, sometimes it's better, sometimes it's worst, but it is always like this, and it's not gonna change, you know.

A frase resume, exatamente, o que é o povo daqui, naquelas três qualificações do primeiro parágrafo. Uma resposta curta, direta, mas muito tranqüila, serena, conformada com o andamento das coisas. Depois que ele deixou as malas aqui, nos encontramos mais umas duas vezes no lobby do hotel. Ele me cumprimentou como se fosse o seu novo vizinho, o visitante da sua casa. E é exatamente esta a impressão geral do povo daqui, onde somos apenas os visitantes do lugar, alguns por mais, outros por menos tempo.

Um abraço a todos!

julho 27, 2006

Um Post Rapido...

... so para dizer a todos que esta tudo bem por aqui. Estou instalado em um hotel muito bom, ao lado da Universidade (maldito conceito este "ao lado", explico depois com calma), e amanha (sexta-feira) faco a maior parte dos arrajos necessarios para me instalar por aqui.

Hoje, ja que nao deu para fazer muita coisa, aproveitei para andar na Universidade. As 17hs, na Chapel (catedral ou capela?), comecam a tocar os sinos por horas, sempre fazendo alguma musica. E muito bonito isto aqui, apesar dos predios nao serem antigos (a ideia e sempre de uma universidade de predios seculares para serem bonitos).

O lado ruim: calor, teu nome e Durham!!! Caramba, como e quente aqui nesta epoca!!! Porto Alegre no verao e muito mais leve que isto aqui!

O primeiro sarro com os americanos: para quem quer saber qual o sotaque do povo daqui, recomendo fortemente o filme "Matadores de Velhinhas", com Tom Hanks. O sotaque da velhinha do filme e dos policiais que aparecem sao exatamente iguais aos do povo daqui!!! Quem viu o filme e presta atencao nisto sabe do que estou falando.

Bom, fico por aqui. Pretendo escrever ja instalado em um computador proprio, ao inves do Business Center do hotel.

Um abraco!!!

julho 23, 2006

Por Fim...

... a letra de uma música que está representando bem o que sinto antes da partida. Em tempo: para os ouvidos mais "sensíveis", solos de guitarra do Metallica podem ser um pouco demais para os não-acostumados – ou seja, fiquem apenas com a letra.

Wherever I May Roam

Por Hetfield e Ulrich

...(And the road becomes my bride)
And the road becomes my bride
I'm stripped of all but pride
so in her I do confide
and she keeps me satisfied –
gives me all I need

...and with dust in throat I crave
only knowledge will I save
to this game you stay a slave

rover, wanderer,
nomad, vagabond –
call me what you will

but I'll take my time anywhere
I'm free to speak my mind anywhere
redefine anywhere –
anywhere I roam –
where I lay my head is home

...and the earth becomes my throne
and the earth becomes my throne
I adapt to the unknown
under wandering stars I've grown
by myself but not alone –
I ask no one

...and my ties are severed clean
the less I have the more I gain
off the beaten path I reign

rover, wanderer,
nomad, vagabond –
call me what you will

but I'll take my time anywhere
I'm free to speak my mind anywhere
I do my time anywhere –
anywhere I may roam –
where I lay my head is home

but I'll take my time anywhere
I'm free to speak my mind
I redefine anywhere –
anywhere I may roam –
where I lay my head is home

carved upon my stone
my body lie, but still I roam
wherever I may roam


Até Durham! Tchau!

Tempo de Descobertas

Estes últimos dias em Brasília, antes da pausa de quatro anos, serviram para algumas descobertas interessantes:

1) De volta para a “nona”: recebemos da imobiliária em Durham o local exato e o endereço do apartamento que alugamos. O lugar parece bacana, bem arborizado, parece ter um parque próximo. A foto abaixo mostra a imagem do condomínio captada através do Google Earth. O curioso a respeito do lugar é mesmo o endereço: 824 Louise Circle, Durham, NC 27705. A associação direta: vou morar na rua com o nome da minha avó Luíza, infelizmente já falecida.


2) Para diplomatas, doutorado = diversão: em palestra para os bolsistas de Brasília do programa da Fulbright, um rapaz muito animado (!!!), atualmente trabalhando no Itamaraty, foi convidado a falar sobre a experiência dele nos Estados Unidos como bolsista. Acho que a escolha do palestrante não foi muito legal: ele passou apenas um ano em Nova Iorque, fazendo doutorado-sanduíche em direito na NYU, sem passar pelos apertos de quem vai para o programa completo (para listar alguns: adaptação para um período longo, exames de qualificação, instalação em lugar onde quase não existem brasileiros ao redor, provas e trabalhos da faculdade para cada uma das cadeiras, entre outros). Assim, 90% da palestra do ilustre diplomata tratou de assuntos como: arranjando ingressos para eventos gratuitos em NY; bares baratos para reunir os amigos em Manhattam; comida birmanesa: experimentei e gostei; faculdade de direito da NYU: lugar de impressora sem restrição para uso; como cumprimentar uma pessoa de fora do Brasil sem parecer uma prostituta (para as mulheres) ou um homossexual (para os homens); meu colega egípcio de estúdio nova-iorquino. Os 10% restantes trataram de mostrar fotos de NY, falar de trabalhos comunitários que ele fez durante o ano, e dizer que “é uma experiência muito legal”. Não, não foi muito útil, não.

3) Conhecendo os colegas por e-mail: começou a circular um e-mail entre meus futuros colegas. A turma é de 30 pessoas. Destas, além de mim, outros 20 responderam à mensagem. Histórias bem ecléticas: tem desde um venezuelano que morou durante a infância em Londres, e foi fazer a graduação nos Estados Unidos, até o típico americano da Califórnia que parece estar preocupado por estar de mudança para um lugar sem praia. Maiores detalhes sobre a turma, só depois da minha chegada.

4) O melhor “até logo” tem que ter churrasco ou mesa de bar: mais algumas fotos de despedidas. O primeiro mostra a reunião clássica das sextas-feiras, desta vez com motivos para a comemoração, com o pessoal do banco em mesa de bar. Esta qualidade Brasília soube trazer do Rio de Janeiro: o bom boteco e as comidas de bar para a happy-hour após o serviço – não precisava ter trazido também as transmissões do Campeonato Carioca.

Também foi muito legal, no sábado, o churrasco no clube para os amigos mais chegados. Marcelo e Luis também são do banco, eu sei, mas, talvez por não serem do mesmo departamento, foi mais fácil com eles separar o que é trabalho do que é a vida pessoal. Muito bom o encontro, a despeito da minha briga (eterna enquanto dure) sobre a qualidade da carne de Brasília: não dá para ficar fazendo churrasco com “cortes selecionados” de picanha embaladas à vácuo, quando, no sul, eu vou no açougue do Vermelho da Osvaldo Aranha e consigo sempre um pedaço melhor!!! Porco Cane!!!

julho 19, 2006

Passagem na Mão

Tudo confirmado agora. Itinerário:

26/07 - 14hs30: vôo para São Paulo, chegada em Congonhas.
26/07 - 17hs: ida para Guarulhos.
26/07 - 21hs50: vôo para Nova York, JFK
27/07 - 8hs30 - horário da costa leste americana: vôo NY-Durham.

No final das contas, adaptando tudo, acho que são grandes as chances de chegar no final da manhã em Durham. Já vi que, por exemplo, o vôo NY-Durham de hoje saiu do aeroporto JFK às 10hs20 da manhã, chegando pontualmente às 12hs.

Saudações!

julho 16, 2006

Alive!!!

Ainda na seção "Despedidas", relato de uma excelente noite. Chris e eu decidimos ir a um lugar chamado "O'Reilly", aqui em Brasília, cujas poucas referências disponíveis eram muito positivas: um dos sócios do lugar é Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso; nas poucas vezes que passamos na frente do lugar, não estava tocando pagode, axé, funk e outra baboseiras do gênero; e, não menos importante, o nome do lugar me faz associar, diretamente, a cerveja irlandesa e à musica Baba O'Reilly, do The Who, um dos melhores usos de sintetizadores eletrônicos em música de todos os tempos.

Entrando no lugar – um pub clássico: palco ao fundo, balcão de bar grande, segundo andar com mesas, subsolo para sinuca – surpresa direta com a seleção musical: Ramones no som ambiente (ok, Poison Heart, junto com Pet Sematary, já diria o Ricardo, são as únicas músicas que o povo conhece)!!! Mas não parou por aí! Noite muito divertida, filé acebolado no palito para o jantar, cerveja draft em canecas grandes, homenagens ao sócio do bar (Vital e sua Moto, Meu Erro, O Calibre), aproximava-se a porta de entrada para o Nirvana – Come as You Are, não tem problema, não: o espaço é de todos –, nem a Plebe Rude incomodou com seus gritos de Até Quando Esperar. Mas Será que outra banda famosa local ia aparecer? Com certeza, deu as suas caras, trazendo a Geração Coca-Cola, até um avião bombardeio sobrevoou o local: Vertigo total, mas I Will Follow neste ritmo até o fim, ou até as pernas cansarem. E elas demoraram para cansar, até porque Chris ficou sabendo que sou Jumping Jack Flash nesta noite. Já estava perto do estado de Losing My Religion, mas esta ia ser a noite para The One I Love: FIIIIIIIIREEEEEEEEEEEEE!!!! Muitas Flores, cercadas por Bichos Escrotos por todos os lados. A pimenta forte, vermelha, me levou para Other Side, mas não durou muito, pois, Boys, Don't Cry, Money for Nothing.

E no final, apoteótico, ainda me dei ao luxo, antes de fazer o anúncio de Aluga-se, do chamado gutural:
— Toca Raul aí, ô cabeludo!!!

Na saída, a certeza de Eddie Vedder ecoava no ouvido: OOOOOOHHHHHH AAAAAAHHHHH OOOOOOOOOHHHH I'm Still Alive EEEEEEEEHHHHHH AAAAAAAAAHHHHHHHHHH

Ganhei meu motivo para voltar a Brasília!

julho 12, 2006

Flashes de uma Volta pelo Sul

Aqui, outras fotos das despedidas do sul. Tom bem menos sentimental em relação aos posts anteriores, mas, com certeza, com as mesmas idéias enraizadas.

Um dos motivos para ir ao sul, além das despedidas, era ter alguma medida sobre como estarei daqui algum tempo. Acho que estes dois daqui do lado dão uma boa medida a respeito: meu pai acabou de fazer 60 anos, e meu avô está prestes a cumprir nove décadas neste mundo. Um orgulho para qualquer um, e uma excelente medida sobre até onde eu posso chegar!!! Pobre Christiane...

Já aqueles que não fugiram para Florianópolis ou para o México (não é, Izete?) também tiveram a sua despedida. Parcela fundamental no apoio para a ida ao doutorado, os dois professores também merecem um abraço forte!!! Sobre o Sabino, chegamos à conclusão que os bares e pubs da Padre Chagas e da Cidade Baixa não são mais os mesmos: fomos expulsos do pub da foto, por volta das duas da manhã, só porque eles queriam fechar!!! Que absurdo!!! Nem a Sierra Maestra oferecia suas curvas naquela noite para a devida tomada: a entrada denunciava que a noite por lá não renderia novas conquistas... Com o Marcelo, depois de uma rápida passada no prédio (verde!!!) da economia da UFRGS, boa massa, um vinho competente e uma ótima conversa. Além disso, a lembrança importante de que "no início do doutorado, você vai se sentir pior do que a poeira que fica por baixo da bosta do cavalo". Valeu a nova dica, professor!!! Enfim, não faltarão outras oportunidades de rever este pessoal, além daqueles que não puderam se fazer presente naquela noite.

Já esta turma é especial, mesmo. Todas as histórias revividas em uma única noite, em um único churrasco, em muitas garrafas de cerveja que culminaram em charutos e cafés. No fim, a constatação de que o fôlego para que a noite se tornasse mais longa – como sempre foi na nossa adolescência – já não é mais o mesmo. Entretanto, a alegria do reencontro (agora com namoradas, esposas, filho em casa!) permaneceu, e só isto já valeu pelo tempo que ficamos sem nos ver.


Abraços a todos!

julho 10, 2006

"Primeiro Final"?!?!?!?!?!?

Blog também foi feito para escrever bobagens, e depois desta semana tive certeza que coloquei em letras garrafais a minha primeira: de onde eu tirei que eu estava fazendo um primeiro encerramento do blog, em função das despedidas necessárias do pessoal do sul???? Que baita bobagem!!!! O título do post sugere um paradoxo com a seqüência de pontos de interrogação e exclamação, e é o que eu quero mostrar que ocorreu neste final de semana.
Existe um paradoxo famoso que diz, em síntese, que é impossível chegar em qualquer ponto do mundo. Como exemplo, supondo que você saia de Brasília e queira ir a Durham, é necessário que se cumpra a primeira metade do trajeto para chegar ao final. Atingida a primeira metade, para chegar no final do caminho, é necessário cumprir a metade da metade; e para a metade da metade, é fundamental a metade da metade da metade... até que se descobre impossível fazer o caminho inteiro, já que sempre faltará 50% do caminho restante. Assim, a conclusão evidente: é impossível chegar a Durham, porque sempre vai faltar metade do caminho restante.
Onde eu quero chegar com isto? É incrível, mas parece que, quanto mais longe eu vou morar, menos despedidas são necessárias, porque eu tenho certeza que os próximos encontros não passarão de um "até logo".
Por exemplo, vejam a foto abaixo:

Para quem não conhece, esta é a minha mãe. Quando fui morar em Porto Alegre, para fazer a graduação, muito choro, olhos esbugalhados, lágrimas (dos dois) que dariam para acabar com a seca na metade sul do RS. Pois bem, passado um tempo, minhas idas e vindas de Bento para Porto Alegre tornaram o "adeus" em "até logo". Quando me mudei para Brasília, esta outra daqui de baixo (vejam a foto) chorou até cansar. A despedida da minha irmã parecia o fim do mundo.

O tempo passou (quase três anos em Brasília!!!), e as despedidas mostravam as saudades, mas sempre com a certeza de que seria fácil nos rever. E, assim, todas as idas ao aeroporto tornaram-se um "até breve".
Pois bem, agora vou para mais longe ainda! E tive certeza, neste final de semana, que, ao invés do "Primeiro Final", este foi o último, já que todas as outras despedidas que ainda estão por vir não passarão de um "até breve" - até porque é impossível ir para muito mais longe!!! E este é exatamente o paradoxo descrito: por maior que seja o esforço, é impossível, na teoria, chegar em um novo lugar; da mesma forma, é impossível, na teoria, dizer "adeus" de forma definitiva, se, a cada retorno ao pago, toda despedida se trasforma em um "até mais", por mais longe que se habite neste mundo.